Xadrez do trumpismo e do bolsonarismo, por Luis Nassif

Peça 1 – as bolsonarices de Trump

Na descrição da jornalista Elizabeth Drew, lotada em Washington, Donald Trump é “um presidente dos Estados Unidos que desdenha a opinião de especialistas, é impulsivo, mentiroso, não muito inteligente, perturbado, desinformado, indeciso, incompetente, destemperado, corrupto e um negociador pobre (conforme) ficou irrefutavelmente claro nos últimos dias”.

No entanto, imaginava-se que seria domado pelo “sistema”, as instituições que integram a maior democracia do planeta, que suas extravagâncias não mexeriam com a economia e os mercados.

Ledo engano!

Fato 1 – a interferência na Defesa

No dia 19 de dezembro, pelo Twitter, Trump informou que o EIIL (Estado Islâmico do Iraque e da Siria) havia sido derrotado e os Estados Unidos retirariam suas tropas da Síria. Anunciou também a retirada de metade das tropas do Afeganistão, no meio de negociações com os talibãs.

Não consultou países e grupos aliados, não informou previamente as lideranças republicanas no Congresso. Consultas prévias são essenciais para corrigir caminhos, levantar consequências e montar estratégias de implementação.

Estrategicamente, a medida foi considerada um desastre diplomático e estratégico. Os curdos foram deixados à mercê da Turquia e o poder na Síria se consolidou nas mãos de Bashar al-Assad, aliado da Rússia e do Irã. Não por coincidência, as duas únicas personalidades a saudar a medida por Recep Tayyip Erdoğan, da Turquia, e Vladimir Putin, da Rússia.

As reações foram imediatas. No Senado, houve o protesto do senador Lindsey Graham, em geral aliada de Trump. O Secretário de Defesa James Mattis, tido como única barreira aos impulsos de Trump, pediu demissão. Na lista de queixas, um diagnóstico arrasador dos desastres que uma diplomacia sem rumo pode provocar. Trump demonstrou confusão para identificar aliados e adversários, passou aos aliados sinais fortes que não poderiam confiar no apoio americano, esgarçou as alianças com a OTAN (Organização do Tratado do Atlêncito Norte).

A saída de Mattis provocou reações imediatas no Partido Republicano, conforme alerta do líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, que viu o governo Trump despido de qualquer barreira de proteção contra suas bolsonarices.

Fato 2 – o muro separando o México

Trump fez campanha defendendo a construção de um muro separando os EUA do México, para impedir a imigração ilegal. A proposta tornou-se impopular para o público. Em reunião televisionada na Casa Branca, os democratas jogaram uma casca de banana e Trump escorregou direto: para não abrir mão da rude franqueza sem-noção, declarou que ficaria “orgulhoso” de paralisar o governo, caso o Congresso não liberasse parte das verbas para a construção do muro.

Pouco antes do Natal, foram suspensos os salários de centenas de milhares de trabalhadores federais.

Fato 3 – a disputa com o FED

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Junto com a paralisação da administração, veio o humor de que Trump planejava demitir Jerome Powell, presidente do FED. O desconforto do mercado obrigou o Secretário do Tesouro Steven Mnuchin a uma desmentido público.

Até então, o mercado acreditava que Trump latia, mas não mordia.

Fator 4 – as disputas com a China

A radicalização da guerra comercial contra a China, ameaçando a globalização e as cadeias de suprimentos globais, especialmente no setor de tecnologia, espalhou o pânico, radicalizando os receios de ampliação da crise global.

Segundo Nouriel Roubini – o economista que previu o crash de 2008 – hoje em dia o mercado enxerga Trump como o Dr. Strangelove, o personagem do filme de Stanley Kubrick.

Conclusão

Nos processos democráticos, há dois momentos distintos. Um, o das eleições, nas quais o eleitor se manifesta. A outra, no exercício do poder, restrito ao que o próprio Trump chama de “sistema”: o Congresso, a Suprema Corte, o sistema de Defesa, o Departamento de Estado, o mercado e a grande mídia sendo a síntese dos julgamentos de imagem que acompanham toda gestão.

Ou seja, as redes sociais ajudam a construir imagens junto ao povão; mas no exercício do poder valem  as regras de conduta aceitas pelo “sistema”.

Peça 2 – as trumpices de Bolsonaro

Se Steve Bannon não assessorou pessoalmente Jair Bolsonaro, nas últimas campanhas, estamos diante de um milagre superior aos feitos de João de Deus. Não apenas o uso das redes sociais, a geração de fakenews, mas as denúncias contra supostas manipulações na apuração, a criminalização dos adversários, o estímulo à violência, a disseminação do preconceito por gays, imigrantes, “vermelhos”, e um fanatismo religioso de talibã.

Os riscos do estilo Trump para uma democracia madura, como os Estados Unidos, servem de alerta a qualquer setor racional do sistema de poder brasileiro. E, em relação, ao “sistema”, há diferenças essenciais entre os Estados Unidos de Donald Trump e o Brasil e Jair Bolsonaro.

Há dois momentos na política: nas eleições, manifesta-se o povo; no governo, manifesta-se o “sistema”.

No caso brasileiro atual, há um enorme fator de desequilíbrio no “sistema”: o poder militar que emergiu com a falência do poder civil e que tem se constituído, até agora, no eixo mais racional da troupe Bolsonaro.

O STF (Supremo Tribunal Federal) perdeu a capacidade de mediação. No momento em que o presidente Dias Toffoli trouxe um militar como assessor, formalizou definitivamente a irrelevância do STF, como defensor da Constituição e agente de mediação.

O Congresso poderá ser subjugado pelo estado policial que está a caminho, comandado pelo futuro Ministro da Justiça Sérgio Moro.

O empenho com que a própria Procuradoria Geral da República vazou delações contra Renan Calheiros, candidato a presidente do Senado, e o papel solícito do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro em relação ao motorista dos Bolsonaro, são indícios do envolvimento político do ministério público.

Peça 3 – A volta dos porões

Há um enigma no ar, que é o papel a ser desempenhado pelos porões.

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O documentário anônimo sobre o atentado a Jair Bolsonaro é perturbador. Nele, são identificadas pessoas que gravitam no entorno de Adélio durante a primeira tentativa e a segunda, logo depois. Em alguns momentos, parece até que montam uma barreira no meio do povo, para facilitar a aproximação de Adélio. E, quando ocorrer o atentado, correm a montar um cordão de proteção para impedir o linchamento do autor.

São indícios, mas que merecem atenção, assim como a pressa no deputado-delegado Francesquini em impedir entrevistas, ou a prontidão de quatro advogados assistindo Adélio logo após o atentado. E, mesmo, seu isolamento total depois do atentado.

É difícil que o atentado não tenha ocorrido. Não seria possível cooptar médicos da Santa Casa de Juiz de Fora e dos hospitais Albert Einstein e Sirio Libanês. Mas a hipótese de ter sido um conluio, e não a ação individual de um desvairado, não deve ser descartada. Havia  dois desfechos possíveis no atentado: um ferimento superficial ou um ferimento fatal. Em qualquer hipótese, o bolsonarismo sairia vencedor, com Jair ou sem Jair. Aliás, é só conferir a desenvoltura com o que o candidato a vice-presidente, general Hamilton Mourão, assumiu as rédeas da campanha.

É difícil que Mourão tenha participado de um jogo desses. Mas, e se fosse um grupo dos porões, que enxergasse no atentado a possibilidade de um presidente militar puro-sangue?

Os ataques terroristas

Seja o que for, há muito mais coisas no ar do que aviões de carreira. Já é antiga a insistência em encontrar células terroristas no Brasil, como álibi para a implantação de uma intervenção maior nas instituições.

A primeira tentativa foi o do então Ministro Alexandre de Moraes, armando um banzé em torno do episódios do grupo radical de Facebook – um bando de malucos, mas sem nenhum indício de que estariam planejando ações concretas.

Depois, a criação indiscriminada de operações nos estados com as forças nacionais, a indicação de um general da reserva, radical, para comandar o GSI (Gabinete de Segurança Interna), o decreto estendendo o conceito de segurança nacional para todos os cantos.

Agora, surge essa história da ameaça terrorista, e do manifesto pirado divulgado por um portal de Brasília, de autoria de um suposto grupo terrorista de ativistas da natureza, anunciando ações terroristas contra o governo Bolsonaro.

Não se tenha dúvidas de que as sementes que começaram a ser plantadas no início do governo Temer, para abrir espaço para uma intervenção militar, continuam sendo fartamente regadas. Não há nenhum álibi mais efetivo do que ameaças terroristas.

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O polianismo

Tem-se o primeiro caso da história republicana, de governo religioso, com todos os riscos já conhecidos nesse embricamento  do fundamentalismo religioso com o Estado. Há ameaças de formação de um estado policialesco. O futuro presidente cria problemas diplomáticos graves por motivos religiosos e ameaça liquidar com os inimigos. O clima de macartismo espalha-se por todo o país.

Mas, para o diáfano Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, todos esses sintomas constituem “a nova ordem que procura nascer e reflete a imensa demanda que se desenvolveu na sociedade brasileira por integridade, idealismo e patriotismo. Estamos procurando mudar paradigmas inaceitáveis e empurrar a história na direção certa”. 

Afinal, como diz o Ministro Ernesto Ataujo, das Relações Exteriores, amigo de fé e de esperança. “No Brasil (pelo menos), o nacionalismo tornou-se o veículo da fé, a fé tornou-se a catalisadora do nacionalismo, e ambos desencadearam uma estimulante onda de liberdade e de novas possibilidades. Deus está de volta, e a nação está de volta: uma nação com Deus; Deus através da nação.” 

Peça 4 – os próximos passos

Os episódios recentes reforçam o cenário dos últimos Xadrezes.

1. O poder de fato está com o general Augusto Heleno, que tem ascendência sobre Bolsonaro e família, e sobre o eixo militar do governo.

2. A família Bolsonaro continuará ativista do fundamentalismo religioso do governo. E será cada vez mais fator de turbulências. Nem o episódio do motorista ajudou a refrear a ânsia de protagonismo da família. A eventual queda de Bolsonaro significaria a ascensão do general Hamilton Mourão. Por isso mesmo, a hipótese mais provável será, no próximo escândalo de vulto, o afastamento dos filhos do centro de poder. Sem os filhos, Bolsonaro se tornaria apenas a imagem do seu governo.

3. Também aumentarão os embates entre o núcleo Bolsonaro – liderado por Augusto Heleno – e o vice-presidente Mourão, que é um verborrágico incontrolável. Até agora Mourão não desceu do palanque do clube militar.

Um desenho mais claro do governo se terá a partir dos próximos dias, quando forem anunciadas as metas de cada ministério. Aí será possível avaliar a compatibilidade entre o plano de infraestrutura – aparentemente bem desenhado – e as limitações das políticas restritivas a serem implementadas por Paulo Guedes.

Quanto ao estado policial, se implantará sem lançamento oficial. Será gradativo, com cada medida sendo naturalizada pela opinião pública, minimizada pelo Supremo, como, aliás, têm sido a regra desde a campanha do impeachment.

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48 comentários

  1. Jair, o palhaço e Guantánomoro, o “Duce”.
    Creio que Jair Bolsonaro e “famíglia” estão liberados pelos estadunidenses para cometerem as loucuras que quiserem desde que o Pré-Sal esteja com as petroleiras dos EUA e todos os setores competitivos em relação aos EUA continuem sendo esmagados pelo seu fiel funcionário Guantánomoro.

    As declarações do “Posto Ipiranga” contra os industriais e acelerado fatiamento da Petrobrás mostram que a agenda continuará sendo cumprida.

    Em caso de rebeldia do “mito” e seus “mitinhos”, Guantánomoro tomará o Poder de fato, e colocará um fantoche no Planalto: o boquirroto Mourão.

    A oposição será esmagada pelo Estado policial de Guantánomor caso não volte a ter interesse em aprender a guerrear com Clausewitz e nem a usar os “instrumentos” criados por Mikhail Kalashnikov.

    Guantánomoro não foi convidado para ser Ministro. O velho Tancredo Neves aconselhava não nomear um Ministro que não pudesse ser demitido. Guantánomoro foi imposto a BOÇALnaro por quem realmente comanda o Golpe desde 2013: o governo estadunidense.

    • Justamente…..
      O justiceiro
      Justamente…..

      O justiceiro foi imposto, pois esse é um desgoverno de lojistas, pensado fora do país, e urdido há tempos…………..

      E pro canalhas fãs do bolsominto…..cuba é aqui, não a altiva de hoje, mas o puteiro estadunidense dos anos 40/50, e vira latas que são, se orgulham em ficar de quatro para um gringo……..

  2. Trump é menos pior para o

    Trump é menos pior para o mundo do que qualquer  Obama ou similar. Os militares vão exercer o poder de fato, só não acho que haveria conflito entre general A e general B.  No mais, Nassif desenhou muito bem o mapa do rascunho do inferno que nos aguarda.

  3. tia Maria

    “Não seria possível cooptar médicos da Santa Casa de Juiz de Fora e dos hospitais Albert Einstein e Sirio Libanês.”

    (Num tempo em que tem gente que desconfia que até juiz do Supremo está sendo chantageado!)

    Minha tia Maria, falecida no ano de 1980 tinha uma máxima:

    -Impossível é Deus pecar.

    (até porque Ele é quem escreve as regras)

  4. esse lance de terrorismo é

    esse lance de terrorismo é típica jogada da direita e da extremadireita dos porões dos podres poderes….

    como diria hana arendt, os burocratas do conluio midiático-judiciario-parte do mpf criminalizaram, criaram o estado de exceção, e viraram crinminosos com as próprias leis criadas ou inventadas por eles,

    prenderam lula,

    e criarão novas leis para ampiarem seus crimes em série….

  5. biased

    Caro Nassif,

    Me desculpa, mas tua analise de Trump é enviesada. Lembremos que a saida da Syria seria a primeira promessa de campanha que ele esta cumprindo.  Ele prometeu sair do Afeganistão. Ele esta tentando fazer o tal muro… outra promessa de campanha.  Podemos concordar ou não com esta agenda ou seus items: eu pessoalmente acho que sair da Syria e Afeganistão é bom, fazer o muro não.  O que acho meio complicado é critica-lo citando a midia corporativa Clintonista e os setores politicos que fazem, ja desde a campanha oposição a ele. Talvez seja um vicio dos brasileiros, tomar as dores e agirem como se fossem estadonidenses.  Seria legal uma analise mais isenta.

    Tudo somado, acho positivo que Trump tente se reeleger entregando suas promessas de campanha em vez de detonando uma terceira  guerra mundial.  Os danos que ele tem causado ao imperialismo americano, bom o resto do mundo agradece.

     

    wasp

    • update

      “”Estrategicamente, a medida foi considerada um desastre diplomático e estratégico. Os curdos foram deixados à mercê da Turquia e o poder na Síria se consolidou nas mãos de Bashar al-Assad, aliado da Rússia e do Irã. Não por coincidência, as duas únicas personalidades a saudar a medida por Recep Tayyip Erdoğan, da Turquia, e Vladimir Putin, da Rússia.””

      Os curdos deram o brible da vaca na Turquia e nos EUA: convidaram o Exercito Sírio a entrar em Manbij. Os sirios vao se reconciliar Assad sem precisar criar nenhum curdistão, tiirando da Turquia o motivo para invadir o norte da Siria.

      O artigo pinta Trump como um total idiota, mas na verdade existe um motivo mais profundo para retirada: Colapso financeiro.

      Daqui a pouquinho os americanos nao terao como sustentar a ocupacao indiscriminada de territorios no exterior.  Notaram que a conversa de atacar o Iran sumiu da midia?

       

      Wasp

      • Xadrez do trumpismo e do bolsonarismo

        -> Os curdos deram o brible da vaca na Turquia e nos EUA: convidaram o Exercito Sírio a entrar em Manbij.

        curdos?! mas o que eles teriam a dizer:

        “However you look at it, Trump’s decision is big news. It indicates that the US “deep state” has no power over Trump’s foreign policy. It suggests that the US neoliberal project is dead in the water, or at least that some elements of the US ruling class consider it to be. It also implies a future in which ethno-nationalist autocrats like Erdoğan, Trump, Assad, Bolsonaro, and Putin will be in the driver’s seat worldwide, conniving with each other to maintain power over their private domains.

        In that case, the entire post-cold war era of US military hegemony is over, and we are entering a multipolar age in which tyrants will rule balkanized authoritarian ethno-states: think Europe before World War I. The liberals (and anarchists?) who imagine that this could be good news are fools fighting yesterday’s enemy and yesterday’s war. The de facto red/brown coalition of authoritarian socialists and fascists who are celebrating this are hurrying us all helter-skelter into a brave new world in which more and more of the globe will look like the worst parts of the Syrian civil war.”

        The Threat to Rojava

        An Anarchist in Syria Speaks on the Real Meaning of Trump’s Withdrawal

        .

    • Xadrez do trumpismo e do bolsonarismo

      -> eu pessoalmente acho que sair da Syria e Afeganistão é bom, fazer o muro não. 

      pô, mas até o Obama tem um muro com 3m de altura em torno da casa dele!

      “President and Mrs. Obama built/has a ten foot Wall around their D.C. mansion/compound. I agree, totally necessary for their safety and security. The U.S. needs the same thing, slightly larger version!”

      Trump continua confirmando que não veio para explicar e sim para confundir. ou na verdade seria ao contrário?

      afinal, qual é a desse muro?

      entre o inusitado aperto de mão com o Kim e a retirada relâmpago das tropas da Síria, onde está a fronteira da teoria da conspiração?

       

    • Lisbeth:
      Assisto a CNN quase

      Lisbeth:

      Assisto a CNN quase todos os dias (para me manter informado sobre os assuntos da gloriosa Roma Imperial), e concordo plenamente com a tua avaliação 

    • Trump e a implosão do establishment americano

      De fato, ningém sabe se há ou não uma guerra intestina no seio do establishment americano ou se tudo não passa de jogo de cena e intrigas palacianas ppela tomada do poder.

      Concretamente, Trump foge do normal e age conforme estratégias próprias. Ele deu um by-pass no “sistema” formal tradicional e negocia de forma indireta com Rússia e China.

      Alguns resultados concretos de Trump são crescimento do PIB, reindustrialização, reorientação estratégica no Oriente-Médio e o mais impactante, a saída dos EUA da Síria.

      A mídia brasileira apenas traduz CNN, Reuters, EFE, LeMonde, TheEconomist, …, todos do “sistema”.

  6. Não…..nunca tivemos

    Não…..nunca tivemos atentados provocadospela sitiuação para forçar movimentos em seu favor…..

     

    Quiéisso……..quem acredita nisso acredita em papai noel, são puros, santos…….nunca inventariam uma facada, como numca derrubariam dois prédio com dois aviões, e nem depois um terceiro, horas mais tarde, e que estava a dezenas de metros distante do ocorrido….que é isso gente……..lojistas são gente boa……deixem tudo com eles……2019 será um ano inesquecivel…………………………….

  7. estado policial…

    o fetichismo tecnológico de Bolsonaro, namoro com sionistas e seus instrumentos de morte, indica que todo opositor será carimbado com a palavra PERIGO

     

    só políticos? duvido muito! todo e qualquer cidadão das comunidades capturadas

     

    não há só um enigma no ar;  também há cheiro de prisões, tortura e sangue

  8. Sobre esse trecho do artigo:

    Sobre esse trecho do artigo: “É difícil que o atentado não tenha ocorrido. Não seria possível cooptar médicos da Santa Casa de Juiz de Fora e dos hospitais Albert Einstein e Sirio Libanês.” Discordo do Nassif, pela quantidade de médicos bolsonaristas que existem no Brasil, seria bem mais fácil cooptá-los do que se possa imaginar. Não não descarto a hipótese de médicos reacionários e comprometidos com a eleição do Bolsonaro agirem para facilitar a eleição de seu candidato.

  9. Inversão de causa e efeito?

    Do texto do LN: “o poder militar que emergiu com a falência do poder civil”. Não sei, mas não haveria aqui uma inversão de causa e efeito? Como está parece que o poder militar estava lá, quietinho no seu canto, aí o poder civil simplesmente “sumiu” e o poder militar, coitado, talvez até a contragosto, teve que emergir, para por ordem nas coisas.  

    • nada como uma LAMPADA pra

      nada como uma LAMPADA pra iluminar as idéias

      Verdade  ..embora devemos reconhecer que o texto não se propõe a dizer do pq o tal poder civil se escafedeu

      mas valeu o registro

  10. O mistério do FB de Adelio não foi investigado

    No dia 06 de setembro, quando o site GGN anunciava a ocorrência momentos antes do atentado e divulgando o nome do “suspeito” o qual havia sido revelado pouco antes pela Folha de S. P, fiz uma pesquisa pelo Google e cheguei ao FaceBook de Adelio.

    As informações desencontradas, naquele instante, insistiam na tese de que o autor seria um militante de esquerda ou de extrema esquerda. 

    Entretanto, não foi essa a impressão que eu tive ao consultar seu FaceBook e seus contatos.

    Para mim ficava muito claro o contato do suspeito com sites de extrema direita.

    Em particular estes:

    “O Pesadelo de Qualquer Político”

    “Pastor Célio Roberto”

    O primeiro site se mostrava defensor da intervenção militar, do General Mourão e de Joyce Hasselman.

    Achei estranho essa vinculação e postei aqui, às 18:37, um comentário manifestando essa minha estranheza:

    https://jornalggn.com.br/comment/1254406#comment-1254406

    Poucos minutos depois, às 19:46, o comentarista Nabantino Gonçalves relata não ter conseguido acessar o link por mim indicado.

    Mas alguns minutos mais, o site voltou a ser acessível conforme 2 relatos do próprio Nabantino.

    Entretanto, entre o primeiro acesso que tive, antes das 18:37, e o último acessado por Nabantino, 20:27 e 20:49, onde uma lista de “favoritos” do suspeito é publicada, estranhamente o site “O Pesadelo de Qualquer Político” já não constava mais entre os favoritos. Porém, o do Pastor Célio Roberto ainda permanecia.

    Observem que em todos estes momentos, Adélio já se encontrava detido.

    A sequência dos fatos acima pode ser recordada e seguida no post do GGN:

    https://jornalggn.com.br/noticia/pm-diz-que-bolsonaro-foi-esfaqueado-durante-campanha#

    Chamei a atenção para o que parecia ser muito suspeito: a saber, o FaceBook do suspeito estava sendo manipulado mesmo após a prisão de seu titular.  Quem estaria alterando “detalhes” que aproximariam Adélio de indivíduos de extrema direita?

    No dia 09 de setembro, um novo post é publicado aqui:

    https://jornalggn.com.br/noticia/juiza-autoriza-quebra-de-sigilo-telefonico-de-adelio-bispo-de-oliveira

    E nele faço novo comentário. Desta vez procurando interpretar as minhas suspeitas.

    Para quem quiser recordar, o link é:

    https://jornalggn.com.br/comment/1255445#comment-1255445

    Até agora, nenhuma das linhas de investigação resolveu esclarecer o grande mistério da manipulação do FaceBook de Adélio nos momentos que se seguiram à sua prisão. Por quem? E por que?

    A linha das suspeitas apresentadas pelo vídeo acima não exclui a linha que apresentei no link acima e confirma algumas das minhas suposições. Acho até que reforça. A saber:

    1. Adélio não agiu sozinho.

    2. Adélio tinha contatos com indivíduos de extrema-direita.

    3. Era notória na época a clara vantagem de Lula nas sondagens ou mesmo de quem ele indicasse.

    4. Bolsonaro perderia para quase qualquer um no segundo turno.

    5. Bolsonaro não era uma figura muito respeitada em grupos de extrema-direita; grupos mais à direita ainda que o próprio Bolsonaro. Para estes, Bolsonaro era tido como um ex-militar causador de encrencas e indisciplinado.

    6. Um assassinato de qualquer candidato, a pouco mais de um mês do primeiro turno, provocaria um tsunami político de consequências inimaginadas. Se a vítima fosse Bolsonaro, o pretexto para a extrema-direita posar de vítima seria o melhor dos mundos.

    7. Se bem sucedido, o tsunami provocaria o cancelamento das eleições (na melhor das hipóteses apenas um adiamento, embora isso não me parece o mais provável).

    8. O tumulto resultante seria o ideal para que forças “profissionais da violência” procurassem “restaurar a ordem” ocupando o poder por tempo indeterminado.

    9. Para mim, Bolsonaro não teria participado do complô. Bolsonaro não é sficientemente “macho” para arriscar sua vida em uma operação maluca dessas. Nem “macho” nem “doido”.

    10. O objetivo era uma troca de um pião de pouco valor pelo rei do adversário. Cheque mate indiscutível.

    11. O plano falhou… mas até certo ponto deu certo.

    12. Ainda assim, um dos filho de Bolsonaro veio a público, recentemente, para denunciar que teme pela vida de seu pai e que este poderia vir a ser vítima de pessoas muito próximas a ele. Uma denúncia com tal teor de gravidade seria apenas gratuita?

    Continuo perguntando: Quem movimentou o FaceBook de Adéli após sua prisão? E por que?

     

     

     

  11. Espelho espelho meu, o que

    Espelho espelho meu, o que você prefere, os EUA presente por todo planeta interferindo e puxando a sardinha pra si, ou mais concentrado nos seus problemas e mandando o resto pra Pxx Qxx Pxxxx !!??

    Parece que nunca ta bom rsrsrsrs

    Problema, de fato, é que os americanos estão saindo de algumas regiões EXAURIDAS e que dão prejuízo, se concentrando agora no quintal MUITO MAIS LUCRATIVO  ..em especial nas águas profundas devidamente mapeadas e circunscritas a um povo ordinário e paSSivo  ..sem consciência nem líder legítimo

  12. jornalista, fala pra

    jornalista, fala pra mim

    Quantos colegas da imprensa vc conhece que foram cooptados a falar mal de político e do PT ?  ..de LULA e da DILMA principalmente ??!!

    ps – pode usar os dedos dos pés pra ajudar na conta  ..e tb pode se concentrar só nas organizações da GLOBO

     

    e depois disso, me diga, quantos economistas vc conhece que ignoraram a ciência (ou a manipularam) e as estatísticas, pra fazerem proselitismo polítco ?

     

  13. Lindsey é homem
    Uma pequena correção: Lindsey Graham é homem, portanto, senador, não senadora.
    No mais, excelente artigo.

  14. Vou discordar da parte

    Vou discordar da parte internacional [posto de novo (aproveito para corrigir uns pontos), pois a primeira tentativa de ontem parece ter dado pau; desculpo-me se sair repetido].

     

    Acho que se Trump tivesse consultado “países [UE, Canadá, etc., presumo] e grupos aliados [quais?] ele jamais conseguiria retirar suas forças da Síria. E julgo que ele sabia muito bem isso. Assim, a reação à sua decisão era, obviamente, esperada. Afinal, é a reação daqueles que não queriam a retirada.

     

    A renúncia do Mattis e outros parece (mas apenas parece) indicar que Trump está conseguindo diminuir o controle da política externa pelo deep state; controle que lhe foi imposto por meio do “escândalo” das ligações com a Rússia. Lembremos, ademais, que a retirada das tropas [cuja presença na Síria é ilegal, mas isso tem pouco relevância] foi uma promessa de campanha.

     

    Há notícias que a decisão foi tomada após longa conversa com Erdogan. Julgo que o quadro internacional é muito complexo (não estou dizendo que eu o compreenda), e as ações de Trump não podem ser reduzidas a “bolsonarismos”.

     

    Uma série de entrevistas com jornalistas e acadêmicos que trabalham com política internacional e não são alinhados ao globalismo seria muito bem-vinda (Pepe Escobar, Igor Fuser, p. ex.; infelizmente não mais temos Moniz Bandeira). É apenas uma sugestão.

     

    Penso que se não houver uma melhor compreensão da geopolítica atual, algo que nos desafia, a capacidade das esquerdas enfrentarem o que se passa no Brasil será pequena Acho que isso é demonstrado na nossa dificuldade de entender o golpe. Demonizamos a classe média, um equívoco, como nos diz Fornazieri no artigo de hoje, atribuímos demasiada importância a figuras menores como Aécio Neves, Cunha… Temos, é claro, e como todos os países, particularidades importantes [presidencialismo de coalizão, etc. etc.] para compreender o que se passou, mas suspeito que o que por aqui ocorreu e está a ocorrer está inserido num grande conflito geolítico. Boaventura de Souza Santos nos diz que nada se compreende no mundo sem olharmos o conflito EUA vs. China (e acrescento a Rússia)…

     

    Talvez o nosso destino e a restauração da democracia dependam fundamentalmente desse conflito – e de uma possível crise econômica internacional.

  15. tempo indigesto.

    Lamentando este momento da história que nos deu Bolso-Trump desejo a Nassif e seus leitores toda felicidade possívei em 2019, superação e paciência. Não há mal que sempre dure.

  16. Já vi teorias e teorias sobre

    Já vi teorias e teorias sobre a eleição de Bolsonaro e sobre os seus apoiadores nas decisões mais bizarras. Assim como Trump o presidente eleito vai descobrir governando que os problemas de um país não se resolve com uma tuitada. Nomear mitômanos ambiciosos para ministérios é bom para gerar mídia na preparação do governo, mas um país do tamanho do Brasil e com os problemas do Brasil exige competência na resolução dos seus problemas.

    O mais grave no Brasil e o que nos diferencia dos Estados Unidos na resoluçao dos problemas e da tragédia anunciada é que as instituições americanas continuam funcionando mesmo com um presidente despreparado. No Brasil as instituições são compostas e tem como prática o mesmo despreparo e autoritarismo do presidente eleito. Desprezam o conhecimento e os rituais democráticos que fortalecem uma República.

    Não creio que os militares brasileiros sejam referências para carregar o governo Bolsonaro porque as Forças Armadas também são instituições brasileiras e apresentam os mesmos defeitos que causam os nossos problemas. Históricamente não sairam ainda da Guerra Fria para o multinacionalismo de hoje, tem a informação rasa transmitida pela Rede Globo e um profundo desprezo pela nação.

    Quanto ao atentado:

    Eu sempre desconfiei do atentado a Bolsonaro. Porque:

    1 – o Adélio tinha tido contato com os Bolsonaro em um clube de tiro em Santa Catarina

    2 – imediatamente após o esfaqueamento o filho 01 declarou que tinha sido apenas um arranhão.

    2 – o isolamento imediato do Adélio

    3 –  o escritório de advogados contratado para defendê-lo

    4 – a ligação de Adélio com igrejas evangélicas

    5 – a ambição desmedida e total falta de ética que existe na famíla

    Pra mim usaram um desequilibrado incumbindo-o da missão divina de cometer um pequeno atentado para dar mídia e ajudar na sua eleição. Só que algo deu errado e ele acabou por ferir o Mito com mais gravidade.

    É mais um episódio da história de um incrível pais rico em território, em recursos naturais e em cultura popular mas que tem instituições de uma república das bananas, práticas sociais escravagistas e cujo atraso faz o Estado situar-se num limbo histórico que não reconhece a evolução necessária para a criação de um país civilizado conforme a evolução civilizatória da humanidade.

    • Vera, com todo o respeito

      Costumo acompanhar com atenção seus comentários e concordando com eles na maior parte das vezes.

      Neste caso, entretanto eu faria uma modificação fundamental na tua linha de raciocínio:

      Pra mim usaram um desequilibrado incumbindo-o da missão divina de cometer um GRANDE atentado para dar mídia e MELAR as eleições. Só que algo deu errado e o Mito sobreviveu…

      …e se elegeu, contra todos os prognósticos até então.

  17. O verdadeiro poder estará com Moro e os militares
    Como sínteses conclusivas do texto do Nassif, temos dois pontos básicos: por excesso de mediocridade (pior, alimentado por um espírito megalomaníaco…) e absoluta ausência de cognição com a realidade sobre o poder do tal “sistema”, Bolsonaro e seus filhos serão alijados do “poder de fato” logo nas primeiras semanas. A questão passa a ser quais os nomes / grupos / ideologias (entre os militares, é claro.) que predominarão nessa tomada do poder – o comando em si do governo, do país.

    O segundo ponto é que, descarado ou por debaixo dos panos, quem assumir o poder terá que mostrar à sociedade e ao mundo um mínimo de “aspecto democrático”, algo que vá além das patéticas declarações do inacreditável ministro Barroso e sua “nova ordem”. E é aí que entra a ainda grande popularidade de Sérgio Moro, provavelmente repaginado pela Globo e mostrado como uma espécie de “ILHA ÉTICA E RACIONAL” do governo Bolsonaro. Como os alvos serão preferencialmente os mesmos – PT, esquerda, movimentos sociais e políticos considerados inconvenientes ou descartáveis, Moro terá o que sempre sonhou: o poder ABSOLUTO para proteger ou destruir a quem quiser – exatamente como fez em sua República particular – a Lava Jato.

    E terá para isso o único respaldo que podemos considerar maior que o da própria Globo: o dos militares. A cúpula que assumir o poder será a única “entidade” com quem Moro terá que dialogar, eventualmente prestar contas e receber alguns vetos pontuais irrelevantes ao seu projeto de poder, seu projeto de fazer do Brasil um país “com a sua cara” – a “República de Moro”, muito além da República de Curitiba, que ainda tinha, mesmo que em frangalhos, algumas instituições passíveis de atrapalhar seus objetivos.

    Chego mesmo a acreditar que nesse Brasil nonsense, absurdo que vivemos, Moro recuperará parte do prestígio perdido e sua saída da magistratura para se tornar ministro da Justiça será passada à sociedade como “um ato de sacrifício e grandeza pessoal” – quem viver verá!

    É a continuação e a EXACERBAÇÃO do golpe de Estado com a troca de “uma das pernas do tripé”. Se antes tínhamos o Judiciário (pelas mãos do próprio Moro como protagonista), a mídia e um Congresso disposto a tudo – vide impeachment de Dilma – para salvar a própria pele, tanto o Congresso quanto o Judiciário tornam-se apenas entidades CARICATAS e SERVIS aos donos do poder. A própria mídia assumirá esse papel subserviente se quiser sobreviver – financeiramente falando. Os militares e Sérgio Moro – uma espécie de “presidente oculto” – concentrarão em suas mãos todo o poder das maiores decisões em relação ao Brasil. Porque a verdade é que, onde estiver o poder das armas, lá estará o verdadeiro poder.

    Viraremos um país de pantomimas, a farsa, já escandalosa, virará a nossa “realidade”, de fato. O que chamo de “mundo-matrix à brasileira” será intensificado a um ponto de loucura social. Teremos uma mídia que se fingirá independente, um presidente que, ou será deposto, ou se permitirá ser um fantoche, seus filhos excluídos totalmente pelo tal “sistema”, um Congresso que fingirá “debater as propostas do governo”, e um Judiciário, STF à frente “dando o exemplo”, tornado “um cão doméstico”, ganhando dos seus donos as fantásticas migalhas dos salários polpudos, ausência de perseguições, afagos da mídia….

    E tudo isso ocorrerá, provavelmente, sem espalhafatos, as coisas irão “se ajeitando” aos poucos. A não ser que Bolsonaro e seus filhos se recusem ao papel vexatório e queiram “enquadrar” Moro e os militares. Aí as consequências passam a ser imprevisíveis.

    E a esquerda, os blogueiros independentes, os democratas do nosso país? Se não houver uma união nunca vista desses segmentos sociais, veremos alguns serem massacrados como “exemplo” aos demais, seguiremos com nossas brigas internas pelas redes sociais e enfermos pela perplexidade causada por tanto horror……

    Um tempo onde a esperança, a priori, está desautorizada….

  18. A questão central é que o

    A questão central é que o fascismo do trumpismo é genuino, ou seja, boçal, mas nacionalista. O do bolsonarismo é do tipo vagabundo, fica de quatro e se arreganha.

    Mas acho a parte final do post do Nassif a mais importante. Tudo mundo sabe, até eles mesmos, que o governo Bozo vai ser uma merda. Não vai melhorar a economia, o emprego vai no máximo virar biscate precário, não vai melhorar a violência, apesar da carnificina dos pobres e pretos. Temer vai deixar saudades.

    Então a solução é….imitar os Estates, claro. Um atentado providencial, como sofreu Reagan. Ou melhor, atentado terrorista, que salvou o Bush filho. Dizem que se reelegeu graças ao Bin Laden, cujo a família é amiga da família Bush. 

    É por isso que eles já estão direcionando sua fábrica de fakenews para inventar organizações terroristas de motivação islâmico-ecológico! O Bibi veio aqui basicamente para ajudar nessa empreitada. 

  19. BOLSONARISMO E ATENTADO

    Bom dia

    Eu não conhecia o documentário que é mencionado no texto do Nassif. E como ele mesmo diz, é perturbardor. Acabei de assistir.

    Causa até estupor o que foi escrito pelo Galileo Galilei, sobretudo a manipulação da conta do Adelio no Facebook após ele estar preso. E, além disso, as duas mortes na pensão.

    Olha, parece que pode mesmo ter sido um plano, para manipular uma pessoa com certa perturbação mental, a cometer um atentado para alavancar a candidatura do eleito.

    As conclusões do Galileo são perfeitamente lógicas e, agora, faz todo sentido o texto do filho afirmando que o pai corria risco de morrer, o que beneficiaria não os inimigos declarados (a esquerda) mas pessoas próximas (Mourão?).

    Seja como for uma coisa é certa. Não devemos acreditar em absolutamente NADA do que for concluído nesse inquérito.

    Um abraço a todos e todas e uma boa passagem para 2019, ano de luta e resistência contra o avanço das TREVAS.

    Saúde e garra e vamos à luta.

  20. “O poder militar que emergiu
    “O poder militar que emergiu com a falência do poder civil e que tem se constituído, até agora, no eixo mais racional da troupe Bolsonaro.”

    Nassif, essa benevolência com esses estupidos não leva a absolutamente nada. Os preconceitos ideologicos de todos eles sao exatmente os mesmos. É aterrador até ver o nivel de infantilismo politico em oficiais generais com décadas de formação e carreira. Causa perplexidde, de se perguntar “o que esse pessoal aprende nessas academias militares, meu deus?!” Ficou claro na campanha que esse Mourao, por exemplo, cada vez que abria a boca eram duas, tres asneiras proferidas. O tal Heleno, com ar circunspecto, fala em “humanos direitos”…

    Aí vem voce, Nassif, falar de um suposto “nucleo racional”?!

    Com toda magnanimidde, é um aglomerado de estúpidos que ascendeu ao poder. O rumo para a barbaridade já foi tomado.

    A defesa da tortura e do assassinato venceu, e com apoio do sedizentes “liberais”.

  21. Embaixada de Israel

    Nassif,

    Essa onda de a base da pirâmide alimentar peitar o topo, levando a embaixada para Jerusalém  não será uma estratégia para atrair radicais terroristas islâmicos ou mesmo cometer um atentado em nome deles e justificar o estado policialesco a exceção total?
     

    Confesso que só a poucos dias ouço falar em evangélicos preocupados em convocar a parusia. Nunca vi, ouvi algo a respeito, só mais recentemente.

  22. Xadrez do trumpismo e do bolsonarismo

    -> O poder de fato está com o general Augusto Heleno, que tem ascendência sobre Bolsonaro e família, e sobre o eixo militar do governo.

    Trump trava uma guerra intestina contra o Deep State. Bolsonaro é a vingança dos porões da Ditadura Civil-Militar. Bolsonaro está tão distante de Trump quanto antes Lula esteve de Chavez.

    Bolsonaro, assim como Moro, e talvez também Trump, todos seriam não mais do que cavalos.

    afinal, segundo o Gal. Mourão, o próprio Brasil é um “cavalo maravilhoso que precisa ser montado por um ginete com mãos de seda e pés de aço”.

    por isto mesmo, o Vice-General já providenciou também a mudança de seu “nobre amigo” Ídolo para BSB. o equino ficará lotado no Regimento de Cavalarias de Guardas (RCG), entre outros.

    mas em se tratando de montaria, sempre resta saber quem de fato monta em quem…

    por exemplo, o “legalista” Villas Bôas é saudado como o General que salvou a democracia brasileira.

    ainda bem, pois como já farejaram os consultores, abriram-se janelas para bons negócios:

    Já pensou em contratar um ‘militar com experiência’ para a sua empresa? Qualquer militar, contratado para a sua empresa, levando em consideração sua experiência e em especial sua formação militar, possibilitará ao seu negócio atingir um outro nível de desempenho, aumentando exponencialmente seus lucros, fazendo a diferença”

    p.s.: a pergunta que vale um Rosh Hashaná, por que Bibi resolveu passar longos 5 dias na Terra da Promessa?

    vídeo: Netanyahu chama Bolsonaro de ‘mito’

    [video: https://www.youtube.com/watch?v=puSwxKpn6PU%5D

    .

  23. Fabianismo virtual

    É verdade que Trump se considera muito mais inteligente do que ele realmente é. Mas recuar da Siria e Afeganistão tem sua lógica. Quantas frentes de batalha pode o EUA conduzir a mesmo tempo? As guerras do Afeganistão e Siria são trapalhadas dos governos Bush e Obama. Na moralidade de Trump, o que que ele deve aos ex-presidentes e suas agendas? A guerra comercial com a China não está saindo do jeito que Trump esperava. Ele concentra suas forças contra o seu maior inimigo e unico capaz de derrotá-lo. A Russia não é a questão é a China! Há aliados fortes da China plantados bem dentro dos EUA. Empresários dos mais variados setores dependem dos bons negócios com a China, para não falar dos consumidores que não estão dispostos a aceitar aumento da inflação para comprar “made in USA”. Fazer coro com o jornalismo liderado pelo NYT e WP não é a melhor maneira de entender o que está em jogo nos EUA. A midia é democrata, cosmopolita e pró globalização. O fato é que a globalização vaza água, seus adeptos só se sustentam com quarteladas e a base da violência: vide Bolsonaro. Trump procura driblar sua questão de governabilidade pós-eleições. No ponto de vista da eficiência da política, ele tem conseguido isso ao manter-se à frentre dos adversários com sua agenda anti-imigração e anti-China. Se conseguirá por mais dois anos só o temppo dirá. Mas lembrem-se: as mesmas criticas feitas a Trump foram feitas a Bolsonaro, e este venceu. O jogo político do sec. XXI não é apenas vencer, é impedir os outros de subsistirem. O sistema pode ser errodido pelas redes sociais. São como dinossauros, os sistemas são lerdos, pesados, tem raciocionio monofásico. Não se adaptam as circunstâncias. As redes sociais são anarquicas, caóticas, dispersas. Refazem a percepção da realidade a cada vinte minutos. As redes sociais provocaram cinco anos de crise no Brasil que resultaram no curto-circuito sistemico brasileiro. Vale para os EUA o mesmo raciocinio brasileiro. Trump não precisa vencer o sistema, basta que ele não o deixe funcionar por mais dois anos. É como calcular o pi. O sistema não tem como reagir e impor sua agenda. Essa é aposta de quem, nas redes sociais, a fez o mais temivil instrumento político do sec. XXI. É o fabianismo virtual.     

  24. Trump é um morto vivo, o
    Trump é um morto vivo, o cheiro do seu corpo insepulto está espestando todos os cantos de Washington. Ele perdeu qualquer condição de governar e está em trajetória de queda livre até ser expulso da casa branca.

  25. Nota de 3 reais II

    Caro Nassif
    Por ‘falência do poder civil’, eu entendo como fracasso do golpe civil com supremo com tudo. Mas definitivamente não concordo que o ‘poder militar’ seja o eixo mais racional da ‘troupe’. Não vejo os funcionários públicos militares, este é o nome correto, com capacitação para isto. Algumas entrevistas deles são de dar vergonha.

    Ou participaram desde o início, conscientemente do movimento criado pelo departamento de estado da era obama,  ou, o que é pior, não têm tinham idéia do que ocorria e foram sendo incorporados com o progressão do fracasso econômico e social do golpe.

    Em qualquer das duas situações, eu acho, que já devemos discutir a necessidade de ter forças armadas. Se não controlam a tecnologia militar que usam, estão sujeitos a bloqueios externos limitadores, não contribuem para o desenvolvimento nacional tornando-se dispensáveis. Na minha opinião, eles próprios se tornaram um aparelho político conservador caro. Não acrescentam absolutamente nada.

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