Xadrez dos primeiros dias do governo militar, por Luis Nassif

Passo 1 – juntando as peças do jogo

Vamos juntar algumas peças dos discursos de posse e das declarações do novo governo Jair Bolsonaro.

* Sua promessa de extirpar o socialismo e o marxismo do país.

* A proposta de unificar a Nação.

* A proposta do Ministro das Relações Exteriores de abrir a estrutura do Itamarati a não diplomatas.

* A proposta do Ministro da Educação de transformar as escolas municipais em escolas militares.

* A entrega da demarcação das terras indígenas, dos quilombolas e o manejo florestal aos ruralistas do Ministério da Agricultura.

* As promessas de enxugamento radical do Estado e de abertura comercial.

* O tratamento conferido à imprensa no dia da posse.

* O anúncio de caça às bruxas em cargos de confiança e a nomeação de nomes fieis à causa, conforme explicação de Onix Lorenzoni, o pecador absolvido por Sérgio Moro.

* A inclusão de quadros militares em várias áreas da administração, incluindo a Caixa Econômica Federal.

* Na posse do Ministro da Defesa, Bolsonaro deixou escapar que houve articulações com o general Eduardo Villas Boas, comandante-chefe das Forças Armadas, que estimularam sua candidatura. Ou seja, o Poder Militar e o Poder Jurídico se juntaram para manter Lula fora do jogo e viabilizar a candidatura Bolsonaro.

* As declarações de Paulo Guedes sobre a reforma da Previdência, colocando como fator de iniquidade os benefícios para o Judiciário e para a alta administração pública.

Passo 2 – as conclusões iniciais

As conclusões que se tiram:

Conclusão 1 – o que se configura pela frente não é o despotismo, isto é, o governo despótico de um indivíduo, uma família ou grupo. O poder, agora, está com as altas patentes militares, que se veem imbuídas de uma missão salvacionista. É poder que veio para ficar. O salvacionismo consiste em matar o mal pela raiz, interferindo em todos os sistemas que permitem a propagação do socialismo e da corrupção. Portanto, não é discurso restrito a Bolsonaro.

Conclusão 2 –  No tocante às relações externas, há clareza sobre o chamado interesse nacional.  A racionalidade militar impedirá tolices fundamentalistas de Bolsonaro, como a adesão incondicional a Israel e aos Estados Unidos.

Conclusão 3 – Em relação ao quadro interno, há sintonia com o pensamento de Bolsonaro. Acredita-se piamente na ameaça vermelha, no marxismo nas escolas, nos barbudinhos comunistas do Itamaraty.

Quando se fala em coesão nacional, portanto, não se está pensando em conciliação em torno de objetivos maiores, admitindo a pluralidade de ideias, só possível dentro de um quadro de normalidade democrática. Persegue-se a coesão excludente, na qual só caberão os homens bons, que se unirão no combate aos pervertidos.

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Passo 3 – a estratégia de legitimação

Na fase inicial do governo Bolsonaro, há alguns fatores de legitimação pela racionalidade:

1. Atualmente, os militares no governo atuam como um freio às pirações do fundamentalismo-religioso da família Bolsonaro.

2. Atuam como uma barreira aos negócios engendrados pela ala dos financiadores de Bolsonaro. A indicação de militares para o Ministério da Infraestrutura e para a presidência da Caixa Econômica Federal, por exemplo, foi vista com alívio por quem acompanha os jogos de lobbies na área pública.

3. Depois do completo abandono da área de segurança, pelos ex-Ministros José Eduardo Cardoso, Alexandre de Moraes e Torquato Jardim-Roberto Jungmann, por justiça reconheça-se que a reestruturação do Ministério da Justiça, por Sérgio Moro, pelo menos no papel, mostra uma retomada dos conceitos originais do Plano Nacional de Segurança. Permanecem as ameaças de uso político do Ministério e do COAF, mas que não afeta a base de apoio de Moro.

4. Um discurso surpreendentemente cidadão do Ministro Paulo Guedes, sobre a reforma da Previdência, explicitando de forma corajosa uma realidade, em geral, escondida pelo pensamento liberal (https://goo.gl/CRUjuh):  “A Previdência é uma fábrica de desigualdades. Quem legisla tem as maiores aposentadorias. Quem julga tem as maiores aposentadorias. O povo brasileiro, as menores”. Das palavras aos fatos, há várias montanhas a serem escaladas.

Os dois pontos centrais de legitimação do novo militarismo, portanto, são a volta do crescimento e a segurança pública.

Antes de voltar ao caso brasileiro, algumas lições da história.

Passo 4 – os militares e a política

Montesquieu, o pai da ciência jurídica, o pensador que imaginou o sistema de “freios e contrapesos” na democracia, desenvolveu seus estudos a partir da análise da glória e decadência do Império Romano, na obra “Considerações sobre as causas da grandeza dos romanos e da sua decadência”.

Dois fatores ajudaram na coesão da nação.

O primeiro, a democracia romana, a divisão do poder, do qual o Povo participava do processo legislativo e da escolha dos Magistrados. E, com os poderes se fiscalizando, havia mais preocupação com o bem-estar da população, com o fortalecimento do conceito de Nação e com a busca da legitimação que fortalecesse a coesão interna.

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A ideia aglutinadora era o da expansão infinita do Império Romano. As conquistas asseguravam aos militares a propriedade de terras e aos cidadãos a entrada de mais riquezas, com o controle de novas rotas de comércio.

Com a concentração de poder, que começa com a era César, cai a legitimidade do Senado e do Judiciário. Entra-se em um período de grande segurança interna, agravada pela violência militar, da qual o exemplo mais atrabiliário eram os centuriões; e pela insegurança jurisdicional, com os julgamentos dependendo da corrupção ou intimidação dos juízes. É o início da decadência.

E, aí, comprova-se a máxima de Montesquieu: “Todo homem que tem poder é levado a abusar dele”.

Passo 5 – o caso brasileiro

Vamos transplantar a velha ordem romana para o caso brasileiro. A próxima fase sugere um sistema de poder desequilibrado, com o estamento militar se sobrepondo ao político e ao jurídico.

A lógica militar não comporta a presença do déspota – individualmente ou em grupos. O governo autoritário só se legitima, perante a tropa, se houver a alternância de mando.

Assim como no caso romano, trata-se de um modelo que só se sustenta pela expansão do império, distribuição das benesses e perspectiva, de militares que estão de fora, de, em algum momento, ser aceito no baile.

No caso brasileiro, não significa a conquista de outros países, mas a ampliação do controle do Estado. Conquistam-se mais territórios na máquina, abre-se espaço para a colocação de mais companheiros.

Trata-se de uma lógica de grupo, inexorável, que independe das melhores intenções manifestadas no começo do processo.

Essa dinâmica fará com que, cada vez mais, se amplie a influência militar na máquina pública.

A lógica militar, com sua disciplina e normas, é incompatível com formas difusas de organização política e econômica. No caso da política, na fluidez e nas formas de articulação da democracia. No caso da economia, da auto-regulação dos mercados. Faz parte da formação militar procurar manter todos os fatores sob controle.

Em breve, os fatos atropelarão o discurso do livre mercado.

Mas a permanência, ou não, no poder, dependerá do que entregarem à população.

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Passo 6 – os desafios para a militarização

Tome-se a reforma da Previdência. O discurso de Paulo Guedes tem legitimidade, senso de justiça. Mas, colocado em prática, significaria um rompimento radical com o estado patrimonialista. E parte desse Estado é elemento integrante do governo Bolsonaro.

Vamos repetir sua declaração, por surpreendente: “Quem legisla (os políticos) tem as maiores aposentadorias. Quem julga (o Judiciário) tem as maiores aposentadorias”. E onde entram os militares? Segundo o general Hamilton Mourão, o verborrágico vice-presidente, é necessária uma conversa com o Supremo (para mostrar o peso do Judiciário no orçamento), mas o custo das Forças Armadas não pode ser visto como privilégio, mas compensação pela vida dura nos quarteis. Mas como ficariam as aposentadorias herdadas por filhas de militares? E a lógica do militar passar para a reserva com aumento do soldo, na forma de promoção?

Faz parte de quem se torna poder, exerce-lo em sua plenitude.

Será difícil para Guedes atingir seus objetivos abrindo essa exceção para os militares. Significaria se indispor com peças essenciais do sistema de poder que levou Bolsonaro à Presidência, tendo o principal avalista do sistema – os militares – sem legitimidade para tratar do tema.

Caso falhe essa entrega, sempre restará o álibi intemporal da guerra. Portanto, a saída política para qualquer impasse será caçar os suspeitos de sempre.

Correção  

mas o custo das Forças Armadas não pode ser visto como privilégio, mas compensação pela vida dura nos quarteis. Mas como ficariam as aposentadorias herdadas por filhas de militares? E a lógica do militar passar para a reserva com aumento do soldo, na forma de promoção?”

Caro Nassif, acredito que você cometeu alguns equívocos. Desde a Medida Provisória 2215/2001 que os militares não mais passam para a inatividade recebendo os proventos do posto acima. E para os militares que entraram nas forças armadas após a medida provisória 2215 não existe mais a possibilidade das filhas herdarem a pensão do titular. Seria bom uma correção

Grato

Alex

 

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85 comentários

  1. O nassif erra ao ver os

    O nassif erra ao ver os militares como contraponto ao bolsinarismo tosco.

    Essa turma de generais entrou para o exército no meio dos anos 70, auge do regime militar. Isso mostra mais o caráter que a prudência.

    No Chile os militares não foram escorraçados do poder, saíram após entregarem em referendo e eleições. Deixaram um modelo econômico inalterado mesmo após os vários governos da Concertacion. Essa geração dos milicos brasileiros vê o Pinochet como modelo de sucesso, são antes de tudo neoliberais.

    Os Mourões, Helenos e Vilas Boas são na verdade o complemento do delírio tropical dos Chicago Boys do Posto Ipiranga.

     

     

  2. Dane-se. Lavo minhas mãos com

    Dane-se. Lavo minhas mãos com essa pocilga de país.

    Que esse povinho de merda coma o pão que o diabo amassou. Tomara que aprendam alguma coisa. Ou não, tanto faz.

  3. Governo Militar

    Penso que é fundamental reconhecer que o governo Bolsonaro é um governo Militar.

    O povo só vai entender o que isso significa quando o governo tomar decisões reais e sair dos discursos genéricos sobre as boas intenções. Por isso, os democratas, cada qual em seu âmbito de ação, precisam esclarecer o povo sobre as consequências e implicações de cada decisão tomada pelo governo. Reflexão sobre fatos políticos concretos.

    Será que os jornalistas que cobriram a posse aprenderam alguma coisa ?

    • São os “filhos de 64” recuperando o poder
      Estamos vendo a volta da ditadura militar depois de três décadas e meia. Por enquanto estão tentando manter a farsa democrática, mas isto é extremamente frágil. Resta saber até quando.

  4. Duas discordâncias principais
    1 – Bolsonaro foi eleito com compromissos internacionais que terá de cumprir e não serão os militares que vão impedir.

    2 – acreditar no discurso do Guedes é muita vontade de parecer imparcial.

  5. As contradições são profundas

    Como já foi dito a quase cem anos, este é um governo do grande capital contra os trabalhadores e a classe média.

    A proposta do Ministro da Educação de transformar as escolas municipais em escolas militares, vai ser derrotada por falta de adeptos entre os professores, em um processo semelhante ao que está ocorrendo com a tentativa de susbstituir os médicos cubanos no Programa Mais Médicos, os seja os membros da classe média que hoje apoiam o novo governo, não estão dispostos a se juntarem aos mais pobres deste país, muito menos se for para receber o atual salário dos professores da rede de ensino pública.

    A cada dia desse novo governo,  a classe média vai perceber que este não é o seu governo, e que foi mais uma vez traída, e não restará quase ninguém para apoiar este governo, principalmente na quantidade necessária para efetivar a militarização das escolas.

    Ainda vivemos sobre a herança de uma sociedade escravocrata, on o processo de concentração de renda aprofunda as contradições do capitalismo.

    Em 1964, ainda houve a expansão do crédito, as criação de empresas estatais, o BNH, mas agora não haverá isso, muito pelo contrário.

    O liberalismo econômico, irá aprofundar a recessão, e provocar uma espiral recessiva, e um descontentamento geral com o novo governo, não só da classe média, mas também de boa parte do empresariado.

    Os militares ainda estão sobre a influência do tenentismo de 1930, que em 1964 já eram generais, e conseguiram manter o controle ideológico ate hoje.

    Mas isto apenas reforça contradições do novo governo, tanto com o liberalismo econômico, como com o alinhamento com os EUA.

    Na medida em que os trabalhadores do campo e da cidade começarem a reagir de fato, as agressões políticas e econômicas, os militares vão ter que escolher, entre retornar aos quartéis, ou enfrentar uma guerra civil.

    Antes disso, talvez tente convocar Delfim Netto, mas o estrago vai ser muito grande.

    Não haverá tempo.

     

  6. Um governo liberal-fascista-conservador? Uma verdadeira……

    Um governo liberal-fascista-conservador? Uma verdadeira jabuticaba.

    Tenho feito há mais de um ano extensas pesquisas sobre o fascismo e sobre o liberalismo von Miseano, e cada vez mais que pesquisava mais me aumenta a minha confusão, simplesmente pois olhando com cuidado o que se chama o liberalismo do instituto von Mises, as características dos diversos movimentos fascistas e das ideologias conservadoras em costumes enxergo claramente que além das fortes contradições internas das ideologias acima nominadas, a soma destas três cria uma espécie de jabuticaba ideológica que não pode coexistir dentro de um só governo.

    Excetuando o ódio a esquerda e um ataque a qualquer organização ou reinvindicação popular, que as três ideologias contêm, não há o mínimo ponto de contato num discurso que se queira montar a partir destas três vertentes. Se quisermos ligar alguma concepção liberal a uma ideia de conservadorismo de costumes com a chamada ética liberal, o choque seria frontal entre os dois e com perda total dos veículos que se chocassem.

    Se alguém se der o trabalho como eu, de olhar o livro seminal da ética liberal, “A ética da liberdade” de Murray N. Rothbard verá absolutas contradições entre a ética liberal e a ética conservadora, isto vem da concepção de humano para um e para outro, para exemplificar melhor colocarei um parágrafo pertinente ao aborto que Rothbard, seguindo a tradição liberal de John Locke nos seus “Dois Tratados Sobre o Governo” Rothabard escreve:

    “A fundamentação apropriada para analisar o aborto está no absoluto direito de auto propriedade de cada homem. Isto imediatamente implica que toda mulher tem o absoluto direito ao seu próprio corpo, que ela tem o domínio absoluto sobre seu corpo e sobre tudo que estiver dentro dele. Isto inclui o feto. A maioria dos fetos está no útero da mãe porque a mãe consentiu a esta situação, porém o feto está lá pelo livre e espontâneo consentimento da mãe. Mas, se a mãe decidir que ela não deseja mais o feto ali, então o feto se torna um invasor parasitário de sua pessoa, e a mãe tem o pleno direito de expulsar o invasor de seu domínio. O aborto não deveria ser considerado o “assassinato” de uma pessoa, mas sim a expulsão de um invasor não desejado do corpo da mãe. Quaisquer leis restringindo ou proibindo o aborto são, portanto, invasões dos direitos das mães.”

    Poderia enumerar mais algumas discrepâncias fundamentais entre a Ética Liberal e o Conservadorismo de costumes, chamando a atenção que Murray N. Rothbard é um dos expoentes do libertarismo, tão caro aos liberais, e se querem entender a importância que o Instituto von Mises dá a ele é só clicar no link.

    Seguindo nas contradições, o fascismo, que como ideologia supõe um Estado Máximo e não mínimo como diz a famosa frase de Mussolini “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado.” Esta contradição do Fascismo com o liberalismo é uma das principais bases do regime fascista, também no seu discurso em 1922 ele profere a seguinte frase:

    “O ESTADO QUE NÓS QUEREMOS

    Teremos um Estado que faça este simples raciocínio: “O Estado não representa um partido, representa a coletividade nacional, abrange tudo, supera tudo, protege tudo e procederá contra todo aquele que atentar contra sua soberania imprescritível”…..”

    Ou parte de outro discurso de Mussolini:

    “O FASCISMO EM FACE DA BURGUESIA E DO PROLETARIADO

    É uma Itália que quer iniciar um novo período da história. Entre a Itália de ontem e a nossa Itália, há, portanto, um contraste plástico, dramático.

    O choque parece inevitável. Trata-se de preparar as nossas forças, os nossos valores e energias, de coordenar os nossos esforços para que embate nos dê a vitória de que não duvidamos.

    O Estado liberal é hoje uma máscara detrás da qual não há um rosto. É uma fachada sem edifício. Há forças aparentes, dentro das quais não existe o espírito. Todos os que deveriam ser os sustentáculos deste Estado, sentem que se atingiram os extremos limites da vergonha, da impotência e do ridículo. Por outro lado, como já disse em Udina, não queremos pôr tudo em jogo, porque não nos apresentamos como redentores do gênero humano, nem prometemos nada de extraordinário aos italianos. Pelo contrário, pode ser que tenhamos de impor aos italianos uma disciplina mais dura e maiores sacrifícios. Imporemos essa disciplina e esse sacrifício tanto à burguesia como ao proletariado, porque, se o proletariado está infectado, a burguesia está-o ainda mais. Há um proletariado que merece ser castigado para depois se lhe dar possibilidades de redenção; há uma burguesia que nos detesta, tenta lançar a confusão nas nossas fileiras, paga a todas as folhas que colaboram na obra de calúnia antifascista; uma burguesia que, até ontem, se rojava ignobilmente aos pés das forças antinacionais; uma burguesia para a qual não teremos um gesto de piedade!”

    Conforme se pode ver, o discurso fascista se confrontado com a prática fascista é totalmente incoerente, pois como colocado em destaque no último texto nem precisou piedade para a burguesia, ela foi simplesmente agraciada em todo o período do governo (1922-1943).

    Porém o que resta de comum nestas três ideologias na teoria e na prática, é a perseguição a esquerda e como não há nenhum programa do atual governo que premie as classes menos privilegiadas, a perseguição aos pobres será inclemente e permanente.

    Entretanto tem dois problemas no parágrafo anterior, como a esquerda propriamente dita, não se encontra organizada e nucleada em instituições políticas claras com direções e quadro de direção perfeitamente definidos, o governo Bolsonaro será a parte mais patética do Cavalheiro da Triste Figura da obra de Miguel de Cervantes “Dom Quixote”, onde nos seus delírios persegue Moinhos de Vento, que são o marxismo cultural de Bolsonaro e o socialismo no governo.

    O que Bolsonaro certamente perseguirá será o povo brasileiro, e como ficou patente na sua posse que reuniu poucas dezenas de milhares de pessoas, rapidamente a sua base vai se transformar num valor insignificante, pois a sua minoria minguará mais ainda, migrando para tênues acenos de uma desorganizada esquerda.

     

  7. O que o Bolsonaro vai “entregar” vai ser o Brasil

    Vai acontecer a mesma coisa que acontece em todo país que implantou o neoliberalismo (recentemente Argentina, Espanha, Itália, o próprio Brasil na década de 90):

    A economia nacional é aberta a competição internacional sem condições de competir ao mesmo tempo que o estado para de investir na economia resulta na economia regredindo ou estagnada.

    Uma pequena parcela da população rica cercada por uma imensa maioria da população vivendo na pobreza.

    Essa pobreza somado ao fato de não investir em serviços público faz com que exploda o caos social nas periferias onde vive a maior parte da população.

    Esses países desenvolvidos investiram na própria economia para crescer e depois inventaram o liberalismo para impedir que os países em desenvolvimento (América do Sul, África e Ásia) não se desenvolvessem e ocuparem o seu espaço no cenário geopolítico mundial.

    Precisa ser observado o que acontece na China e na Rússia, hoje a China é a nova superpotência do mundo. Possui uma economia equivalente ao Estados Unidos com tendência de superar (já superou, porém, não significativamente).

    Na China e na Rússia é proibido falar de neoliberalismo qualquer pessoa que falar a favor do neoliberalismo vai literalmente presa. Dois exemplos disso recentes:

    1. Candidato a favor do neoliberalismo na Rússia é proibido de se candidatar:

    https://istoe.com.br/comite-eleitoral-da-russia-impede-lider-da-oposicao-de-concorrer-a-presidencia/

    2. Estudantes são presos por incitar uma greve, mais tarde descobrem que esses estudantes são financiados pelo National Endowment for Democracy um conhecido think-tank da CIA.

    https://oglobo.globo.com/mundo/china-prende-estudantes-que-apoiavam-criacao-de-sindicatos-independentes-23017769

    https://en.wikipedia.org/wiki/National_Endowment_for_Democracy

    Com resultado de proibir o neoliberalismo a China pode desenvolver a sua economia. A China é na pratica um país capitalista pois os capitalistas detêm a maior parte do poder. Sendo um país em desenvolvimento os capitalistas chineses possuem o interesse material em desenvolver a economia chinesa. Apesar de a concentração econômica estar aumentando, a economia está crescendo e uma parte da riqueza está sendo distribuída para a maior parte da população, resultando em um aumento nas condições materiais de vida da classe trabalhadora da China.

    O neoliberalismo é um discurso opressivo. O objetivo dele é manter os países subdesenvolvidos.

    Quando a esquerda chegar ao poder de novo precisa aprender com China e a Rússia e proibir e prender todos que apoiarem o neoliberalismo para poder se desenvolver economicamente.

    E sobre o Bolsonaro como o governo vai ser um desastre a única chance é manipulando a cabeça das pessoas através de notícias falsas.

    Resumo: Bolsonaro vai implantar o neoliberalismo e destruir a economia brasileira mas pode se manter no poder manipulando as informações. O Brasil precisa proibir o neoliberalismo para se tornar uma superpotência.

     

  8. Ainda sobre o marxismo, socialismo e a luta dos trabalhadores

    É durante a resistência dos trabalhadores nos regimes ditadoriais, é que o marxismo e a proposta socialista se fortalecem junto aos trabalhadores, se apresentando como única alternativa.

    Quanto maior a repressão, maior é a resistência, a Revolução Haitiana(1794), A revolução Russa(1917), e Revolução Cubana(1959), são apenas alguns exemplos.

    Certamente este é caminho mais dolorido para a libertação.

    Logo o novo governo, vai na prática fortalecer o marxismo e a luta pelo socialismo no Brasil, e não o contrário.

    E no processo de resistência serão forjados novas lideranças, e provavelmente muito mais radicais, que as atuais lideranças dos trabalhadores,  já que haverá poucos espaços para propostas de conciliação de classe, o que coloca a revolução socialista como perspectiva real no Brasil.

    Neste momento muitos jovens que são contra o novo governo, já estão querendo saber o que é marxismo, o que é socialismo, é assim que nasce uma revolução.

    Quando uma ideologia verdadeiramente revolucionária, assume a liderança dos oprimidos e oprimidas.

    • Antigamente eu gostava mais

      Antigamente eu gostava mais de suas análises, Roberto. Lia todas com avidez. Eram realistas e ponderadas. Ultimamente você está muito otimista. O marxismo é muito otimista normalmente. Mas devemos lembrar que Marx escreveu num século de movimentos operários, quando a Besta ainda não tinha levado os grandes sustos da Revolução Russa e da Chinesa. Com os meios de controle que atualmente a Besta dispõe, acho que devemos ser prudentes quanto ao otimismo. Mas, concordo que ainda não é o caso para suicídio, kkk.

      • Certamente este é caminho mais dolorido para a libertação.

        Não há otimismo, apenas não podemos falar tudo, caso contrário facilitaremos as coisas para o  inimigo.

        A tristeza é enorme, principalmente pelo sofrimento dos mais pobres.

        Quanto a luta que está sendo travada, a “caça as bruxas”vai afastar os oportunistas que ocuparam a liderança dos movimentos sociais, e vai assumir aqueles que realmente defende os interesses dos trabalhadores, e de uma forma muito mais radical.

        O caso de um dos ministros do novo governo, que até outro dia elogiava a Presidente Dilma e o PT, e agora ocupa o ponto mais extremo a direita no novo governo é apenas um exemplo.

        Neste momento a fuga dos oportunistas abre espaço para novas lideranças, e processo de “caças bruxas” acelera este processo.

        Além disso, trago a certeza de que a  combinação da falta de uma moeda conversível e as políticas liberais econômicas que será implementadas vai provocar uma espiral recessiva, e acelerar o desgaste do novo governo junto a classe média.

         

         

  9. É sabido, mas não custa

    É sabido, mas não custa lembrar.

    O pagamento de aposentadorias e pensões do setor privado não são propriamente gastos do governo. São transferências. Não têm contrapartida em serviços ou bens colocados à disposição de uma população pelo governo. Ou seja, rigorosamente não são gastos do governo.

    Fundamentalmente, o governo apenas serve de intermediário entre duas parcelas da população: os contribuintes e os aposentados/pensionistas.

    As contribuições para a previdência sequer deveriam ser consideradas como receitas do governo, visto que ele é apenas um intermediário. Mesmo na contabilidade social, é prática corrente considerar as receitas do governo como líquidas de transferências.

    Quando se diz que o governo gasta muito (tipo 13% do orçamento) com aposentadorias está a se cometer uma falácia, visto que o que lhe cabe é, em princípio, apenas transferir.

    Mas, e o deficit? Poderíamos também perguntar, e o superavit (que tivemos ao longo de tantos anos)? O governo, ao chamar para si a questão previdenciária, outorgou-se o direito de usar o superavit e a obrigação de cobrir os deficit, o que pareceu muito conveniente aos donos do poder enquanto existia superavit.

    No caso de deficit, o governo usa impostos para cobri-lo. Novamente, ele está apenas servindo de intermediário entre duas parcelas da população. Poderíamos ter perfeitamente um sistema previdenciário com um deficit de 100%; todo ele financiado por impostos. No fundo, é uma questão de escolha social: que parcela do produto vamos destinar aos velhos, e de que forma vamos fazê-lo.

    Mas é claro que o que está em jogo é a administração dos fundos de previdência, que serão superavitários durante longo tempo – como foi a previdência pública – o grande negócio ambicionado pelo sistema financeiro.

    A forma mais fácil de viabilizar uma reforma é, evidentemente, e como sempre, criticar as aposentadorias do setor público. O que elas foram (pois em grande parte já foram reformadas)? Fundamentalmente um contrato de renda permanente (rendimento médio esperado a longo prazo), com direitos (aposentadoria integral, p. ex.) e obrigações, que permitiria pagar salários menores no período de atividade desses funcionários do que seria teoricamente necessário pagar caso ele não fosse oferecido. Também era muito conveniente, diga-se, enquanto o número de aposentados do setor público era pequeno. Afinal, pagava-se menores salários correntes em troca do que era apenas uma promessa de despesa futura.

    Não deixa de ser irônico que o conceito de rendimento permanente (para explicar o consumo) seja oriundo da escola de Paulo Guedes, Chicago (especificamente, Milton Friedman). Não obstante, novamente temos uma escolha social: o quanto vamos pagar aos funcionários pelos seus serviços e como.

  10. Mais uma vez, muito

    Mais uma vez, muito otimismo.

    Tenho outra interpretação: esse governo vai ser de um neoliberalismo selvagem que tentará desmontar toda e qualquer política social, tentará retirar completamente o Estado da economia e abrirá totalmente a economia do país.

    Partido que resistir será perseguido politicamente como bem prometeu o bosta. Empresário que for prejudicado e resolver resistir pode ser processado por crime financeiro. Não vamos esquecer que Sergiu Morrow foi escolhido para dirigir a NKDV Jeca pra fazer exatamente isso: perseguir os críticos e inimigos do regime.

    Enquanto isso, libera-se o porte de armas para o povo “de bem” se defender da criminalidade, que obrigatóriamente aumentará com tal política econômica. Faroeste à vista…

    Finalmente, quando a vida, também por conta dessa política econômica, chegar a um nível insustentável e o povo tentar protestar, vem o exército e senta o sarrafo em todo mundo. 

    Querem e vão tentar implementar o neoliberalismo à força. Só não vê quem não quer. O problema é que isso poderá colocar o país bem perto de uma guerra civil. Mas o exército taí para colocar juízo na cabeça do povo…

    Anos negros à frente. Mas ninguém vai poder dizer que não sabia.

    • vc há de reconhecer que este

      vc há de reconhecer que este XADREZ esta mais pés no chão do que muitos anteriores  ..menos otimista e UFANISTA que demais

      Aliás ufanismo do tipo “não vai ter golpe”, não passarão, LULA não vai ser preso, “Lula disputará a eleição”, LULA será solto, Haddad herdará os votos, ou BOZO não tem chances  ..e toda sorte de mensagens PARALIZANTES que não só este canal, mas tb outros tantos ditos progressistas, insistiram pra que acreditássemos “nas suas fontes”

      e deu no que deu

      FATO, de tanta auto confiança e arrogancia – tal qual a administração do Haddad aqui em SP – a realidade,  a CONSPIRAÇÂO, o GOLPE e os golpistas acabaram se impondo SEM RESISTÊNCIA  .

      • Pois eu acho que mesmo assim

        Pois eu acho que mesmo assim é otimismo demais. Nassif, totalmente no direito dele, ainda vê um fio de esperança.

        Eu, de minha parte, não tenho mais esperança nenhuma. Entendo que nos aproximaremos rapidamente das condiçõs de uma Grécia ou Líbia e o exército tai pra por ordem na casa, afinal, na cabeça dessa gente, “protesto social” é coisa de vagabundo, “luta por vida digna” é coisa de “coitadinho” preguiçoso mulambento.

        Melhor abrir o olho. A época da ingenuidade política já passou. Quanto antes a ficha cair, melhor.

  11. Comentários excelentes

    Temos aqui um caso excepcional, onde diversos comentaristas apresentam explicações e argumentos tanto o mais interessantes que o próprio xadrez. Acho isso positivo e eleva em muito o nível das discussões.

    O quadro que está sendo montado está bem definido pelo Nassif, mas, insistirei num ponto que acho relevante neste começo de governo:

    “O PT não deve ser contra os eleitores do Bolsonaro (pois a maior parte deles é do povão) nem aceitar “combater” o antipetismo, pois apenas perde o PT, mesmo que Bolsonaro também perca. Você não combate quem é contra você, mas sim deve propor ideias e soluções melhores para o país, deixando sempre a porta aberta aos arrependidos. O PT perdeu esta eleição para o antipetismo, e seria burrice combater antipetismo, pois estaria apenas legitimando um sentimento gerado pela direita e jogando os votos para uma terceira via esperta (Ciro), que gratuitamente levaria o espólio de uma batalha insana. Queremos esses eleitores de volta para as causas populares e esse deve ser o jogo a ser jogado, com base na defesa dos direitos do povo e de pautas positivas”. (comentário que fiz ontem neste blog).

    Devemos acompanhar com cautela o desenvolvimento deste projeto natimorto do Bolsonaro (condenado ao fracasso na medida em que sufoca a maior parte da população). Devemos apontar saídas e defender os direitos do povo, mas sem entrar em briga direta com os golpistas e apenas abrindo espaço para o retorno dos arrependidos, que serão milhões. Isso acontecerá mais rápido do que imaginamos.

    Não devemos criar aqui um terceiro turno eleitoral nem choramingar como o Aécio fez em 2010. A nossa atitude política deve ser a serenidade (maturidade política) para reduzir a rejeição – em grande parte criada artificialmente pelos atuais donos do poder – e abrir espaço para o povo retornar ao sonho de construirmos uma nação realmente autônoma, justa e democrática.

    A luta direta contra o governo Bolsonaro, num momento em que ainda existe uma forte rejeição ao PT, apenas irá favorecer uma terceira via esperta e covarde, que fugiu para Europa em pleno segundo turno, e que aguarda como abutre para novamente tirar proveito de situações conjunturais e nunca por luta direta ou por mérito próprio.

    • BOZO é um detalhe, a ponta do

      BOZO é um detalhe, a ponta do iceberg  ..o escada, o DEDÉ SANTANA, neste espatáculo de horrores

      BOZO, família e crentes do rabo quente, são o bobo da corte, os bufos e buifões pros verdadeiros detentores do Poder no BRASIL  ..os MILITARES e a CASTA dos ordinários JUSTICIALEIROS (Judiciário, MP e políciias)

      • Bozo e os três patetas são

        Bozo e os três patetas são apenas os fantoches, os testas de ferro, os circenses do regime.

        Como você disse, o poder está nas mãos de uma casta que envolve parte do Judiciário, Militares, burocratas e empresários rentistas, herdeiros de capitanias e irmãos fraternos.

        O cenário é desolador.

        Quando ouço falar em luta, resistência, etc, só me perguntar:

        Pra quê lutar por um povo que deseja ser subjugado?

  12. PRIMEIROS DIAS …

    Bom dia a todos e todas

    Parabéns ao Nassif pela análise e  aos comentaristas.

    O triste, amigos, é reconhecer que, depois de 34 anos (1985 para cá), voltamos a ter um governo militar no Brasil. Olha, é inacreditável.

    Não sou economista, mas lendo especialistas da área e olhando nossa própria experiência, é possível concluir que o único período, da ditatura de 1964 até nossos dias, em que houve alguma melhora concreta na vida do povão foi mesmo durante os dois governos Lula. E obsvervem que a distribuição da riqueza foi pequena. Não se tocou nos privilégios da elite e dos altos cargos da administração pública, judiciário, MP, etc. 

    Se há um projeto  no novo governo é ode excluir ainda mais aqueles que estão excluídos. O discurso atual é uma comida estragada que está sendo esquentada novamente para ser servida (diminuir o Estado, simplificar a carga tributária etc..) na certeza que os empresários irão investir no país o que geraria empregos etc. Isso não acontecerá. Basta lembrar o que diziam as lideranças empresariais na véspera do impeachment de Dilma: bastava ela cair e os investimentos teriam início. Nada aconteceu. Até porque, ao diminuir cada vez mais a possibilidade de consumo da massa da população, como esperam os liberais que  que haja demanda ? O liberalismo, tal como pregado pelos canalhas aqui no Brasil, não é praticado em mais nenhum lugar do mundo. Nosso André Araújo mostrou, em texto excelente, como o Estado é presente nos EUA. Mas aqui querem retornar ao século XVIII. Exploração sem limites da força de trabalho, isenção de impostos para os ricos. Falta somente restaurar o voto censitário.

    Temos que admitir que somos mesmo uma republica bananeira. Voltam agora esses patéticos militares falando pelos cotovelos para um povo sem instrução e para uma classe média alienada, que nada sabe e, talvez, acredite que há, sim o socialismo no Brasil. Um patriotismo vazio, em uma “pátria” que massacra seus filhos e humilha a todos com a violência, a falta de hospitas, etc. E agora querem o modelo do ensino militar nas escolas!!! Talvez ensinar a marchar, a prestar continência.. noves fora o ataque ao Grande Paulo Freire, reconhecido mundialmente (inclusive nos EUA) … o cenário é desolador. Venceram as trevas. Não estamos sequer na caverna platônica mas num tipo de medonho subterrâneo …

    Para fazer frente a esse marcha à ré histórica é necessário pensamento lúcido, organização da oposição, esclarecimento da população mais pobre. Faço minhas as palavras do Alexis, com a devida licença. É preciso inteligência para fazer oposição a esse novo governo de parasitas, soldadinhos de chumbo (que infelizmente torturam e matam), arrivistas, fundamentalistas religiosos e estúpidos em geral

    Um abraço e vamos à luta.

     

    LULA LIVRE.

    • Ponto nevrálgico
      Você tocou num ponto dolorido. O Lula tirou a renda da classe média e distribuiu para as demais classes. E deu no que deu. Quando a classe média pôde, devolveu o PT ao esquecimento

  13. Prezados camaradas
    1 – Bom

    Prezados camaradas

    1 – Bom post (como sempre), e os comentários de nossos amigos o complementam. Mas, uma dúvida: se o estamento militar possui visão estratégica e conceitos de Estado e nação, porque saiu uma nota do almirante Bento, de que pode privatizar a Eletrobrás? Fogo amigo ou vão privatizar mesmo empresas estratégicas?

    2 – E o Temer? O velhaco deu linha, com a grana que ele afanou no bolso; ou vai pegar uma cana? Ninguém fala mais nada

    3 – E o que de melhor SP enviou ao Congresso e Assembléia Legislativa (frota, joyce, janaína, kataguiri, mamão falei); como estão? Já começaram a fazer merda e praticar suas baixarias?. Como paulista, tenho vergonha de que minha terra natal tenha tido a coragem de eleger estes trastes 

    • 1. ELETROBRAS estratégica,

      1. ELETROBRAS estratégica, hoje tenho duvidas  ..concessionada e fiscalizada, com fontes multiplas de energia em potencial. a estrategía ficaria restrita a concentração de Poder, e não a carência ou risco no fornecimento dos serviços  (hidrelétrica, eólica, solar, de ondas, nuclaer e sabe mais lá o que)

      Algumas  perguntas pra muitas Estatais, pra mim, seriam :

      1 – é rentável ?

      2 – demanda muitos recuros pra se investir ?

      3 – é propagador de bem estar social (emprego, conhecimento, RENDA) ?

      4 – seu mercado esta livre de manipulação ?

      5 – quais os rtisco de concentração no setor ?

      6 – é indutor de desenvolvimento ?

      7 – é mercado perene, ou de recursos finitos e escassoz no tempo ?

      Pra estas e outras questões sei que a Petrobrás é considerada, assim como CORREIOS, BB e CAIXA, estratégicas

      em tempo ..pelos meus valores Embraer e VALE DO RIO DOCE tb eram empresas de grande valor  ..assim como o setor ESTRUTURAL nas telecomunicações

       

      ahh, já ia me esquecendo, TEMER sai solto  ..assim como Serra e outros (Aecio ?!)

      Aqui a JUSTIÇA não funciona pra ninguém  ..nem pra pobre, que tem o lombo arregaçado e a alma corroída ..nem pro rico que deita e rola em lençol de 500 fios

      …INTERRESSANTE é que o gorilas (mídia inclusa) conseguiram fazer BOA PARTE do BRASIL acreditar que a Justiça só acertou ao punir o PT e seus líderes (Dirceu, Genoino e LULA por exemplo)

      interessante dilema: se não funciona, então teria funcionado só pra estes ? hummmmm

       

    • Romanelli
      Comentários  como

      Romanelli

      Comentários  como esse (que foi cortado) e o outro (que foi deletado) expõe o GGN a toda sorte de processos e represália. As ações judiciais estão quase inviabilizando o portal. Mãe de nos seus comentários para não faEr o jogo dos adversários. 

      • Em outros portais existe um
        Em outros portais existe um lembrete antes dos comentários, tipo “Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem”.
        Isso não é suficiente….?

  14. como vai gerar empregos

    Passadas algumas horas de governo Bolsonaro, ainda não se tem uma real dimensão de como vai gerar empregos, por enquanto, aventa-se em apenas diminuir a máquina estatal.

    Mas uma coisa é patente, desde a sua campanha eleitoral, Bolsonaro e família quer aniquilar empresas que eles julgam serem financiadores do programa gramsciliano para perpetuar o esquerdismo – a futura mudança da embaixada de Israel é um exemplo.

    Além disso o novo Presidente crê que a velha mídia deve ser desligada por todo esse morde-assopra em demonizar o socialismo em seu jornalismo, mas mantendo o alianhamento de sociedade liberal em sua programação de entretenimento – a comunicação oficial via redes sociais é outro exemplo.

    Esse projeto bolsonarista super ambicioso conta com oforte apoio dos militares e dos evangélicos, porém pode gerar mais desemprego, e como amenizar a insatizfação das massas, sendo que nem o Império Romano com toda sua tirania conseguiu contê-las.

  15. Xadrez dos primeiros dias do governo militar

    Bolsonaro é também a consequência do fracasso da redemocratização. com uma unilateral Lei da Anistia e a manutenção da tutela das FFAA como “Guardiães da Lei e da Ordem”, cfe. previsto no Artigo 142 da CF.

    as FFAA não dispõe de recursos necessário para defender as fronteiras, quanto mais uma agressão externa.

    existem exceções, é claro. como o CIGS e o GRUMEC. ambos diretamente ligados a defesa da soberania nacional: Amazônia e Pré-Sal.

    para se profissionalizarem a altura dos desafios contemporâneos, as FFAA precisam desenvolver doutrina e tecnologia próprias, fundadas nos conceitos de Guerra de 4a. e 5a. Geração.

    o clã Bolsonaro se encaixa perfeitamente no perfil de seu extrato social. como vivem enclausurados numa bolha, acreditam piamente em tudo o que pregam. ou seja, justiça seja feita: não há hipocrisia.

    com uma carreira militar e um currículo parlamentar sem qualquer distinção, além de sem experiência de gestão pública ou privada, Bolsonaro terá no exercício do poder inexoráveis revelações.

    a mais trágica de todas a respeito de seu próprio desmascaramento: tateando na cegueira de um labirinto, apanhado num jogo de poder muito além de sua limitada compreensão, sujeito à traição de pessoas próximas e sob ameaça permanente de morte.

    novamente em Brasília, de onde, a rigor, nunca chegaram a sair, os Generais também terão como principal inimigo sua própria visão de mundo, incompatível tanto com a crise no Brasil quanto com a crise global do Capitalismo.

    sendo esta, afinal, a grande questão: todos se acomodam numa soberba, e igualmente vã, ignorância de como se processa o Capitalismo, e de quanto hoje ele está em grave disfuncionalidade.

    dada uma redemocratização incompleta, os Generais são chamados ainda uma outra vez ao governo. chegou a hora de seu acerto de contas.

    a História é sábia. encarregou-se de instaurar uma insólita Comissão da Verdade. a elas os Generais não podem renegar, a ela comparecerão como imbuídos de uma missão.

    .

    • Não dispõe de recursos pra

      Não dispõe de recursos pra defender fronteira ? Defender de quem ? A que tipo de defesa vc se refere ?  a convencional ?

      Se continuarmos subordinados aos amercianos, como os GORILAS querem, aí que será difícil  ..afinal, eles já nos mantiveram no cabresto pro 25 anos, desde o ultimo golpe, com o FMI

      Submarinos, caças, cabo de comunicação e satélites, soerguimento da industria e da TECONOLOGIA naval, foram algumas iniciativas feitas por LULA e DILMA  ..o próprio acelerador de particulares que ajudaria a academia a entender muitos dos fenomenos  ..tudo DESDENHADO pela mídia e pela sociedade

      Hoje tem satélites que leem a sua pupila  ..drones baratíssimos que fariam o policiamento das fronteiras

      sei não, não é aí o problema  ..claro que contra HARPPS e guerra nuclear ficaríamos em desvantagem ..mas pra isso que existem os “inimigos dos meus inimigos” a atuar (vide russia e Venezuela)

      Pela amazonia quem entraria ?  ..só se por ocupação, já que nem brasileiro vai lá  ..pelo cone sul ta com medo de quem ? do Uruaguai, Paraguai e Argentina ?  ..e pelo  mar ..ahhh, eis que aqui teríamos navios e submarinos se deixassem, mas não é que prenderam o ALMIRANTE, pai e detentor do conhecimento da bomba tb ??!!

      REVEJA matéria de 3 dias  ..o BRASIL acaba de lançar missil mar mar (embarcado), E ISSO NÃO É OBRA DE TEMER !!!!! ..não somos tão primitivos como imaginamos, nem desenvolvido como necessitamos  ..mas quem é ?

      ahh sim, a EMBRAER militar tb esta sendo anexada  ..tem mais coisa por trás colega ??!! não me surpreenderia se fosse uma NOVA redefinição geopolítica pacífica  – dos GRANDES – face a chegada da pré sal em detrimento do Oriente Médio  ..tipo um novo CONSENSO aonde alguns se reunem – sem o povo – pra fatiar o planeta

       

       

       

       

       

      • Xadrez dos primeiros dias do governo militar

        ok, Roma. compreendo perfeitamente sua argumentação. um bom papo ninguém deve recusar.

        -> Não dispõe de recursos pra defender fronteira ? Defender de quem ? A que tipo de defesa vc se refere ?  a convencional ?

        não só para me fazer entender como para contextualizar adequadamente o tema: qual fronteira devemos considerar numa Guerra de 4a. Geração?

        “já não se trata de avistar colunas de blindados e localizar alvos potenciais, mas de compreender os meios sociais, os comportamentos, as psicologias. o único front que deve manter as forças nele empenhadas é o das populações.”

        nunca as FFAA foram tão importantes para a soberania do Brasil quanto agora. cibernética, inteligência, psi-op e, o mais importante, defesa obstinada da última fronteira interna: coração e mentes do povo.

        não haverá qualquer projeto viável pela Esquerda sem ativa participação das FFAA.

        meu Caro,

        eles venceram. nós perdemos, de novo…

        teremos que recomeçar do grau zero. mas talvez assim consigamos fundações sólidas.

        abraços

        ” O Toque de Alvorada marca o início de um novo dia.
        Que em 2019 o Brasil tenha uma boa jornada.
        FELIZ ANO NOVO!”

        https://www.facebook.com/exercito/videos/alvorada/2260673447547400/

        .

  16. “Eles” já deram o golpe e

    “Eles” já deram o golpe e colocaram o Inominável na presidência; agora, abrirão mão se seus privilégios para melhorar a vida do povo e trazer progresso para o Brazil. É verdade este bilete!

    paulo guedes está praticando a famosa conversa mole para boi dormir. Esta conversa também serve para fazer burros adormecerem.

  17. Nassif, você erra de forma

    Nassif, você erra de forma grave ao esperar que os militares brasileiros mantenham a sanidade do governo brasileiro. Você espera mesmo que militares que traíram o próprio país irão se importar com a população? Militares que se venderam barato para interesses estrangeiros?

  18. …dos militares e das perguntas sem resposta…

    A análise do Nassif me parece realista, mas não responde uma pergunta que me faço há anos, e mais especialmente nesses últimos, em que aos poucos fomos encarando como real – tanto que aconteceu…. – a possibilidade dos militares tomarem o poder.

    Inclusive, foram inteligentes em minha opinião, na sua estratégia: deixaram a mídia, o Congresso e o Judiciário fazerem TODO O SERVIÇO SUJO por eles – o massacre à Dilma, Lula e o PT…. – até que uma sociedade confusa, repleta de medos e fanatismos doentios praticamente “clamasse” por um militar no poder, mesmo que fosse um ser bestial e tosco como Bolsonaro – e não adianta aí falarmos apenas do FASCISMO dessa sociedade, é isso, mas não é SÓ isso. O Brasil elegeu o inominável por estar mergulhado em um ambiente histérico, “anticomunista”, antiPT até a medula, e, a simplicidade das simplicidades, por NÃO ENXERGAREM SAÍDA que não essa……

    Tirando os eleitores de Haddad e Ciro, que viam uma solução política para as nossas crises, o resto do povo optou pelo radicalismo, pelo “Brasil acima de tudo”, o que denota DESESPERO, transtorno mental “NA VEIA….”

    Mas vamos à tal pergunta que me faço sem encontrar para mim mesmo uma resposta razoável: Porque os militares no poder não são capazes MINIMAMENTE de pensar no sofrido povo brasileiro?

    Sim, sei que soa absurdamente ingênuo perguntar isso, mas é algo que não consigo entender. Porque eles se tornam no poder, AUTOMATICAMENTE, cães de guarda dos interesses das oligarquias, do capital financeiro, das multinacionais, dos grandes ruralistas, e ligam o “dane-se” para os índios, os favelados, os pobres das periferias em nossas grandes cidades, as mulheres que sustentam sozinhas seus filhos, como ocorre em 50% dos lares brasileiros, enfim, qual o maldito BLOQUEIO que os faz enxergar como DEMONÍACO, como “SOCIALISMO”, o aumento do salário mínimo, a criação de programas como o PROUNI, que leva milhões de jovens pobres às Universidades, a preservação de nossas florestas, o respeito aos índios e suas terras, porque essas coisas os incomodam tanto, ou lhes causa a mais absoluta indiferença?

    Fica a contradição da existência de um poder, que em Repúblicas frágeis e com elites e classes médias toscas e perversas como as nossas é um poder de peso, e esse poder, o militar, que deveria pensar MINIMAMENTE em um projeto de NAÇÃO, torna-se, ele mesmo, O BRAÇO ARMADO DAS IDEOLOGIAS DE DIREITA, uma extensão de tudo o que há de pior na nossa política ultra liberal.

    Portanto, não há razão para esperança alguma.  A “racionalidade” que o Nassif afirma existir entre os militares graduados que assumirão o poder, pode se manifestar diante de aberrações, como a transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, mas não impedirá que os ruralistas massacrem os índios e destruam florestas de um modo jamais visto. Não impedirá o aumento da fome, do desemprego. Não impedirá que nossa Educação seja sucateada.  É como se eles fossem a GESTAPO de Moro, da turma da Lava Jato, da Globo……  Cumprindo a pauta de massacre ao PT e à esquerda, e atirando o país a um entreguismo sem fim, “a mágica estará feita”…..

    Viveremos a triste FARSA de “nacionalistas de araque”, homens na verdade, sem honra, sem dignidade, sem humanidade, mais uma vez se prestarão ao papel sórdido de “perseguirem os inimigos da Pátria”, enquanto “a salvam”, como disse o Nassif que eles acreditam.

    E eu pergunto: “Salvam de quem, caras pálidas?”, “salvam PARA quem?” – eis as perguntas que os senhores não têm a dignidade de responder, não tiveram em 1964, não têm hoje. 

    Nossos militares são meros cães de guarda do PATRIMONIALISMO dos ricos brasileiros e dos interesses internacionais nas nossas riquezas. 

    Não são, nunca foram “PATRIOTAS”, nem amam, ou jamais amaram o Brasil. 

    Amar um país é amar o seu povo e fazer o que é digno para o seu progresso…..  Respeitando e preservando a liberdade do povo em fazer suas escolhas políticas.

    Quando foi que essa gente fez isso em nossa História?

     

     

  19. os bolsignaros continuam

    os bolsignaros continuam culpando os de sempre – a esquerdsa e principalmente o pt – porque sabem que tem muito fanático que ainda acredita que o governo petista terminou ontem e não com um infame golpe de estado em cima da dilma…

    então há que usar um jeito pedagógico diferente para acabar com esse fanatismo….

    uma maneira eficiente de combater as fake newa, etc….

    quem tiver essa resposta tem muito a colaborar…

    • sugestãorepetir repetir

      sugestão

      repetir repetir repetir repetir repetir repetir repetir repetir repetir repetir repetir até cansar e pra ninguém se esquecer

      das ESTATÌSTICAS e conquistas de LULA da SILVA .

       

      na geração de emprego, na diminuição do desemprego, informalidade, na inclusão bancária

      nos projetos sociais como bolsa familia, mais médicos, minha casa, farmacia popular, SAMU, eletrificação rural

      nas cisternas, transposição do são francisco, na construção de hidrelétricas

      na pré sal, na industria naval, na defesa interna e EXTERNA

      na educação com prouni, ciencia sem fronteira, cotas SOCIAIS, analfabetismo 14 universidades, quase 50 escolas tecnicas, no aumento de jovens nas universidades, no pronatec

      no pagto ao FMI, em nós sermos um BRICS, tudo com crescimento e CONTROLE da DIVIDA PUBLICA LIQUIDA e CARGA TRIBUTÁRIA

      no aumento do salário minimo, do credito, do criativo consignado  ..do controle da inflação e do risco país

      lembrar do reequipamento e valorização das carreiras de Estado  ..incluso PF e MP  ..do Pré sal, dos campeões Nacionais  ..no combate a corrupção

      dos recordes na produção, consumo, SAFRA AGRICOLA, comércio exterior  ..melhoria e concentração de renda

      informar informar informar informar  ..esclarecer esclarecer E esclarecer sobre a NATUREZA e FARSA DO GOLPE  ..do mensalão  ..da perseguição

       

      ou isso, ou os GOLPISTAS continuarão a impor uma versão FAKE da história

      relembrar por exemplo que na luta do sindicalismo dos anos 70/80 DIREITOS foram conquistados como greve, benefícios, estabilidade, reposição salarial etc  ..que nem tudo é baderna como os empoleirados de hoje fazem o jovem crer

      IMPORTANTE – HOJE, 35% dos eleitores JÀ não sabem o que foi o BRASIL antes de LULA/PT (tem menos de 34 anos) ..não sabem dos golpes, dos passa moleque, dos pacotes, do FMI, dos confiscos, dos sabe com quem ta falando  ..um INFERNO que quem viveu não se esquece

      http://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/estatisticas-eleitorais

  20. Em um primeiro momento os

    Em um primeiro momento os milicos podem até se sobressair mas,é só o defenstrado do exército tomar um pouco de gosto pela coisa,se é que ele gosta um pouco de trabalhar para essa milicaiada voltar com os rabos entre as pernas para o clube militar para jogar palitinho,dama e falar mal do governo.

    O eleito,se nada lhe acontecer,sabe muito bem o poder que tem,sabe que os votos que conseguiu estão intactos,esperando seu comando via whatsapp.

    Assim como conseguiram criar um antipetismo,que atinge uma boa parte da população,existe o antimilitarismo ,e esse,diria,é bem mais forte que o antipetismo.

    Também não gosto de ver análise que induz que os milicos não são corruptíveis.Esquecem-se,como sempre,que os milicos são pessoas como todas as outras e com o agravante de não serem investigados.

    Também dizer que a milicaiada atua com freio ao fundamentalismo religioso da famiglia é de causar risos. Os milicos e seus comparsas do sistema financeiro internacional e dos falcões do norte (quase a mesma coisa) escolheram a dedo a figura que pudesse sintetizar tudo de ruim que existe dentro de cada pessoa de forma a amealhar os votos necessários a toma “pacífica” do poder. O fundamentalismo da famiglia é só uma arma para a consecução do objetivo,assim como este cidadão,já no terceiro “casamento”,dizer-se defensor da família.

    Os milicos estão,sim,apostando suas fichas no alinhamento com os EUA e com seus patrões,os sionistas na esperança de que migalhas venham a ser jogadas em nosso território que,por sua grandeza e posição estratégica,pode sim interferir na geopolítica mundial.

    O preço que será pago por isso não dá para ser calculado.Pelas medidas anunciadas já no primeiro dia de ação dessa gente,dá para perceber que tentarão fazer caixa rapidamente às custas do sacrifício do povo mais necessitado e,quem sabe,se bem administrado,pode até dar algum respiro a economia cambaleante.

    Essa gente tem uma dívida hist´rica com o país. Essa gente sempre foi poder.Se o país está em frangalhos não deve-se ao marxismo ou ao socialismo,deve-se,sobretudo,a incapacidade gerencial deles. Não fossem os governos democráticos do presidente Lula e da presidenta Dilma e nossa situação estaria muito,muito pior mesmo.

    Essa gente,que já demonstrou que não tem cpacidade de discussão,não tem capacidade de governar e,por um lance de sorte,quem sabe,pode acertar algum milagre que nos coloque no trilho novamente mas,repito ,milagre, porque sempre vale a máxima de que de onde não se espera nada é que não sai nada mesmo.

  21. A diferença se dará na economia

    No contexto histórico do regime de 1964, o Brasil estava imerso no processo de industrialização, que, embora fizesse explodir as desigualdades, era farto em renda para as classes médias que lá chegavam, o que sustentou o regime durante todos os anos 1970.

    Agora, com uma política econômica de arrocho, desindustrialização e aumento de desigualdades que não vai perdoar a classe média, muito pelo contrário, como vão conseguir legitimar esse regime? 1 ou 2 anos de diabolização do PT e da esquerda ainda segura o tranco, mas e depois?

    Há ainda o adicional que os excluídos de hoje, ao contrário dos dos anos 1970, não vivem escondidos nos grotões, pelo contrário estão com fácil acesso via internet ao mundo, 

    • Vi perfeitamente,  na posse

      Vi perfeitamente,  na posse dos ministros pelo Bolsonaro, quando do aperto de mão, o Moro viu perfeitamente o Queiroz, na cara do Bolso. Não exprimiu , o Moro “Um sorrizinho”.

       

       

       

       

  22. Errata

    “mas o custo das Forças Armadas não pode ser visto como privilégio, mas compensação pela vida dura nos quarteis. Mas como ficariam as aposentadorias herdadas por filhas de militares? E a lógica do militar passar para a reserva com aumento do soldo, na forma de promoção?”

     

    Caro Nassif, acredito que você cometeu alguns equívocos. Desde a Medida Provisória 2215/2001 que os militares não mais passam para a inatividade recebendo os proventos do posto acima. E para os militares que entraram nas forças armadas após a medida provisória 2215 não existe mais a possibilidade das filhas herdarem a pensão do titular. Seria bom uma correção

    Grato

    Alex

      • Sim, há um “restos a pagar”,

        Sim, há um “restos a pagar”, contudo…

        Há estudos técnicos, sérios, que demonstram que o que se paga a título de contribuição para inatividade, a chamada Pensão Militar, se fosse um fundo próprio, não seria deficitário.E a razão principal para isso é: ao passar para a inatividade os militares continuam pagagando Pensão Militar sobre sua remuneração. Ao contrário da maioria dos civis, onde grande parte dos servidores civis, ao aposentar, para de pagar a contribuição, no serviço público, e em sua totalidade na iniciativa privada

        • contribuição de aposentado

          Sou aposentada e sou descontada mensalmente da mesma contribuição dos servidores da ativa.

           

           

        • Não sei como funciona no

          Não sei como funciona no governo federal, mas no estado de São Paulo os funcionários civis aposentados pagam sim contribuição previdenciária (sobre o que excede o teto do INSS). Acho que alícota é de 11%.

        • Não.

          Não é verdade. Os civis aposentados contribuem com 11% para a Previdência Oficial desde o primeiro governo Lula.

      • Direitos adquiridos. Antes do

        Direitos adquiridos. Antes do militar aderir à carreira ele considerou esses benefícios em sua escolha.

  23. Acreditar que essa turma
    Acreditar que essa turma lojista é incorruptível é esquecer o passado recente…..em tempos de imóveis como justificativa para golpes vou lembrar uma palavra apenas… dragão…..

    Acreditar que o justiceiro, depois de todas as estrepolias que cometeu, para usar um eufemismo, vai aplicar justiça e não vendetta, é negar o dia de ontem…..

    Acreditar que os abutres instalados no governo procuram alguma justiça social é negar toda a História desse país….

    Acreditar que desse desgoverno sabujo,mal engendrado, golpista, de fanáticos, malucos, pirados de toda ordem, saia algo que preste é ter muita fé no imponderável……

  24. o que mais a direita que

    o que mais a direita que assume o poder odeia é a política de inclussão social petista….

  25. temos de continuar lutando em

    temos de continuar lutando em favor da população… o resto é diversionismo bolsignaro…

  26. Burocratas

    Caro Nassif, creio que você acredita muito na burocracia militar. Provaram-se desnecessários, não tẽm preparo para enfrentar as ameaças atuais, “a guerra leve do software”, da coaptação, a que estamos sujeitos nas redes, e comunicação.

    É só olhar para o que aconteceu com as invasões dos arquivos da Petrobrás, telefones da presidência e outros. O acordo dos caças foi desfeito, a embraer vendida, por uma sequência de jogadas comerciais que contaram com a conivência de alguns a ações bem óbvias. Sinceramente, acho que estamos jogando dinheiro fora mantendo uma estrutura, na minha opinião, extremamente ineficiente e ultrapassada.

    Não controlam ou produzem qualquer das tecnologiaas que usam, suas ações são totalmente limitadas por bloqueios externos. Simplesmente um aparelho reprodutor/legitimador da direita.

    E burocrata é burocrata, lembre-se que no governo militar que terminou na década de 80, o preço de quase todos os produtos era tabelado, que nem em cuba e na união soviética. Sem contar com as intermináveis estatizações de empresas quebradas por aqueles incompetentes que os apoiaram. Terminaram com uma inflação de mais de 120%. Agora falam em estado mínimo. Sei.

  27. Documentário “Facada no Mito” é OBRIGATÓRIO!!!

    O assunto da facada definitivamente não deve ser abandonado. Eu não levava muito a sério até ver um monte de gente falando no tal documentário “Facada no Mito”… fui assistir… é IMPRESSIONANTE!

    Sinceramente, é necessário abrir uma investigação sobre esse assunto.

    As imagens do documentário mostram como o Adélio e os seguranças do Bolsonaro estavam em completa sintonia durante os ataques.

    1-Em um momento Adélio se apoia no próprio segurança para tentar dar o golpe

    2-Em outro momento Adélio chega a se chocar e derrubar o boné do segurança

    3-Os seguranças após o ataque fazem a escolta de Adélio, um deles estava de costas para Bolsonaro e nem poderia ter visto o ataque, apenas reagiu aos outros seguranças… sabia que era hora de proteger Adélio.

    4-Após imobilizarem Adélio, ele abaixa a cabeça e segue os seguranças… lembrando que Adélio supostamente estaria com uma faca e poderia estar armado. Apesar disso os seguranças não se sentem ameaçados por Adélio, apenas fazem a proteção dele.

    5-Imagens de celulares sumiram e um repórter foi expulso por um agente da PF momentos antes da facada

    O documentário tem 700 mil views e é tão impressionante que os “Bolsominions” não vão lá reclamar… simplesmente se calam diante das imagens.

    https://www.youtube.com/watch?v=8hv1D6EgWfc

    ASSISTAM!!! VALE A PENA!!!

  28. As análises do Nassif

    As análises do Nassif refletem a evolução da tomada do poder pelo militares, com o suporte jurídico, político, midiático e financeiro. Somente um milagre fará o governo entregar crescimento econômico, mesmo desconsiderando o estado pré-falimentar do capitalismo.  Se os militares lessem e entendessem Marx, estariam mais capacitados a enfrentar a tempestade que se aproxima. Demonizar o marxismo ou qualquer modelo diferente do mercado é impedir o renascimento do espírito comunitário, enfim, do humanismo. O mais provável é o crescimento do Estado policial, nas mãos de Moro, um AI-5 com a capa da CF/88.

  29. O Bolsonaro subestima muito

    O Bolsonaro superestima muito sua influência na sociedade. É um absurdo dizer que na sua posse tinha 115 mil pessoas, esse dado foi fornecido pelo Gabinete de Segurança Institucional chefiado pelo general golpista Etchegoyn. Na posse devia ter no máximo umas 20 mil pessoas.

    A base social do Bolsonaro é muito frágil e os chamados bolsonaristas representam menos de 20% dos eleitores. Nessas eleições ele foi eleito com 39% dos votos, isso significa dizer que boa parte do seus votos foram feitos de maneira impulsiva.

    Na França após 100 dias de governo o presidente Macron perdeu metade do seu apoio popular. Saiu de 66% de aprovação para 33%, e hoje está em 18%. Com Bolsonaro poderá ocorrer algo semelhante. Após o povo se dar conta do que realmente é o Bolsonaro e tiver suas expectativas frustradas haverá forte dissipação do seu apoio popular.

    A partir do momento que o governo demonstrar fraqueza, os abutres que o apóiam vão atacá-lo. As forças que sustentam o Bolsonaro são antagônicas e inescrupulosas. Haverá muita traição e puxadas de tapetes. Isso sem falar da limitação intelectual do presidente e de seus filhos. Mídia, evengélicos, militares, ruralistas, empresários, rentistas, oligarcas, todos vão querer a cabeça do presidente. Isso sem falar na esquerda e na classe média.

    O governo bolsonaro será uma caricatura do que há de pior no governo Trump com o que há de pior do neliberalismo do Macri da Argentina. Ou seja, será uma cópia do que deu errado nos EUA e na Argentina. A probabilidade desse governo dar errado chega próxima de 100%.

  30. Meus chutes para a lateral.

    As declarações iniciais de Bolsonaro reflem o clima de campanha. Quando se colocam as declarações de seus ministros e as observações sobre a presença militar… Bem, seriam os militares o contrapeso interno para que não haja problemas em relação à soberania nacional?

    É onde se contraporiam posições como a de Paulo Guedes e dos militares, então. Paulo Guedes quer concessões no campo aeroviário e mais uma alteração da política de partilha do pré-sal. A questão, portanto, diz respeito a militares alinhados com isso? 

    Sobre o judiciário, as declarações de Paulo Guedes se chocam com a própria estrutura do judiciário que supõe-se em um acordo para tirar o Lula da corrida eleitoral. Claro, a questão é a temporalidade (como exemplo fora de contexto, veja-se Doria e Alckmin, o criador foi engolido pela criatura e foi questão de tempo), o juciário fez o seu papel e agora vai sofrer um “bem, obrigado, agora, sai que essa cadeirinha é nossa”. 

    Além disso, pode haner contradição entre as diversas declarações e um pouco de jogo de cena. 

    Por outro lado, a heterogeneidade de posições podem servir para levar em consideração a base e os grupos diversos. Por exemplo, grupos evangélicos simpáticos ao governo podem aceitar essa política de direitos humanos (sic) mas serem completamente alheios a questões econômicas (privatização ou não?) ou apoiarem propostas no campo econômico por causa da política de governo para DH.

    A ideia de que o “princípio de realidade” vai se impor é bastante interessante. Mas até que ponto pode se contar com isso? Conversando com alguns amigos, a gente chutou: com o desmonte maior do Estado e uma ampliação da crise econômica, o Estado não conseguirá suprir o suporte de segurança às classes médias (nos grotões isso não importa, ah, os grotôes…); então, ter uma arma pode ser uma situação desejável que se tornará inevitável. Com pesquisa ou não. 

     

  31. Me lembro de quando o Renan
    Me lembro de quando o Renan Calheiros pautou o “teto constitucional” e desenterrou o projeto contra o abuso de poder para negociar o fim do foro privilegiado que estava no supremo.

    Só para dizer que o que Guedes fez foi chantagem, jogo político. Jogou para a galera o que é caro (e indefensável) para militares e judiciário. Para mim foi uma claro recado para dentro, para os freios racionais dos militares e o poder de fiscalização do moro às negociatas que virão no front liberal.

    Em outra ponta do discurso fez a mesma chantagem, desta vez aos movimentos sociais e à população: Se não fizermos a reforma da previdência vamos ter que cortar saúde e educação.

    O jogo começou…

  32. Esse xadrez tá uma zona

    Esse xadrez tá uma zona completa. A “racionalidade” dos militares terá que lidar com uma equação que não fecha. Se a motivação principal deles voltarem ao poder é a corrupção e o socialismo, a coisa complica muito.

    Primeiro temos o motorista laranja dos bolsonaros. Duas uma, ou tira o capitão e bota o general, ou então faz que nem na ditadura militar propriamente dita. Mas para botar as propinas dos milicos debaixo do tapete será preciso censurar a imprensa, não apenas o pig, mas a independente, a blogosfera e as redes sociais. É viável? Eles querem se aventurar nisso de novo?

    Segundo, esse negócio de combater o socialismo, comunismo, marxismo se sustenta por quanto tempo? Certo que boa parte dos brasileiros demonstrou inacreditável ignorância histórica, até mesmo para iletrados absolutos. Mas essa coisa do “comunismo dos esquerdopatas e da petralhada” não bate com a realidade. Em alguma hora ela se impõe. 

    Certo que se houver recuperação economica e melhora no emprego e renda, ninguém vai ligar para essa bagunça ideológica e nem para se tem alguém roubando. Mas com todas essas contradições apontadas pelo Nassif, como isso é possível? O Paulo Guedes já foi apresentado aos milicos? E vice-versa? Falam a mesma língua? 

  33.  E o que a gente faz

     E o que a gente faz ???

    Senta e chora ???

    Nossas lideranças são um monte de fracassados e idiotas !!!

    A começar pelo Senhor “Acredito nas instituições” e que vai morrer na cadeia por isso !!!

    “lula é grande e Moro e Bolsonaro são guras desprezíveis”

    Lula foi um mau comandante. Conduziu o exército para o fracasso !!! Não falo que tinha que ter apoiado a Ciro Gomes, mas entregou a si e a cabeça do povo numa bandeja !!! Tinha que estar em uma embaixada !!!

  34. um cuidado adicional

    Ao tomarmos conhecimento das falas do bozonarismo temos que ter um cuidado. Como na “novilíngua” de Orwell, os termos não significam exatamente o que deveriam significar. Tampouco são o contrário do senso comum, como era em “1984”.

    Parece-me que quando esta turma late (porque não fala) “socialismo”, o que estão pensando é em “processo de inclusão social”. Isto de fato existe e eles, por entenderem que o medo popular do socialismo é o mesmo medo que tem de ter mais gente competindo com eles por uma vida decente.

    O mesmo se aplica ao termo “corrupção”. Para eles, a ordem é manter o fluxo de renda para os mais ricos. Fazer algo contra isto é “corrupção”, desvirtuamento do sistema escravagista ainda vigente. Logo vamos perceber a volta do termo “subversivo”, que era tão em voga quando da passagem da ditadura civil/militar deposta em 1985. será “subversivo” todo aquele que ousar lutar contra a verdadeira corrupção e pela inclusão social.

  35. as ideias não correspondem aos fatos

    Uma coisa são os discursos, outra os fatos. Como se legisla em uma nação com democracia representativa? Paulo Guedes fez discurso, se soa agradável ou não ao articulista é de  importância menor: é apenas “discurso”. Fato: foi enviado ao Rodrigo Maia, via Alexandre Frota, a proposta de Guedes apoiar a sua reeleição em troca do apoio desse ao projeto da previdência. A própria organizações Globo, por meio de Míriam Leitão, indicou a temeridade do gesto. O projeto será retalhado na Câmara, no toma toma-lá-dá-cá, e o que for aprovado será pífio diante do que propôs Guedes. Sua inabilidade política é colossal. Pensa-se então: qual a razão dos que cercam a Guedes, de Onix Lorenzoni aos militares, terem autorizado-o a fazer tamanha loucura? A menos que a intenção seja essa mesma: expor a inabilidade de Guedes como operador político. Quanto ao Moro, dizer que há “racionalidade” em montar uma maquina jurídico-política a serviço de uma elite autocrática no poder, só porque a sociedade “clama” há tempos por endurecimento na área de segurança, é de uma ingenuidade colossal. O próprio articulista levanta o senão ao seu elogio a Moro, com o mau presságio: e se Moro fizer uso indevido desse poder e perseguir seus inimigos? Bem, o ato falho já responde a questão. Claro que fará uso político, pela simples razão que Moro não é juiz, sempre foi e agora assumiu que é político. Aliais, quem nessa posse não era? É da posse do governo federal que estamos falando, não é? É do poder executivo, não é? Então são todos políticos e fazem política! Ponto final. E os militares então, faltou combinar com os russos! O desempenho da economia é que vai ditar os rumos do país, não a lógica militar. Se houver problemas para os exportadores à China e países árabes, se continuar a contração do mercado interno, o empresariado ira cobrar a “intolerância” militar. Não será tão fácil assim eles se imporem sobre banqueiros, grandes grupos nacionais industriais e ado agronegócio. Se fizerem o jogo desses atores poderão ser aceitos no baile. Mas, dificilmente tocarão a orquestra. O poder econômico faz as regras, e essa atual composição militar em torno do Bolsonaro é entreguista e pouco prática em temos econômicos. O mercado será entregue a especulação financeira internacional, e tudo bem? É isso que os grandes grupos econômicos nacionais querem e acatarão? Só porque é uma vontade expressa em discursos de militares de pijama? Abrirão mão de seus bens e propriedades só porque a “lógica militar” neoliberal assim o quer? Como age o empresariado? Vejamos um outro caso para ilustrar a questão: o apoio da mídia de guerra ao golpismo e entreguismo. A mídia de guerra polarizou o publico e perdeu a isenção, parte do publico abandonou-a. As elites nacionais contrariadas diminuíram seu aporte financeiro: a mídia de guerra foi estrangulada financeiramente. Um de seus mais importantes agentes, o grupo Abril, faliu. O empresariado não precisa pegar o tacape para impor a sua vontade sobre os militares, basta cozinhá-los em fogo brando. O fracasso politico e econômico já anunciado desse governo pelos arautos do sistema econômico, de Míriam Leitão a Reinaldo Azevedo, irá levar de roldão as pretensões dos militares neoliberais. Seus comandantes entreguistas, impopulares nas casernas e no meio civil, não terão tempo para expandir sua influência sobre a maquina de estado e cooptar os militares nacionalistas. Os militares neoliberais são apêndice do fenômeno Bolsonaro e murcharão com ele nos próximos meses, quando o desencanto começar a despontar.   

  36. Desta vez não há como escapar

    Desta vez os militares não poderão escapar da responsabilidade por apoiar este (des) governo. Eles se aliaram aos mais sujos e corruptos que há em nossa política. Ladrões de toda sorte compõem este bando que tomou as rédeas do país, desde 2014 diga-se de passagem, pois Dilma não governou, foi impedida.  E os militares estavam por trás deste processo o tempo todo. Todos deverão pagar o preço por afundar nosso país, acabar com nossa combalida soberania e trazer o Brasil ao retrocesso. As FFAA não poderão sair ilesas disto tudo estão fazendo, entregando nossas reservas, protegendo bandidos, atacando inimigos políticos, ou mesmo por ser conivente com tudo isto. Eu ainda me pergunto para quê gastamos bilhões, com funcionários que além de não cumprirem o que são pagos para fazer, ainda defendem os interesses do capital estrangeiro?  Brasil acima de tudo? 

  37. Prezados camaradas
    Li alguns

    Prezados camaradas

    Li alguns posts de outros sites (Kotcho, Juca Kfouri), vi algumas palestras no you tube (Mia Couto), e observo que este governo vai substituir o “tripé macro-ecônomico” (o grande fetiche neoliberal) por um outro tripé, baseado em: MEDO, IGNORÂNCIA e MENTIRA.

    Sistemas com 02 pontos de apoio apresentam instabilidade. Se se cortar uma perna, o sistema desaba. Li também no DCM que Joaquim de Carvalho publica trechos de reportagem de uam revista argentina (“Letra P”) de que os militares brasileiros abandonaram o nacionalismo econômico pelo neoliberalismo (a troco não sei de que). Acho que quando cair a ficha da população (menos dos bolsominions; que vão seguir o mito até o penhasco); talvez a perna da MENTIRA seja derrubada e o governo termine. Isto é, se os miliatres não resolverem dar uma esticada de uns 20 anos, como já fizeram

  38. Que dia…

    Então Bolsonaro é presidente do Brasil… E merecemos, afinal, foi eleito sob a aparência da legalidade, com a benção do Tribunal Superior Eleitoral, portanto são muitos os responsaveis. A terrivel tristeza que tomou conta de muitos ao ver a posse de uma pessoa tão desqualificada para o cargo faz pensar que temos, todos aqueles que pensam o Pais, a enorme tarefa de instrução da nossa população e uma luta ferrenha pela frente. 

  39. A fulga dos oportunistas e o surgimento de novas lideranças.

    Não há otimismo, apenas não podemos falar tudo, caso contrário facilitaremos as coisas para o  inimigo.

    A tristeza é enorme, principalmente pelo sofrimento dos mais pobres.

    Quanto a luta que está sendo travada, a “caça as bruxas”vai afastar os oportunistas que ocuparam a liderança dos movimentos sociais, e vai assumir aqueles que realmente defende os interesses dos trabalhadores, e de uma forma muito mais radical.

    O caso de um dos ministros do novo governo, que até outro dia elogiava a Presidente Dilma e o PT, e agora ocupa o ponto mais extremo a direita no novo governo é apenas um exemplo.

    Neste momento a fuga dos oportunistas abre espaço para novas lideranças, e processo de “caças bruxas” acelera este processo.

    Além disso, trago a certeza de que a  combinação da falta de uma moeda conversível e as políticas liberais econômicas que será implementadas vai provocar uma espiral recessiva, e acelerar o desgaste do novo governo junto a classe média.

    Como sempre os trabalhadores vão assumir a vanguarda da luta contra a recessão econômica, e desta vez sobre a direção de novas lideranças, em função do processo de “caça as bruxas”,

  40. A lógica militar não é a
    A lógica militar não é a lógica democrática, e sim a lógica do poder absoluto e do salvacionismo (dos que se acham e se veem como deuses fardados)… Eles ocuparão o quanto puderem todos os espaços de poder, pelo tempo que conseguirem se vender para a população como “salvadores da Pátria”. A caça às bruxas já começou…. E por bruxa entenda-se os de sempre: os “pervertidos” socialistas, social-democratas, liberal democratas – todos colocados no velho saco do comunista lobo mau em pele de cordeiro, que come criancinhas e quer transformar nossa bandeira em vermelha…Mudam-se os tempos, mas não a retórica e a atrasada visão de nossos militares (ainda presa aos tempos de Guerra Fria)… A história se repetindo de novo… Esperamos apenas que essas trevas, que repetem-se historicamente como farsa, não tenham vida longa… esperamos…

    • disse tudo…

      uma só lógica com a qual todos, poderes, concordam, mas interpretam em 3 sentidos diferentes

      lógica nenhuma, pois

       

      foi assim que consiguiram jogar no lixo o que havia de mais valioso em nosso sistema de justiça e que vinha desde a época do Império Romano, o Direito como força e expressão do povo

       

      esqueceram de colocar que daqui a alguns meses o que vai garantir a segurança cidadã será o toque de recolher

  41. Xadrez dos primeiros dias do governo militar

    segundo o GSI, 115 mil pessoas estiveram presentes à cerimônia de posse de Bolsonaro.

    “Desde o primeiro dia colocou os militares no centro de suas prioridades. Logo ao início de seu mandato realizou uma reunião com todos os generais, coronéis e sargentos do Exército.

    Tentou, como sinal político, permitir que os 20 militares da reserva que estavam presos por delitos cometidos durante a ditadura militar (1973-1985) cumprissem suas penas em regime domiciliar.

    Não queria velhos de 80 anos presos. Não serve para nada ver esses sujeitos morrerem na prisão.

    Anunciou sua intenção, publicamente, na primeira semana de governo, não obteve nenhum apoio.

    Porque, na realidade, “Ditadura Nunca Mais” é uma bela palavra de ordem, mas a única garantia de que isso realmente ocorra é que a cabeça dos oficiais reflita a realidade política do país, mais ou menos.

    Quando a divisão política da sociedade não entra na cabeça dos oficiais, fica na mão de lojas, de grupos.

    Lamentavelmente, dei de cara com uma esquerda pacata que tem medo de fazer política com os milicos. Eu tenho medo do fato de não haver milicos no meu partido político.

    Não conheço nenhum exemplo no mundo de quem tenha lutado pelo poder e não tenha se preocupado em ter milicos ao seu lado. Se você não fizer isto, você perde.”

    “Uma Ovelha Negra no Poder. Confissões e Intimidades de Pepe Mujica”, Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz

    .

  42. e o Pinochet?

    Não existe incompatibilidade entre o militarismo e o neoliberalismo, a ditadura de Pinochet – que é uma inspiração desse governo – é um exemplo histórico disso. Não estamos mais em 1964 e nem na ditadura os militares foram “nacionalistas” uma vez que a ditadura foi planejada, apoiada e monitorada pelos EUA. Eu não sei como é no Brasil, mas creio eu que em grande parte do mundo, os interesses dos militares estão entrelaçados com os de grandes empresas globalizadas com contratos de suporte de infraestrutura, logistica e principalmente fornecimento de tecnologia.

  43. bom post.

    Resumindo a ópera: nunca na minha vida vi, ouvi tantas asneiras, despreparo e improvisação.

    Logo, os incompetentes vão ser expulsos, ou vão ser peças decorativas e os que têm um pouco mais de competencia vão tomar conta dos gabinetes.

    Mas não espere o povo brasileiro melhorias. Pelo contrário, vão pagar muito caro.

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