Pesquisa da PROTESTE mostra que brasileiro corta até plano de saúde para enfrentar crise

Pesquisa sobre a percepção da crise pelo brasileiro apresentada pela PROTESTE Associação de Consumidores, no XIII Seminário Internacional de Defesa do Consumidor, cujo tema foi o impacto da crise para o brasileiro, aponta que os consumidores estão tendo dificuldades para pagar alguns itens considerados essenciais no orçamento familiar, como energia elétrica, remédios e supermercado. Existe a tendência de abrir mão de despesas supérfluas, e até do plano de saúde para reduzir os gastos.

O estudo aponta que para 85% dos pesquisados, a combinação do aumento dos preços, alta de juros e a percepção de que os salários não acompanharam a inflação, influenciou negativamente a expectativa quanto ao poder de compra nos próximos 12 meses.

Entre os hábitos de consumo que tiveram de mudar para fazer frente à crise, 22,8% dos entrevistados citaram  que abriram mão do plano de saúde, e 21,9% deixaram de frequentar bares e restaurantes como lazer. E 33% deixaram de gastar com as férias.

A elevação das tarifas de energia elétrica foi sentida pelas famílias, mas 62,70% apontaram não ter como abrir mão desses gastos.

Entre os  outros gastos difíceis de arcar, mas que os consumidores não abrem mão, foram citados: supermercados (61,10%), remédios (63,10%) e combustível/transporte (64,60%).

De acordo com o levantamento, 61,40% tem a percepção de que o país passa por uma crise de alta gravidade e mais da metade (84,4%) têm  parentes ou amigos que perderam o emprego no último ano. Para 82,7% dos pesquisados, a situação financeira de suas famílias está menos confortável comparada a um ano atrás. E 46,90% não conseguiu poupar dinheiro nos últimos 12 meses.

Mais da metade se considera despreparado para lidar com uma grave crise econômica. Quando perguntados uma nota de 0 a 100 sobre o quanto se consideram preparados para lidar com uma grave crise econômica, a média das notas dos respondentes foi 46.

Para driblar as dificuldades financeiras,  há  a tendência de os consumidores optarem por linhas de crédito mais caras  como o cartão de crédito, utilizado por 38,80% e cheque especial, ao qual 26,30% disse ter recorrido, além de 21,80% que obteve empréstimo familiar. As conclusões foram que as famílias têm alterado seus hábitos, com redução do seu padrão de vida e se endividado para sobreviver à crise.

O levantamento foi feito com 310 pessoas no período de 3 a 11 de agosto, com idade média de 49 anos. 40,6% dos participantes têm nível superior completo e 72,60% são os responsáveis pela renda familiar. 

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11 comentários

  1. O levantamento é bom. Mas a

    O levantamento é bom. Mas a Proteste deveria ir além da crise. Está havendo abuso dos planos de saúde que nada tem a ver com a crise e a ANS parece nada ver, ouvir, falar. O meu plano, mediado pela Qualicorp, teve um reajuste em julho de 20%. Pergunto: qual o setor no país que recebeu tamanho nível de aumento? É por abusos dessa ordem que muitos estão sendo obrigados a abrir mão de seu plano de saúde.

  2. Pobre não tem plano de saúde

    Pobre não tem plano de saúde corta mesmo é o alimento.

    O primeiro corte é a carne, tu troca a carne por ovo.

    Faz bem a saúde dizem os médicos e o governo.

    O dificil é fritar ovo no escuro e sem  óleo, cozinha com água..

    A luz a CEEE cortou, a água a Corsan.

    Faz um “gato”, já que roubar hoje em tempos de petrolão não dá nada.  

     

     

  3. O terrorismo atinge todo

    O terrorismo atinge todo analfabeto polítco com muita intensidade. Esse é o eleitor, consumidor que a imprensa e sua máfia querem, necessitam.

    .

  4. Na época do fhc, os planos de


    Na época do fhc, os planos de saúde subiam quase todo mês. 80% com salários defasados. É mole? Esse é o sonho de todo coxinha analfa político, ter aumentos mensais de aluguel, luz, palno de saúde, gaz, águam educação e tudo o mais que consomem Imbecilizados sempre vão pagar caro e livrar a elite de suas obrigações. Rico se vangloria de sonegar, escravizar e coxinha apluade feito bobão que é.

  5. Cortar colégio

    Fui renovar a matrícula da minha filha na segunda, num grande colégio de João Pessoa PB

    Subiram 13% no valor da prestação. Perguntei de onde tiraram o índice, não quiseram responder.

    Exigiram o pagamento do ano inteiro em até 5 parcelas.

    Exigiram a compra dos “livros” (na verdade cadernos) pra ela. Detalhe, eu tenho outro filho no mesmo colégio que cursa o ano seguinte, argumentei que ele sempre passou os cadernos pra ela e nunca havia tido problemas, mas não aceitaram. Sem compra de cadernos, sem matrícula.

    Fui falar com o Diretor. Ele foi bem claro, “pode procurar seus direitos”, mas “o colégio tem um setor jurídico muito bom” e quando confrontado com a minha acusação de venda casada, alegou que “não era” e que o colégio “fazia tudo dentro da lei”.

    Ai eu saquei o celular e disse “Por favor repita que a compra dos livros não é venda casada e de onde tirou o índice de 13% para eu gravar aqui e levar pro Procon”. Ele disse que não repetiria nada e exigiu que eu saisse da sala.

    Estou seriamente tentado a levar o caso ao ministério público mas me pergunto se tenho alguma chance. A alternativa é tirar a menina do colégio, porque pagar 5 prestações de mais de R$4000 (pelos dois filhos) eu não tenho como fazer.

  6. vazio

    fiquei impressionado ao ir fazer exames numa flial de um dos maiores laboratorios do brasil. Num horário bem cedo da manhã q antes era cheia de gente havia 6 pessoas…

  7. Os defensores do governo

    Os defensores do governo sempre dando um jeito de justificar a crise econômica. Passo nos bares e veja as mesas vazias. Na escola da minha filha, considerada de elite no Rio de Janeiro (sim, podem me chamar de coxinha, mas me viro em 2 empregos para ter uma vida confortável), vai ter uma passeio para Petropólis que custará 180 reais. Muitos pais disseram que está caro e não mandarão seus filhos. Trabalho no centro da cidade e noto que vários restaurantes fecharam e outros, para não aumentar os valores, fizeram adaptações no cardápio. Além do movimento menor, por conta do desemprego, muitas pessoas estão levando marmita para o trabalho. Se as pessoas estão economizando na comida, o que então irá acontecer com a indústria automobilística e o setor imobiliário?? 

    • A crise é uma invenção da

      A crise é uma invenção da grande midia para desestabilizar um governo popular.

      O que você viu não é a realidade é coisa de uma mente deturpada pela globo.

      Modo irônico.

       

      • Pois é, eles passaram os

        Pois é, eles passaram os últimos ano chamando todos de pessimistas, urubólogos e derrotistas. Segundo alguns, basta pensar positivo e a crise vai embora.

         

        Hoje, voltando para casa, o sujeito ao meu lado conversava com a esposa ao celular. Ele dizia que um amigo viaja todo ano para o exterior, mas que esse ano não irá porque o dólar subiu muito e, com a crise, existe o medo do desemprego. Voltamos aos anos 80.

  8. Sabe de nada inocente

    Teve épocas de crise em milha familia que cortamos a água ( banho de canequinha), e nas épocas sombrias de FHC cortamos até a comida mesmo, tivemos de “pegar mato” para cozinhar e comer. Conheciamos muitas das plantas do mato que servem de alimentação.

    Este negocio de plano de saúde, para a maioria mais pobre, nem sequer existe. Plano de saúde do pobre, é o SUS, é a medicina alternativa, são as ervas medicinais ( colhidas no mato).

    A economia pode estar ruim hoje, mas nada se compara ao FHC e sua crise sem precedentes.

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