A crise dos pequenos

Por João

Nassif,

Sou um pequeno empresario do ramo da metalurgia de São Paulo e senti dificuldades durante o ano passado inteiro….o aço teve aumentos que nunca vi antes chegando a 70% durante o ano…junho veio o pior aumento….quando consegui repassar alguma coisa já estava dentro da crise….me pegou em cheio…..justo na hora que mais precisamos faturar pois Novembro e Dezembro são meses que temos que ,alem de pagar 13º, fazer alguma reserva para passar Janeiro e Fevereiro que são meses de poucas vendas (no meu ramo)…O que mais me impressionou era que ,quando assistia tv parecia que estava em outro país…Nos olhos dos tecnocratas não estava acontecendo absolutamene nada….NINGUEM SE MEXEU…..FICOU TODO MUNDO PARADO,ESPERANDO…..O mundo se movimentou e parecia que o governo brasileiro estava em estado de choque…..parece que o planeta só tem 2 segmentos….bancos e montadoras….Parece que só se percebeu a crise quando um dos dois gritou….Talvez de agora em diante se pense melhor sobre as reformas e prestem mais atenção no sistema financeiro ficando atentos aos aventureiros e gananciosos que simplemente balançaram o planeta….Parabéns pela sua lucidez….forte abraço…

Comentário

Concordo integralmente: para o governo, a economia se resume ao sistema financeiro e às grandes corporações.

Por Maria Lucia

Nassif, tb. sou pequena empresaria do ramo de metalurgia junto com meu marido em Salvador. Estamos no ramo ha quase 20 anos. Temos 5 funcionarios que estao desde o inicio da empresa. O ano de 2008 foi muito dificil… esse ano, nao sabemos o que vai acontecer. Todos somos pais de familia, os clientes nao aparecem… so se fala na crise das montadoras e dos bancos. Tenho orado fortemente ao sr. Jesus pedindo a sua misericordia! Um abraco.

33 comentários

  1. É verdade.

    O mesmo acontece
    É verdade.

    O mesmo acontece em todas as áreas – para os pequenos.

    O governo acha que salvando montadoras, banqueiros e grandes empresários, eles agirão decentemente emprestando e dando liquidez e viabilidade aos pequenos.

    Mas isso não acontece – nunca aconteceu.
    Os bancos se encastelam e os pequenos que se danem.

    E as montadoras drenam tudo para as matrizes.

    Meirelles distribui dólares, abre os cofres do compulsório – e não requer contrapartida alguma ainda achando que o mercado se auto-regula.

    A crise é de auto-regulação do mercado – que não se auto-regula automaticamente.

    Só o Meirelles parece que não percebeu isso.

    E quem sustenta o Meirelles?

    Lula.

    Uma pena.

  2. Exatamente. E eu pensava com
    Exatamente. E eu pensava com meus botões se isto ainda não é ranço daquela ideologia de que é melhor ter grandes corporações que assim fica mais fácil de eliminar a burguesia, não tem toda aquela classe média intermediaria cheia de ideologias “conservadoras”. Falo isto por ter participado de movimento estudantil na década de oitenta e o que se ouvia por lá seja “partidão” ou libelu e etc(muitos neste governo hoje) era de como tomar o poder e este tipo de idéia sempre pintava.A diferença neste governo, fica por conta do bolsa família que eu já acho que também é um caso que tem um peso político específico. Sei que estou sendo genérico e não conheço todas as políticas do governo mas que o comentário acima sempre me levou a suspeitar deste tipo de doutrina ideológica inconfessável levou.

  3. E os bancos que ganharam
    E os bancos que ganharam dinheiro a vida toda são os primeiros a serem privilegiados com o socorro do governo, com injeção de recursos e com a maior taxa de juros do mundo. E o setor continua demitindo e sem correr risco com empréstimo. É só sentar no caixa e aplicar na SELIC. Lucro certo, vez que a tarifas bancárias cobrem as despesas administratival e algo mais.

    Edmar Melo.

  4. nassif:
    problemas setoriais
    nassif:
    problemas setoriais são da lógica capitalista.conheço muito empresário pequeno e micro com empréstimos no bndes.coisa na faixa de 50 a 100 mil
    reais.agora,que a preocupação dominante sejam as grandes corporações,
    também é da lógica concentradora do capital.se o empresário não souber disso,ele está em outro mundo.e valeria a pena dar uma olhada nos programas de agricultura familiar.
    romério

  5. O Lula acreditou demasiado no
    O Lula acreditou demasiado no Meirelles permitindo a manutenção e elevação de juros sobre falsos statements até que o caldo entornou. Pelo jeito é muito fácil enganar o Lula. Ele deveria ouvir mais seu vice antes que seja tarde demais. É diferente de fhc que pelo jeito nao ouvia ninguem ou ouvia todo mundo e nao fazia nda. Ou porque fhc nao tinha ninguem decente pra ouvir. Lula não, pois tem gente como seu vice e outros que se aproximaram dele pensando em virar o jogo e colocar o país definitivamente em rumo certo.

  6. “Concordo integralmente: para
    “Concordo integralmente: para o governo, a economia se resume ao sistema financeiro e às grandes corporações”:

    Aos inimigos, a lei. Aos exportadores de dinheiro, tudo.

  7. Não é verdade. O governo,ao
    Não é verdade. O governo,ao atentar para as montadoras,atinge uma cadeia enorme de fornecedores que inclui as pequenas empresas.
    O governo tem atuado sistematicamente nos setores de maior mão-de-obra. O próximo setor que terá um tratamento especial será o da construção civil,notadamente aqueles voltados à população de baixa renda.
    A manutenção do crescimento econômico é que atingirá a todos os setores indistintamente.É esta meta que o governo busca e é esta meta que será atingida.

  8. É que as grandes corporações
    É que as grandes corporações têm dinheiro para manter lobbys e pagar subornos, simples assim.

    P.S: No caso direto do João, a causa do problema dele não seria mais a política de preços da Vale do que a crise mundial em si? Que eu me lembro de ter lido a Vale colocando os preços do aço nas alturas para chantagear a china

  9. O mundo se movimentou e
    O mundo se movimentou e parecia que o governo brasileiro estava em estado de choque…..parece que o planeta só tem 2 segmentos….bancos e montadoras….”

    Do post “As contas externas”:
    “• O economista Nilto Calixto, do Credit Suisse, prevê redução das remessas de lucros e dividendos de US$ 34 bilhões em 2008 para US$ 22 bilhões em 2009, pela queda nos lucros e pela desvalorização do real (que transforma os lucros em reais em menos dólares).

    • Montadoras, bancos, siderúrgicas e metalúrgicas responderam por 50% do envio desses recursos de janeiro a novembro de 2008, explicando 68% do crescimento das remessas. Como esses setores são bastante afetados pela desaceleração da atividade econômica, o impacto sobre o fluxo de saída de dinheiro por esse canal deve ser significativo.”

  10. Vou pegar carona pra fazer
    Vou pegar carona pra fazer também uma reclamação no meu setor.
    Sou produtor cultural, trabalho com documentários e festivais. Estou há 10 anos nesta área e nunca conheci um produtor com carteira assinada. Nossa carteira de trabalho só serve para tirarmos o praticamente inútil DRT. Sempre fui obrigado a dar nota fiscal de micro-empresário, tive férias pagas umas 2 ou 3 vezes por conta de férias coletivas. Nunca recebi 13o salårio ou hora extra. Com a empresa aberta sou obrigado a pagar contador, INSS, Cofins, CSLL, PIS, ISS e IR. Como freelancer não existe garantia de trabalho e nem seguro desemprego. Apesar de me sentir marginalizado se comparado a outros profissionais CLT ou do setor público, já que não possuo uma série de garantias, FGTS, e da dificuldade de conseguir um financiamento de imóvel pela Caixa, me acostumei com a condição.
    Acontece que em meio à crise do final do ano passado, enquanto o governo decidia diminuir o IOF, o Compulsorio para os bancos e o IPI para as montadoras, meu imposto, que era do Super Simples aumentou de 6% para 17,5%.
    Minha classe é bem desunida e as grandes produtoras que são abastecidas muitas vezes por dinheiro público via Lei de Incentivos à Cultura, oferecem uma concorrência desleal com as pequenas.
    Gostaria de ler uma opinião sua a respeito da figura do Micro-empresário individual.

    Abraço

  11. Nassif, tb. sou pequena
    Nassif, tb. sou pequena empresaria do ramo de metalurgia junto com meu marido em Salvador. Estamos no ramo ha quase 20 anos. Temos 5 funcionarios que estao desde o inicio da empresa. O ano de 2008 foi muito dificil… esse ano, nao sabemos o que vai acontecer. Todos somos pais de familia, os clientes nao aparecem… so se fala na crise das montadoras e dos bancos. Tenho orado fortemente ao sr. Jesus pedindo a sua misericordia! Um abraco.

  12. ao Vladimir: acorda, você
    ao Vladimir: acorda, você está no Brasil, e estamos falando do Lula…

    à todos: esse governo até agora fez apenas aquilo que o anterior fazia (ou menos), e ao primeiro sinal de crise, o Brasil, pra um país “blindado”, tá meio cheio de furos… Aliás, tem duas coisas que esse governo faz, sim, mais e melhor que o anterior: 1) viajar, e 2) discursos populistas, cheio de palavras, mas que nunca se convertem em ações.

    esse artigo não fui eu que escrevi, mas faço dele minhas palavras, sem mudar uma vírgula sequer

  13. “a economia se resume ao
    “a economia se resume ao sistema financeiro e às grandes corporações.”

    O reconhecimento é feito pelas listas de contribuições das campanhas e estão em ordem decrescente de valor.

    A construção civil é valorizada por empregar mão-de-obra de baixo custo.

    Justamente esta mão-de-obra que se transforma em votos, captados pelo uso do dinheiro “doado” nas campanhas.

    Se os não reconhecidos não tiverem argumento algum para votarem, os reconhecidos não terão a quem recorrer em caso de “dificuldades de caixa” ou “queda do lucro estimado”.

    Vai que aparece um “independente” por aí!

  14. Realmente, o governo (este e
    Realmente, o governo (este e outros) “esqueceu” da situacao dos pequenos e dos milhoes de trabalhadores sem carteira assinada. Vou aproveitar pra fazer uma reclamacao contra as tais cooperativas de emprego.

    Pra mim, estas empresas deveriam ser extintas. Na ponta do lapis, so e negocio se vc trabalhar uns 6 meses no maximo, ou se vc tiver dois empregos. Vc nao tem direito algum. E nao raro, o pessoal da cooperativa te telefona perguntando se vc nao quer “dobrar a carga horaria” ou “diminuir o salario pra ajudar a empresa”.

    Lembro de uma reuniao muito “legal” onde a empresa estava em dificuldades (as lojas vendiam menos de 10 reais/dia) e o pessoal da cooperativa nos sugeriu a “diminuicao do salario”. Nos claro, apresentamos a seguinte contra-proposta “diminuicao do valor pago a cooperativa”. Foi uma delicia de reuniao como vc podem imaginar.

  15. A grande maioria de micro e
    A grande maioria de micro e pequenos empresários empreende com bastante vonmtade e gera a maioria esmagadora dos empregos no Brasil.

    O governo “faz de conta” que apoia as micro e pequenas empresas, mas quando tem alguma possibilidade de apoio financeiro ou tecnológico este apoio se perde na gigantesca burocracia .

    O atual presidente se mostra atuante quando existe uma real “pressão”, como nós, micro e pequenos somos mmuuuuuito desunidos esta pressão é praticamente nula.

  16. Nassif…

    Pois não são
    Nassif…

    Pois não são justamente estes pequenos e médios empresários os que fazem a roda girar de fato?

    E o governo continua sem fazer nada?

  17. oi nassa
    oi joão
    assino,
    oi nassa
    oi joão
    assino, abraço e vamos juntos até o inferno, tudo o que vc falou joão
    me encontro na mesma situação,
    ou seja, sou pequeno empresario e senti exatamente o que vc descreveu…..alias….gostaria que alguem me desse o “caminho das pedras”, parra conseguir um pouco desse dinheiro do BNDES.
    pelo o que eu pude comprovar pessoalmente ate hoje, nos (pequenos mortais) so conseguimos esse dinheiro via alguma instituição bancaria, o que acaba inviabilizando pelas taxas cobradas pelas mesmas.
    diretamente no BNDES somente “cobra criada”…..ou seja grandes empresas
    abçs a todos

  18. Talvez o problema seja falta
    Talvez o problema seja falta de organização. O governo dá grandes ouvidos a sindicalistas. Até hoje eu nunca vi mais de um. Também dá muito valor aos nossos grandes empresários membros da Fiesp. Desses eu conheço uns 10.
    Mas os governos não dão muita importância ao empresário mais comum, dono de um único estabelecimento, geralmente ME ou EPP. Deve ser a falta de uma Fiesp-nanica ameaçando cortar 2 empregos por microempresa no Brasil, a cada microcrise.

  19. Sou um micro empresário e o
    Sou um micro empresário e o adiamentos do pagamento do GPS e do SIMPLES Nacional me ajudaram bastante.

    Ajudaria bastante se o governo do Estado de São Paulo (meu estado – cada um cobre do seu também, pois os governos estaduais não podem ficar parados esperando tudo do governo efederal) também atuasse. Mas fora a demagogia com chapéu alheio de anunciar 4 bilhões de aporte de um banco que estava vendendo (Noss Caixa), este – ao contrário do governo federal – não faz nada.

    Não é verdade dizer que o Governo Federal só tenha auxiliado as grandes empresas. O caso é que só foi anunciado o que foi feito para as grandes empresas.

    Agora, chorar todo mundo chora, eu também quero mais apoio para o meu setor… Daí a generalizar e desconsiderar o que é feito de positivo vai uma grande distância.

  20. O ramo da metalurgia,
    O ramo da metalurgia, sabemos, foi um dos mais afetados pela crise mundial, o que é até óbvio, com a estagnação das maiores economias. As duas reclamações são daí. Acho apressado tirar grandes conclusões disso. Gostaria de ouvir outros micros e situar cronologicamente suas dificuldades, para saber se foram realmente originadas pela crise ou não. O problema de um ambiente de crise é esse: A qualquer momento tem alguém insatisfeito com seu trabalho ou com a sua vida. A crise vira pretexto pra tudo…

  21. As veses tem um choro que e
    As veses tem um choro que e impossivel de se aturar, com todo respeito.
    E gente que reclama que o dolar esta baixo e que nao da pra exportar, e depois reclama que esta alto e nao da para comprar insumos. Reclama que o aco subiu (e subiu pra todo mundo, pro competidor tambem) e depois que baixa nao, se fala nada. Alias, no ramo em que trabalho, aco e cobre sao as principais materias primas e subiram vertiginosamente nos ultimos dois anos, e nos ultimos meses o preco despencou (nao vi ninguem reclamar). E bem verdade que e complicado administrar estas mudancas de preco.
    O detalhe e que trabalho nos Estados Unidos e nenhum empresario aqui reclamou do governo por isso. Ta todo mundo se virando, tentando antecipar essa flutuacao de precos e negociando com clientes e fornecedores. Em alguns casos existem causulas nos contratos de fornecimento relacionando o preco do bem vendido a cotacao do aco.
    Mas, sem duvida e bem mais facil porem colocar a culpa no governo…

  22. Nassif, vamos organizar um
    Nassif, vamos organizar um tópico (na comunidade) para cada um contar as experiências de suas empresas. Ver como anda cada ramo da economia, em cada canto do Brasil.

    Posso te falar que em minha empresa tivemos set, out, nov e dezembro excepcionais.

    Acredito, que em cima do boom imobiliário, estamos ainda em janeiro com um bom andamento nos serviços.

    É difícil prever o que vem pela frente, fazer previsão do ano, o planejamento fica todo bagunçado. Temos que esperar para ver.

    (sou diretor de uma empresa de acabamento em pisos de madeira)

  23. Ser pequeno empresário no
    Ser pequeno empresário no Brasil nunca foi fácil. Somos os maiores geradores de emprego do país, não temos políticas eficientes de apoio às nossas empresas, nossas finanças se abalam muito facilmente a qualquer surpresa nos negócios, tal com inadimplência em alta, custos de matéria-prima em elevação que inviabilizam contratos já firmados, caso específico do aço (também tenho uma metalúrgica), juros altíssimos quando somos obrigadas a cobrir nosso caixas com ajuda de bancos, eventuais tombos por ações trabalhistas que exigem pagamento ou depósito recursal elevados (e muitas vezes injustamente…) entre outros.

    Por outro lado, nos especializamos em gerir crises, pequenas, grandes, catastróficas, misturando patrimônio pessoal com patrimônio da empresa, confundindo pessoa física e jurídica, mas sempre achamos um meio de dar a volta por cima.

    Por esta capacidade que a vida nos ensinou, somos até perante o poder público, considerados os mais aptos a sobreviver sem ajuda substancial do governo, e somos praticamente abandonados à nossa própria sorte.

  24. Faz meses que eu posto
    Faz meses que eu posto comentário no seu blog sobre a falta de dinheiro para as pequenas empresas. Também tenho uma pequena empresa e foi só a crise ser anunciada que os bancos sumiram com o crédito, inclusive o Banco do Brasil.
    O governo ajuda a Votorantin e a GM enquanto nós não conseguimos trocar duplicatas. Eu votei no PT porque achei que haveria uma mudança de foco na economia. Conversa fiada, o que importa para este governo é a macro economia. O dramático é que são as pequenas empresas que mais empregam no Brasil, mas como o poder de mídia da macro economia é muito maior o governo só da apoio para os milionários.
    Só para constar, até para a ouvidoria do PT eu mandei emails sobre a falta de crédito para as pequenas empresas. Nem resposta recebi.

  25. Nassif,

    A revista Isto É
    Nassif,

    A revista Isto É Dinheiro desta semana traz na capa um exemplo concreto de como os empresários não são iguais perante o governo, o Banco do Brasil e o BNDES.

    Eis dois trechos da matéria:
    (…)
    Diante da turbulência, seria impossível finalizar o acordo. “Estava tudo pronto, até os prospectos de apresentação para a imprensa tinham sido encomendados”, diz um executivo que participou das negociações. “Interromper aquilo foi um choque.” Mas a família não desistiu do negócio. Para reorganizar as contas, Carlos Ermírio de Moraes, presidente do Grupo Votorantim, decidiu se desfazer de ativos. Em novembro do ano passado, o grupo transferiu para a Monsanto, por R$ 600 milhões, o controle da Canavialis e da Alellyx, duas empresas de biotecnolgia gestadas pela Votorantim Novos Negócios. A grande transação foi anunciada há duas semanas, quando o Banco do Brasil adquiriu parte do Banco Votorantim por R$ 4,2 bilhões. Coincidência ou não, poucos dias depois foi assinado o negócio com a Aracruz, embora oficialmente a Votorantim assegure que o dinheiro da venda do banco ficará na área financeira do grupo.
    (…)
    Para fechar a operação, a Votorantim contará com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que podem chegar a R$ 2,4 bilhões. O BNDES emprestou dinheiro na forma de debêntures e garantiu a compra de ações que serão oferecidas no mercado pelo Grupo Votorantim. “Sem a ajuda do BNDES, o negócio provavelmente não teria saído”, diz Marcelo Brisac, analista da Itaú Corretora. Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a Aracruz era um alvo fácil para empresas internacionais do setor. Daí a rapidez do banco público em liberar os recursos.

    A íntegra da matéria está no link a seguir:

    http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/590/artigo123921-2.htm

  26. Nassif e
    Nassif e comentaristas,

    Trabalho no Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), do Ministério do Trabalho (http://www.mte.gov.br/pnmpo). O financiamento da micro-empresa é o nosso problema central e buscar amenizá-lo é nossa missão.

    Depois de mais de uma década do surgimento de algumas ONGs que se dedicavam com parcos recursos ao assunto, um grupo delas conseguiu organizar-se e criar uma Associação Nacional (Abcred)- de que fui um dos fundadores – para organizar a luta e pressionar pela implantação de mudanças no que concerne ao tema.

    Apresentamos aos candidatos Lula e Serra, durante a campanha de 2002, uma proposta da criação de um sistema nacional de financiamento da economia e empreendedorismo popular.

    Em 2003, o Presidente Lula, em abril, sancionou uma lei do “microcrédito”. Essa lei, entretanto, não agradou ao setor que já estava atuando na área. Trazia algumas inovações para a) a flexibilização e a expansão do cooperatvismo de crédito – no que estava certíssimo; b) a retenção de depósitos compulsórios dos bancos que não usassem no fornecimento de microcrédito; c) simplificação das regras para abertura de contas correntes das pessoas muito pobres. Entretanto, não conseguia assegurar o repasse dos recursos retidos a título de compulsório para as ONGs (Oscips) e cooperativas interessadas em aplicar no segmento. Por esta razão, a Abcred passou a agir na pressão para que o governo criasse uma política mais focada no microcrédito produtivo orientado.

    Nossa pressão resultou na publicação da MP 226, depois convertida em lei 11.110/2005. Nascia o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado. A lei segue com muitos limites, mas o fato é que o programa nacional está crescendo. É verdade que o público atendido é na maioria de “nano empresários”, mas terminamos o ano de 2007 com 513 mil clientes ativos na carteira das organizações habilitadas ao programa. Em mais de 965 mil operações, naquele ano, foram concedidos R$ 1,1 bilhão de reais. Estamos coletando os dados referentes a 2008 e quando estivem publicados, informo a todos aqui.

    Nesse intervalo de anos, além da criação do PNMPO, surgiram alguns outros avanços. Na legislação, como todos sabem, aprovou-se o SIMPLES. Além disso, expandiu-se o movimento do cooperativismo de crédito e a participação das microempresas neste movimento é relevante. Ampliou-se o crédito ao pequeno agricultor, via expansão fortíssima do PRONAF, que passou a usufruir da metodologia do microcrédito produtivo orientado em algumas regiões. O BNDES criou o cartão BNDES, um produto interessante, que ainda carece ser mais utilizado. Recentemente, partindo de uma experiência interessantíssima do RS, está havendo um movimento de expansão de um sistema mutualista de garantia de crédito, as “Sociedades Garantidoras de Crédito”, que tendem a ajudar a reduzir os impedimentos ao acesso ao crédito e as próprias taxas de juros. São movimentos ainda pequenos, mas que precisam de todo apoio para que possamos mudar o padrão do desenvolvimento concentrado e concentrador de riqueza que existe no país.

    Não são movimentos fáceis. Confrontam poderosíssimos interesses no campo da produção e dos agentes financeiros. Mas é o caminho para um desenvolvimento com equidade. Trata-se de uma luta.

    Se quiserem maiores informações: [email protected]

    Abraço a todos!

  27. Nassif,
    Você tem razão.

    Sem
    Nassif,
    Você tem razão.

    Sem sombra de dúvida os governos comem na mão das grandes corporações e do capital financeiro.

    Ao ponto que chega a ser ridículo afirmar que vivemos uma democracia…

  28. GOSTARIA APENAS DE INFORMAR
    GOSTARIA APENAS DE INFORMAR QUE REALMENTE O AÇO ABAIXOU……EM MEDIA 1,2% EM OUTUBRO….PRA QUEM COMPRA DIRETO DA SIDERUGICA…..COMO NAO É O CASO DA GRANDE MAIORIA,AS DISTRIBUIDORAS NAO PEPASSARAM OS TAIS 1,2%,MESMO PORQUE NÃO FARIA DIFERENÇA….PRA QUEM TA MOLHADO UM PINGO NAO FAZ DIFERENÇA…..

  29. Meus amigos um pouco só de
    Meus amigos um pouco só de verdadeiro combate ao defecit fiscal brasileiro, e tenho certeza entraremos definitivamente no primeiro mundo,milton friedeman neles nassif

  30. Ate´quando´nós pequenos
    Ate´quando´nós pequenos aguentaremos as injusticas praticadas pela JUTIÇA DO TRABALHO (ADOR), onde qualquer ex-funcionário sob alegações futeis e mentirosas e amparado por advogados inescrupulosos deitam e rolam se bastassem arrancarem valores que fazem falta para aqueles que mais empregam e que até por serem pequenos procuram andar em dia com s/compromissos e se veem impotentes perante a mais este problema não bastassem tantos outros que os congressistas e governo brasileiro finje não ver? Onde estão os sindicatos pratonais neste momento “bando de incompetentes” levei duas ações totalmente injustas e perdi (paguei 2 vezes a mesma rescisão trabalhista) é o cúmulo do absurdo fazer justiça social ou distribuição de renda com atitudes como estas!!

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