A destruição do movimento sindical nos EUA

Quando encontramos num artigo qualquer – principalmente se for escrito por economistas, ó raça! – o bordão “números que falam por si”, pode apostar que o que vem a seguir não tem nada de auto-explicativo, pelo contrário. Não é o caso desta tabela. Nela, se vê o estrago que o neoliberalismo – e seus aspectos mais cruéis, como o deslocamento do emprego industrial dos EUA para o México e, depois, a China, e a repressão maciça aos trabalhadores deflagrada no gov Reagan – fez ao movimento sindical, privando a classe operária da principal arma que dispunha contra os abusos de seus empregadores – a greve. Os números, pode-se ver, falam mesmo por si. E expressam com clareza porque a classe dominante está tão tranquila com o desenrolar da crise e pretende resolvê-la partindo para nova ofensiva contra as classes subalternas.

Certamente a redução no número de greves não se deveu à melhoria das condições do trabalho. O número de horas trabalhadas e a produtividade do trabalho nos EUA cresceram quase ininterruptamente de 1970 para cá. O salário médio dos trabalhadores, no entanto, se estabilizou. Os dados exatos estão disponíveis na apresentação “Capitalism Hits the Fan“, do prof. Richard D. Wolff, que recomendo fortemente a todos (infelizmente, só se encontra em inglês).

O original do arquivo PDF pode ser encontrado no Bureau of Labor Statistics (BLS).

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