As discussões sobre o UBER

A questão UBER não é fácil de resolver.

De um lado incorre no mito da desregulação perfeita, segundo a qual basta desregular para o mercado encontrar o equilíbrio.

Nem sempre é assim. Há diversos elementos a serem apurados, como o da concorrência predatória, o da invasão da informalidade e, atrás dela, do crime organizado.

Uma regulação perfeita seria conveniente para o mercado de táxis. O taxista convive com picos e vales de oferta. Muitas vezes suporta períodos de vacas magras aguardando o período de bonança. Além disso, exerce uma atividade formal, com carta de motorista, licença profissional, licença para possuir um táxi. Além disso, além da fiscalização do Detran, passam pelo crivo das cooperativas de taxistas e das empresas de táxis.

Sendo assim, a invasão do mercado por concorrentes predatórios – carros particulares, sem custos de regulação – poderia desorganizar o mercado formal.

O senão da história é que o mercado de táxis é repleto de imperfeições.

Hoje em dia, para entrar no mercado um taxista precisa adquirir o alvará de alguém.  Ou então ligar-se a algum político que consegue cotas para correligionários.

Pela lei, alvarás não podem ser vendidos. Basta declarar que foi doado e receber por fora. Na praça de São Paulo, está em R$ 60 mil. Para aderir a uma cooperativa, são R$ 30 mil de luvas, em média, além das mensalidades.

Os pontos mais solicitados têm dono. E para entrar nele pagam-se luvas altíssimas: estima-se em algo em torno de R$ 500 mil para operar no ponto de táxi de Guarulhos.

Mais ainda: parte do mercado é atendido por companhias de táxis que cobram diárias altas de seus motoristas meramente para fornecer-lhes um carro licenciado.

É aí que entra o UBER.

Em princípio é um sistema aberto que permitiria a qualquer proprietário de automóvel se cadastrar e receber pelas corridas contratadas.

Não adianta dizer que o taxista é favorecido porque compra carros com isenção de impostos. No caso dos particulares, o custo marginal do táxi é apenas o combustível utilizado em cada corrida e o desgaste da quilometragem, porque a atividade de taxista é marginal.

Mencionam-se estatísticas nos EUA, segundo as quais de 70 a 80% dos uberistas viraram tempo integral.

Pode ser. No caso dos taxistas diaristas das grandes frotas, a possibilidade de aderir ao UBER lhes abriria um novo mercado. Com o que pagam mensalmente aos proprietários de frotas, poderiam financiar um carro próprio, ainda que sem as isenções previstas para táxis.

Outra vantagem é que o UBER trabalha com geo-referenciamento e com uma carteira de cartões de crédito – nos moldes do Paypall. Definida a origem e o destino, o próprio sistema calcula automaticamente a distância, o preço da corrida e lança no cartão de crédito do usuário. Especialmente para turistas e homens de negócio, é a melhor maneira de não ser ludibriado por roteiros aumentados. Taxímetros tornam-se instrumentos tão pré-históricos quanto os antigas Capelinhas.

Mas, em suma, são reflexões inconclusivas de quem ainda não tem opinião formada.

Ajudariam se acrescentassem outros pontos de análise.

60 Comentários

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Anarquista Lúcida

- 2015-09-11 16:27:05

Tenho lado sim, dependo dos táxis, nao quero vê-los extintos

E ficar na mao da empresa que lucra com os serviços, que poderá impor preços. Além do mais, na maior parte das vezes em que tomo táxi estou na rua, nao tenho smartphone, e se tivesse nao o usaria na rua, e nao gosto de esperar quando isso nao é necessário. E me preocupo com segurança. Quero andar num carro com seguro para os passageiros. E nao quero entrar num carro nao identificado como táxi.

E coxinha é vc, antes que eu me esqueça.

 

 

Anarquista Lúcida

- 2015-09-11 16:14:50

Concordo c os verdadeiros problemas nao têm a ver c/ o Uber

Mas nao com o resto.

O verdadeiro problema é a possibilidade de acumular licenças e terceirizar. Se isso fosse abolido, os taxistas teriam que fazer um investimento inicial mais alto -- teriam que ter o carro -- mas estariam livres de diárias e da exploraçao. Só que nao é pondo uma firma a mais para explorar motoristas que se resolve isso...

Uber nao é como locaçao de carros, o motorista nao aluga o carro por hora, ele faz o mesmo serviço de transporte que fazem os taxistas. E tb há regulaçao para carros de aluguel, acho. Pelo menos para os que fazem serviços regulares, como vans que levam a teatros, que sao enquadradas em serviços de turismo, ou buscam de escolas.

E posso estar enganada, mas nao creio: exatamente porque nao é serviço de locaçao, e sim de transporte, quem regula sao as prefeituras.

Bruno Cabral

- 2015-09-11 11:48:56

Jurisdição

A questão é querer bloquear no tapetão, aliás como sempre (quem pode faz, quem não pode, senta e chora)

Os verdadeiros problemas do taxi não estao sendo analisados, está sendo criado mais um casuísmo para favorecer apenas alguns. É como o sindicato dos motoristas, é como o transporte público (ônibus, que "sempre" dá prejuízo - e por isso tarifas altissimas e poucos ônibus nos horários de pico - mas ninguém larga o osso), a maldita mania de cartório que assola o Brasil, com privilégios para alguns e a conta para todos os outros.

Em outro post alguém colocou que o serviço do Uber é transporte PRIVADO de passageiros, algo como alugar uma limosine. Vão proibir isso também? Você vai no seu casamento de taxi ao invés de limosine?

Ademais, quem regula o serviço é a união ou as cidades? As cidades podem legislar sobre prerrogativas da união?

Otaviani

- 2015-09-11 10:26:18

Verifique
Parece que to discutindo com um coxinha,ja tem lado ,opinião formada,e qualquer informação contraria a sua posição é tratada de forma jocosa.Fiwue com a ultima palavra,vou discutir com a parede que ganho mais .

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 22:56:43

Nao há diferenç entr regulamentaçao PÚBLICA ou p/s interessads?

"Não considero que a licença de taxista dê qualquer crédito a mais. Aliás, o requisito da licença pública é exatamente o mesmo papel que exige a empresa dos motoristas."

Que ótimo, contratemos raposas para cuidarem dos galinheiros. Ora francamente.

Os problemas com as licenças existem sim, mas o que precisa ser feito para resolver isso nao é botando mais um explorador no negócio, e sim proibindo a terceirizaçao das licenças.

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 22:46:32

A soluçao p/ esse problema é proibir o acúmulo de licenças

Se só o dono do veículo licenciado puder dirigir, sem poder terceirizar, nao haverá como cobrar diárias. Os taxistas precisarao fazer um investimento inicial maior, mas depois estariam livres de diárias. Vale a pena.

Mas continuariam sendo registrados na Prefeitura, tendo tarifas publicamente controladas, e sendo obrigados a ter seguro para os passageiros. Bom para os motoristas, bom para os passageiros.

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 22:43:31

Nao sei como é em Sampa; no Rio nao é assim

Há taxistas ruins? Há, claro, como em qualquer profissao. Há outros ótimos. E a maioria é média, também como em qualquer profissao.

Sou passageira DIÁRIA de táxis, porque nao dirijo e tenho problemas no joelho e carrego peso, nao dá para tomar ônibus. Nao tenho queixas maiores do que tenho de pessoas em geral. E já tive a vida salva por um taxista, disso sempre me lembrarei.

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 22:39:41

É claro. Mas quem nao pensa no futuro nao quer saber disso

Só quer levar vantagem agora.

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 22:35:12

Falou e disse tudo.

Clap, clap, clap!

Para corrigir os problemas, essa é a direçao a ser tomada, e nao pondo mais uma empresa querendo lucrar em cima do serviço dos motoristas.

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 22:31:53

Q história é essa? Ele tem 2 carros, 1 táxi e 1 p/ o Uber?

Nao pode trabalhar no Uber com o carro tipificado como táxi...

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 22:29:33

Ai q argumento "inteligente"... Vale p/ qq profissao!

Quem nunca teve um médico q nao ia ao plantao no pronto socorro? Quem nunca teve um professor que nao se empenhava nas aulas? Quem nunca frequentou um restaurante cuja cozinheira fazia comida ruim? Etc, etc., etc.

E quem disse que os passageiros preferem o Uber? Alguns preferem. Nao se preocupam com segurança, querem levar vantagem hoje sem pensar se nao estarao ajudando as coisas a ficarem piores amanhã, e podem simplesmente gostar de novidades e de "estar na moda".

Concorrência predatória nao é boa para ninguém. Se o Uber vence essa, estará com a faca e o queijo nas maos para impor as tarifas. E nao há nenhum controle PÚBLICO (e nao da própria empresa que lucra com o serviço -- é piada isso?) sobre os motoristas e condiçoes de segurança para os passageiros.

cvmoraes

- 2015-09-10 22:20:37

Se fosse pior para o passageiro, ninguém pegava UBER

Não podemos ser simplistas. Ninguém pegaria o UBER se fosse pior. Eu tenho usado UBER e o considero infinitamente melhor que taxi. Muito mais barato, carros sempre limpos (já peguei taxis excelentes e imundos), tempo de espera bem menor que taxis quando não há ponto ou não estamos em uma via de movimento intenso (mesmo chamando taxi por aplicativos). Quanto à segurança, há que se discutir muito, mas nunca me sinto ameaçado com nenhum dos dois modelos. Não considero que a licença de taxista dê qualquer crédito a mais. Aliás, o requisito da licença pública é exatamente o mesmo papel que exige a empresa dos motoristas. Não considero que isso seja relevante. 

Agora, a discussão não pode ser simplificada. Concordo com o Nassif, que precisamos levantar melhor os  argumentos. Nem todos tem ou usam smarphone e o UBER não substitui o taxi. Haverá por bom tempo aqueles que tomam o taxi na rua levantando o braço, onde há taxis passando e isso é ótimo. 

A questão tributária é um dos pontos. Creio que o serviço precisa ser melhor taxado, além dos impostos pela empresa titular do aplicativo. Os motoristas deveriam ser regularizados como Microempreendedores Individuais, ao meu ver. Já existe inclusive essa categoria no MEI (Transporte de passageiro mediante pagamento). A tributação dos taxis também é irrissória. 

Não dá para supor que as licenças de taxis seja restrita ao próprio motorista. Há uma máfia comandando esse tema. Quem tem mais de R$ 500 mil por uma licença em Guarulhos, não vai querer dirigir. Vai colocar um motorista para trabalhar para ele e explorar o lucro do negócio. Não dá para supor que conseguiremos proibir a venda das licenças. Elas acontecem na clandestinidade. 

O UBER não é nenhuma redenção para um setor cartelizado e corrompido, mas também não dá para tapar o sol com a peneira e esperar que aceitemos um trabalho mais caro e mal prestado na maioria das vezes (em minha experiência e olha que viajo pelo Brasil todo e já peguei taxis em todas as regiões do país). 

Vamos dar fôlego ao debate, sem pegar atalhos. Eu continuarei a pegar UBER onde eles existem e torço para que aprimorem sua regulamentação porque me serve melhor. 

Branca Teresinha

- 2015-09-10 20:24:39

Sistema francês é solução

A discussão atual lembra a que precedeu a privatização da telefonia no país. Alegava-se que o serviço ia melhorar, que a livre concorrência pressionaria os preços para baixo, etc.etc. Alguém lembra disso? Agora pergunto. As telefônicas melhoraram o serviço? Os preços caíram? Só quando a reguladora do setor passou a multar e efetivamente a controlar. Logo, tudo balela. Por que simplesmente não se adota o sistema francês de táxi e ponto final? Não se iludam. Tem interesse grosso atrás do Uber e não é o dos taxistas e ususários que estão sendo levados a acreditar que o paraiso está ali. Sem regulamentação séria nada funciona neste país. Acreditem.

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 19:40:07

Nao é verdade isso

No que se refere à primeira "vantagem', há outros modos de ser resolvido esse problema; pôr mais uma empresa na concorrência pela exploraçao do trabalho dos motoristas nao é uma soluçao. Muito mais eficiente seria proibir o acúmulo de licenças, só o dono da licença e do carro licenciado poderia dirigir. Ele ficaria livre de diárias, e poderia comprar o carro.

E qual é a "opçao a mais" que o Uber dá para os usuários? Se é para ter histórico e controle dos motoristas, isso já existe nos aplicativos que chamam taxistas. Se é poder chamar por smartphone -- o que a meu ver é desvantagem, mas Ok, há gente que gosta -- isso tb é possível com esses aplicativos e até com as companhias de táxi. Mas, com o táxi, essas "vantagens" (que nao sao vantagens para todos... ) nao sao obrigatórias, vc pode usar aplicativos e companhias ou nao; para quem já está normalmente na rua e nao tem smartphone ou nao gosta de usá-lo na rua, nem gosta de ter que chamar e esperar o carro chegar, basta levantar o braço...

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 19:32:41

A mudança + necessária é a proibiçao do acúmulo de licenças

Proibir companhias com dezenas, até centenas, de licenças, que terceirizam os serviços, e proibir mais de uma licença para a mesma pessoa física, bem como a terceirizaçao da licença para outra pessoa. Bastava isso para resolver os problemas apontados com o serviço de táxis. Os motoristas teriam um investimento inicial alto, ter que comprar o carro e pagar a licença, mas nao teriam mais que pagar diárias, valeria a pena, E o controle do serviço deles continuaria público, nao nas maos de uma empresa particular.

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 19:27:13

Só q o Uber é pior p/ o passageiro hoje e pode piorar mto +

Já é pior, mais inseguro, porque nao é publicamente regulamentado, o passageiro fica na mao da empresa. E isso pode piorar muito mais se eles conseguirem inviabilizar o serviço de táxis, aí terao a faca e o queijo nas maos.

Nem mais conveniente é. As conveniências que ele existem para quem as queira fora deles: em aplicativos para chamar táxis e em companhias de táxi. Mas quem nao tem smartphone ou nao quer usá-lo na rua -- no Rio é perigoso -- , nem quer ter que esperar o táxi chegar, táxis sao muito mais convenientes, basta levantar o braço.

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 19:19:38

E quem garante isso é a própria empresa q lucra c/ o serviço...

Vc é filho da Velhinha de Taubaté?

Tenho problemas de joelho e nao posso pegar ônibus nem sei dirigir. Uso táxi TODOS OS DIAS, e MAIS DE UMA VEZ POR DIA. Há motoristas ruins e abusivos? Há, como em toda profissao. Há tb excelentes, um deles já salvou minha vida uma vez. E a grande maioria nao está nem num extremo nem noutro, fazem o serviço deles e OK.

O Uber resolve um problema de milhoes de possíveis clientes? Ignoro qual.

E aplicativos para chamar táxis existem, e muitos. Também permitem ver o histórico dos motoristas (e dos passageiros...) e tem essas vantagens que vc só atribui ao Uber. E tb, do meu ponto de vista, as mesmas desvantagens: exigir uso de smartphone na rua, nao estar imediatamente disponíveis. Mas chamam os taxistas, nao fazem concorrência desleal com eles.

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 18:56:35

Nao se acaba com cartórios criando mais um

Esses problemas de que vc fala existem, mas precisam ser resolvidos, e nao aumentados: mais uma firma a entrar na concorrência sobre quem explora mais os serviços de motoristas.

E NADA do que vc diz responde aos problemas que apontei para os passageiros, cuja segurança exige CONTROLE PÚBLICO, REGULAMENTAÇAO, TARIFAS PUBLICAMENTE DETERMINADAS  (e nao, claro, por parte da própria raposa...). Seguro de 50,00? É piada de português?

Bandeira 2

- 2015-09-10 16:54:08

Uber

O Uber já comprou 2 cidades em Minas Gerais, de tão certo que deu o negócio: Uber-aba e Uber-lândia.

Perco o táxi, mas não perco a piada.

Gilson Raslan

- 2015-09-10 16:26:06

O UBER oferece duas

O UBER oferece duas vantagens: a primeira tira da escravidão branca os motoristas de frota,  que podem usar o dinheiro  (média de R$ 200,00 por dia, uma extorsão) pago no aluguel do táxi,  para comprar um carro e aderir ao programa; a segunda vantagem é dar mais opção ao usuário do serviço.  

Mario Mesquita

- 2015-09-10 14:10:08

Ora veja...

Quer dizer que já existem "empresários parceiros" do Uber que vão colocar motoristas contratados por 20% do faturamento.

 

Ou seja: 20% pro Uber, 20% pro motorista e 60% para o dono do carro que vai ficar em casa ou exercendo sua atividade profissional (que não é dirigir táxi) lucrando com o suor dos outros.

 

Qual será a diferença então? Cobrar menos do passageiro? Mas quando dizimarem os táxis, vai ser assim ou será uma nova máfia comandada por uma multinacional?

 

Renato Lazzari

- 2015-09-10 14:06:10

A rigor, você está certo: as

A rigor, você está certo: as redes de fast food e os supermercados estrangeiros deveriam ser mais cobrados pelo lucro que aqui fazem, tanto em impostos quanto em cumprimento de leis trabalhistas. Deixar a rede Mac Donald's, por exemplo, gerir ao mesmo tempo sua empresa e o sindicato (SindFast) é uma aberração.

Mas você se esquece de que essas empresas só podem trabalhar aqui porque minimamente se sujeitam às regulações do ramo em que atuam. Já os motoristas do Uber não são obrigatoriamente habilitados para o transporte público individual. Pode ser que um ou outro seja, mas se não for não há como cobrá-los disso. Já taxistas são bem fiscalizados. A própria empresa Uber não se sujeita às regulações de trabalho como se sujeitam o fast food e os supermercados.

Considere, por fim, que o transporte público é de competência e responsabilidade do estado municipal. Pode até fazer concessões mas isso não tira a responsabilidade desse estado.

Renato Lazzari

- 2015-09-10 14:04:43

Por último, José, considere

Por último, José, considere que o sentimento nacionalista é que fez dos EUA um país riquíssimo. Às vezes o pessoal confunde nacionalismo com xenofobia e discriminação. Há uma turma nos próprios EUA que são assim, querem expulsar os novos imigrantes, como se os EUA fossem apenas para quem para lá imigrou primeiro.

Mas não é obrigatório ser xenófobo nem discriminador para ser nacionalista. E não vejo motivo nenhum para sentir vergonha por ser conveniente. Ou você acha que os estadunidenses fazem algo que lhes seja conveniente? Que alguém, no mundo, faça?

Maria Silva

- 2015-09-10 14:02:45

Nunca tinha ouvido falar do Uber até ...

Até os taxistas criarem esse barulho todo. É muito barulho por nada. O taxi é como chinelo velho. É muito dificil descartar ou jogar fora.  Quando viajo, ando de taxi. Já tive problemas. Quem não teve? Mas nada que me levasse a abandonar o uso de taxi. Estive recentemente no Rio e fiquei encantada com o tratamento e eficiencia dos taxistas. Bons carros, muito gentis, preços honestos. Não sei se foi efeito da concorrencia, mas não trocaria o taxi por nada neste mundo. Vou  de taxi ... 

Mario Mesquita

- 2015-09-10 13:53:17

Parabéns!

Excelente análise.

 

Liberar o setor e dar de mão beijada a empresas estrangeiras será como a telefonia. Não existe só o Uber e se abrir a porteira, ilude-se que eles vão se matar pelos passageiros. Vão montar um cartel e combinar preços e tipos de serviço como fazem as telefônicas, os supermercdos, etc. Tudo jogo de cartas marcadas.

 

Ainda com esse agravante, o serviço pago com moeda eletrônica indo direto para sua matriz sem pagar imposto. O Uber se instalou no Brasil declarando um capital de R$ 1.000, 00, quando ela já vale US$ 50 bi na NASDAQ.

 

A quem interessa isso? Enquanto isso, as empresas de ônibus prestam um serviço horrível, o metro cresce a passo de tartaruga e não vejo essa farofa toda a favor dos usuários. Mas estão brigando por um setor que gera milhões por dia e nem é considerado transporte de massa.

 

José Muladeiro

- 2015-09-10 13:17:20

Engraçado como tem nacionalistas de conveniência por aqui.

Pela lógica de alguns raciocínios, deveríamos proibir as redes de supermercados e também as redes de fast food, afinal a maioria é de capitais estrangeiros e levam o lucro para fora do país, e ainda levaram à bancarrota milhares de pequenos negócios. Afinal, como defender uma rede que veio aqui vender sanduíches ou revender secos e molhados?

Otaviani

- 2015-09-10 13:14:25

acabar com os "cartórios"

Suas ponderações são muito simplistas,a discussão é mais ampla,até o exposto pelo post,como ouras concessões públicas,viram "capitania hereditarias",cartoriais.São bens privados,onde se paga caro para entra neste mercado.As desvantagens fiscais e fiscalizadoras que é o desequilibrio podem muito bem ser equacionadas.A concorrencia é bem vinda,principalmente quando melhora a qualidade do serviço prestado ao consumidor,com bonus de um preço menor.Aqui não se trata de defender Uber ou taxistas,mas de  serviços a população.Outra desinformação tambem não é discussão.Tem um jovem.vizinho da casa da minha mãe que ser um Uber,e conversando com ele,me passou o que exigem para entrar no serviço.Ter um carro de luxo com no máximom 5 anos de uso ( a referencia é o Toyota Corolla),ter um seguro que cubra os passageiros em 50.00 reais,não pode conversar,a menos que seja inquirido pelo passageiro,e outras coisas,algumas de conhecimento público.O que sei é que,não podemos barrar o novo,a concorrencia,de maneira simplista.temos que ver os pros e contras, debater,chamar taxistas,representantes do Uber,poder público e organizações de defesa do consumidor para  este debate aberto ao público.

José Muladeiro

- 2015-09-10 13:11:48

Então não se preocupe....

segundo suas próprias palavras o UBER vai minguar.

José Muladeiro

- 2015-09-10 13:07:06

E quem disse que..

vcê não pode desenvolver uma plataforma igual à do UBER e começar a usar ?   Alás aí está uma bom momento para a comunidade  do SL se manifestar.   Já pensaram uma plataforma que fosse dos próprios uuários?   Nos Estados Unidos existem comunidades que compram um carro e todo mundo pode usar.  Sharing veiculos.

José Torres

- 2015-09-10 12:59:48

Uber e táxi

Alguns aspectos poderiam ser melhorados na regulação do serviço de taxi, como aconteceu em Belo Horizonte: as licenças (concessões) para novas placas são por meio de critérios estabelecidos em edital. As licenças são intransferíveis, devendo ser devolvidas à prefeitura, em caso de morte ou desistência do permissionário. Não existe exclusividade de ponto de parada.

Seria interessante esclarecer o economês “a atividade de taxista é marginal”, antes de alguma polêmica desnecessária.

Felipe Lopes

- 2015-09-10 11:36:33

A verdadeira máfia é a das placas de taxi

A velocidade enorme com que as Câmaras Municipais estão se movendo contra o Uber é sintomática nesse sentido. No mais, um sistema de transporte público existe para atender quem é transportado. Se o Uber for melhor para quem precisa se deslocar pela cidade, tanto pior para os taxistas. É a população quem deve ter seus interesses atendidos e não o corporativismo tosco. Tudo no Brasil parece ser movido por um corporativismo que inverte completamente os valores. No serviço público impera a mesma lógica. Incrível!

Maxwell Barbosa Medeiros

- 2015-09-10 10:50:10

Vamos aos fatos... o Uber era

Vamos aos fatos... o Uber era desconhecido da maioria dos usuários de smartphone aqui no país, e se tornou conhecido por conta dos protestos dos taxistas. E o que mais repercutiu foram os que foram violentos e os que causaram congestionamentos. E isso causou uma péssima impressão.

Além da propaganda não intencional, a repercussão desses protestos serviu para que muitos usuários se queixassem dos serviços oferecidos pelos taxistas. A categoria poderia aproveitar e ouvir as queixas e organizar condições de melhorar o serviço. Enquanto não fizer isso, só dará mais força ao Uber.

 

 

Juca999

- 2015-09-10 07:01:55

Pra que taxi pirata? Eu

Pra que taxi pirata? Eu queria era uma radio e uma tv pirata.

Monier.,.,.,.,

- 2015-09-10 05:12:09

Ainda que seja bom poder

Ainda que seja bom poder escolher outro serviço, e mesmo que a obtenção dos alvarás seja por meio de politicagem e tenha todo tipo de suspeita de sujeira, ela é feita pelo Poder Público, que é validado por mandato na eleição de vereadores, e que se submete ao utópico "interesse público". E no plano da concorrência a distribuição da receita no sistema tem aleatoriedade, do passageiro escolhendo quem quiser na rua. E um preço tabelado, seja na emergência ou na ida para um passeio, na periferia ou no centro. O fenômeno da concorrência tem um mínimo de atuação, e o dinheiro que circula é todo brasileiro. Sem patriotada, isso é bom para os cofres públicos e para o nível de renda aqui dentro do país.

Para aderir ao sistema do Uber, transfere-se o controle ao capital privado, e de uma empresa sediada no exterior, que coloca a regra que quiser, porque é um contrato. Hoje é o carro preto e a desejável simpatia. Amanhã, a adesão a uma associação em vez de um sindicato, ou a compra do carro em um fornecedor exclusivo, inclusive a preços abusivos. Ou a adesão a uma cláusula que elege o foro de Manaus como o competente para decidir os conflitos com os motoristas de SP, e inviabiliza a atuação da Justiça. É a terceirização perfeita da frota, que nem o Cunha pensaria, pois fica difícil de se falar em subordinação. Depois, algoritmos do aplicativo podem direcionar a demanda de modo que a aleatoriedade se perde, provavelmente em favor do interesse do controlador. O Direito Concorrencial deve ter material sobre isso (o caso Akatu pode ser um exemplo clássico sobre o poder do controlador, com parecer do Comparato, seria bom revisitar as conclusões dele).

Assim como já foi mais bonzinho o Google antes de dominar a publicidade (don´t be evil era o slogan), ou como foi a Unimed para benefício dos médicos no interior, que nasceu contra as malvadezas dos grandes planos de saúde e depois passou a cobrar grandes taxas de entrada e manutenção, esse aplicativo tende a se tornar hegemônico rápido, trazendo uma vantagem de curto prazo para o consumidor, mas que deve se reverter em concentração de mercado depois.

Após tornar o táxi coisa do passado, vão explorar o mercado de transporte com a mão pesada do capital internacional, feito os bancos e suas taxas de cartão de crédito alucinantes, mesmo com concorrência. Dá para fazer o paralelo com o modelo das S.A. Em alguns países, a tendência do controle pulverizado, precisando de muita gente para se mover em uma direção qualquer, algo saudável. Em outros lugares, empresas com controle concentrado, que podem ser mais eficientes, mas que facilitam poucos acionistas tomarem medidas prejudiciais e até ilícitas em relação aos demais, com menos poder de influência.

No sistema dos alváras atuais a fuga de dinheiro brasileiro em direção ao exterior fica por conta dos carros dos taxistas, que não fabricamos. Mas temos uma cadeia produtiva instalada aqui dentro no setor automotivo. Com o Uber essa fuga de dinheiro vai se estender às taxas pagas ao aplicativo baseado em San Francisco, que serão transformadas em dólar e remetidas para fora sem qualquer passagem pela cadeia produtiva nacional, já que até o software se faz lá fora, em inglês. Além do achatamento natural na renda dos taxistas daqui quando a lógica privada de maximizar o lucro (do controlador) se instalar após esse movimento inicial de entrada no mercado.

Por si só, é preocupante que uma empresa com know-how em concentração de mercado e exterminação da concorrência esteja investindo 100 milhões nesse app.

http://www.theverge.com/2015/7/31/9082347/microsoft-investing-in-uber-at-50-billion-valuation

http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-07-31/microsoft-said-to-consider-funding-uber-at-50-billion-valuation

http://www.forbes.com/sites/erikamorphy/2015/07/31/microsofts-investment-in-uber-is-a-head-scratcher/

Talvez um meio-termo saudável seja permitir uma participação menor no mercado. Se existirem 100.000 táxis em SP, que permitam 10 mil carros do Uber, com exigências mais altas em relação ao controlador do aplicativo, e com toda a vigilância do Cade, apenas para estimular a concorrência e a criação de novos padrões no serviço.

Rodrigo Oscar Roman

- 2015-09-10 01:29:43

Usuário tem o controle
Um ponto fundamental não abordado é que a avaliação do usuário é a parte central do Uber. Em um taxi convencional o taxista tem que agradar as regras do Estado para poder operar. No Uber se um motorista tem muitas avaliações negativas não vai durar muito tempo, cadastrar como novo prestador não vai adiantar se não mudar a postura. Quando você pega um taxista com carro ruim, que dirige mal, que engana o passageiro, tem pouco ou quase nada para fazer. Registrar uma reclamação normalmente não dá em nada. No Uber a valiação do cliente é a garantia do motorista permanecer no negócio. Aplicativos e sistemas web que empoderaram o consumidor tem histórico de muito sucesso, basta olhar os comparadores de preço como o buscapé. Proibir aplicativo e enxugar gelo. Em pouco tempo surge outra alternativa. Afinal de contas, tecnicamente o aplicativo é muito simples de ser desenvolvido. O grande diferencial é que o Uber resolve um problema de milhões de possíveis clientes. Problemas que os taxis não resolvem atualmente.

 

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 01:28:20

O ponto de vista dos passageiros

Táxis sao vistoriados, têm preço tabelado, têm seguro contra acidentes. Uber nao tem nada disso. Quem "controla" é a própria companhia que lucra com o serviço. A raposa tomando conta do galinheiro, ótimo, né?

Uber exige que as pessoas tenham smartphone. Hoje quase todo mundo tem, mas, pelo menos no Rio, é perigoso usar na rua. Táxis podem ser chamados tb pelo celular, mas, se vc está na rua, basta levantar o braço.

Isso sem falar na injustiça com os taxistas, nos impostos perdidos pelas prefeituras, etc.

Anarquista Lúcida

- 2015-09-10 01:24:16

Quase todos os comentaristas nao cadastrados, defendendo Uber

Coincidência? Desconfio que nao.

Luccas Jr

- 2015-09-10 01:23:15

Quem nunca ficou a pé porque

Quem nunca ficou a pé porque os taxis somem em dia de chuva?

Quem nunca eve corrida recusada por ser perto, por ser longe, por qualquer razão arbitrária?

Quem nunca ouviu o motorista do taxi perguntar o caminho, a fim de aferir que poderia usar o desconhecimento do passageiro e fazer um caminho mais longo?

Quem nunca tentou pagar uma corrida com uma nota de 50 reais e ouviu que não havia troco?

Quem nunca pegou taxi num dia de calor, pediu para ligar o ar condicionado e o motorista informou que o ar estava "quebrado"?

Alguém conhece uma pessoa que, tendo usado os serviços da UBER, voltou a usar taxi ? Não dá para comparar !

 

O UBER só ocupou espaço porque o serviço de taxi é muito ruim ...E ao primeiro sinal de concorrência foram chorar as mágoas e despejar umas ajudas aos nobres vereadores.

Em breve vão proibir o Whatsapp (pressão das teles), o NetFlix (pressão das TVs) e talvez os computadores (pressão dos datilógrafos). 

O tempo passou na janela e só Carolina não viu...

Juca1000

- 2015-09-10 00:13:25

Uma pergunta para os

Uma pergunta para os economistas do site: o preço referencial do Uber é a tarifa do táxi, caso haja desregulamentação os preços não poderiam se tornar abusivos. Pergunto porque entendo que regulamentar o Uber implica na extinção do táxi, é como uma concessào de TV, rádio, etc, ou existe o mercado formal ou o pirata, os sistemas não convivem ambos regulamentados pois na origem está um serviço público concedido.

Juca1000

- 2015-09-10 00:06:56

Isso se chama privatização de

Isso se chama privatização de um serviço público. Em princípio não sou contra se for privatizar pra todo mundo, inclusive pra mim. Por que privatizar só para o Uber?

observador1

- 2015-09-09 23:50:06

Aplicativo Uber ou Tucano?
Nassif, sempre fiquei intrigado com a razão pela qual o chamado "deus mercado" fechou os olhos à paralisação da construção dos 400 quilômetros de linhas de metrô em SP, iniciada em 1965 sob o comando do brigadeiro Faria Lima. Na época, o BID providenciou o financiamento não só para SP como para o Governo mexicano construir uma rede similar na Cidade do México. Meio século depois, a capital mexicana conta com os 400 quilômetros de metrô e a capital paulista com apenas 78,4 km, incluindo-se aí mais de 13 quilômetros de ferrovias suburbanas adaptadas para servir as zonas Leste e Sul, as mais povoadas. O resultado é termos o metrô mais superlotado do mundo, com 4,6 milhões de passageiros por dia, muito pouco para uma população de 12 milhões de pessoas, que conta com 15 mil ônibus e 35 mil táxis para seu deslocamento, o que explica o fato de preferir enfrentar engarrafamentos monstruosos, dirigindo 8 milhões de carros particulares, perdendo quatro horas diárias no trânsito ou a própria vida, já que somos igualmente recordistas em acidentes de tráfego. Nesse contexto, o "deus mercado" providencia o aplicativo Uber, que mesmo sem dominar a Paulicéia já era a maior inversão de capital em julho último, US$ 40 bilhões, a dar-se crédito ao porta-voz da deidade, o The Wall Street Journal. Milagre puro: pagando-se apenas 20% do valor da corrida ao aplicativo estadunidense, poderemos escapar dos piores congestionamentos graças ao olho divino, vulgo GPS, enquanto navegamos em nossos tablets no banco de trás, muito longe dessas querelas mundanas e suas contradições - como a da presidente mais execrada pelos taxistas paulistanos (todos catequizados pela mídia televisivo-radiofônica de extrema-direita) estar ao lado deles, já prevendo seu desemprego. Ou, quem sabe, mudança de religião política, pois com o tempo essa plebe ignara há de rebatizar o Uber para, simplesmente, aplicativo Tucano, quem sabe os desígnios divinos, não?

+almeida

- 2015-09-09 23:35:38

Balbúrdia jurídica

A balbúrdia jurídica está em todas as esferas do poder (municipal, estadual ou federal) e tem sempre pessoas (físicas ou jurídicas) tentando burlar as leis em benefício próprio. Vale o que está escrito até que se mude essa escrita oficialmente ou abusivamente. Alguns exemplos são: a cobrança do pedágio da ponte Rio x Niterói só iria durar 20 anos e tornou-se eterna; para justificar a cobrança de pedágio na Linha Amarela, que era proibido por uma rodovia dentro do município, mudou-se a lei de uma forma ultra veloz, que deu até para despertar diversas suspeítas; no processo da AP470 e agora com a lava-jato vale tudo contra um lado, mas não contra o outro. Agora temos esse caso sobre o uso do UBER, que pelo que está escrito torna-se um segmento ilegal diante do que está escrito na lei, onde diz que o serviço de transportes de passageiros é exclusivo dos taxistas. Caso venham a impor o UBER usando o abuso de poder e desprezo as leis, essa ilegalidade poderá permitir, em futuro próximo, que os motoristas desse serviço venham a reivindicar vantagens e isenções da mesma natureza que os motoristas de táxi. Entendo que o correto será a prefeitura criar uma legislação, com regras e normas, para controle, fiscalização e cobrança de tarifa, para que esse serviço não coloque na mesma situação clandestinidade como as antigas Kombis e Vans. Imaginem, em caso de aprovação desse serviço, a quantidade explosiva de motoristas que deverão aderir e, assim, surgir mais um segmento de classe a cobrar de governos, de politicos, de fazer greve e ...........

jose adailton v ribeiro

- 2015-09-09 22:51:41

Consequencias

A tecnologia da informática escancarou a má qualidade dos taxistas no mundo todo.

"Em Londres, apesar de detestado pelos taxistas tradicionais, o serviço é popular entre os moradores. Diferentemente do caso de muitos táxis negros, os motoristas do Uber aceitam cartões de crédito, os carros podem pegar os clientes em casa e as tarifas são baratas.

"Os últimos 12 meses foram realmente incríveis. Houve uma explosão do negócio", disse Harry Porter, porta-voz do Uber em Londres."

http://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2015/05/14/incursao-do-uber-em-londres-leva-a-queda-brusca-no-numero-de-candidatos-para-taxis-negros.htm

Jurandir Paulo

- 2015-09-09 22:15:49

Isto se chama capitalismo

Aqui no Rio de Janeiro, se vc sair do centro ou zona sul, seguir para os subúrbios, dificilmente encontrará um taxi legalizado. A pirataria grassa junto à falta de fiscalização, e este não é o único problema do modelo atual. O Uber cresceu exatamente por observar que estes problemas eram os mesmos nas mais diferentes cidades do planeta. Investiu ela muito menos em aplicativo do que em um forte departamento jurídico com atuação em cada local. O Uber é ilegal? Não, a OAB-RJ disse que a Constituição garante a atividade, o que falta é uma regularização, o que a empresa gringa certamente deseja. Quem vai decidir é o usuário final. Duvido que uma cidade onde haverá Olimpíadas não tente melhorar seus  transportes, ao menos no seu precário e antiquado sistema de taxis.  

Valdo Vieira de Andrade

- 2015-09-09 21:51:41

Uber landia
Sou taxista desde 97, quando aposentei-me de uma metalurgica em Cubatao, e conheço um pouco o ramo do Táxi. Contamos com diversos incentivos públicos, tais como IPI, ICMS, IOF, IPVA. Além dos pontos de táxi distribuídos pela cidade, temos o rádio das cooperativas; o passageirode rua, e os aplicativos:/99taxis e eysetaxi. Mesmos com todas essas prerrogativas, trabalhando cerca de 10 horas por dia , consigo bruto entre 150 e 200 reais por dia. Desconta-se combustível, lava rápido, alimentação, provisão para troca, seguro, entre outras despesas o que resta não é lá essas coisas.Percebo que essa Urbe funciona no turnover dos cadastrados, ou seja, manter um veículo , nos padrões ofertados não sai barato, ainda mais contando apenas com o aplicativo; o proprietário acredita que terá bons lucros e com o tempo percebe que não é bem assim e desiste tendo em vista que o número de cadastrados aumenta e o de passageiros reduz Com relação ao usuário este ficará órfão do poder público. Hoje o taxista teme perder a concessão e procura exercer sua atividade da melhor forma possível com medo de alguma reclamação no órgão de fiscalização. Vale salientar que mesmo com essa fiscalização ainda se encontram taxistas desclassificados, imagine nessa Urbe onde o objetivo principal são os 20% o valor de cada corrida que ela envia pra matriz nos EUA?

Álvaro

- 2015-09-09 21:42:44

Com Uber, remetemos divisas para o Exterior...

Claro que uma nova regulamentação dos taxis é necessária.
O Uber faz vir a tona detalhes da reserva de mercado desse ofício que estávamos acostumados a desconsiderar.
Contudo, com o Uber remetemos divisas para o Exterior para pagar por um serviço realizado integralmente dentro do País.
O Uber não é um meio de pagamento neutro.
Por que pagar por um serviço aqui dentro do País e remeter divisas para o Exterior?
O fato é que o Uber é mais um duto de transferência de renda na complexa cadeia da dependência econômica do País.
Parece bobagem, mas não é.

Luiz Eduardo Brandão

- 2015-09-09 21:12:21

O modelo francês

No caso dos táxis, um primeiro passo para alterar o sistema atual, que permite a série de mutretas apontadas pelo Nassif, necessário também para baratear o custo das corridas de táxi, seria acabar com esse privilégio quase feudal dos pontos de táxi, que custam uma nota e são reservados aos que compram a licença do seu uso; da reserva de aeroportos a determinadas cooperativas; proibir de fato o aluguel das placas, ; tornar as placas, as licenças uma concessão de fato dos municípios, propriedade destes, que só pode ser utilizada pelo concessionário, punindo severamente alugadores e alugantes.

É assim, em essência, o sistema francês, em que qualquer táxi pode utilizar qualquer ponto da cidade, sem pagar um tostão por isso; pode levar passageiros às estações ferroviárias e aeroportos e pegar passageiros de volta nos pontos grátis das estações e aeroportos (é só entrar na fila); as placas são concessões dos departamentos. Se bem me lembro, a licença volta grátis para eles quando o taxista desiste do ofício ou se aposenta.

Mas quero ver qual legislador, qual chefe do executivo tem peito para mexer nesse vespeiro!

Frederico Borges

- 2015-09-09 21:11:43

Taxi

eu gostaria que fosse investiado a existência de pessoas físicas donas de mais de 500 autonomias,pois isso é tido como de conhecimento público e portanto não posso aceitar essa omissão do Estado e das autoridades,tenho certeza que as maiores pressòes vem dessa pessoas que possuem mais de 500 autonomias e alugam os taxis, recebendo em dinheiro sem que seja emitido qualquer espécie de recibo, isto é, não há controle de faturamento logo isso é sonegação e deveria ser investigado pela Receita Federal.

Em conversas com taxistas fiquei sabendo que a diária varia de R$150 a R$180 reais sendo o domingo livre para o taxista.Isto dá por baixo R$1950000,00 mes sem impostos. Eles devem financiar a campanha de muitos Vereadores!!!!!!!

 

junior50

- 2015-09-09 21:08:07

Seguradoras

  Tenho uma pequena parte de uma "minima" corretora de seguros, e um dos vendedores comentou que nem a SUSEP sabe, se em caso de sinistro grave, um veiculo segurado originalmente como particular , mas ligado ao UBER e operando como "comercial", corre sério risco de não ser indenizado  material, vida e terceiros, caso não possua cobertura complementar, informada na contratação do seguro.

   Procurando na net, encontrei um artigo razoavel, e bom para debate em: www.em.com.br/app/news/noticia/gerais/2015/07/14/interna_gerais,668107/custo-desafia-parceiros-do-uber.shtml

    È relativo a BH, mas financeiramente pode ser estendido a todo o País.

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2015-09-09 21:05:28

Não são os motoristas que são contra o UBER

A revolta é dos donos das frotas, que têm diversos carros na praça e não dirigem nenhum. Estes é que não aguentam a concorrência do UBER, que na verdade é o primeiro passo na robotização do transporte individual de terceiros, transporte este que será num futuro não muito distante, menos de 50 anos, todo automatizado.

No mais, pela experiência que tenho, digo que a média de idade dos motoristas de taxi é muito superior a dos motoristas do UBER, que encaram a atividade com um certo grau de aventura, pelas oportunidades que ficar levando pessoas para lá e para cá trazem, bem como pelo enfrentamento do taxi organizado, hoje dominado por frotistas que bancam a eleição de políticos que os defendem incondicionalmente. 

Nada como a concorrência para aperfeiçoar produtos e serviços.

O mercado funcionando, sob a supervisão do governo para que não seje cooptado e monopolizado é a melhor coisa para o povo e a nação.

Luigi

- 2015-09-09 20:54:29

As diferenças do Uber

Nassif, como usuário vejo uma grande diferença conceitual:

1) Remuneração: Nos serviços licenciados há um custo imenso e uma burocracia feita de encomenda para criar um cartel de licenças. O taxista que aluga a licença dos empresários e políticos donos das licenças já começa o dia devendo entre R$180,00 a R$240,00 reais/dia, conforme a cidade. Só a partir de um determinado número de corridas é que eles começam a ganhar o seu.

No Uber o taxista é dono do seu negócio. Paga 20% para o Uber, mas não deve nada antecipadamente, só pagam sobre aquilo que ganham. E ganham muito mais. Os que eu conversei conseguem tirar na faixa de 6 a 8 mil reais por mês líquidos, tirando já despesas de combustível e os 20%.

2) Comodidades: As exigências de táxis comuns são pequenas: vidro a manivela, ar quente, sem air bag, não precisa nem ter cinto de segurança de 3 pontos no banco de trás. Normalmente carros velhos, caindo aos pedaços, bancos com espuma saindo para fora.

No Uber black, exigência mínima de Toyota Corolla, Honda Civic e Nissan Sentra para cima, todos modelos top de linha, tem que ter banco de couro, ar condicionado, menos de 2 anos de uso. Enfim, modelos de luxo, frota nova. Motorista tem que andar de terno e gravata. No Uber-X, Honda City para cima, motorista bem vestido com roupa social.

3) Qualidade: O serviço de táxis, mesmo o das cooperativas de desconto, é sofrível. Demoram muito para chegar, o taxista não está nem aí se está prestando um bom serviço ou não, porque isso não vai mudar nada na vida dele. Conversa fiado, despeja um monte de preconceitos de ultra direita, liga o som alto com pagode, sertanejo universitário, funk, tudo quanto é porcaria de FM incluindo propaganda. O serviço é aquele, o usuário é que se dane, se não ficar satisfeito vai reclamar para o bispo.

No Uber o padrão de serviço é muito superior mesmo na categoria mais simples, do Uber-X, o serviço é incomparavelmente melhor, mais rápido, mais pontual e na maioria das vezes mais em conta que o das cooperativas de taxi com desconto. Os motoristas são avaliados individualmente pelos usuários a cada corrida, pois assim que encerra a corrida o usuário tem que dar uma nota. Por conseguinte, se esmeram em oferecer o melhor serviço. Abrem a porta, são educados, perguntam qual rádio você quer ouvir ou se quer manter desligado. Não jogam conversa fora. Resumindo, o serviço é orientado pelos usuários.

E para se credenciar ao Uber a coisa não é tão solta assim: o motorista tem que levar certidões negativas de antecedentes criminais da Polícia Federal, habilitação, fazer um curso, etc.

5) Preço: com a ressalva que usei até hoje o Uber só em Brasília, com toda essa qualidade o serviço do Uber consegue ser, na maior parte do dia, mais barato do que as cooperativas com desconto, mesmo considerando que o preço varia conforme demanda/disponibilidade.

alfredo sternheim

- 2015-09-09 20:50:31

Pirataria

Está certo, Xandão. Há erros nas atuações dos taxistas comuns, mas não se pode generalizar na desonestidade . Já o Uber é ilegal, é uma atividade paralela. Seguindo pelo caminho de autorizar o uso dessa aatividade particular, vamos ter que fazer o mesmo com a pirataria de DVDs, CDs, etc. ALiás, vamos ter, não. Já está sendo feita . Pelo menos em SP sob o olhar leniente da mídia e das distribidoras e produtoras desses produtos. Por que empresas de filmes não protestam?

Rafael Cruz

- 2015-09-09 20:49:37

Tenho um amigo motorista de

Tenho um amigo motorista de taxi.
Ele paga mensalidade para o dono do Taxi, e mais porcentagem sobre as corridas realizadas.
Para faturar mais, ele atende ao Uber também.
No aplicativo que chamar, ele vai..
No Easy taxi, no 99 Taxi, ou no Uber.

Outro caso.
Tenho um cliente, que comprou 2 carros para rodar como Uber.
Contratou 2 motoristas.
Ele vai dar 20% das corridas, para os motoristas.
Segundo ele me disse, o UBER vendeu a ideia para ele, que é possivel faturar de 12 mil a 15 mil por mês com cada carro.
Ai, ele foi fazer o seguro dos carros na Porto Seguro.
Depois de muito brigar ( pq ele achava o preço do seguro alto ) ele não conseguiu fazer o seguro, pois a Porto não faz mais seguro para os carros do Uber.

E assim segue a vida...

Aline C Pavia

- 2015-09-09 20:29:35

Deter a primavera

Desculpem, mas Uber é discutir sexo dos anjos. Para proibir o Uber teria de se proibir internet e whatsapp.

Lei da oferta e procura. Se bem que não me surpreendo se, com esse congresso lixo que temos hoje, o Brasil passar a ser o único país no mundo a proibir Whatsapp, Netflix e Uber. Melhor que a China e Coreia do Norte, imaginem?

joel lima

- 2015-09-09 20:19:18

O único caminho que pode

O único caminho que pode resultar em algo bom para a sociedade é que o poder público discuta os dois sistemas e tente, na medida do possível, fazer com que convivam sem um prejudicar o outro. Mas, há um ano de eleições, que prefeito vai ter coragem de propor isso para um setor que tem bastante força em cidades grandes como SP? O caminho mais fácil é proibir, fazendo com que a polícia tenha mais uma tarefa - sendo que ela já não dá conta nem das que têm atualmente. É irônico ver que Haddad, um prefeito de olhar nada conservador, ficou de bico calado nessa história. 

Bruno Cabral

- 2015-09-09 19:51:39

Mercado nos olhos dos outros é refresco...

É a estória de sempre, quem tem um cartório, oligopólio ou como queira chamar, não quer ter concorrência.

Aqueles que defendem tanto o "deus mercado" deviam aplaudir iniciativas como o Uber, ao invés de tentar extinguila. Se o serviço de taxi fosse tão bom para os passageiros, acha que eles iriam preferir o Uber?

Levante o teclado quem nunca sofreu com um taxista tentando aumentar uma corrida!!!??

Vic Mou

- 2015-09-09 19:50:34

O fundamental é a questão da

O fundamental é a questão da propriedade das licenças dos táxis, das "placas". Imaginar que, de uma hora para outra, capitalistas (não há outro termo para tal) que possuem 10 ou mais placas, capital consolidado de milhões de reais, verão sua propriedade se reduzir a nada: esta é o ponto fulcral. A demanda por serviços de transporte individual se manterá (talvez aumentará), o que NÃO reduzirá o emprego dos trabalhadores. O que acontecerá é o deslocamento da captura dos lucros de proprietários de placas para os proprietários do Uber. Essa é a grande batalha.

Paulo F.

- 2015-09-09 19:46:31

Uber é

fim do cartório!

Não vão segurar por muito tempo. Não há como pegar a modernidade pelo rabo.

Xandão

- 2015-09-09 19:44:48

O Uber é a Van (Perua, em SP)

O Uber é a Van (Perua, em SP) dos descolados. Ilegal, mas a galera adora. Nada mais que isso.

 

Jose mestre Carpina

- 2015-09-09 19:43:06

Ah se eles soubessem...

Dariam uma  banana  para  as cooperativas  e  frotistas escravocratas cartoriais  e  aderia  em massa ao Uber...

Entregava  a  porra do alvará pro dono e  mandaria o mesmo enfiar no mesmo lugar aonde o Fábio Botox disse que tá o dedinho de Lula...

E  seria  o maior  festival de compra  de carros novos no Brasil:  Filas  prá comprar os carrões black !!!

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