BC evita prever impacto do conflito EUA x Irã na economia

Roberto Campos Neto diz entender ansiedade sobre tema, mas não se aprofundou a respeito

Jornal GGN – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não traçou prognósticos sobre o impacto do confronto Estados Unidos e Irã na inflação e, por consequência, na política monetária e nos prognósticos de crescimento.

Embora ele diga entender a ansiedade da sociedade sobre o tema, Campos Neto limitou-se a dizer que o BC “não pode fazer previsões em relação ao que vai acontecer com conflitos”, segundo informações do jornal Correio Braziliense.

No começo da crise, o aumento da tensão afetou de forma direta o preço do petróleo tipo Brent: na última sexta-feira, a cotação chegou a US$ 68,60, mas o patamar máximo de preço foi visto nesta quarta-feira (08/01), quando o valor bateu US$ 71,75.

O preço do petróleo no mercado internacional é uma das variáveis usadas pela Petrobras para efetuar o reajuste dos combustíveis. A outra é o dólar, que acumulou uma valorização de 3,50% em 2019. Tudo indica que, conforme o andamento dos conflitos entre Estados Unidos e Irã, o custo da gasolina e do diesel pode subir nas refinarias – e nas bombas.

Mesmo com os prognósticos exigindo atenção, o BC evita tecer mais opiniões a respeito. “A única coisa que podemos mencionar é que depende dos impactos que vão ter. O importante é olhar o impacto do conflito nas variáveis macroeconômicas e como nós entendemos que as variáveis macroeconômicas influenciam as nossas projeções”, diz Campos Neto.

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