Bolsa Família contra a crise

Da Folha Online

O diretor-executivo do Bird (Banco Mundial), Juan José Daboub, elogiou nesta terça-feira o Bolsa Família como medida de combate à crise financeira. Em Miami (EUA), ele afirmou que os países da América Latina e do Caribe deveriam continuar investindo em programas sociais como o do governo brasileiro para amenizar os efeitos da crise.

Ele destacou que, por causa das turbulências econômicas mundiais, a América Latina e o Caribe crescerão este ano de 2% para 2,5%, afetada pela crise financeira internacional. Segundo ele, até o primeiro semestre de 2008 existia a sensação de que a crise não afetaria gravemente a região.

“Os bancos centrais tinham acumulado reservas, os níveis de investimentos estrangeiros se mantinham, as projeções para 2009 eram de crescimento, e, por exemplo, Brasil e Peru se uniam ao grupo de países com melhores qualificações de investimento”, acrescentou.

No Brasil, destacou o especialista, observou-se “inclusive que as tendências de desigualdade começavam a se reverter”.

Daboub destacou as conquistas alcançadas por programas sociais como o “Bolsa Família”, e o propôs como um modelo a implementar em outros países da região.

Ele lembrou que o Bird atualmente fornece mais de US$ 2 milhões para desenvolver este tipo de programas sociais.

Além disso, afirmou que, neste ano fiscal, o Banco Mundial deseja desembolsar cerca de US$ 11 bilhões em programas de empréstimos para a América Latina.

Daboub destacou que, além do fortalecimento dos programas sociais, a região também poderia priorizar investimentos que promovam o desenvolvimento comercial e o aumento temporário e responsável do gasto público através do investimento em projetos de infra-estrutura.

Leia também:  IBGE: 382,5 mil empresas brasileiras fecharam as portas entre 2014 e 2018

Isso poderia aumentar a demanda doméstica, “particularmente por meio da associação do setor público e privado”.

Em relação à projeção do crescimento econômico, ela está muito distante da média anual de 5% dos últimos cinco anos, afirmou Daboub no fórum “Perspectivas nas Américas 2009, o futuro da política dos Estados Unidos à região”.

O diretor-executivo do Bird advertiu de que 2009 será um ano de fortes ajustes econômicos, e que a região deverá fortalecer os programas de atendimento à população de poucos recursos para combater os piores efeitos da crise financeira internacional.

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28 comentários

  1. Internacionalmente o governo
    Internacionalmente o governo LULA é reconhecido, aqui a classe média, a mídia podre e a oposição PSDB/DEMO não consegue ver o lado positivo deste governo que colocou o Brasil no rumo certo.
    Seria tão bom se todos pensassem em avançar o país como um todo ao invés de olharem para o prórpio umbigo!

  2. Quem apenas conhece o Bolsa
    Quem apenas conhece o Bolsa Família pela mídia ou pelas falas do Presidente e políticos interessados nos votos dos miseráveis ( votos comprados pelo Bolsa Familia) não consegue enxergar o que realmente acontece nos grotões desse Brasil.

    Pela forma contínua e sem reciprocidade fiscalizada ( o controle escolar jamais houve e haverá) estamos criando uma geração de dependentes do Estado . Hoje, temos sérios problemas para contratar mão-de-obra para os canaviais no Nordeste – aqueles que recebem a Bolsa não querem trabalhar para não perder a Bolsa !!!

    Como sair dessa ? Os políticos não tem interesse em mudar isso, pois perderiam votos. Esse é o rumo certo ? Não acredito. Creio que deve haver uma assistência emergencial,mas não contínua. E, achar que isso vai resolver o problema da renda no Brasil !!!

    Se alguém tiver uma resposta para isso, escreva.

    Para o desenvolvimento, acredito apenas na educação e no trabalho. O que o Lula tem feito com a educação ? Nada. E, com o trabalho ? até hoje, nada se fez com os elevados encargos sociais para contratar um empregado.

    Acorda Brasil !!!!

  3. Em momentos de crise o
    Em momentos de crise o bolsa-família é um caminho de proteção à população mais carente, é verdade. Mas me preocupa a perpetuação da idéia do bolsa-família e o desinteresse de muitas pessoas que converso de deixarem de receber o auxílio e buscarem empregos. O governo preciso se debruçar mais na questão da porta de saída do programa, afinal independência do governo é a verdadeira dignidade. O Bolsa-família será a marca que caracterizará o Governo Lula no futuro, mas creio eu que nos moldes que se encontra atualmente não será um legado condizente com o tamanho da aprovação pública ao Presidente.

  4. Esse papo de perpetuação da
    Esse papo de perpetuação da ideia já está dando azia. Com tantos exemplos opostos ainda acham que alguma familia se contenta em viver com R$ ou R$30 por cabeça? Pensam esse “preocupados” que todos os pobres tem como objetivo na vida vegetar ? Que o negocio é vir prá Sao Paulo e contaminar a performance do grande ensino publico da Rose Neughbauer e Chalita ? De ferrar as notas do Enem do Serragio ? Não basta o discurso do ministro e o programas subsequentes de sustentação internacionalmente comprovados ? Fica-se repetindo o que o PIG diz sem PROVAS ou ANALISES profundas. Ô raça….

  5. Esses caras do BIRD não
    Esses caras do BIRD não entendem nada de economia. quem entende é o PIG e o pessoal que vive dizendo que “Bolsa Família sustenta vagabundo”. E quem discorda disso é petralha

  6. um dos maiores meritos do
    um dos maiores meritos do bolsa-familia ejh que esta ligado ah producao dos pequenos produtores…um exemplo: no parana ha um programa do leite nas escolas como merenda escolar. Isto garante que o produtor venda o seu produto e desenvolva a sua producao…A relacao eh importante porque cria emprego ou pelo menos evita o exodo rural…Ha outro programas em que ate tratores sao vendidos a grupos de pequenos produtores…Alias, acho que o brasil esta melhor do que outros paises para enfrentar a crise justamente por estes exemplos, que devem ser muitos, como o biodiesel, etc…

  7. O povo não precisa de bolsa.
    O povo não precisa de bolsa.
    O que todos precisamos é de educação e trabalho.
    Só com educação e trabalho teremos cidadãos livres e desenvolvidos.
    A bolsa, assim como as cotas, tornam seus beneficiários reféns e cidadãos de 2a. classe, eleitores de “cabresto” e, eternizados como dependentes do Estado.
    Feliz a nação em que seu povo tem educação e trabalho.
    O Brasil , país com o maior índice de impostos do mundo, tem os recursos suficientes para fornecer educação de qualidade para seu povo e, não precisa criar alternativas como cotas.
    Quanto ao trabalho, baixem os juros e,teremos um mercado interno para dar inveja para qualquer país do mundo.

    O que falta é vergonha na cara de nossos políticos – corruptos e eternizados em seus cargos pela compra de votos pela bagatela de uma bolsa família.

  8. O diretor-executivo do Bird
    O diretor-executivo do Bird (Banco Mundial), Juan José Daboub.

    *******************************

    Este é o próximo a ter a cabeça cortada por JOSÉ SERRA, atrapalhando projeto 2010, heheheheheheheheh.

    Rir ainda é o melhor remédio!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  9. O diretor-executivo do Bird
    O diretor-executivo do Bird (Banco Mundial), Juan José Daboub.

    *******************************

    Este é o próximo a ter a cabeça cortada por JOSÉ SERRA, atrapalhando projeto 2010, hehehehehehehehe.

    Rir ainda é o melhor remédio!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  10. Eu não vejo problema no bolsa
    Eu não vejo problema no bolsa família, o que não pode é ficar só nisto.

    Para sair desta encrenca econômica o Lula tem de brilhar e para isto,

    “Se você quer ter sucesso
    Seja Ousado,
    Seja o Primeiro
    E seja diferente”

    Nada como liderar o novo processo comercial/industrial que será instalado no mundo depois que todas as pedras do dominó tombarem.

    A idéia de zonas econômicas de processamento comercial/industrial espalhadas por toda a nação, umas 300 pelo menos, com 10,000 hectares cada, produziria uma alavancagem contra-ciclica fantástica na nossa economia, aliando-se a isto acordos honestos com nações amigas e o USA em especial, boa parte do planeta se beneficiaria com isto.

    É logico que tal projeto tem de ser bem estruturado e a tática de sua implementação é não trivial. A Geometria, o Tarot e a Astrologia são elementos essenciais para que isto possa realmente funcionar.

    É só querer, vontade política.

  11. Hoje ninguém contrata uma
    Hoje ninguém contrata uma secretária doméstica como se pagava antes. Elas levantam a cabeça e dizem: “Por isso, eu não trabalho não!”

    Muitas pessoas acham que isso é uma aberração, pois não suportam ter que parar de explorar o pessoal de pouca renda.

    Tenho certeza que esses é um dos motivos da raiva que esse pessoal sente do bolsa família.

  12. Creio que educação o estado
    Creio que educação o estado já oferece no Brasil, não é a ideal, mas já permite que a população que é coberta pelo Bolsa Familía melhore o nível escolar, é claro que não dá nem para chegar ao segundo grau.
    O que falta é condições mínima para que as pessoas tenham algum redimento escolar, e é justamente isto que o Bolsa Fámilia procura proporcionar.

    Agora emprego é mais complicado, no atual ritmo, vai demorar uns dez anos para que as pessoas que são atendidas pelo Bolsa Família tenham espaço no mercado de trabalho, isto se o COPOM parar de fazer loucuras, o que está díficil.

    O que faz o diferencial do Bolsa Família em relação a outros programas do pasado, é fato de o dinheiro chegar diretamente ao beneficiário, antes isto não ocorria.

    Havia os programas de cesta básica, fentes de trabalhos e tantos outros, mas a maior parte do dinheiro era facilmente desviado pela burocracia e pela corrupção, havia programas em que o desvio chegava a 100% do dinheiro, não dava nenhuma cesta básica e não criava nenhum emprego.

    Além disso o beneficiário escolhe o que faz com o dinheiro, outra grande vantagem.

    Estamos falando do Bolsa Família, então temos que considerar o nível escolar da população que recebe o Bolsa Família.
    É lógico que se considerarmos o Brasil como um todo, o sistema escolar atual não contribue para a melhoria do nível escolar do país, pelo contrario.

    Mas creio que para melhorar um pouco o nível escolar da população que é atendida pelo Bolsa Família o atual sistema educacional consegue, se for utilizado, melhorar o nível escolar desta camada da população brasileira.

  13. A imprensa restrita do Brasil
    A imprensa restrita do Brasil sequer noticiou que, enquanto o Bolsa-Família exige contrapartidas para o benefício, o governo da China simplesmente está dando dinheiro à imensa população pobre para tentar evitar que aumente o número de miseráveis. Lá, se dá dinheiro, quase esmola, aqui, faz parte de um programa há décadas requerido pela sociedade, mas, como é na gestão de Lula, combatido pela banda mal-cheirosa da imprensa nativa.

  14. Creio que fato de muita gente
    Creio que fato de muita gente criticar o Bolsa Família, por ele acomodar as pessoas, a ponto inclusive de que as pessoas beneficiadas não querer procurar um emprego para continuar recebendo o Bolsa Família, significa na verdade um elogio, pois demonstra que as pessoas estão recebendo o benefício, que é primeira condição de qualquer programa social.

    Outro detalhe interessante é que o benefício deve estar atendendo as necessidade dos beneficiário, caso contrário elas estaríam procurando uma alternativa melhor, e um emprego certamente seria uma delas.

    Agora eu já acho díficil que isto ocorra, pelo menos em grandes proporções, pois o valor do Bolsa Família é insignificante perto das necessidades mínima da dignidade humana.

  15. Só para lembrar que as
    Só para lembrar que as críticas ao programas sociais no Brasil sempre foi o fato de as população necessitadas não receberem de fato o benefício, pois o dinheiro era desviado pela corrupção ou pela burocracia.

    No programa social Bolsa Familia, a maior crtítica é justamente o fato de as pessoas estarem recebendo o benefício do estado.

  16. Sempre achei estranho, que
    Sempre achei estranho, que num pais com tanta disparidade, uma certa classe média e a imprensa – essa, ao meu ver , é ainda mais grave -, ache que o bolsa Familia sustenta quem “não quer trabalhar”. Mas se em todos os paises ditos desenvolvidos, eles têm planos, financiamentos, formas de ajuda a população mais pobre, a grandes familias, aos que so tem salario minimo etc, porque no Brasil não queremos dar nada aos que vivem da forma mais dura possivel, quase passando fome? De onde herdamos esse lado reacionario e mesquinho?

  17. Como diria grande Chico
    Como diria grande Chico Buarque.. “Quem te viu, quem te vê” BIRD.

    Pra quem abominava a presença do Estado na década passada, até que mudou bastante.

    E a vida continua.. e eu dando risada.. rs

    .

  18. Criticar o bolsa-família é
    Criticar o bolsa-família é pedir para ser chamado de burguês e mesquinho, ao que tudo indica. Moro em uma região pobre e, honestamente, não vejo o programa oferecendo chances de crescimento para as pessoas. Sobre isso o economista polonês Ignacy Sachs fez críticas bem lúcidas e propôs um novo modelo para as políticas sociais no Brasil..Vou colocar trechos:

    “Dentro das condições da desigualdade social e do subemprego no Brasil, é uma política social importante. Mas é preciso também se pensar na saída do Bolsa Família. E tem só uma: geração de emprego. Ou seja, a única saída a longo prazo do Bolsa Família consiste na multiplicação de oportunidades de trabalho decente. E aproveito para dizer que a Índia tem uma política social que tenta reabilitar o conceito da frente de trabalho.”

    “Não há nenhuma política no mundo que não gere alguns efeitos perversos. Eu entendo perfeitamente essa crítica, quem tem uma Bolsa Família vai pensar duas vezes antes de perdê-la. Mas penso também que há muita gente que, vendo uma oportunidade de ganhar trabalhando, vai escolher essa oportunidade. Não vamos dizer que todos são preguiçosos por natureza. Ou seja, não nos fixemos num efeito perverso de uma política que tem um fundo correto. Eu não quero passar por alguém dizendo ‘olha, peguem o exemplo da Índia e apliquem aqui’. Eu não acredito em modelos. Eu apenas digo que a comparação das diferentes políticas sociais possíveis merece uma discussão. Eu pessoalmente acredito que o Brasil poderia ter uma política de geração de empregos mais dinâmica.”

    Sachs propõe que um sistema testado na Índia, com pagamento de um salário mínimo para uma pessoa de cada família carente durante 100 dias por ano, seja estudado como alternativa ao Bolsa Família no Brasil. Esses trabalhadores seriam empregados em obras públicas, e seus ganhos serviriam até para ajudar a controlar a inflação. Sachs ressalta que não está defendendo simplesmente a importação de um receituário. “Não acredito em modelos”, explica. “Apenas digo que a comparação das diferentes políticas sociais possíveis merece uma discussão.”

  19. Creio que precisamos lembrar
    Creio que precisamos lembrar de algumas coisas quado se fala de programa social e programa família.

    O Programa Família atende mais de 40 milhões de brasileiros com cerca de 12 bilhões de reais por ano, ver em
    http://www.mds.gov.br/bolsafamilia/noticias/bolsa-familia-alcanca-importantes-resultados-em-2008

    O Programa Bolsa Familia, permite um cadastro e monitoramento da população necessitada que podem ser usados em outros programas sociais complementares.

    Programas de frente de trabalho são bem melhores que programa de transferência direta de renda, como o Bolsa Família, mas demanda muito recurso do estado, sendo que a parcela dos recursos destinadas ao pagamento do salários das frentes de trabalho é a menor parte dos recursos, na medida que a maior parte dos recursos de programas de frente de trabalho é gasto com material, equipamentos, maquinas e projetos.

    Creio que os outros programas socias precisam existir, não para substituir o Bolsa Famíla, mas para complementar o Bolsa Família, além de frentes de trabalho, capacitação profissional,e desenvolvimento da agricultura familiar.

  20. “A imprensa restrita do
    “A imprensa restrita do Brasil sequer noticiou que, enquanto o Bolsa-Família exige contrapartidas para o benefício, o governo da China simplesmente está dando dinheiro à imensa população pobre para tentar evitar que aumente o número de miseráveis.”

    Paulo, em 2008, o governo Bush enviou cheques para os norte-americanos gastarem à vontade e não exigiu contrapartida alguma para isso.

    Bush foi mais generoso (ou, na linguagem da Direita, mais Assistencialista e Populista) do que o próprio Lula.

    Mas, é claro que a Mídia Golpista tupiniquim não se lembrou de fazer essa comparação…

  21. Discordo daqueles que
    Discordo daqueles que criticam o PSDB/DEM por não conseguirem ver a importância do Bolsa Família. Eles tanto conseguem ver que eu duvido que o Serra faça o discurso de que o Bolsa Família é o “mensalão dos pobres” e proponha acabar com ela no seu eventual governo. Eles não podem admitir a importância, por simples razão eleitoral. O que posiciona o Brasil de forma privilegiada frente à crise é, entre outros fatores, o Bolsa Família. Ou seja, o que era uma desvantagem em tempos normais passou a ser uma vantagem em tempos de crise. Pois enormes contingentes da população não dependem da posição dos empresários e acionistas que, para preservar os dedos da rentabilidade do capital empergado sacrificam os anéis, ou seja, os salários e/ou emprego dos trabalhadores. Mas é claro que a imprensa e o PSDB/DEM não admitiriam isso nem em Guantânamo.

  22. 15/01/2009 – 12h20
    Brasil
    15/01/2009 – 12p0
    Brasil piora em ranking de mortalidade infantil do Unicef
    da BBC Brasil

    O Brasil pulou do 113º para o 107º lugar no ranking de mortalidade infantil (até cinco anos de idade), segundo o relatório anual do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Situação Mundial da Infância 2009, lançado nesta quinta-feira em Johanesburgo, na África do Sul.

    Os primeiros lugares do ranking de 194 países são ocupados pelas nações com mortalidade mais elevada, como Serra Leoa (1º lugar) e Afeganistão (2º). Seis países registraram as taxas mais baixas e ocupam a última posição no ranking: Suécia, Islândia, Cingapura, Luxemburgo, Andorra e Liechtenstein.

    O relatório atribui a piora na posição do Brasil ao fato de o país ter registrado um índice de mortalidade de 20 por cada mil nascidos vivos em 2006. Em 2007, a taxa foi de 22 por cada mil nascidos vivos.

    Mesmo com esse leve aumento, o Brasil ainda registra uma das mais altas reduções no índice de mortalidade infantil desde 1990. Com uma queda de 62% no período, o país teve a 18ª maior diminuição no índice entre os 194 países da lista –de 58 para 22 entre cada mil nascidos vivos.

    Complicações

    O relatório do Unicef afirma que mulheres nos países menos desenvolvidos do mundo ainda têm 300 vezes mais chances de morrer durante o parto ou por complicações na gravidez do que mulheres em países desenvolvidos.

    O órgão da ONU diz ainda que uma criança nascida em um país em desenvolvimento tem quase 14 vezes mais chances de morrer durante o primeiro mês de vida do que uma criança nascida em um país desenvolvido.

    “A cada ano, mais de meio milhão de mulheres morrem devido a complicações no parto, incluindo cerca de 70 mil meninas e mulheres jovens, entre 15 e 19 anos”, afirmou Ann Veneman, diretora-executiva do Unicef.

    “Desde 1990, as complicações relacionadas à gravidez e ao parto já mataram cerca de 10 milhões de mulheres”, acrescentou.

    Melhoras

    O Unicef afirma que muitos países em desenvolvimento progrediram muito para melhorar as taxas de sobrevivência de suas crianças nos últimos anos.

    O relatório aponta Níger e Malauí como exemplos por terem cortado quase pela metade as taxas de mortalidade entre crianças com menos de cinco anos entre 1990 e 2007, em 42% e 47% respectivamente.

    Mas o mesmo progresso não foi observado na prevenção de risco para a saúde das mães e, embora as taxas de sobrevivência de crianças com menos de cinco anos esteja melhorando no mundo todo, os riscos para crianças nos primeiros 28 dias de vida ainda são altos em muitos países.

    O Unicef afirma ainda que aproximadamente 99% das mortes do mundo causadas por complicações na gravidez ocorrem nos países em desenvolvimento, nos quais ter um filho ainda é um dos mais graves riscos à saúde para mulheres.

    A grande maioria ocorre na África e na Ásia, onde as altas taxas de natalidade, falta de funcionários treinados e sistema de saúde deficiente colocam em risco a saúde das mães.

    Os dez países com o maior risco de morte maternal durante a vida toda são Níger, Afeganistão, Serra Leoa, Chade, Angola, Libéria, Somália, República Democrática do Congo, Guiné-Bissau e Mali.

    “Para salvar as vidas de mulheres e de seus recém-nascidos, é necessário mais do que apenas intervenção médica”, afirmou Ann Veneman. “Educar as meninas é muito importante para melhorar a saúde de mães e recém-nascidos e também trará benefícios para as famílias e a sociedade”

  23. O povo miseravel sempre foi
    O povo miseravel sempre foi explorado, principalmente no Nordest
    e.
    Hoje, como ele tem um minimo para comer, pode exigir que lhe seja
    pago, pelo menos o salario minimo – As classes produtoras , principalmente plantadores de cana, sempre pagaram salarios miseraveis.

  24. ” Hoje, temos sérios
    ” Hoje, temos sérios problemas para contratar mão-de-obra para os canaviais no Nordeste – aqueles que recebem a Bolsa não querem trabalhar para não perder a Bolsa !!! ”

    “Temos” quem? Os usineiros? Sei.

    “Contratar” ? “CON-TRA-TAR”?????

    Taí um troço que eu gostaria de ver : trabalho escravo contratado.

    Outro troço que eu gostaria de ver era a Lusa campeã da Libertadores.

    De ver a razão suplantar a boçalidade já desencanei.

  25. Quem não consegue contratar
    Quem não consegue contratar alguém porque esse alguém recebe R$ 30 por mês realmente deve pagar um salário tão ruim que deveria ser preso por desrespeito as leis do trabalho.

    O Bolsa Família no geral não estimula a vagabundagem. Ao contrário, dá condições mínimas de um indivíduo sustentar um filho na escola e/ou se preparar melhor para uma seleção de emprego, podendo ao menos chegar alimentado e um pouco melhor vestido ao local.

  26. Creio que precisamo lembrar
    Creio que precisamo lembrar que a maioria das famílias que recebem o Bolsa Família tem alguma renda familiar, na maioria dos casos as crianças ajudam a compor esta renda, isto quer dizer que elas já trabalham ou trabalharam(nocaso dos aposentados).

    A finalidade do Programa Bolsa Familia é elevar a renda destas familías, com um dos objetivos bem claros, de tentar acabar como trabalho realizado pelas crianças e tentar fazer com que estas crianças frequentem a escola pública.

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