Brasil investe pouco em rodovias, diz CNT

Do G1

Brasil é o que menos investe em rodovias entre BRICs, diz estudo

País aplicou 0,36% do PIB no setor em 2010, informou a CNT.
Governo deixou de aplicar R$ 29,5 bilhões da CIDE desde 2002.

Fábio Amato Do G1, em Brasília

O Brasil é o país que menos investe em infraestrutura de transporte entre os BRICs, grupo de países em desenvolvimento que inclui ainda Russia, Índia e China, aponta estudo divulgado nesta quarta-feira (26) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Segundo o levantamento, em 2010 o Brasil investiu US$ 8,14 bilhões no setor, o que equivale a 0,36% do seu PIB (Produto Interno Bruto). A Rússia destinou US$ 155,40 bilhões (7% do PIB), a Índia US$ 324,80 bilhões (8%) e a China 1.015,05 trilhão (10,06%).

O estudo aponta que o Brasil aumentou o investimento em infraestrutura de transporte nos últimos anos, mas o valor aplicado “está aquém do necessário para atender às demandas presentes e impulsionar o crescimento econômico futuro.”

De acordo com a CNT, o país caiu 20 posições e ocupa hoje a 118ª colocação no ranking do World Economic Forum (WEF) para qualidade de infraestrutura rodoviária que leva em consideração 140 país.

Orçamento e impostos
O total de recursos no orçamento da União destinado à infraestrutura de transporte aumentou de R$ 1,3 bilhão em 2002 para R$ 13,2 bilhões em 2010, sendo que, no ano passado, o valor aplicado pelo governo apenas nas rodovias foi de R$ 9,85 bilhões.

O estudo aponta ainda que o governo deixou de investir R$ 29,5 bilhões de um total de R$ 64,3 bilhões arrecadados entre 2002 e 2010 pela CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), criada para gerar recursos adicionais aos setores de transporte e combustíveis e que incide sobre o valor do combustível vendido nos postos.

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“Com o valor acumulado da CIDE não utilizado até o momento, seria possível realizar obras rodoviárias como, por exemplo, restauração de 46.903 km, a adequação de 24.083 km de rodovias, a construção de 18.234 km de pista simples ou a duplicação de 6.511 km de rodovias”, diz o estudo.

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