Prévia do PIB 2012

Prévia do PIB 2012 por um comentarista fictício do UOL:

   Puxa vida, estou super triste, achava que o PIB ficaria no 1%, o tal do Pibinho, assim ia poder sentar o pau no governo, mas o número foi um pouco maior. Decepcionante. Desse jeito, não consigo ter aquele prazer inenarrável de demonstrar a minha indignação cidadã com tudo isso que está por aí.

   (pausa para recolher saliva)

   Tudo bem, 1,35% também é Pibinho, mas soa como quem está ganhando de 3 x 0 e toma um gol no final da partida. Frustrante. Agora vem a dona Dilma e promete acabar com a miséria absoluta. Isso não vale. Tomara que não acabe! E, para piorar as coisas, o jornal concorrente (G1)  diz que não é 1,35%, diz que é 1,64%, diz que o número 1,35% é inapropriado segundo o mercado. Frustrante esse jornal concorrente.

   Eu exijo um número mais baixo. Eu quero um PIB péssimo! Só assim o meu humor poderia melhorar.

  (pausa para recolher mais saliva).

   A gente toma gol no fim da partida e, ainda por cima, leva bola na trave. Muito chato esse campeonato. Humpf!

 

Fonte: UOL – Prévia: PIB cresceu 1,64% em 2012

http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/02/20/economia-do-pais-cresceu-164-em-2012-diz-previa-do-pib.htm

Obs: inicialmente, a matéria do UOL anunciou uma IBC-Br (prévia do PIB) de 1,35%. Depois das reclamações, corrigiu para 1,64%.

A matéria:

 

Economia do país cresceu 1,64% em 2012, diz prévia do PIB

Leia também:  A queda expressiva no saldo comercial brasileiro, por Luis Nassif

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), encerrou 2012 com alta de 1,64%, considerando dados sem ajustes sazonais. Levando em conta os ajustes sazonais, o crescimento no ano passado foi de 1,35%. 

Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (20). O índice leva em conta as atividades da indústria, agropecuária e do setor de comércio e serviços.

O IBGE divulga em 1º de março os dados oficiais do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre e de 2012.

Em 2010 e 2011, o cálculo do índice do BC ficou bem próximo do PIB. O produto cresceu 7,5% e 2,7%, respectivamente, ante IBC-Br de 7,78% e 2,7%, respectivamente, os números divulgados na ocasião. 

Em dezembro especificamente, o índice subiu 0,26% ante novembro na versão com ajuste sazonal, considerada a mais relevante no caso de variações mensais. Isso indica que o nível de atividade entrou o último mês do ano perdendo ritmo, pois para novembro a mesma série aponta aumento de 0,56% (dado revisado).

Sem a exclusão de fatores sazonais, o índice caiu 2,28% no último mês de 2012, queda um pouco mais acentuada que a de novembro (-2,25%).

Indicadores mostram fraqueza da economia em 2012

Indicadores recentes já mostraram a fraqueza da economia brasileira no ano passado, mesmo diante das inúmeras medidas do governo para impulsionar o crescimento, afetado pela crise internacional. Entre as ações estiveram desonerações fiscais e a redução da taxa básica de juros (Selic) para a mínima recorde de 7,25% ao ano.

Mesmo assim, a produção industrial recuou 2,7% em 2012, a primeira retração desde 2009, e um dos maiores pesos sobre a economia brasileira no ano passado. A atividade econômica somente não foi pior por conta das vendas no varejo, que subiram 8,4%.

FMI, Banco Mundial e mercado acreditam em crescimento menor

O FMI (Fundo Monetário Internacional) rebaixou em janeiro a previsão de crescimento da economia brasileira para 1% em 2012, após uma estimativa feita em outubro de crescimento de 1,5%.

Leia também:  Em livro, jornalista da Maré denuncia censura e militarização nas favelas

Já o Banco Mundial estima um crescimento econômico ainda menor para 2012, de aproximadamente 0,9%.

A expectativa do mercado, segundo pesquisa Focus do BC, é de que o PIB tenha crescido apenas 0,95% em 2012.

Dilma está otimista otimista com crescimento da economia do país

A presidente Dilma Rousseff tem se mostrado otimista ao comentar com um crescimento maior da economia do país em 2013. Segundo ela, o Brasil crescerá em 2013, mas será  “um crescimento mais lento” porque “o mercado internacional não recuperou e nós temos uma queda brutal do comércio internacional”.

(Com Reuters e Valor)

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome