Diretor do BricLab comemora a criação do Banco dos Brics

Jornal GGN – O diretor do BRICLab da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, Marcos Troyjo, publicou um artigo no qual comemora a criação do Banco de Desenvolvimento do Brics (BDB), consolidando o grupo como uma organização internacional. Segundo Troyjo, o BDB não está sendo projetado para competir com instituições tradicionais como o Banco Mundial, mas para executar um papel complementar às instituições existentes, baseadas em Washington. Os cinco países do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – voltam a trabalhar na criação do banco em uma reunião paralela à reunião do G-20, que acontece em São Petersburgo, em setembro.

Publicado no jornal britânico Financial Times, o texto enumera os efeitos positivos para Rússia e China. “Poderia ser uma influência positiva sobre a aproximação da Rússia com a transparência e o Estado de Direito”. Para Troyjo, “convidaria a Índia para fortalecer seu serviço estrangeiro, já que tem muitos diplomatas apenas em nações insulares, como Cingapura e Nova Zelândia”, continua. O diretor do BRICLab acrescenta que “ajudaria a China combater as percepções binárias de seu papel no mundo, um país preso no falso dilema de ser uma contrapartida para os EUA em um condomínio “G2” ou um insular gigante, alheio aos desafios globais”.

Segundo o artigo, os Brics ainda não constituíram uma organização internacional. Segundo Troyjo, o grupo não é um bloco econômico com modalidades de livre comércio, e só agora está dando seus primeiros passos em direção a uma plataforma para construção de consensos em questões internacionais, como as regras para o comércio internacional e ação conjunta na Organização das Nações Unidas (ONU) ou da Organização Mundial de Comércio (OMC) – além de promover o desenvolvimento internacional para si.

Para o autor, “os Brics certamente manteriam reservas cambiais que permitissem o BDB ter uma estrutura de capital robusta”, sugere. “Pegue os bancos da China e do Brasil como exemplos de desenvolvimento; eles possuem uma disponibilidade de capital que supera a do Banco Mundial muitas vezes”, acrescenta. Segundo Troyjo, ambos “emprestam mais para economias emergentes do que o Banco Mundial”. No entanto, Troyjo adverte que para o BDB ser eficaz, “deve manter sua estrutura de governança magra e evitar a tentação de expandir horizontalmente sua tomada de decisões, permitindo que muitos países fora do grupo participem de sua liderança”, conclui.

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