Governo Bolsonaro demite Renato Vieira da presidência do INSS

Posto passará a ser ocupado por Leonardo Rolim; órgão público enfrenta problemas com filas de espera para concessão de benefícios

Jornal GGN – Renato Vieira foi demitido da presidência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O anúncio foi feito pelo Secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

“Hoje tivemos uma conversa com o presidente Renato Vieira, e ele consolidou sua posição de sair do INSS, a pedido. Foi uma conversa amadurecida ao longo dos últimos 15 dias. O Renato acha que precisa se dedicar a seus projetos e nós aceitamos sua demissão”, disse Marinho, segundo informações do jornal Folha de São Paulo.

O posto passará a ser ocupado por Leonardo Rolim, que atualmente ocupa a secretaria de Previdência. Segundo Marinho, Rolim conhece o trabalho do INSS e a atuação do órgão não será comprometida.

A fila de concessão de benefícios tem sido um dos problemas enfrentados pelo INSS. Atualmente, o estoque de requerimentos não respondidos dentro do prazo de 45 dias chega a 1,3 milhão de solicitações – e o governo federal considera recrutar militares para ajudar a reduzir essa fila.

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5 comentários

  1. O desgoverno do Inominável errou duas vezes: ao anunciar a “reforma da Previdência” provocou uma corrida à aposentadoria, incluindo, claro, servidores do INSS e errou novamente ao não convocar um concurso público para substituir o enorme deficit de recursos humanos criado por ele mesmo. Resultado: a culpa é do presidente do INSS que virou o bode expiatório do desmonte do Estado que o atual desgoverno promove. É como tirar o sofá da sala, como na piada do amante.

  2. Correio Braziliense, janeiro 2019: “Renato Vieira tomará posse no INSS com missão de combater fraudes e melhorar atendimento”.
    Ou seja, para alguém que é procurador federal, fracasso absoluto.
    Ser demitido assim, “na cara dura”, pelo bolsonada, então: fracasso total e inarredável.
    Alguém ainda irá aproveitá-lo em algo aproveitável?
    Tenho dúvidas: se juntou ao que há de pior e deu com os bolsos n’água.

  3. Bodes expiatórios à parte, não dá para afirmar, mas uma coisa é verdadeira: o presidente do INSS demitido era muito incompetente para o cargo, embora também vitima do desgoverno do Bozo. Criado o problema, do qual ele não deu conhecimento público, somente sabido depois que a mídia começou a divulgar os desacertos e a fila consequente, ele não tugiu nem mugiu quando Bolsonaro exercendo não a presidência, que se recusa assumir, mas sua condição de corporativista em favor dos militares, na ânsia de arranjar uma boquinha para os praças seus companheiros de farda, informou que contrataria 7.000 militares aposentados para serem treinados e resolverem (como, sendo um problema imediato?) os problemas das filas do INSS, e o presidente da instituição, sabendo não ser solução, nada disse que podia tentar minorar o problema (coisa que não fez) contratando servidores do INSS aposentados, que quase não necessitariam de treinamento. Há campos em que hipoteticamente o Bolsonaro pode atuar fazendo charminho para seus seguidores, dizendo que está combatendo a corrupção e os petistas. A atuação desastrosa de seu governo na área econômica, com destaque a redução de investimentos e de custeio para reduzir o tamanho do Estado na economia, começa a dar frutos podres como não poderia deixar de ser, estes que não permitem serem associados à corrupção, muito menos à ação de petistas quando eram governo. Os problemas que já existem na educação, saúde e segurança pública, com a população crescendo, irão aumentar. Bolsonaro ou inicia a governar para todos, ou vai ter sérios problemas, além e muito mais graves do que estes do INSS para resolver, que exigem competência técnica, que não serão superados com os militantes e o próprio desgoverno Bolsonaro, o presidente e seus ministros dizendo bobagens na mídia, em campanha para continuar no poder, fazendo arminha e mentindo, em lugar de governar.

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