As demissões no estaleiro Mauá

Do “Globo”:

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/07/05/estaleiro-maua-corta-300…

RIO – O Estaleiro Mauá, em Niterói, no Rio de Janeiro, demitiu na última sexta-feira cerca de 300 trabalhadores. A assessoria da empresa informou que os cortes foram necessários para ajustar seu quadro de pessoal nas atividades atuais, sem explicar, contudo, se novas demissões serão realizadas. Antes das demissões, o estaleiro tinha cerca de 4.200 empregados.

O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Carlos Rocha da Silva, disse nesta segunda-feira que as informações iniciais são de que cerca de 50% do pessoal demitido são das áreas administrativa e de gerência, e o restante, da área operacional. Segundo o sindicalista, as demissões fariam parte, principalmente, da atual reestruturação pela qual passa o Mauá, cuja administração está sendo unificada com o Estaleiro Eisa, da Ilha do Governador – ambos controlados pelo Synergy Group do empresário German Efromovich.

– Ele (presidente do Eisa, Manuel Ribeiro) nos garantiu que vai evitar novos cortes na área operacional. Parece que o problema do Mauá seria de má gestão – disse Silva.

Com a entrega recente para a Petrobras da Plataforma de Mexilhão – para produção de gás natural – o Mauá está atualmente construindo quatro navios petroleiros de médio porte, dos quais o primeiro foi lançado ao mar na última semana, além de algumas obras de reparos.

Segundo fontes, as atuais encomendas que estão sendo feitas não justificam um número de trabalhadores superior a 2.500. Segundo essa mesma fonte, nos próximos dias outros cerca de 200 funcionários, desta vez os prestadores de serviço, deverão ser afastados também.

O Estaleiro Mauá espera, contudo, poder retomar as contratações caso venha a vencer uma das licitações que a Petrobras está realizando para a construção de sondas de perfuração no país. Para ter condições de participar das licitações, a empresa firmou recentemente uma parceria com a construtora Andrade Gutierrez. Pelo acordo, as duas empresas participam em consórcio das licitações, e, caso sejam vencedoras de alguma das sondas, o equipamento será construído em uma área do estaleiro onde já foi construída a Plataforma de Mexilhão.

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