Mantega e a valorização cambial

Do Jornal Nacional

Mantega diz que não vai permitir que queda do dólar prejudique indústria 

O ministro da Fazenda disse ainda que o governo está vigilante em relação à inflação, que este ano, não vai passar de 6,5%, o limite da meta oficial. Guido Mantega também reforçou a intenção do governo de fazer uma reforma tributária, reduzir impostos, mas não deu prazo. 

OminO ministro da Fazenda afirmou que o governo não vai permitir que o dólar em queda prejudique a indústria nacional. A situação da economia no Brasil e o impasse sobre o limite da dívida americana foram discutidos, nesta terça-feira (26) na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social em Brasília.

Para uma plateia de empresários, uma série de recados. O ministro da Fazenda,Guido Mantega, disse que o governo está vigilante em relação à inflação, que este ano, não vai passar de 6,5%, o limite da meta oficial: “O país tomou medidas, a inflação está sob controle e posso dizer que vamos cumprir mais uma vez os limites do regime de metas da inflação”.

MantMantega disse que a economia internacional vive um momento delicado que atrapalha o Brasil e mostrou preocupação com a dívida pública dos Estados Unidos. “Seria uma grande insensatez que não se conseguisse superar essa situação. Eu acredito na resolução, mas confesso a minha apreensão pelo rumo que as coisas estão tomando”.

Mas, segundo o ministro, o Brasil é um dos países mais bem preparados para enfrentar os reflexos da crise internacional: tem um mercado interno forte, contas públicas sólidas e o real sob controle. Mantega também prometeu medidas para ajudar a indústria brasileira, que tem perdido a concorrência em relação aos produtos que vêm de fora, por causa da queda do dólar. “Não vamos deixar a guerra cambial nos derrotar”, avisou.

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O ministro da Fazenda também reforçou a intenção do governo de fazer uma reforma tributária, reduzir impostos, mas não deu prazo. Para os empresários, o governo precisa agir rápido, principalmente para diminuir os encargos sobre os salários.

“O país ainda não fez as mudanças na estrutura tributária. A nossa logística está atrasada. Então, em termos de competitividade, existe uma caminhada enorme a ser feita”, declarou o empresário Jorge Gerdau.

“Haverá arrecadação em torno de R$ 1 trilhão. Qual seria o problema de haver desoneração do INSS da folha de pagamento da indústria, que está sob ataque de importados devido a uma distorção cambial?”, questionou o empresário Paulo Skaff.

Para a presidente Dilma, uma das formas de aumentar a competitividade do Brasil é investir na qualificação de profissionais. Ela destacou a importância do programa anunciado nesta terça-feira, que vai distribuir 75 mil bolsas de intercâmbio para brasileiros em universidades no exterior.

“Nós queremos formar a base inicial que vai ter acúmulo suficiente para garantir que o país possa continuar, aqui dentro, gerando todos os conhecimentos e os instrumentos e as técnicas. O Brasil hoje tem nesse programa um dos construtores do seu futuro”, declarou a presidente. 

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