Painel internacional

A ameaçada liderança dos EUA na América Latina

The Wall Street Journal

Os EUA, que uma vez consideraram a América Latina seu próprio quintal, estão tendo cada vez mais dificuldades em dar as cartas em uma região onde países como o Brasil e a China estão competindo por influência, e onde até mesmo a minúscula Honduras resiste ao “Colosso do Norte”. Enquanto os EUA continuam a ser o jogador dominante na América Latina, sua influência é limitada por diversos fatores, incluindo a ascensão do Brasil como potência regional, a influência de um grupo de nações anti-americanas liderados pela Venezuela rica em petróleo e os músculos crescentes da China, que vê os recursos da América Latina como chave para seu próprio crescimento econômico. O governo Obama, apesar de popular em grande parte da região, encontra-se em disputa sobre uma série de questões como Cuba, o uso militar de bases na Colômbia e a melhor forma de resolver a crise hondurenha. Honduras manteve-se firme sobre a destituição do presidente Manuel Zelaya. Os EUA e outras nações estrangeiras pressionaram o governo interino para que Zelaya cumprisse o seu mandato, que termina em janeiro. Mas o governo provisório postergou tempo suficiente para realizar as eleições presidenciais de domingo sem o restabelecimento de Zelaya.

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E mais:

O crescimento exagerado dos bancos europeus

Sarkozy defende regras rígidas para a City londrina

Reino Unido a caminho da recuperação

Conselho força saída do presidente executivo da GM


O crescimento exagerado dos bancos europeus

Os bancos europeus estão emergindo da crise de crédito maiores do que antes, representando riscos adicionais para as economias nacionais. BNP Paribas, Barclays e Banco Santander estão entre os cerca de 353 credores europeus que aumentaram de tamanho desde o início de 2007, segundo dados compilados pela Bloomberg. Quinze bancos europeus já possuem ativos maiores do que suas economias, em comparação com dez emprestadores há três anos. Embora a União Europeia tenha dado as manchetes dos bancos resgatados, os órgãos reguladores não controlaram as empresas que repeliram os auxílios estatais e eram grandes demais para falir. Os ativos dos bancos europeus cresceram 25% desde o início de 2007, comparados com um aumento de 20% para os credores dos EUA, mostram os dados da Bloomberg. “Estamos plantando as sementes para a próxima crise”, disse David Lascelles, do Centro de Estudos para a Inovação Financeira em Londres, um grupo de pesquisa.

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Sarkozy defende regras rígidas para a City londrina

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O ministro britânico de Finanças, Alistair Darling, enviou um aviso áspero ao novo chefe francês da União Europeia (UE) contra a intromissão na City (distrito financeiro) de Londres. Enquanto o presidente francês Nicolas Sarkozy regozijou-se sobre as iminentes restrições à City, o chanceler disse que tais movimentos levarão os serviços financeiros para fora da Europa. A alegria do presidente francês pela nomeação de Michel Barnier, Comissário para o Mercado Único, assumiu um tom de ameaça ontem, quando disse que as práticas desenfreadas da City têm que acabar. “Você sabe o que significa para mim ver, pela primeira vez em 50 anos, um comissário francês europeu responsável pelo mercado interno, incluindo serviços financeiros, incluindo a City [de Londres]?”, disse ontem. Quero que o mundo veja a vitória do modelo europeu, que nada tem a ver com os excessos do capitalismo financeiro”, disse. A ameaça implícita era exatamente o que Downing Street (sede do governo britânico) temia quando Barnier, antigo ministro da agricultura, entregou a pasta na semana passada. Darling, escrevendo no The Times de hoje, disse que seria uma “receita para a confusão” se as empresas forem controladas pela União Europeia bem como pelos vigilantes nacionais, e que a Inglaterra não aceitará novas leis que possam levar seus contribuintes a pagar a conta pelos resgates ordenados por Bruxelas.
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Reino Unido a caminho da recuperação

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Spencer Dale, o economista-chefe do Banco da Inglaterra, disse hoje que a Grã-Bretanha estava no caminho da recuperação, ao passo em que procurou minimizar sua discordância em relação ao restante do Comitê de Política Monetária (MPC, na sigla em inglês) sobre o controverso programa de flexibilização quantitativa (de liquidez) de 200 bilhões de libras. Dale, que votou no mês passado para manter o programa em 175 bilhões de libras, contra a maioria da comissão – que decidiu elevá-lo para mais 25 bilhões de libras -, disse em discurso no Instituto de Administração de Essex que estava preocupado com a alta da inflação, dado que a produção estava crescendo acima da tendência e “novas injeções substanciais de liquidez podem resultar em aumentos injustificados de preços de alguns ativos”.
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Conselho força saída do presidente executivo da GM

Reuters

O presidente executivo da General Motors, Fritz Henderson, renunciou abruptamente na terça-feira, após o conselho da empresa decidir que a montadora necessitava empurrar sua reestruturação mais rapidamente e sob nova liderança. Henderson foi solicitado pelo conselho a demitir-se em uma reunião em Detroit, após estar no trabalho por apenas oito meses, de acordo com uma pessoa com conhecimento direto do assunto. O presidente do conselho, Ed Whitacre, 68, vai se tornar o presidente-executivo interino enquanto a montadora começa a busca imediata por um substituto, disse a empresa. O anúncio da saída repentina de Henderson destaca a difícil supervisão exercida por um grupo de novos diretores liderados por Whitacre e selecionados pelo acionista majoritário da montadora, o Tesouro dos EUA. Henderson, 51, tornou-se presidente executivo em março, após seu antecessor, Rick Wagoner, ser forçado a sair pela administração Obama, como parte da reestruturação da GM financiada pelo governo dos EUA.

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