Painel internacional,

Portugal detalha plano de corte orçamentário

O primeiro-ministro português Jose Sócrates entrega hoje seu plano de gastos de 2010, com os investidores procurando sinais de que ele está atento às lições da crise orçamentária da Grécia e vai mostrar que seus planos de corte de déficit são viáveis. O déficit orçamentário de Portugal é mais que o dobro do limite da União Europeia (3% do PIB), e a dívida deve saltar 85% este ano, o mais elevado desde meados de 1990. Essa combinação empurrou o prêmio de risco de seus títulos para o mais alto nível em oito meses e levou a Moody’s Investors Service a avisar que Portugal, como a Grécia, se arrisca a uma “morte lenta” pela dívida elevada. As finanças de Portugal têm estado sob forte escrutínio, ao mesmo tempo em que a Grécia se esforça para convencer os investidores de que o seu plano para reduzir o maior déficit da região do euro é possível e que não há risco de inadimplência ou de saída do euro.

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E mais:

Economia britânica volta a crescer, porém menos que o previsto

Disputa bancária na Argentina chega ao Congresso

S&P deixa rating da dívida japonesa em perspectiva negativa

Sem ameaça de guerra, Sri Lanka vota para presidente


Economia britânica volta a crescer, porém menos que o previsto

A economia do Reino Unido voltou a crescer no quarto trimestre, porém abaixo da previsão dos economistas, enquanto as indústrias e fabricas expandiram apenas o suficiente para puxar a Grã-Bretanha fora da maior recessão de sua história. O produto interno bruto subiu 0,1% a partir do terceiro trimestre, disse hoje o Escritório Nacional de Estatísticas, em Londres. A mediana das previsões em uma pesquisa da Bloomberg News com 33 economistas era de um aumento de 0,4%, e a mais baixa previsão era de um resultado de 0,2%. Os formuladores de políticas do Banco da Inglaterra vão estudar os dados, enquanto avaliam a força da recuperação e decidem na próxima semana se suspendem as compras de títulos e se preparam para retirar as medidas de estímulos emergenciais. A fraqueza da recuperação pode dificultar os esforços do primeiro-ministro Gordon Brown de ganhar as eleições de junho, enquanto ele faz campanha sobre seus planos para conter o déficit orçamentário.

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Disputa bancária na Argentina chega ao Congresso

New York Times

O confronto entre a presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner e o presidente do banco central da nação vai transformar o Congresso nesta terça-feira, com os legisladores assumindo a disputa sobre o uso das reservas do banco para pagar as dívidas do país. O litígio entre a presidente da nação e seu chefe do banco central tem abalado os mercados financeiros e provoca novas preocupações sobre as políticas de governo de Cristina Kirchner. No ano passado, sua administração nacionalizou as duas maiores companhias aéreas do país e confiscou US$ 30 bilhões dos fundos de pensão privados – sinais de que o governo está sem dinheiro, mas indispostos a cortar subsídios de programas populistas. Kirchner demitiu neste mês por decreto o presidente do banco central, Martín Redrado, por se recusar a liberar US$ 6,59 bilhões em reservas cambiais, pelos quais o governo poderia pagar uma parcela da dívida externa de US$ 13 bilhões que vence este ano.

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S&P deixa rating da dívida japonesa em perspectiva negativa

The Wall Street Journal

A Standard & Poor’s ameaçou cortar nesta terça-feira o rating da dívida do governo do Japão, dizendo que o governo do Partido Democrata não está reformando as inchadas finanças do país tão rapidamente quanto o esperado. Diminuindo a perspectiva de rating AA do Japão de negativo para estável, a S&P disse quea diminuição da flexibilidade da política econômica do governo japonês pode levar a um rebaixamento, a menos que medidas possam ser tomadas para conter as pressões fiscais e deflacionárias”. A ameaça para a classificação do Japão, a terceira nota mais alta que a S&P atribui, atingiu o iene e os preços dos títulos do governo japonês, e pontuou a preocupação de que o movimento poderia obscurecer as perspectivas anteriormente robustas para a emissão de títulos em toda a Ásia, em longo prazo. “As avaliações sobre o Japão poderiam cair um ponto, se os dados econômicos fracos e medidas para aumentar o crescimento em médio prazo não forem próximas, dados os elevados encargos da dívida do governo do país, e seu fraco perfil demográfico,” disse a S&P.

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Sem ameaça de guerra, Sri Lanka vota para presidente

Reuters

Dois ex-aliados que lideraram a vitória do Sri Lanka após 25 anos de guerra civil duelaram nas urnas na terça-feira, depois de uma campanha pessoal amarga, na primeira eleição presidencial em tempos de paz em quase três décadas. Mais de 14 milhões de pessoas estavam registradas para votar, e a votação começou em meio a fortes medidas de segurança e temores de que o dia da eleição seria tão sangrento quanto o da campanha, em que cinco pessoas foram mortas e mais de 800 incidentes violentos foram registrados. O presidente Mahinda Rajapaksa e o general Sarath Fonseka são os rivais em uma disputa renhida, em que a derrota dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) em maio figurou fortemente na campanha, com ambos reivindicando o crédito. Rajapaksa, comandante-em-chefe, e Fonseka, comandante do exército, posaram lado a lado depois da histórica vitória em maio, mas meses depois eles se separaram, com o general dizendo ter sido marginalizado pelo presidente, além de falsas acusações de tentativa de golpe.

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