Painel internacional

China mostra impaciência com pressão cambial dos EUA

New York Times

Na lista crescente de queixas entre os Estados Unidos e a China, adicione mais uma: a administração Obama está revivendo a pressão americana sobre a China para que ela pare de depreciar artificialmente a sua moeda, política que alimenta o persistente déficit comercial dos Estados Unidos. Mas Pequim sinalizou na quinta-feira que está com pouca paciência e simpatia pela posição de Washington. “No momento, olhando para a balança de pagamentos internacionais e da oferta e da procura do mercado cambial, o nível do yuan está perto do razoável e equilibrado”, disse Ma Zhaoxu, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em entrevista coletiva em Pequim, na reiteração da política de longa data da China sobre a sua moeda. “Acusações e pressões não ajudam a resolver o problema”, acrescentou Ma. O governo Obama disse às autoridades chinesas que a política monetária estará no topo da agenda deste ano para as negociações econômicas com a China, como havia dito um alto funcionário na quarta-feira. A reabertura da batalha com Pequim sobre sua moeda pode render dividendos políticos a Obama, em um momento de desemprego de dois dígitos e temores crescentes de que a China está roubando empregos norte-americanos. Mas especialistas dizem que o presidente terá ainda menos influência sobre Pequim do que o presidente anterior, George W. Bush. Bush incitou a China a ajustar sua taxa de câmbio, com pouco sucesso.

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Santander entrega lucro dentro do previsto

Déficits de Portugal e Grécia encarecem securitização de títulos

Bernanke vocaliza preocupações enquanto assume novo mandato

Investidor da Telecom Italia defende fusão com Telefónica no Brasil


Santander entrega lucro dentro do previsto

A maior casa financeira da zona do euro, o Banco Santander, informou na quinta-feira que o seu lucro líquido do quarto trimestre cresceu 13%, ajudado pelas suas operações no Brasil e Reino Unido. O Santander disse que o lucro líquido cresceu para 2,2 bilhões de euros (US$ 3 bilhões), saindo de 1,94 bilhão de euros registrados no mesmo período do ano passado. Um levantamento de analistas da Dow Jones estimou o lucro líquido em 2,13 bilhões de euros. O resultado financeiro líquido do banco madrilenho Santander subiu para 6,8 bilhões de euros no quarto trimestre, contra 5,3 bilhões de euros no mesmo período um ano atrás. As provisões com perdas subiram 18%, totalizando 2,28 bilhões de euros no quarto trimestre, contra 1,93 bilhão de euros no mesmo trimestre do ano passado. Mas estas disposições foram ligeiramente inferiores aos 2,57 bilhões de euros relatados no terceiro trimestre. O Santander usou 2,59 bilhões de euros dos ganhos de capital auferidos durante o ano para cobrir perdas em perdas imobiliárias. O lucro do ano subiu para 8,94 bilhões de euros, ligeiramente superior aos 8,87 bilhões de euros observados em 2008, com a receita de suas operações do Reino Unido subindo 55%, enquanto o lucro na América Latina cresceu 11%, com o grosso de contribuição vindo do Brasil, cuja filial Santander Real recentemente cotou ações na Bolsa de Nova York.

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Déficits de Portugal e Grécia encarecem securitização de títulos

Portugal e Grécia lideram a escalada nos custos de securitização da dívida soberana por inadimplência, com a preocupação de que as nações lutarão para reduzir seus déficits orçamentários, desencadeando uma “crise de confiança” na União Europeia. A troca de crédito por inadimplência (CDS, na sigla em inglês) sobre a dívida do governo de Portugal subiu 29 pontos base para o recorde de 225, segundo os preços na CMA Datavision às 9h, em Londres. Os contratos sobre a Grécia saltaram 25,5 pontos base (pb), para 423, a Espanha aumentou 13,5 pb, para 166,5, a Itália subiu 13 pb para 144 e na Irlanda, subiu 9 pb, para 172. A confiança em Portugal foi abalada ontem, quando o país cortou uma emissão de notas de 12 meses para 300 milhões de euros (US$ 417 milhões), dos planejados 500 milhões de euros. A Grécia enfrenta o aumento da oposição à proposta de redução do déficit, com o maior sindicato do país votando a realização da segunda greve neste mês.

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Bernanke vocaliza preocupações enquanto assume novo mandato

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, manifestou preocupações na quarta-feira sobre a recuperação econômica durante sua cerimônia de juramento para outro mandato de quatro anos. Em breves comentários aos funcionários, Bernanke disse que, enquanto a economia está crescendo, “muitas pessoas continuam desempregadas, fianças continuam a taxas recordes e o crédito bancário continua se contraindo. Um dos desafios do Fed é proteger a sua independência da interferência do Congresso, disse. Outro desafio é fazer o Fed mais aberto e transparente sobre suas operações. E ainda melhorar a sua supervisão dos bancos. Os legisladores se queixaram sobre deficiências nessas áreas. O Fed “não pode esperar” resolver os problemas econômicos do país por conta própria, disse Bernanke. Tanto a nação e o Banco Central como instituição enfrentam enormes desafios, disse.

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Investidor da Telecom Italia defende fusão com Telefónica no Brasil

A segunda maior investidora da operadora Telecom Italia disse que uma fusão com a Telefónica pode sustentar os esforços da empresa espanhola para aumentar as vendas no Brasil. “Uma fusão completa com a Telecom Italia resolveria os problemas da Telefónica no Brasil“, disse em entrevista Marco Fossati, cuja família é a segunda maior acionista da operadora italiana. As empresas poderiam criar uma provedora integrada de telefonia móvel, banda larga e de linha fixa, e adicionar conteúdo, disse. A combinação poderia deixar a Telefónica com questionamentos anti-truste no Brasil, sendo forçada a vender sua participação na Vivo, dizem os analistas. Mesmo se for esse o caso, a combinação com a Telecom Italia pode se apresentar com opção atrativa à Telefónica, disse Fossati. “Eles ainda seriam capazes de combinar a Tim, Intelig e os ativos de linha fixa da Telefônica no país”, disse. “Investidores da Telecom Italia, como eu, sabem perfeitamente bem da criação de valor potencial que esta possível combinação iria gerar para os acionistas da Telefónica”. A madrilenha Telefónica já possui uma participação na Telecom Italia. Ela se juntou a um grupo de investidores italianos em 2007 para adquirir uma participação do controle na Telecom Italia, por 4,1 bilhões de euros ($ 5,7 bilhões), superando o bilionário mexicano Carlos Slim.

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