Painel internacional

Demanda interna da China puxa recuperação global

As importações da China subiram pelo terceiro mês seguido em janeiro, sinalizando a crescente força da demanda doméstica, e que está auxiliando a recuperação da economia global. As importações escalaram o recorde de 85,5% em relação ao ano anterior, um salto influenciado pela mudança no feriado do Ano Novo Lunar para fevereiro deste ano, a partir de janeiro de 2009, informou o departamento alfandegário hoje em Pequim. As exportações aumentaram 21% pelo segundo mês, após 13 quedas que poderiam reforçar os apelos externos para que a China permita uma moeda mais forte. O premiê Wen Jiabao está tentando direcionar a China para a confiável demanda interna, depois que as exportações se mostraram vulneráveis durante a recessão global. Agora, a BGA Alemanha, federação de atacado e exportação, está contando com os compradores chineses para impulsionar um ganho de 10% nas vendas alemãs no exterior em 2010, e Taiwan publicou o maior salto nas exportações em 30 anos devido aos gastos de seu vizinho.

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Ex-presidente do Merrill Lynch tem segunda chance no CIT Group

Portugal luta para mostrar credibilidade

Espanha tem até 2013 para criar mais empregos

Alemanha considera ajuda à Grécia


Ex-presidente do Merrill Lynch tem segunda chance no CIT Group

John Thain e o CIT Group estão se dando algo que presidentes executivos demitidos e emprestadores falidos geralmente não conseguem: uma segunda chance. A história de sucesso de Thain no Goldman Sachs e NYSE Euronext foi marcada pela sua saída da Merrill Lynch no ano passado, quando foi crucificado pelos US$ 27,6 bilhões de prejuízo, US$ 3,6 bilhões em bônus e US$ 1,2 milhão em despesas de decoração para seu escritório. O CIT, outrora maior banco comercial independente dos EUA, buscou proteção da corte (contra a falência) do ano passado, um movimento que geralmente é a sentença de morte para uma empresa financeira. O CIT, que sobreviveu à reorganização, e Thain, seu novo presidente executivo (CEO, na sigla em inglês), estão se apoiando mutuamente para polir suas reputações. O trabalho no CIT dá a Thain, 54, uma chance de reparar uma empresa pública cujo negócio – que inclui empréstimos a mais de 3.000 pequenas e médias empresas – está ligado ao coração da economia dos EUA. Para salvar a empresa, Thain deve encontrar financiamento de custos baixos, levantar as restrições à sua unidade bancária e conquistar os cautelosos reguladores após a falência dizimar US$ 2,3 bilhões de participação do Departamento do Tesouro.

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Portugal luta para mostrar credibilidade

New York Times

Ao longo das montanhosas e rochosas ruas desta temperamental cidade do Atlântico – Lisboa –, conhecida por sua melancolia mesmo nos bons tempos, as pessoas parecem estar prendendo a respiração sem saber se a economia de Portugal, em naufrágio, vai melhorar – ou piorar, e enfraquecer a saúde financeira geral da Europa. “Estamos esperando o governo fazer algo, mas eles são totalmente desorganizados“, disse Conceição Bobião, 63, vendedora em uma loja de sapatos no centro da Praça do Rossio, perto de monumentos do passado colonial do país. Um dos mais introvertidos e despretensiosos países da Europa Ocidental, Portugal foi inesperadamente empurrado para os holofotes internacionais na semana passada, quando os mercados despencaram com o medo que o país – e a Espanha – possa ser visto na mesma categoria que a Grécia, cuja dívida crescente, déficit e falta de credibilidade foram minando a confiança no euro. Esta semana, o governo socialista do primeiro-ministro José Sócrates se moveu para garantir aos mercados e o público interno, que faria necessário para reduzir o déficit – que atingiu 9,3% do produto interno bruto no ano passado para abaixo do limite de 3% fixado pelo União Monetária Europeia até 2013.

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Espanha tem até 2013 para criar mais empregos

ELPAIS.COM

O acordo de três anos firmado entre os sindicatos de trabalhadores e a Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE) visa, segundo os signatários, impulsionar a economia, melhorar a competitividade e o emprego e gerar confiança na população como um meio para melhorar “os níveis de consumo e investimento. Tão amplo objetivo tem, como colunas fundamentais, os seguintes pontos:
– Limite de temporalidade. Ambos os lados concordaram em limitar a seqüência de contratos temporários e promover, em troca, a contratação permanente. As partes também optam por uma reforma parcial e contratos de franquia como meios de manter os empregos.

– Moderação salarial. Os sindicatos e a CEOE optam por “uma política de crescimento moderado dos salários”. Neste contexto, as referências de alta serão de “até 1%” em 2010, de 1% a 2% em 2011 e entre 1,5% e 2,5% em 2012. As convenções acordadas vão “incorporar uma cláusula de revisão dos salários” mais flexível do que o habitual.
– Cláusula de inaplicabilidade. Se uma empresa vir a sua estabilidade econômica danificada pela aplicação do pacto, pode ignorá-lo. Mas existem condições. “Quando uma empresa se encontra em tal situação,” diz o documento, “e considerar imprescindível não aplicar o regime salarial” será necessário documentar e justificar. Com um acréscimo: deverá mostrar, além disso, “o plano de retorno à implementação do acordo.”
– Mais negociações. Após a assinatura do acordo e por seis meses, se desenvolverá uma negociação bipartidária que afeta principalmente a reforma da negociação coletiva.

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Alemanha considera ajuda à Grécia

CNNMoney.com

O governo alemão pode oferecer um pacote de ajuda à Grécia e outras endividadas nações européias, no esforço para afastar as preocupações padrão que tem atrofiado os mercados globais, de acordo com os periódicos. O Wall Street Journal, citando fontes não identificadas, disse que um plano de garantia de empréstimo seria liderado pela Alemanha, mas preenchido juntamente com os parceiros da União Européia. A ameaça de moratória na Grécia provocou uma pausa nos investidores, com o efeito cascata provavelmente atingindo outros membros das 16 nações da zona do euro. Outras nações endividadas do bloco incluem Portugal, Espanha, Irlanda e Itália. Autoridades da União Européia se encontrarão na quinta-feira para discutir a economia, e esperase que a Grécia seja o principal tema da pauta. Em dezembro, o rating de crédito da Grécia foi rebaixado.

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