Painel internacional

Comércio mundial vai crescer até 5% este ano

Nouriel Roubini e Arpitha Bykeree

A Roubini Global Economics (RGE) prevê que o comércio mundial crescerá de 4,5% a 5% em 2010, liderados pelos gastos com estímulos fiscais, a recomposição dos estoques e uma pequena melhora na demanda global. A estocagem de mercadorias chinesas, apesar da desaceleração a partir de 2009 e uma lenta aceleração na procura por commodities nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), irá apoiar o comércio a granel em 2010. Após o consumo agressivo de estoques em 2009, a recomposição dos inventários pelos importadores e exportadores durante o primeiro semestre de 2010 vai impulsionar moderadamente o comércio global de bens intermediários e finais. Mas com o crescimento econômico, o consumo e o investimento abaixo dos picos de 2007 e 2008 nas economias mais avançadas e em desenvolvimento, o ritmo de reabastecimento dos estoques será fraco e vai terminar só em meados de 2010 na maioria dos países. Como resultado, o impulso para o comércio global do ciclo de inventário será lento e de curta duração. Durante o primeiro semestre de 2010, os estímulos fiscais vão continuar aumentando os gastos com infra-estrutura, demanda interna e atividade industrial.

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Governo espanhol minimiza recessão no país

China registra menos empréstimos em janeiro

EUA alerta para perdas com hipotecas comerciais

Chávez deixa Venezuela no escuro


Governo espanhol minimiza recessão no país

ELPAIS.COM

A Espanha não saiu da recessão no quarto trimestre de 2009, ao registrar uma queda trimestral de 0,1% do PIB e 3,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, de modo que a queda total em 2009 foi de 3,6%, de acordo o progresso das Contas Nacionais, divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Com esses dados, que confirmam o valor que o Banco de Espanha anunciou na semana passada, a Espanha é a única entre as grandes economias que permanece em recessão. No entanto, a vice-presidente econômica do Governo, Elena Salgado, salientou que a taxa de declínio mostra uma desaceleração “muito clara” e que a contração de 3,6% ao ano “não é um mau resultado, embora tivesse sido melhor ficar no positivo, porém é “substancialmente melhor do que outros países que já começaram a sair da recessão”. Além disso, descartou completamente “um risco de recaída.

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China registra menos empréstimos em janeiro

Os novos empréstimos da China atingiram 1,39 trilhão de yuans (US$ 203,5 bilhões) em janeiro, 14,2% abaixo do mesmo mês de 2009, disse o Banco Popular da China (BPC, banco central) na quinta-feira. Em janeiro do ano passado, as instituições financeiras chinesas endereçaram um total de 1,62 trilhão em novos empréstimos. Ao todo, os créditos concedidos em yuan bateram o recorde de 9,59 trilhões de yuans, quase o dobro do ano anterior. De acordo com o BPC, no fim de janeiro o meio de pagamento M2, que cobre o dinheiro em circulação e todos os depósitos, subiu 25,98% em relação ao ano anterior, para 62,51 trilhões de yuans. A taxa de crescimento foi 1,7% abaixo do final de 2009, disse o banco central. No fim de janeiro, a medida estreita de oferta de moeda M1 (dinheiro em circulação mais depósitos à vista), saltou 38,96% para 22,96 trilhões de yuans. A taxa de crescimento foi 6,61% acima de janeiro de 2009. A medida de M0, ou dinheiro em circulação, atingiu 4,08 trilhões de yuans, leve queda (0,79%) em relação ao mesmo período de 2009.

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EUA alerta para perdas com hipotecas comerciais

CNNMoney.com

Um painel de vigilância do Congresso alertou na quinta-feira que as perdas acumuladas de imóveis comerciais poderiam pôr em risco o sistema bancário e frustrar a recuperação econômica. Um total de US$ 1,4 trilhão em empréstimos imobiliários comerciais exigirão refinanciamento nos próximos quatro anos, disse o Painel de Supervisão do Congresso em relatório. Mais da metade dos empréstimos estão debaixo d’água, subscritos para imóveis cujos valores caíram (pesadamente) como uma rocha.As perdas esperadas quando os empréstimos ficaram ruins pode atingir entre US$ 200 bilhões a US$ 300 bilhões e ameaçam 3.000 bancos pequenos e médios, com uma parcela desproporcional de ativos imobiliários comerciais em seus livros contábeis, de acordo com o painel. O relatório pretendeagitar uma bandeira vermelha” para a Casa Branca e o Congresso, (alertando) que o mercado de crédito imobiliário comercial vai ficar muito pior antes de melhorar. “Estamos num ponto em que até mesmo o Tarp (programa de ajuda do governo) está desacelerando e outro desafio importante na nossa economia está aumentando”, disse Elizabeth Warren, presidente do painel de controle.

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Chávez deixa Venezuela no escuro

Hoje veio a notícia de que o governo de Hugo Chávez tem recorrido à proibição de iluminação dos outdoors, na tentativa de ajudar a reduzir o consumo de eletricidade em meio à grave escassez de energia da Venezuela. A causa imediata é o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas da Venezuela. A causa mais profunda é a recusa de Chávez em investir em novas usinas. Novas estimativas da riqueza da Venezuela sugerem que as vastas reservas de petróleo pesado do país contêm o dobro de barris da Arábia Saudita. Uma década atrás a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), com parceiros como a Exxon e a British Petroleum (BP) estavam convertendo o petróleo pesado em um produto chamado Orimulsion, utilizado como combustível para caldeiras de usinas de energia. Em seguida, Chávez demitiu dezenas de engenheiros da PDVSA e desde então tem esvaziado a companhia de capital. A produção de Orimulsion tem sido reduzida. (Chávez) É um líder que prefere manter seu povo no escuro a usar esse combustível para produzir eletricidade. Mais absurdo: que os venezuelanos se sujeitam a esta opressão, ao invés de lutar pelo seu direito à luz.

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