Painel internacional

Economia alemã patina no quarto trimestre

BBC NEWS

A recuperação da Alemanha de sua recessão vacilou no último trimestre de 2009, segundo dados preliminares divulgados na sexta-feira. A economia alemã não conseguiu crescer em absoluto nos últimos três meses do ano, com o PIB inalterado em comparação com o trimestre anterior. Enquanto isso, a França comunicou um aumento de 0,6% do PIB para o mesmo período de três meses – melhor do que os analistas esperavam. Os números também mostraram que a economia da zona do euro cresceu 0,1% no mesmo trimestre. Isto representa uma desaceleração da economia dos 16 países da zona do euro, que cresceu 0,4% entre julho e setembro do ano passado. As primeiras estimativas oficiais mostraram que a economia italiana diminuiu 0,2%, após crescimento de 0,6% no trimestre anterior. Elas também mostraram que a Espanha e a Grécia mantiveram-se em recessão, com a contração de 0,8% da economia grega. Na quinta-feira após uma reunião de cúpula em Bruxelas, os líderes da União Europeia (UE) disseram que a Grécia tinha de tomar novas medidas para solucionar sua enorme dívida e reduzir o seu déficit orçamental de 4% este ano.

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E mais:

Europa pode levar anos para se recuperar da crise da dívida

Governo Obama prevê desemprego de 8,2% até 2012

China eleva compulsório para desacelerar economia

Argentina bloqueia navios de petróleo nas Ilhas Falklands


Europa pode levar anos para se recuperar da crise da dívida

The Wall Street Journal

A perspectiva de mal-estar econômico prolongado na maior parte dos países da Europa oprimidos pela dívida poderia minar a economia do continente como um todo e persistir por anos, advertem os economistas, ainda que os funcionários europeus consigam resolver de imediato a crise de financiamento da Grécia. O massivo pagamento de juros que países como a Grécia devem fazer para honrar as suas dívidas provavelmente vai limitar os gastos em outras áreas que poderiam ajudar a impulsionar suas economias. Enquanto isso, os investidores podem relutar na compra de títulos do governo sem um prêmio substancial que puniria os países com uma dívida ainda maior. Os países não podem desvalorizar suas moedas para ajudar a enfrentar (o enfraquecimento da economia) como eles podiam fazer antes de aderirem à zona do euro, com uma moeda comum. A contínua luta poderia pesar sobre as opiniões dos investidores de outros países das 16 nações do bloco que carregam um pesado endividamento. “Após uma onda de crises financeiras especificamente em centros financeiros, começa uma onda de calotes”, disse a economista Carmen Reinhart, da Universidade de Maryland, em uma entrevista recente. “Você sai de crises financeiras para crises de dívida soberana. Acho que estamos em um período em que esse tipo de cenário é muito provável”. Quando a dívida de uma nação sobe para mais de 90% da sua produção anual econômica, como aconteceu na Grécia, as taxas de crescimento são reduzidas, em média, em cerca de um ponto percentual por ano, de acordo com pesquisa realizada por Reinhart e Kenneth Rogoff, da universidade de Harvard.

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Governo Obama prevê desemprego de 8,2% até 2012

New York Times

O governo Obama projetou na quinta-feira que a taxa de desemprego cairá um pouco este ano, se cair, e ficaria por volta de 6% até 2015. A previsão foi o elemento mais monitorado do Relatório Econômico Anual do Presidente, um documento de 458 páginas descrevendo perspectivas da Casa Branca e políticas em áreas tão diversas como poupança e investimento, saúde e alterações climáticas. O relatório projeta que uma média de 95.000 postos de trabalho será acrescentada à massa salarial a cada mês deste ano – apenas o suficiente para manter o número normal de empregos que a economia teria que criar para atender o crescimento da força de trabalho e manter a taxa de desemprego constante. Embora o Ministério do Trabalho estima que o desemprego tenha caído para 9,7% no mês passado, o novo relatório projeta que a taxa média para o ano seria de 10%. Que cairia para 9,2% no próximo ano, segundo o relatório, e para 8,2% em 2012, quando o presidente Obama concorreria à reeleição.

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China eleva compulsório para desacelerar economia

A China ordenou aos bancos que provisionem mais depósitos de reserva pela segunda vez em um mês, para arrefecer o rápido crescimento da economia, após a aceleração dos empréstimos e dos preços dos imóveis. A exigência de reserva vai aumentar 50 pontos base em 25 fevereiro, disse hoje o Banco Popular da China (banco central) em sua página eletrônica. O nível atual é de 16% para os grandes bancos e 14% para os menores. As autoridades políticas da China têm por objetivo evitar bolhas de ativos e refrear a inflação após inundar sua economia com o dinheiro (dos incentivos fiscais) do ano passado, para liderar a recuperação do país a partir da primeira recessão mundial desde a Segunda Guerra Mundial. O banco central disse ontem que pretende normalizar as condições monetárias progressivamente a partir de um “modo de crise”, após o produto interno bruto expandir 10,7% entre o quarto trimestre de 2008 e 2009, mais do que o previsto e no ritmo mais rápido em dois anos. “A liquidez continua a inundar o sistema financeiro este ano“, disse Lu Zhengwei, um economista do Banco Industrial, em Xangai. Em 12 de janeiro, o banco central elevou o compulsório dos bancos pela primeira vez desde junho de 2008, após o recorde de 9,59 trilhões de yuans (US$ 1,4 trilhão) de novos empréstimos em 2009. Os novos empréstimos em janeiro subiram mais que os três meses previamente combinados, o que levou o Banco Central a impor ainda mais taxas de reserva em alguns bancos individuais.

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Argentina bloqueia navios de petróleo nas Ilhas Falklands

A Argentina acirrou sua disputa com a Grã-Bretanha sobre a exploração de petróleo e gás no Atlântico Sul, bloqueando um navio de sair com equipamentos que seriam utilizados na perfuração em torno das Ilhas Falklands. O chanceler Jorge Taiana discutiu o assunto ontem com a governadora da província da Terra do Fogo, que, nos mapas escolares deste país sul-americano, inclui as ilhas que os argentinos chamam de Malvinas. A Grã-Bretanha está violando a soberania argentina”, disse a governadora Fabiana Ríos após a reunião. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido disse na quarta-feira que as autoridades do porto impediram o navio de sair por causa da evidência de que a carga de tubos argentinos sem solda seria usada para a atividade de perfuração “ilegitimamente promovida” pela Grã-Bretanha. O ministério disse que o barco havia visitado Port Stanley, capital das ilhas, em janeiro, sem permissão. Por lei, qualquer empresa envolvida no negócio de petróleo deve obter permissão do governo antes de entrar em atividade na plataforma continental da Argentina – incluindo as ilhas em disputa.

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