Painel internacional

China indica que não ajustará sua política cambial

New York Times

Apesar da crescente pressão do Congresso dos EUA para que a administração Obama declare que a China é uma manipuladora de moeda, o governo chinês não está dando indicações de que vai mudar a sua política cambial. Depois do encontro com autoridades do Tesouro e Departamento de Comércio na quarta-feira, o ministro do comércio da China, Zhong Shan, disse aos repórteres que “o governo chinês não vai sucumbir às pressões estrangeiras para ajustar sua taxa de câmbio”. Zhong reiterou a declaração do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao deste mês, que disse não acreditar que a moeda, o renminbi, está sobrevalorizada. “É errado os Estados Unidos saltarem para a conclusão de que a China esteja manipulando a moeda pelo simples fato de que o país esteja desfrutando de receita comercial”, disse Zhong aos repórteres em um encontro na Embaixada Chinesa. Zhong disse que “a estabilidade básica do renminbi” é basicamente benéfica, porque “um grande aumento no valor do renminbi machucaria as economias dos países em desenvolvimento, especialmente as nações menos desenvolvidas”. A posição da China está causando a ira de membros de ambos os partidos no Congresso, que dizem que o problema cambial está segurando o crescimento dos empregos nos EUA.

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China e EUA estão em ‘rota de colisão’, diz Roubini

Britânicos relutam em abrir mão de benefícios sociais

Os cinco países mais favoráveis a empresas de tecnologia

Rio Tinto e Vale querem novas regras de negociação


China e EUA estão em ‘rota de colisão’, diz Roubini

Os EUA e a China estão em “rota de colisão” sobre o valor da moeda chinesa, e os investidores estão subestimando as rupturas para os mercados financeiros globais, de acordo com o economista Nouriel Roubini. “O risco de uma rota de colisão em relação ao atrelamento da moeda da China (ao dólar) e uma ampla ruptura entre o maior devedor mundial (os EUA) e as nações credoras subiu significativamente em meses recentes”, escreveu Roubini, professor da Universidade de Nova York, em relatório aos clientes. “Os mercados parecem não estar considerando as potenciais conseqüências de os EUA rotularem a China como manipuladora de moeda, o que poderia ser significativo mesmo se ambos os lados evitarem tomar prontas ações bilaterais”. Há 50% de chance de que o governo dos EUA classifique a China como manipuladora de moeda, disse Roubini, que fez seus comentários depois de participar de um encontro privado com delegações do Ocidente e o primeiro-ministro Wen Jiabao, no Fórum anual de Desenvolvimento da China.

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Britânicos relutam em abrir mão de benefícios sociais

New  York Times

A Grã-Bretanha opera um dos maiores Estados de bem-estar social na Europa. E isso, ao que parece, está bem para muitos dos britânicos. Apesar da pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, muitas pessoas aqui mostram pouco apetite para encolher um sistema que consome metade da produção econômica da nação, mais que em Portugal, Grécia e Espanha – todos os que estão tentando promover cortes dolorosos. Enquanto os gastos públicos sobem em muitas partes do mundo, o seu ritmo de crescimento aqui é que realmente define a distância da Bretanha (da crise). A despesa aumentou de 44% do produto interno bruto em 2007 para uma estimativa de 52% em 2010, o maior salto entre as nações ricas. No momento em que entrega o orçamento do governo ao Parlamento na quarta-feira, o chanceler britânico das Finanças, Alistair Darling, fez o seu melhor para garantir que o Partido Trabalhista se comprometerá a reduzir o déficit para metade em quatro anos. Para isso, os trabalhistas estão contando com uma mistura de aumento de impostos, eficiência do setor público e – o mais crucial – uma economia em recuperação. Mas com uma eleição nacional aparecendo e o fosso eleitoral entre os trabalhadores e os conservadores se estreitando, Darling ofereceu pouca garantia de que dará fim a mais de 10 anos de generosidade do Trabalho. Pelo contrário, disse que a despesa pública aumentaria 2% em termos reais.

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Os cinco países mais favoráveis a empresas de tecnologia

O Vale do Silício (nos EUA) pode estar lentamente perdendo terreno para uma diferente extensão de empresas de alta tecnologia: O Fjord do Silício. Em relatório publicado na quinta-feira pelo Fórum Econômico Mundial (FEM) e a escola de negócios francesa Insead, a Suécia ficou em primeiro lugar no ranking global de países em termos de prontidão para tecnologia de negócios, comparado com o segundo lugar no ranking de 2009. Os EUA caíram para o quinto lugar, abaixo do terceiro lugar no ranking do estudo do ano passado. O relatório do FEM mediu a “prontidão de rede”, baseada em dúzias de critérios colocados junto a dados concretos e pesquisas; os critérios incluíam a disponibilidade de capital de risco, a adoção de banda larga, proteção da propriedade intelectual, científica e educação matemática. E enquanto os EUA receberam elevadas honrarias em algumas áreas é o primeiro, por exemplo, em colaboração de pesquisa entre empresas e universidades e terceiro em número de patentes per capita –, foram classificados em 48º em ciências e educação matemática, 53º em peso de regulamentação governamental e 23º em banda larga da Internet. Dinamarca, Suíça e Cingapura, os outros três países que superaram os EUA, tiveram rankings mais altos em educação e falta de regulação governamental do que a América.

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Rio Tinto e Vale querem novas regras de negociação

Os gigantes mundiais de mineração Rio Tinto e Vale estão jogando seu peso no apelo por uma maior flexibilidade de preços do minério de ferro. Sam Walsh, chefe do negócio de minério de ferro da Rio em Londres, foi citado pela Bloomberg News como dizendo que a empresa pode estabelecer os preços do insumo siderúrgico numa base trimestral. No entanto, a BHP Billiton e a Vale estão suscetíveis de chegar a um consenso, disse. A Vale do Brasil, maior fornecedora mundial de minério de ferro, está buscando contratos de vendas mais curtos que possam impulsionar os preços em 90% para o trimestre que se inicia em abril, disse o Credit Suisse Group nesta terça-feira. Os produtores na Austrália vão fazer US$ 20 bilhões a mais em relação ao ano passado, com a venda em espécie de produtos, ao invés de contratos anuais, disse a Goldman Sachs JBWere Pty em 1 de março. “Nossos contratos exigem que estabeleçamos o preço a cada ano”, disse Walsh. “Se o preço é estabelecido em base anual ou trimestral, depende da negociação.”
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