Painel internacional

Política externa da Turquia preocupa Ocidente

As mulheres vestiam véus. Os homens usavam bandanas verdes com a escrita árabe do Hamas. Eles se reuniram aos milhares em uma ensolarada praça de trabalhadores em Istambul, gritando: “Amaldiçoado Israel!” A manifestação de sábado parecia incompatível com a imagem que a Turquia há muito tem no Ocidente, como um amigo secular de Israel e dos Estados Unidos. Mas nos últimos dias, a raiva do público se incendiou em relação à mais sangrenta apreensão de Israel a um navio turco que se dirigia à Faixa de Gaza, que está sob bloqueio israelense. O incidente ocorreu quando a Turquia tem reforçado os laços com os governos muçulmanos da região – se tornando cada vez mais verbalmente pró-palestinos e tentando bloquear novas sanções das Nações Unidas sobre o Irã. Isso gerou preocupadas especulações domésticas e no exterior: a Turquia está se afastando do Ocidente? O governo de orientação islâmica da Turquia diz que não. E alguns analistas dizem que a questão é demasiado simplista. Com uma economia em crescimento e líderes auto-confiantes, este membro da OTAN está emergindo como uma potência regional com uma política externa mais independente, dizem. “Eles querem ser o menino forte do quarteirão”, disse Henri Barkey, um especialista em Turquia do Carnegie Endowment for International Peace, em Washington. “Eles têm essencialmente um senso muito inflado de sua própria importância.”
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Cameron fala em “decisões difíceis” sobre salários e pensões
Governo da Hungria esclarece comentários sobre crise
Novo primeiro-ministro japonês começa a formar equipe
Rússia e Grécia apóiam projeto de gasoduto

Cameron fala em “decisões difíceis” sobre salários e pensões

O primeiro-ministro David Cameron alertou para “decisões difíceis” em relação a salários e benefícios, enquanto expõe o caso de “dolorosos” cortes no futuro. Em discurso, disse que lidar com o déficit será “inevitavelmente difícil” e afetará “todo o nosso modo de vida”. Ele disse que não reduzirá o déficit “de forma que prejudique aqueles que mais necessitam de ajuda”, ou “que divida o país”. Mas o secretário-geral da Unison – o maior sindicado de servidores públicos da Grã-Bretanha -, Dave Prentis, descreveu o discurso como um “ataque arrepiante ao setor público”. Cameron começou seu discurso dizendo que os problemas eram “piores do que pensávamos” e acusou o último governo trabalhista pela “crise da dívida”. Se nenhuma ação for tomada, ele disse que o Reino Unido poderá pagar “assombrosos” 70 bilhões de libras por ano em juros de dívida até 2015.
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Governo da Hungria esclarece comentários sobre crise

O governo da Hungria se mexeu para minimizar os efeitos dos comentários das autoridades de que o país enfrentou uma crise ao estilo grego. “As observações feitas sobre este assunto foram exageradas”, disse Mihaly Varga, porta-voz do primeiro-ministro. A moeda húngara caiu 6% contra o euro depois que os funcionários do governo compararam a situação fiscal do país com a Grécia na semana passada. O florim, desde então, estabilizou em cerca de 288 para o euro. Varga acrescentou que a meta de déficit orçamentário para 2010, de 3,8% do PIB, definida pelo Fundo Monetário Internacional, ainda é “alcançável”. Isso apesar de o governo estimar na semana passada que o déficit poderia atingir mais de 7%. Os comentários conflitantes vieram quando o novo governo húngaro se prepara para negociar com o FMI e a UE a extensão de um pacote de resgate de 25 bilhões de euros (US$ 17 bilhões) que o país recebeu em outubro de 2008. O novo governo ganhou a eleição de abril com uma plataforma que incluía cortes fiscais. No entanto, a realização destas reduções de impostos, enquanto também adere à meta de déficit do FMI, parece ser uma tarefa complicada.
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Novo primeiro-ministro japonês começa a formar equipe

O primeiro-ministro eleito do Japão, Naoto Kan, nomeou Yukio Edano como seu funcionário número 2, distanciando-se ainda mais dos políticos cujos escândalos de financiamento ajudaram a derrubar o governo anterior. Kan nomeou hoje Edano, 46, como o secretário-geral do Partido Democrático da Japão, em substituição a Ichiro Ozawa. Arquiteto da eleição vitoriosa de agosto do PDJ, Ozawa se demitiu na semana passada juntamente com o ex-premiê Yukio Hatoyama e assumiu a responsabilidade pelas disputas sobre as finanças da campanha e a realocação das tropas dos EUA frente das eleições do próximo mês para a Câmara Alta do parlamento. “Quero promover a transparência de gestão no seio do partido”, disse Edano, após o anúncio de Kan em Tóquio. Ozawa havia anteriormente recusado a se demitir, após três de seus assessores terem sido acusados de violar as leis de financiamento de campanha em fevereiro.
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Rússia e Grécia apóiam projeto de gasoduto

Rússia e Grécia assinaram um acordo para a construção do gasoduto South Stream, disse a estatal de gás da Rússia OAO Gazprom, na segunda-feira. A Gazprom da Rússia e a DESFA da Grécia assinaram o acordo para criar uma joint venture que será responsável pela construção e utilização do South Stream na Grécia. Os trabalhos da parceria conjunta “incluem engenharia, financiamento, construção e operação do gasoduto no território da Grécia”, disse a Gazprom. A estatal russa lidera o projeto do gasoduto South Stream, e foi concebido para transportar o gás natural russo da Ásia Central sob o Mar Negro, para os mercados europeus. O gasoduto é visto como um projeto rival ao europeu Nabucco, apoiado pela União Europeia. (Nota: a Rússia tem procurado alternativas para o fornecimento de gás à Europa que não passem pela Ucrânia, devido ao histórico de inadimplência desse país)
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