Painel internacional

EUA enviará tropas à fronteira mexicana

Centenas de soldados da Guarda Nacional começarão a chegar na fronteira Estados Unidos-México em 1 de agosto, parte do esforço da administração Obama para aumentar a segurança e conter o fluxo de armas, dinheiro e pessoas para os Estados Unidos, anunciou o governo na segunda-feira. Em maio, o presidente Barack Obama prometeu o envio de 1.200 soldados. Mais de 500 desses soldados irão ao Arizona, e o resto para o Novo México, Texas e Califórnia. O anúncio de uma data fechada vem com o debate sobre a imigração ilegal que se intensifica em todo o país. A Casa Branca está enfrentando pressão para rever a política federal de imigração depois que o Arizona aprovou uma lei exigindo que a polícia questione o status de imigração de qualquer pessoa que pararem por outros motivos, se suspeitarem que a pessoa está no país ilegalmente.

“Estas tropas vão prestar apoio direto aos agentes federais e aqueles que trabalham em áreas de alto risco para romper as organizações criminosas que procuram trazer pessoas e mercadorias de forma ilegal através da fronteira sudoeste”, disse Janet Napolitano, secretária do Departamento de Segurança Interna, em comunicado. Em uma coluna publicada na segunda-feira pelo jornal The Arizona Republic, Napolitano, uma ex-governadora do Arizona, disse que a tecnologia especial de segurança como binóculos de imagens térmicas e aviões de observação seriam usados para focalizar uma área em torno de Tucson, que tem sido amplamente utilizada por contrabandistas.

Além do esforço da Guarda Nacional, 300 agentes e oficiais da Proteção de Alfândega e Fronteiras dos Estados Unidos também se dirigirão à fronteira para ajudar nos esforços de segurança, disse Alan Bersin, comissário da Proteção de Alfândega e Fronteiras, em entrevista coletiva.
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O modesto impacto financeiro da reforma nos EUA
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Cameron quer acentuar comércio com EUA

Espanha, Irlanda e Grécia vendem dívida, quando a ‘pressão por financiamento’ se abranda

Espanha, Irlanda e Grécia venderam quase 10 bilhões de euros (US$ 13 bilhões) de dívida com a crescente demanda por títulos de curto prazo, e o otimismo de que os programas de ajuda da União Europeia (UE) conterão a crise fiscal da região. Hungria levantou menos do que o previsto na sua venda de títulos em três meses, provocando a queda do florim húngaro. A Grécia, que levou um pacote de resgate da União Europeia (UE) em maio para evitar a moratória, leiloou títulos de 13 semanas, com os investidores fazendo 3,85 vezes mais lances que a quantidade em oferta, em comparação com uma taxa de ofertas de 3,64 vezes em uma venda de títulos de 26 semanas, há uma semana. Espanha e Irlanda também venderam dívida.

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“A pressão global por financiamentos está perdendo força”, disse David Schnautz, estrategista de renda fixa do Commerzbank em Londres. “Esperamos que os mercados periféricos desfrutem de um potencial maior de desempenho, mesmo contra os centrais. Obviamente, ainda temos o risco do aparecimento de eventos, com os ‘testes de estresse’ dos bancos”.

A preocupação é que países da Europa com grande déficit não seriam capazes de satisfazer as suas necessidades de financiamento empurrando os prêmios de retorno para recordes na era do euro e levou a UE a conceber um resgate de 110 bilhões de euros para a Grécia e ampliar em 750 bilhões de euros o limite para a região. A crise da dívida  levou os governos da Europa a imporem medidas adicionais de austeridade para convencer os investidores de que estavam sendo sérios em domar seus déficits.
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O modesto impacto financeiro da reforma nos EUA

O Congresso dos EUA aprovou a versão final da legislação de reforma financeira em 15 de julho, e o presidente Barack Obama vai assinar o projeto de lei nos próximos dias. O efeito da legislação sobre a indústria será modesto – e poderá ser ainda mais enfraquecido, dependendo de quem o presidente escolher para liderar a nova entidade reguladora, e como os formuladores existentes vão implementar e promulgar as novas regras nos próximos anos.

O Ato de Restauração da Estabilidade Financeira Americana prevê um projeto inacabado definindo o âmbito da reforma financeira. O texto da legislação deixa indefinições significativas, detalhes substantivos do regime de nova regulamentação. Em algumas estimativas, pelo menos 75% do conteúdo da legislação continua instável. Entre elas:

Gabinete de Proteção Financeira do Consumidor (CFPB, na sigla em inglês). O novo departamento é uma versão significativamente reduzida da proposta inicial de Obama. Embora esta estrutura deva, em teoria, tornar mais fácil conceber e implementar disposições favorável ao consumidor, as diferentes estruturas de compensação vão inibir a sua eficácia. Outros organismos reguladores têm o poder de recorrer das decisões do CFPB que acreditam colocar em risco a solidez e estabilidade do sistema financeiro.

1. Regra de Volcker. A regulamentação final incorpora uma versão fraca da “Regra de Volcker”, que teria impedido os bancos que aceitaram depósitos federais garantidos de se envolverem em negociações por conta própria. Tal como aprovado, a legislação limita a autonomia da atividade comercial dos bancos, sujeita-os a exceções importantes e restringe sua participação em “investimentos alternativos” – fundos de private equity e fundos de hedge – a 3% do seu capital Tier 1. O pleno impacto dessa disposição vai ser difícil de avaliar até que a regra de tomada de decisão seja concluída, e os bancos procurem excluir determinados tipos de negociação dos requisitos.

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2. Regulação de derivativos. A disposição que exige os bancos dividirem suas atividades de negociação de derivativos em uma filial capitalizada separadamente foi mantido, mas com exclusões significativas. Os bancos vão continuar operando com diversos tipos de instrumentos derivativos, inclusive cambiais, swaps de taxa de juros, e credit default swaps com grau de investimento. Os derivativos sobre ações, swaps de commodities e derivativos sem grau de investimento devem ser comercializados através de uma filial separada.

Perspectiva. Como escrito, o novo quadro de regulamentação financeira faz relativamente pouco para reduzir o risco sistêmico ou reduzir os lucros da indústria. Além disso, os procedimentos de criação de regras de agência que agora devem ser realizadas darão amplas oportunidades aos bancos de pressionar por um amplo enfraquecimento do quadro legal.
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Autoridade demissionária chama liderança de Ban na ONU de ‘deplorável’

A chefe demissionária do escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregada de combater a corrupção nas Nações Unidas emitiu uma pungente repreensão ao Secretário-Geral Ban Ki-moon, acusando-o de minar seus esforços e levar a instituição global a uma era de declínio, de acordo com um relatório confidencial de final de mandato. O memorando de Inga-Britt Ahlenius, uma auditora sueca, que deixou na sexta-feira a função de subsecretária geral do Escritório de Serviços de Supervisão Interna, representa um extraordinário ataque pessoal a Ban por uma alta funcionária da ONU. A nota assinala também um desafio para a imagem cuidadosamente cultivada de Ban como campeão da responsabilidade.

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Pouco depois de assumir o cargo em 2007, Ban comprometeu-se a restaurar a reputação das Nações Unidas, manchada por revelações de corrupção no programa da agência de petróleo por alimentos do Iraque. Mas Ahlenius diz que, ao invés de advogar pela prestação de contas, Ban, juntamente com seus principais conselheiros, procurou sistematicamente minar a independência do seu escritório, tentando inicialmente criar uma unidade concorrente de investigação sob seu controle e, em seguida, frustrar seus esforços para contratar o próprio pessoal. “Suas ações não são apenas deploráveis, mas seriamente condenáveis… Sua ação é sem precedentes e na minha opinião seriamente embaraçosa para si mesmo”, escreveu Ahlenius no memorando de 50 páginas para Ban, cuja cópia foi obtida pelo The Washington Post. “Lamento dizer que o secretariado já está em processo de decadência.”

Os principais assessores de Ban disseram que o memorando Ahlenius se constituía de um profundo desequilíbrio no balanço de suas diferenças, e que suas críticas às mordomias de Ban nas Nações Unidas eram manifestamente injustas.
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Cameron quer acentuar comércio com EUA

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, procurará, durante sua primeira visita oficial aos Estados Unidos, desempenhar o papel de um pragmático mais ansioso em bater na tecla do comércio do que endossar tributos ao “relacionamento especial” entre as nações, que tende a dominar essas viagens. Após o desembarque na terça-feira, Cameron se reunirá com o presidente Barack Obama, o vice-presidente Joe Biden e outros altos funcionários dos EUA em Washington antes de voar a Nova York, para cumprir agenda com o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg .

A maioria das reuniões será dedicada à construção de relações, com ênfase em questões como a guerra no Afeganistão e comércio entre os dois países. Durante toda a viagem, Cameron dará destaque a esta última questão. A nova coalizão do governo britânico, que ele lidera, tem colocado um grande foco em empurrar o comércio como elemento-chave das Relações Exteriores.
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