Painel internacional

O vôo de galinha da Fannie-Freddie

Colin Barr
A administração Obama receberá o primeiro golpe desta vexatória questão na terça-feira. A Conferência sobre o Futuro do Financiamento Imobiliário, do Departamento do Tesouro, reunirá banqueiros, investidores, especialistas em habitação e políticos em busca de uma solução para os investidores de hipotecas patrocinadas pelo governo, que consumiram cerca de US$ 150 bilhões de ajuda dos contribuintes desde a sua intervenção em setembro de 2008. A Fannie Mae e a Freddie Mac não fazem empréstimos, mas garantem empréstimos hipotecários feitos pelos outros e compram alguns empréstimos para suas próprias carteiras. Eles estendem o crédito para os compradores, tornando o financiamento disponível para os emprestadores, e mantém a liquidez dos mercados hipotecários fazendo compras de hipoteca.

Ao estender o crédito com garantia implícita do governo, as empresas criam riscos enormes para os contribuintes, como já vimos. Mas fazer mudanças agora, num momento em que a economia parece à beira de outra crise prejudicial, é correr o risco de puxar o tapete de uma recuperação já instável. Então, o que fazer? A Fannie e o Freddie “estão profundamente quebrados”, diz Raj Date, do Cambridge Winter Center. “Mas ninguém quer interromper a única coisa que está funcionando agora no mercado de hipotecas”.

E, como de costume, há pouco consenso sobre a forma como a cura deve ser ministrada. O secretário do Tesouro, Tim Geithner, disse acreditar que há um “caso econômico forte e de política pública” ao manter a garantia do governo sobre os empréstimos hipotecários sob as circunstâncias corretas. Bill Gross, do fundo Pimco, disse que não compraria dívida corporativa sem ela. Mas os republicanos da Câmara insistem que as empresas simplesmente devem ser privatizadas, mas que é irrealista. E seja qual for o destino, ninguém parece saber como chegar lá.
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Não é piada pronta: Brasil proíbe sátira eleitoral
Osborne: responsabilidade fiscal é ‘fundamentalmente progressista’
Índia, China, Alemanha e Coreia lutam pelos empregos do futuro
Crise econômica reduz gastos com assistência médica

Nao e Não é piada pronta: Brasil proíbe sátira eleitoral

Não faça piada com isso. A eleição presidencial no Brasil é uma coisa séria desprovida de esquetes irônicas a la Jon Stewart, encabeçando a hilária lista das 10 mais do programa “Saturday Night Live”, que satiriza os políticos de esquerda e direita que caracterizam a arena dos EUA. O motivo? As emissoras brasileiras de TV e rádio estão legalmente proibidas (desde 11 de agosto) de satirizar candidatos antes das eleições de três de outubro.

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Com a primeira onda de propaganda política indo ao ar a partir de terça-feira, comediantes e humoristas do Brasil planejam lutar por seu direito de ridicularizar com protestos no Rio de Janeiro e outras cidades. Eles chamam a lei política anti-piada – que proíbe ridicularizar candidatos nos três meses anteriores às eleições – de relíquia draconiana da ditadura brasileira, que ameaça a liberdade de expressão e é uma chaga no prestígio da maior nação da América Latina.

“Você conhece alguma outra democracia do mundo com regras como esta?”, disse Marcelo Tas, o cáustico apresentador de um programa semanal de comédia na TV que se deleita em alfinetar políticos e celebridades. “Se você quiser encontrar uma grande piada, teria que olhar para o Monty Python.” Os defensores das restrições dizem que (a lei) protege os candidatos de estarem sendo retratados de forma injusta, ajudam a garantir a igualdade de condições e incentivam a sinceridade por parte dos candidatos. A lei virou um assunto quente para os usuários brasileiros do Twitter e foco das colunas de jornal e revistas, bem como objeto de debate em seminários públicos.
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Osborne: responsabilidade fiscal é ‘fundamentalmente progressista’

O ministro das finanças do Reino Unido definiu como “difíceis” os cortes de gastos do governo, na sequência da revisão das despesas, e que elas serão necessárias e “fundamentalmente progressista”. Falando ao repórter Evan Davis, George Osborne disse que a defesa do Sistema Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) e o orçamento internacional de desenvolvimento são decisões progressistas, apesar das repercussões em outros departamentos. E a criação de um sistema mais simples de bem-estar social seria também um movimento progressista, disse, minimizando a falha percebida com o secretário de Trabalho e Previdência, Iain Duncan Smith, sobre os altos custos da aplicação de tal reforma.

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“Não é uma questão de custo de reforma, mas sobre reformas condizentes com uma sociedade mais justa, fundamentalmente, onde as pessoas são retiradas de uma vida de benefícios”, disse. “Isso é maciçamente mais barato para o nosso país se pudermos fazê-lo”. Mas a política progressista, disse, também se estendeu ao corte do déficit orçamentário. “Não viver além de seus meios é fundamentalmente progressista e justo”, disse. “Eu quero, essencialmente, que uma criança nascida no final deste governo, tenha melhores chances de vida do que uma nascida no início deste governo”, afirmou. “Também quero me certificar que esse bebê não seja onerado com dívidas que esta geração não está preparada para pagar”.
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Índia, China, Alemanha e Coreia lutam pelos empregos do futuro

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O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que a América não vai se contentar com o segundo lugar na comunidade internacional quando outros países como Índia, China, Alemanha e Coreia do Sul estão competindo e lutando pelos empregos do futuro. “Outros países lá fora estão competindo; eles estão disputando os empregos do futuro. Índia, China, Alemanha e Coreia do Sul. Deixe-me dizer que os Estados Unidos da América não brigam pelo segundo lugar. Jogamos para ser os primeiros”, disse Obama, abordando simultaneamente uma campanha eleitoral em Milwaukee. Ele disse que os EUA vão reconstruir sua economia melhor e mais forte do que antes.

“No centro dessa estratégia estão três poderosas palavras: ‘Feito na América’. Vamos fazer as coisas direito aqui nos Estados Unidos da América e vendê-las por todo o mundo”, disse. O presidente pediu ao povo para escolher entre políticas que incentivam a criação de emprego nos EUA e as que as encorajam em algum outro lugar a mais nesta eleição. “Então, em vez de dar incentivos fiscais às empresas que enviam empregos para o exterior, queremos cortar impostos para os donos de pequenas empresas que criam empregos bem aqui nos Estados Unidos da América”, disse Obama.

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O presidente disse que seu governo quer iniciar uma indústria nativa de energia limpa. “Não quero ver novos painéis solares, turbinas eólicas e carros elétricos fabricados em outro lugar. Quero vê-los marcados com o ‘Feito na América’, dos trabalhadores norte-americanos”, disse em meio a uma rodada de aplausos.
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Crise econômica reduz gastos com assistência médica

A crise econômica nos Estados Unidos reduziu o uso de cuidados médicos de rotina, e os cortes aqui são muito mais profundos do que em países com sistemas universais de cuidados com a saúde, dizem pesquisadores em um novo relatório. O estudo, publicado pelo Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, considera que “os norte-americanos, que enfrentam despesas de saúde acima do orçamento, reduziram a sua rotina de assistência médica” muito mais do que a população da Grã-Bretanha, Canadá, França e Alemanha.

Indivíduos e famílias nos cinco países perderam renda por causa do desemprego e perda de riqueza, em função dos declínios acentuados nos preços das ações. “Encontramos fortes indícios de que a crise econômica – manifestada em perda de trabalho e riqueza – levou à redução na utilização dos cuidados médicos de rotina”, disseram os pesquisadores. “A redução no atendimento foi muito maior nos Estados Unidos do que em outros lugares”, disseram , em parte porque os cerca de 15% dos norte-americanos não têm seguro, enquanto os outros países têm uma cobertura quase universal.
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