Painel internacional

Cortes de impostos que fazem a diferença

David Leonhardt
É hora de começar a falar de corte de impostos nos Estados Unidos. A economia está lutando bravamente. Cerca de 15 milhões de pessoas permanecem desempregadas. O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) tem sido lento em agir e ainda não fez muito. O Senado está sendo incapaz de encontrar os 60 votos necessários para aprovar qualquer coisa, com exceção de projetos menores.

A melhor esperança para um plano econômico de curto prazo capaz de ganhar apoio bipartidário é um corte de impostos – e não a extensão permanente das reduções fiscais de George W. Bush, que vem recentemente dominando os debates. Tal extensão é improvável de conquistar muitos votos democratas. Os republicanos, por sua vez, não são suscetíveis ao apoio por mais gastos, como o projeto de infra-estrutura nacional que o presidente Obama mencionou.

Um corte de impostos bem planejado poderia ser diferente. Redução de taxas tem centralizado o programa econômico republicano há 30 anos, e o projeto de estímulo do ano passado mostrou que Obama estava aberto a cortes de impostos. A questão é, então, que tipo de corte pode colocar as pessoas de volta ao trabalho rapidamente. Mas o corte fiscal mais eficaz para colocar prontamente as pessoas de volta ao trabalho é aquele que as empresas e famílias sejam beneficiados apenas se gastarem.

No ano passado, o programa Dinheiro por Sucata (compra de carros novos dando os usados como parte do pagamento) foi um exemplo. Desse modo, foi um crédito fiscal bipartidário recente para as empresas, que contrataram trabalhadores desempregados há meses. Talvez o maior exemplo seja a redução temporária de impostos na folha de pagamento das empresas, que reduz o custo de contratação de pessoas.
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EspanhEspanha negocia investimentos da China em dívida pública

A Espanha espera que a China aumente seus investimentos em dívida pública espanhola, disse o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero durante visita à Pequim, destacando a importância da China como uma fonte de capital global. Zapatero fez os comentários em uma entrevista coletiva com a mídia chinesa na terça-feira, durante uma breve parada em Pequim, depois de visitar a Expo Mundial de Shanghai.

“Nós definitivamente esperamos que a China continue a aumentar sua participação em títulos do governo espanhol”, disse, de acordo com uma gravação da entrevista. “A China tem de fato aumentado sua participação em títulos espanhóis. Este fato injetou confiança ao mercado. Penso que é uma decisão sábia.” Zapatero não deu mais detalhes. Um porta-voz da embaixada espanhola em Pequim disse que a China comprou 400 milhões de euros em títulos do governo espanhol em julho.

Zapatero realizou uma reunião mais tarde na terça-feira com o premiê chinês Wen Jiabao, depois que a mídia estatal chinesa dizer que Wen espera que os dois países possam trabalhar em conjunto para promover o crescimento do comércio e dos investimentos. Não houve nenhuma indicação de que a China se comprometeu a aumentar seu investimento na dívida espanhola.
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Um desanimado retorno para os ciganos deportados

Merisor de la Barbulesti está em casa novamente, e de mau humor. Ele tem 42 anos, 15 netos e sua única fonte de renda é um surrado acordeão. As crianças brincam ao seu redor quando ele toca seu instrumento na sala, à noite. Ele se senta no pátio defronte à sua casa vermelho-vivo e dedilha uma passagem das “Quatro Estações” de Vivaldi. Merisor não sabe ler música. Ele simplesmente toca de ouvido, uma habilidade que seu pai lhe ensinou.

O sanfoneiro é um membro da casta Ursari do povo cigano, ou roma. Seus antepassados iam de aldeia em aldeia com seus ursos dançantes. Seu acordeão alemão Hohner modelo “Verdi” foi feito antes da guerra. Ele tem sido tão tocado que algumas das teclas são usadas abaixo da madeira nua. Por seis semanas, Merisor tentou ganhar a vida na França, mas então o presidente francês, Nicolas Sarkozy, subitamente decidiu se livrar dos roma.

Cerca de 15 mil romas vivem na França, a maioria deles vindos da Europa Oriental. Centenas são muitas vezes vistos acampados nos arredores das aldeias e cidades, e a maioria sobrevive das colheitas. Após confrontos entre ciganos e polícia em Grenoble e Saint-Aignan, Sarkozy decidiu que era hora de deportá-los. A decisão, embora muito criticada – inclusive pelo papa -, não é daquelas em que ele provavelmente vá se arrepender. Pesquisas de opinião mostram que a grande maioria da população francesa é favorável ao envio dos “viajantes” de volta para casa. As autoridades também mostraram a porta a Merisor, apesar de, como romeno, ele ser um cidadão da União Europeia que não poderia simplesmente ser deportado como um requerente de asilo cujo pedido foi negado.
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Lições do passado para os mineiros chilenos

David A. Fahrenthold e Marc Kaufman
As lições que poderiam ajudar a manter os 33 mineiros chilenos presos abaixo do solo sãos e salvos por meses, foram aprendidas em tempos de desespero, e em lugares isolados: navios presos em geleiras, campos de prisioneiros de guerra e panes em cápsulas voando pelo espaço. Elas incluem: não façam promessas irreais. Monitore-os dia e noite – mesmo se não puder ver a luz do dia. Incentive as amizades – mas cuidado com as panelinhas. Permita que todos tenham privacidade – mas não deixe ninguém se isolar.

E lembre-se das chaves para a sobrevivência no que os psicólogos chamam de “ambientes extremos”. Diversão. Estrutura. Esperança. “Não sou uma pessoa de mau-agouro. Estou muito otimista que este grupo será capaz de permanecer estável por um longo tempo”, disse o coronel Thomas A. Kolditz , que dirige o departamento de ciências comportamentais e de liderança na Academia Militar dos EUA.

Mas Kolditz disse que o potencial de conflito e violência está sempre lá. “Já esteve em um aeroporto onde os aviões atrasaram e as companhias aéreas não davam informação alguma? Se você levar isso em conta e ampliar muitas vezes, é um exemplo do que pode acontecer”, disse. Na terça-feira a NASA (agência espacial norte-americana), que foi chamada para dar consultoria por causa de sua experiência na preparação de astronautas para o isolamento, disse que estava trabalhando com as autoridades chilenas sobre um plano que, entre outras medidas, alistaria celebridades para ajudar a iluminar os espíritos dos mineiros.
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China nega fuga de presidente do banco central após perdas

A China negou nesta terça-feira rumores de que o presidente do banco central do país, Zhou Xiaochuan, tenha fugido depois que o banco registrou perdas enormes com títulos, disse um relatório. Vários sites chineses informaram hoje que o Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) sofreu uma perda de US$ 430 bilhões em títulos hipotecários das gigantes norte-americanas Fannie Mae e Freddie Mac, e que Pequim poderia punir algumas pessoas, incluindo Zhou.

Os sites citaram o Diário Ming Pao como fonte, mas o jornal de Hong Kong negou qualquer publicação. As notícias alimentaram os rumores entre os internautas chineses que Zhou havia deixado o país. O banco central teve o cuidado de provar Zhou estava trabalhando, emitindo duas declarações na segunda-feira com fotos da reunião do presidente do PBOC com uma autoridade japonesa e um ex-funcionário italiano do banco central de seu respectivo país.
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