Prejuízo com reservas internacionais

Tesouro autoriza emissão de R$ 49 bi em títulos para cobrir prejuízo com reservas internacionais

09/02/2012 – 13h46/

Kelly Oliveira e Daniel Lima/Repórteres da Agência Brasil

Brasília – O Tesouro Nacional autorizou a emissão de R$ 49,155 bilhões em títulos (notas do Tesouro Nacional, Série B) para cobrir o resultado negativo que o Banco Central registrou no primeiro semestre de 2011 com a administração das reservas internacionais. A portaria que autoriza a emissão foi publicada hoje (9) no Diário Oficial da UniãoEsse tipo de título é corrigido pela inflação.

A taxa de juros será 6% ao ano, com atualização pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O pagamento de juros ocorrerá semestralmente.

O acúmulo de reservas internacionais é alvo de críticas de economistas devido ao custo de formação das reservas, com rentabilidade menor do que o valor que o país paga para manter os recursos. Mas, para o governo, as reservas funcionam como uma proteção em momentos de crise e é um indicador para investidores de que a economia é estável. Na crise de 2008, parte das reservas foi usada para ajudar, por meio de empréstimos, empresas com dificuldades de acesso ao crédito no exterior.

prejuízo com a administração das reservas é sempre coberto pelo Tesouro Nacional. O valor do repasse ao BC é aprovado no Orçamento anual.

Edição: Juliana Andrade

BANCO CENTRAL registra lucro de R$ 12,2 bilhões no primeiro semestre …

25/08/2011 – 18h00;/

Wellton Máximo/Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Banco Central (BC) apresentou lucro de R$ 12,2 bilhões no primeiro semestre de 2011, o melhor resultado para o período desde 2003. Nos seis primeiros meses de 2010, o resultado foi um lucro de R$ 10,8 bilhões. O valor apurado desconsidera o custo de manutenção das reservas internacionais. Se esse fosse levado em conta o custo de R$ 44,5 bilhões para administrar as reservas internacionais, o BC teria tido prejuízo de R$ 32,3 bilhões.

Em 2009, o BC mudou a contabilidade e excluiu os custos das reservas internacionais do resultado da instituição. Na época, o banco alegou que, como a dívida pública externa – usada para compensar as reservas no balanço da instituição – passou para o Tesouro Nacional, não faria sentido manter os custos das reservas na sua contabilidade.

Por causa da queda do dólar nos últimos anos, as reservas internacionais (ativos em moeda estrangeira no exterior) perdem valor se convertida em reais. Essa desvalorização se traduziria em custo para a instituição financeira na hora de fechar o balanço se a contabilidade das reservas não fosse separada. Além disso, o BC perde dinheiro ao deixar de aplicar na Selic para manter os ativos no exterior.

De acordo com o diretor de Administração do BC, Altamir Lopes, a alta dos juros ao longo de 2011 ajudou a impulsionar o lucro de R$ 12,2 bilhões em operações em moeda nacional. No primeiro semestre, o BC vendeu R$ 29,5 bilhões em títulos a mais do que comprou para fazer política monetária. Apesar disso, o valor dos títulos públicos na carteira do banco aumentou R$ 19,4 bilhões por causa do reconhecimento de juros.

O balanço da autoridade monetária no primeiro semestre foi aprovado hoje (25) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O lucro de R$ 12,2 bilhões será transferido ao Tesouro Nacional em até dez dias úteis. O prejuízo com a administração das reservas internacionais será coberto pelo Tesouro em 2012. Segundo Lopes, o valor do repasse do Tesouro ao Banco Central precisa ser aprovado no Orçamento do próximo ano.

Edição: Lana Cristina

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