Senado aprova Goldfajn para presidir Banco Central

Nome deve passar pelo plenário do Senado, com prioridade de votação

Jornal GGN – O economista Ilan Goldfajn teve seu nome aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, e irá assumir a presidência do Banco Central. A mensagem com a aprovação deve ser encaminhada ao plenário ainda hoje. Indicado pelo ministro interino da Fazenda, Henrique Meirelles, o ex-economista chefe do Itaú Unibanco era tido pelo mercado como um dos melhores nomes para assumir a posição no lugar de Alexandre Tombini.

Chegou-se a discutir o conflito de interesses existente em sua nomeação (além de economista-chefe, Goldfajn tinha parte na sociedade do Itaú Unibanco), mas o BC anunciou mais cedo que ele já se desfez da participação acionária e do vínculo com o banco para poder retornar ao governo.

Da Agência Brasil

Comissão do Senado aprova Goldfajn para o Banco Central

Por Daniel Lima

O economista Ilan Goldfajn, indicado para presidir o Banco Central, teve hoje (7) o nome aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal (CAE) por 19 votos a favor e 8 contra. A sabatina com começou às 10h20 e terminou às 14h35.

A senadora Gleisi Hoffmann, que preside a comissão, acatou questão de ordem do senador Telmário Mota, do PDT de Roraima, e decidiu abrir a votação antes da sessão acabar.

A mensagem com a aprovação do nome de Ilan Goldfajn pela CAE deverá ser enviado ainda hoje para apreciação no plenário do Senado, com preferência de votação.

Durante a sabatina, Goldfajn garantiu rigor no combate à inflação e empenho para atingir o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Segundo ele, essa é uma das condições para devolver a confiança e o crescimento ao país. “[Meu objetivo] será cumprir plenamente o centro da meta”, disse. Ele também defendeu um teto para as despesas públicas, proposta anunciada pelo presidente interino Michel Temer e que ainda está sendo elaborada para ser enviada ao Congresso Nacional.

Política fiscal

Destacou que a política monetária, conduzida pelo Banco Central, é complementar à política fiscal. Sinalizou o comprometimento do governo com a estabilidade fiscal para permitir a volta da confiança.

Ao fim da sabatina, Ilan reafirmou que pretende atingir a meta de inflação, hoje em 4,5%, em um horizonte não distante. O economista indicado para a presidência do Banco Central destacou também que a estratégia para fazer a dívida se estabilizar tem a ver com vários componentes. Um deles é “enfatizar” as despesas, que têm subido nos últimos anos. Deve-se considerar ainda, segundo ele, as receitas, as taxas de juros e o estoque da dívida, entre outras.

Ilan disse que é importante trabalhar também a imagem do Brasil “devagar e sempre” para recuperar a confiança dos investidores, incluindo as agências de classificação de risco. Ele declarou também que é importante aprimorar os modelos para a economia, que são sempre possíveis de melhorar.

“ A marca que gostaria de deixar, ao administrar o Banco Central, além de inflação na meta e o sistema financeiro estável, é a comunicação, credibilidade e confiança”, afirmou.

4 Comentários

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MP

- 2016-06-08 03:32:38

de Onde veio e Onde mora?

Não interessa ao povo saber qual a nacionalidade deste cidadão? Não interessa ao povo saber onde é a residência desse cidadão que de brasileiro só tem os juros?

Pois o BC do Brasil será dirigido por um cidadão Israelense, com residência em Israel. Ou seja, o cara não é brasileiro, reside no país de origem (Israel) era sócio do Itaú e vai dirigir o Banco Central, e era o nome preferido do mercado; Leia-se mercado internacional. Junte A+B e o que temos?

Andre Araujo

- 2016-06-08 02:35:46

NENHUMA MENÇÃO AO DESEMPREGO

NENHUMA MENÇÃO AO DESEMPREGO - A mensagem do Sr.Goldfajn tem dois objetivos: perseguir a META DE INFLAÇÃO e

manter o sistema financeiro estavel, duas metas mediocres, como se a totalidade de um grande Pais só tem 2 problemas.

MTA DE INFLAÇÃO - A que custo? Todos são a favor de coisas boa mas é preciso discutir o preço. ELEVANDO O DESEMPREGO a 40% é possivel trazer a inflação para o centro da meta, é bom?  È otimo no Cemiterio da Consolação a meia noite, onde só tem mortos.

É uma ABERRAÇÃO discutir metas economicas sem preocupação com o custo delas, nada é de graça em economia.

Goldfajn simplesmente não tem qualquer preocupação com o emprego , ele vai na linha da "restaurança da confiança"

mas restaurar a confiança para quem? Ora, para os fundos estrangeiros, grande parte deles ESPECULATIVOS.

Então toda a politica monetaria visa somenta a isso? Meta de inflação e restaurar a confiança? E depois, vem

a bonança? Quem garante? Portugal teve moeda super estavel por 40 anos e afundou na miseria.

Outra preocupação de Goldfajn é o sistema financeiro estavel mas onde hoje está o risco de não ser estavel?

Metade dos depositos estão em bancos estatais, a outra metade está em quase todo em 5 bancos privados,

todo o sistema superlucrativo e com gigantescas reservas,  porque essa preocupação com a estabilidade?

O que deveria ser preocupação é PRODUÇÃO E EMPREGO e sobre isso Mr.Goldfajn não tem interesse.

 

Ugo

- 2016-06-07 22:53:52

eu posso

Estado zero, banco itauuuuu máximo.

marcos camargo

- 2016-06-07 21:32:32

Não disse a que veio.

Ele deve estar desconfiado que não vai durar muito.

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