Segundo dia de manifestações interditam Marginal e fecham metrô

Jornal GGN – O saldo do segundo dia de protestos do Movimento Passe Livre contra o aumento das tarifas (que foram reajustadas em 6,67%, de R$ 3 para R$ 3,20) do transporte público em São Paulo, foi de cinco mil manifestantes, bloqueio da Marginal Pinheiros, sentido Castelo Branco, fechamento da estação Faria Lima do metrô e bombas de gás lacrimogêneo.

Por causa da interdição da Marginal, foi registrado o terceiro pior índice de congestionamento na cidade este ano: 226 km de lentidão às 19h de acordo com dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). De acordo com manifestantes, novos protestos estão previstos para acontecer na próxima semana.

Trajetória

Os manifestantes se reuniram no Largo da Batata, em Pinheiros, e seguiram pela Avenida Faria Lima, bloqueando a via sentido Itaim-Bibi. Sempre acompanhados pela Polícia Militar, os protestantes seguiram pela Marginal Pinheiros. Ao passar pelo Shopping Eldorado, algumas pessoas picharam a passarela que dá acesso ao centro comercial, orelhões e paredes também foram alvos dos manifestantes.

Às 19h20, a Tropa de Choque da Polícia Militar começou a usar bombas de efeito moral para conter a manifestação, que já interditava as duas pistas da Marginal Pinheiros que só foi desbloqueada às 19h40.

Em depoimento ao jornal O Estado de SP, Vírgina Barros, de 27 anos, atual presidente de União Nacional dos Estudantes (UNE), acompanhou o protesto e disse que a UNE apoia a manifestação e que o transporte, que é um direito fundamental não deve estar sujeito às leis do mercado.

Na estação Faria Lima do metrô manifestantes jogaram pedras em 13 seguranças da concessionária ViaQuatro que administra a Linha 4 amarela, o que resultou em uma catraca de vidro quebrada. Os agentes, então, fecharam as entradas da estação. Durante o fechamento da Estação Faria Lima, no entanto, um grupo grande de manifestantes optou por seguir para a Avenida Paulista, onde bloqueou as faixas no sentido Paraíso por volta das 22 horas. O grupo fez um pequeno percurso pela avenida, da Consolação até a Augusta, se dispersando cerca de 30 minutos depois.

Primeiro dia de manifestações

Na quinta-feira (6), os manifestantes fecharam as avenidas Paulista, 23 de Maio, 9 de Julho e São Luís com duas mil pessoas, segundo a PM, e cinco mil, de acordo com a organização.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse, na sexta feira, que a manifestação ocorrida na noite anterior contra o aumento das tarifas de transporte coletivo – que culminou em algumas depredações na avenida Paulista e estações do Metrô – foi absurda. “É preciso deixar claro que não é aceitável o que foi feito, é um absurdo sob todos os pontos de vista. Uma atitude totalmente absurda e a polícia tem que agir, a polícia não pode se omitir”, afirmou o tucano após um evento no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi.

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