8 de março com um “misógeno, racista e homofóbico no poder”, diz Dilma

"O ciclo de empoderamento das mulheres foi interrompido pelo golpe de 2016 e está sendo destruído pelo atual governo, com sua agenda neoliberal e ultraconservadora", disse a ex-presidente

Foto: Agência Senado

Jornal GGN – “O ciclo de empoderamento das mulheres foi interrompido pelo golpe de 2016 e está sendo destruído pelo atual governo, com sua agenda neoliberal e ultraconservadora”, disse a ex-presidente Dilma Rousseff.

Em mensagem publicada pelas redes sociais, a ex-presidente afirmou que “o Brasil vive um período sombrio, obscuro e brutal, desde a minha destituição, por um golpe de Estado”.

“Alçou ao governo uma elite do atraso, com homens brancos e machistas, muitos deles corruptos. Teve prosseguimento com a prisão ilegal de Lula. Impendindo-o de ser eleito, o que permitiu a ascensão de Bolsonaro, um misógeno, racista e homofóbico ao poder”, disse.

Leia à declaração completa:

O Dia Internacional da Mulher de 2021 será lembrado para sempre como uma data em que a humanidade estava submetida a uma das maiores crises sanitárias de nossa história. Ficará evidenciado que o neoliberalismo não tem respostas às crises que não sejam o aumento das desigualdades sociais, de gênero e étnicas, produzindo fantástica injustiça.

No Brasil, este 8 de Março nos faz refletir sobre o que as mulheres estão perdendo, depois de tudo que conquistamos em 13 anos de governos progressistas. No período em que governamos, enfrentamos intocáveis exclusões de classe, de gênero e étnicas. Mas o ciclo de empoderamento das mulheres foi interrompido pelo golpe de 2016 e está sendo destruído pelo atual governo, com sua agenda neoliberal e ultraconservadora.

O Brasil vive um período sombrio, obscuro e brutal, desde a minha destituição, por um golpe de Estado. Alçou ao governo uma elite do atraso, com homens brancos e machistas, muitos deles corruptos. Teve prosseguimento com a prisão ilegal de Lula. Impendindo-o de ser eleito, o que permitiu a ascensão de Bolsonaro, um misógeno, racista e homofóbico ao poder.

A luta das mulheres é uma luta pela vida e, sendo assim, neste momento, é uma luta pela vacina, pela renda emergencial e pela destituição de Bolsonaro. Viva as mulheres brasileiras lutadoras, neste 8 de março.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora