As prioridades das metrópoles vs o analfabetismo urbanístico

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1 comentário

  1. Contrata-se professor de arquitetura e/ou engenharia cadeirante.

    Brasília foi projetada. Informação desnecessária para a quase totalidade dos brasileiros que moram na referida cidade, ou que tenham tido a oportunidade de conhecer seus “planos” urbanísticos.

    Algumas das características mais peculiares são as vastas áreas verdes e as amplas pistas para automóveis.

    Recentemente entramos no processo de adaptar os espaços públicos para a utilização de bicicletas. Excelente iniciativa, sem muito mérito nacional, uma vez que foram pensadas para uma tal copa do mundo que parece que aconteceu aqui no Brasil. Coisa para inglês ver.

    Pouco a pouco as vias de bicicletas vão tomando espaço (que não falta). Demoramos mesmo a aprender e a trabalhar, principalmente. Mas fazemos.

    O problema, é o analfabetismo urbanístico que faz com que ainda se projetem e, pior, construam, viadutos e retornos que inviabilizam por completo a utilização dos pés ou mesmo da bicicleta tão em moda.

    Existe ainda no mercado, uma aglomerado de grupos construtores (já bem familiarizados com as rotinas, obstáculos e burlagens nas licitações para obras públicas) que insistem em manter arquitetos desatualizados, fora dos padrões internacionais, com a incrível capacidade de esquecer que têm pernas e que em alguns momentos precisarão delas.

    Me refiro especificamente a um viaduto safado embargado anos e construído às pressas para a tal copa do mundo que impede o cruzamento por baixo, por cima, pelos lados, ou voando de qualquer veículo que não seja carro, moto, ou ônibus (este último vitimado de atentados constantes e pronto para cair em desuso).

    Não estamos falando de uma cidade de mais de 400 anos… estamos falando de uma cidade de apenas 50 anos que começa a sofrer de velhice precoce devido aos ideográficos criados por arquitetos e engenheiros que acham que Brasília é apenas um portfólio de arquitetura, onde qualquer amontoado de concreto de péssima qualidade é obra de arte.

    Precisamos de professores de arquitetura e engenharia que sejam cadeirantes, cegos ou tenham sua mobilidade reduzida por algum faotr. Talvez assim, se consiga ensinar nas Universidades brasileiras que a mobilidade é para todos e não para um grupo de cadeirantes montados em um motor, por pura opção.

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