´Cotas Raciais´ a mesma inspiração nazista, por J. Roberto Militão

´Cotas Raciais´ a mesma inspiração nazista

por J. Roberto Militão

Abaixo a resenha de um livro que vale a pena ser conhecido. Continuo sendo um ativista contra o racismo alertando contra o perigo das políticas públicas raciais, a mesquinharia que tem sido adotada no Brasil.

A maioria dos apoiadores do perverso sistema de políticas públicas de ´cotas raciais´ – segregação de direitos em bases raciais –  costumam citar os EUA como fonte incontroversa da legitimidade deste tipo de políticas públicas. 

Já citei em diversos artigos o quanto a Ford Foundacion investiu centenas de milhões de dólares para a formação de uma elite acadêmica e de centenas de ONGs no Brasil, todas com ativistas afro-brasileiros, incondicionais defensoras de ´cotas raciais´. 

Todos no meio acadêmico sabem que as Foundacion´s norte americanas são utilizadas para os projetos a inteligência imperalista para fins culturais e de pesquisas acadêmicas. No caso, segundo o prof. Livio Sansone, UFBA, já denuncia nos anos 1998/1999 com intuito de nos transformar também numa população racista e com forte sentimento de pertencimento racial, até então inexistente. 

E não deixo de relembrar o quanto o Sr. FORD foi um racista, eugenista e ativista do racismo, principal financiador da KuKluxKan no sul do EUA. 

Não por coincidência que o fundador da FORD, admitiu que o seu livro ´O Judeu Internacional – sua versão do fraudulento ´Protocolos dos Sábios do Sion´ – que mandou editar e publicar no jornal ´Dearborn Independent’, em 1920 – era também uma fraude.

Mesmo assim, Henri Ford, editou e publicou´O Judeu Internacional´ em centenas de milhares de cópias e distribuiçao gratuita.

Entregou o mesmo, pessoalmente a Adolf Hitler e o mesmo livro de Henri Ford para a publicação livre na Alemanha nazista, nos anos 1930.

Embora os EUA nunca tenham tido leis de segregação de ´cotas raciais´ para os afro-americanos, elas nasceram com a mesma gênese das leis de segregação racial vigente por mais de 100 anos nos EUA sob a doutrina: “equal, but separte.” ou seja, brancos e pretos desfrutariam dos mesmos direitos, por, separados. “Iguais, mas separados” admitia a Suprema Corte dos EUA.

Essa doutrina, sob influência do Eng. Henri Ford, influente amigo pessoal do líder Adolf Hitler, foi fonte para as leis de Nuremberg, a base legal do regime nazista.

Estados Unidos: modelo racial da Alemanha nazista

Hitler celebrava os EUA por seu evangelho de mobilidade social, sobre o qual desenhou a base de que o nazismo seria um projeto de igualdade para os arianos

https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Estados-Unidos-modelo-racial-da-Alemanha-nazista/6/39020

“O Modelo Norte-Americano de Htiler”  é um livro em que James Q. Whitman se dedica ao “fantasma de Louis B. Brodsky” (um Juiz americano que teceu críticas ao nazismo).

“Porém, o autor discrepa da afirmação de que o nazismo de meados dos Anos 30 foi um retrocesso à Idade Média.

Whitman mostra que as Leis de Nuremberg, em vez de constituir uma bárbara anomalia, se modelaram parcialmente a partir das leis raciais estadunidenses, que ainda estavam em vigor naquela mesma época. O regime nazista se considerava a vanguarda da legislação racial, e se inspirava na América do Norte.

“Os advogados nazistas contemplavam os Estados Unidos, não sem razão, como um líder mundial inovador na criação de leis raciais”, observa Whitman. Naquela década, o Sul norte-americano e a Alemanha nazista eram os regimes mais diretamente racistas do mundo, orgulhosos do modo em que haviam privado a negros e judeus, respectivamente, de seus direitos civis.”

 

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