Defensoria do Rio classifica como ‘grande erro’ prisão de 159 pessoas

Foto O Globo
 
Jornal GGN – A prisão de 159 pessoas em uma festa na Zona Oeste do Rio, no último dia 7, foi classificada como ‘grande erro’ pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. A Defensoria realizou coletiva ontem, domingo, em Campo Grande. Na coletiva, a presença do artista de circo Pablo Dias Bessa Martins, de 23 anos, um dos 139 detidos que não era alvo de investigação da polícia e o único solto até agora. A ação foi anunciada como uma operação contra a milícia que atua na área, e foi classificada pelo defensor-público geral do Estado do Rio de Janeiro, André Castro, como um ‘grande erro’.
 
Castro afirmou que o problema se manteve com a falta de uma escuta individualizada dos presos pela Justiça. ‘As audiências foram coletivas e a decisão é a mesma para todos os casos, o que revela desde o início um grave problema. Parece-nos que um grande erro que foi essa operação não se sabe como defazer. A noite que começou com um espetáculo musical se transformou em um espetáculo de injustiça que permanece até hoje. E o trabalho da Defensoria tem sido justamente demonstrar de cada uma dessas pessoas a sua história, a sua biografia, que elas não tem nenhum envolvimento com o crime e que não há nenhuma prova que possa mantê-las presas’, disse ele.

 
Segundo ele, a operação foi uma ‘captura coletiva’, algo que a Intervenção Federal no Rio permite, mas cujo anúncio tinha passado desapercebido. Ele aponta que houve o anúncio de mandados de busca e apreensão coletivos, ou seja, designa-se uma grande região e se diz ‘nesta favela nós poderemos entrar no domicílio das pessoas independentemente de um mandado específico, como a Constituição Federal determina’. ‘Passou desapercebido, mas também foi falado de ‘mandado de captura coletivo’, algo que não está na literatura jurídica’, disse ele, ‘nós desconhecemos tanto na literatura quanto na prática’, disse ele. ‘Mas acabou de fato se implementando uma captura coletiva, a captura de um show’, completou.
 
Depois da operação, o secretário de Segurança, general do Exército Richard Nunes, e o chefe da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, avaliaram positivamente a ação. No dia 20 foi a vez de Raul Jungmann, ministro extraordinário da Segurança Pública, dizer que todos os presos devem explicar o que faziam em uma ‘festa de bandido’. Essas declarações foram criticadas pela Defensoria.
 
Para o defensor, ter que provar inocência é ‘colocar a constituição federal de cabeça pra baixo’. ‘Na verdade, cabe às forças de segurança prender as pessoas em flagrante e provar que as pessoas cometeram crimes. Fazer o inverso, prender primeiro para que depois as pessoas provem que são inocentes, é a subversão das garantias da Constituição. E todas as provas que individualizam as pessoas até agora não foram consideradas’, disse ele.
 
Além disso, ele ressaltou que num primeiro momento a ação foi anunciada para todos como uma operação de inteligência que prendeu uma reunião de milicianos, ‘e tentam manter essa versão’. Mas, na reunião de custódia, esta versão não combinava com a realidade dos fatos. Mas na medida em que autoridades dão peso à versão original ‘isso dá todo um peso e dificulta agora o trabalho de soltar essas pessoas’.
 
Com informações do Extra
 

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12 comentários

    • disse tudo

      prisão coletiva é para dividir forças……………………………..

      quem pensa que pode se salvar do fascismo individualmente está completamente enganado

      fascismo só vê força na união de pessoas, pois fascismo nada mais é que a força da união

      como podemos ver na força do judiciário para o caso Lula, condenado por um, condenado por todos

  1. Moro também deve explicar o que fazia na Reunião de Bacanas

    Porque o $érgio Moro não deve explicar o que fazia na Reunião de Bacanas acessíveno lin link abaixo?

    https://www.diariodocentrodomundo.com.br/ao-contrario-do-que-diz-moro-houve-sim-uma-investigacao-na-lava-jato-envolvendo-aecio-e-a-irma/

     

    Reunião de Bacana
    (Os Originais do Samba)

    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
    Se gritar pega ladrão, não fica um
    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
    Se gritar pega ladrão, não fica um

    Você me chamou para esse pagode,
    E me avisou: “Aqui não tem pobre!”
    Até me pediu pra pisar de mansinho
    Porque sou da cor, eu sou escurinho
    Aqui realmente está toda a nata
    Doutores, Senhores, até Magnata
    Com a bebedeira e a discussão
    Tirei a minha conclusão

    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
    Se gritar pega ladrão, não fica um
    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
    Se gritar pega ladrão, não fica um

    Lugar, meu Amigo, é minha Baixada
    Onde ando tranquilo e ninguém me diz nada
    E lá camburão não vai com a justiça
    Pois não há ladrão e é boa a polícia
    Lá até parece a Suécia, Bacana
    Se leva o bagulho e se deixa a grana
    Não é como esse ambiente pesado
    Que você me trouxe para ser roubado

    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
    Se gritar pega ladrão, não fica um
    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
    Se gritar pega ladrão, não fica um

  2. Erro de português

    A matéria acima tem erros primários de português jurídico: mandado = ordem; mandato=procuração

    Se diz mandado de prisão e não mandato de prisão.

  3. Mandato de captura coletiva para ser cumprido em Formosa, Goiás

    Já imaginou se o Bispo de Formosa, dom José Ronaldo Ribeiro, comandante de um esquema criminoso, e os Padres Moacyr Santana, Mário Vieira de Brito, Tiago Wenceslau de Barros Barbosa Júnior e Waldson José de Melo estivessem celebrando umsanta a missa e, durante a celebração, fosse cumprido um mandado de caputura coletivo?

    Jungman diria que, para serem soltos, todos os fiéis que participavam da santa missa deveriam explicar o que faziam numa missa de bandidos.

    Estamos perdidos. Ou reagimos em massa ou esse punhado de parasitas sociais que comandam o Brasil vai nos eliminar.

    • Quadrilha d Planalto

      Pensei a mesma coisa, pois pelo raciocínio preconceituoso e ignorante de Jungmann qualquer componente da quadrilha do MT, homiziada no Palácio do Planalto, pode ser preso sumariamente. Difícil vai ser provar que não fez ou não faz parte da Organização Criminosa que tomou o poder de assalto em 2016.

  4. NÃO ESTÃO DANDO A DEVIDA IMPORTÂNCIA AO ESCALABRO.

    A imprensa ateou fogo em si mesmo e esqueceu do povo em redor, isso já passou até de loucura, sinceramente isso é DITADURA MILITAR por de trás de uma cortina de fumaça. Não acredito que juízes estão aceitando descumprimento constitucional à revelia sem se manifestar com espontaneidade, algo os está pressionando e com violência, e se verificar com atenção o caso MARIELLE Franco e o MOTORISTA, não difere do Juiz também assassinado no RJ, são recados que vem do mesmo lugar. Como uma justiça aceita prisões coletivas, já ouvir falar nisso em guerras que nem é preciso falar em ilegalidades e em conspirações como a recente na Turquia, mas prender 159 pessoas porque estavam  numa festa e na festa haviam criminosos, quem deveria ser preso era a polícia de permitir que bandidos façam festas e andem soltos, vamos cair no real Nassif, isso é DITADURA, e pelas ultimas falas do General, eles estão no comando e o que o juízes e Ministros supremos, o que fazem e salvar suas peles, e os que não fazem aderem pelo mesmo motivo, se salvando, isso é DITADURA e das criminosas mesmo, o país está  de quatro e os EUA mandam em tudo, todo o esquema e comandos vem de lá, até a fala do General, a imprensa nem precisa falar, até já emprestaram carros para levar pessoas para serem torturadas, e vou mais longe a prisão do alm. Othon não duvidem que ele fora drogado e falou muita coisa, é assim que os americanos agem, são ladrões de petróleo, informação, vida e terrenos alheios para sua indústria do mal. O sistema de justiça do Brasil está sob comando do departamento de estado dos EUA, de lá vem todas as ordens, prestem atenção na quantidade de viagens e palestras de juízes e promotores para os EUA, isso para justificar a prestação de conta que se tornou corriqueira.

  5. Claro que há consequências…

    … parece-me que  a Justiça (sic) levará a questão até o fim, até “absolver” (absolver de quê?) para demonstrar que a sua função foi “comprida” (assim mesmo). 

    Ser preso sem provas e liberar leva a problemas posteriores, inclusive pode gerar um processo por dano coletivo.

    Essa eu quero ver. 

  6. Então…

    não é isso que fazem com os acusados da Lava Josta? Lula provou sua inocência e o juizeco e os golden boys forçaram a prisão. 

    Talvez com prisões como essa tragam a dimensão do que os urubus de toga estão fazendo no país. Isso é fascismo e Lula foi o grande teste para que se aplicasse a fórmula em outras instâncias. Se esquecerem o nome Lula, verão que a Constituição e seus preceitos foram atropelados, negados e continuam a sê-lo. 

    A prisão de Lula é a consubstanciação da supressão dos direitos dos cidadãos brasileiros. Não ir às ruas para defender sua liberdade é jogar-se no cárcere que significa o desrespeito aos diretos fundamentais. Mesmo para quem antipatiza com Lula, é fundamental que um preso sem um julgamento justo, sem provas que o condenem, seja libertado e declarado inocente. 

    O golpe, com o supremo, com tudo, não foi contra uma mulher, um homem ou um partido. Foi contra os direitos dos cidadãos brasileiros e sua autonomia. Nessa autonomia está incluso o direito de fazer uso dos bens públicos, tais como a Petrobras, a Eletrobras, a camada pré-sal, o Aquífero Guarani. Não me supreenderá se as 200 milhas marítimas de inclusas no território brasileiro passem a ser questionadas. Não me surpreenderá mesmo!

    Lula Livre é a Liberdade dos Brasileiros

    Pelo fim de Nova Guantánamo do Sul. Moro mente. Lula é inocente, assim como todos nós a menos que existam provas em contrário!

     

     

  7. Roteirinho básico.

    1- População grita por Marielle;

    2- Mercenários mentecaptos “perdem” o controle, e demonstram “força” e matam cinco rapazes no interior do RJ (Maricá);

    3- Começam os vazamentos para dar conta da histeria, primeiro as munições da pf de 2006 (qualquer policial novato sabe que tais munições foram recarregadas a partir das sobras em estandes de tiro usados para treinamento, e depois vendidas no mercado negro), depois as “digitais”, os vídeos das ruas, e enfim, a acusação sobre o envolvimento das milícias;

    4- Depois, as prisões em massa!

    5- Sai o relatório da CPI dos ônibus na Câmara do Rio, e nenhum indiciamento, ao contrário do que tudo indicava quando Marielle integrava a comissão;

    6- Juízes mordem a isca, ávidos para fazerem parte da resposta;

    7- Decretadas as buscas e prisões, não tem volta, como é que o juiz vai revogar prisões de tanta gente, após tê-las decretado?

    Agora é a polícia e o judiciário locais mantendo-os presos para provarem que estavam certos, sem nenhuma relação com qualquer premissa ou requisito para manutenção das prisões, pelo menos, de boa parte dos presos.

    8- Daqui a pouco, alguma matéria “investigativa” do “fanático” (aquele programa dominical) revelando alguma escuta escabrosa ou expondo a vida de alguns dos presos, com condenações anteriores, etc, etc e etc.

    Ah, e claro, tem a defensoria fazendo seu papel.

    Quando o caso repercute, eles aparecem, mas experimente ir até um posto de defensoria se o seu caso não sai na mídia!

    Desistam, senhores senhoras.

    Isso aqui não é para amadores…

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