Em defesa da vida e do serviço público

Servidores públicos de todo o país se mobilizam contra o governo Bolsonaro

da ADUnB

Em defesa da vida e do serviço público

Nesta quarta-feira (24), Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greve, a Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) se unirá aos demais servidores públicos brasileiros na paralisação de suas atividades e promoção de diversas ações em defesa da vida e do serviço público e contra o governo Bolsonaro.

A pandemia está fora de controle, com a média móvel de mortes alcançado quase 3 mil vítimas por dia, sem vacinação em ritmo aceitável, e precisamos de medidas urgentes.

É necessário um lockdown nacional para evitar o colapso do sistema de saúde, e isso só é viável com auxílio emergencial digno para milhões de brasileiros desempregados e no mercado informal, além da garantia de salário aos que estão empregados, para que possam ficar em casa. E, claro, com vacinação para todos, urgente!

Ao invés de salvar vidas e proteger empregos e renda dos trabalhadores, o governo Bolsonaro resolve atacar os direitos dos servidores públicos, e faz isso com apoio da maioria do Congresso Nacional, aprovando uma Emenda Constitucional que, na prática, deixará nossos salários congelados por 15 anos – salários que já têm sido corroídos pela inflação ano após ano.

E agora governo e aliados ainda querem votar uma Reforma Administrativa (PEC 32) que permite reduzir em 25% salários de servidores, acabando com nossa carreira. Tudo isso no meio de uma pandemia, quando nossa preocupação é nos manter, e a nossos familiares, vivos.

Sem os servidores públicos, o Brasil teria muito mais mortes do que tivemos até o momento. Não somos “marajás”, não somos privilegiados. Pelo contrário, a maioria dos servidores ganham baixos salários e arriscam sua vida em condições insalubres de trabalho.

Ajude a divulgar os motivos de nossa paralisação. Una-se a nós na pressão social por vacinação para todos, auxílio emergencial digno e apoio federal aos estados e municípios para evitar colapso do sistema de saúde. E nos ajude a evitar que, mais uma vez, a conta da crise seja colocada nas costas dos servidores públicos brasileiros.

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