Em Goiás, estudante agredido por policial deixa UTI

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Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – Mateus Ferreira da Silva, estudante agredido por um policial militar enquanto participava das mobilizações da greve geral, no dia 28 de abril, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
 
Boletim médico divulgada na manhã desta terça (9) diz que o estado de saúde de Mateus é estável, e o estudante respira sem ajuda de aparelhos, está consciente e já consegue falar. Ele está internado em um hospital em Goiânia e está sendo tratado por traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas no rosto. 

 
Suspeito de agredir o estudante, o capitão Augusto Sampaio, subcomandante da 37ª Companhia Independente, foi afastado pela Polícia Militar goiana. “Assim que tivemos conhecimento do ocorrido, já determinamos abertura de inquérito para apurar o que aconteceu”, afirmou o coronel Divino Alves, comandante-geral da PM.
 
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Foto: Julio Cesar Vieira
 
A Secretaria de Segurança Pública estadual condenou as agressões, e, por meio de nota, defendeu o direito de se manifestar “de forma pacífica e ordeira”. O órgão também disse que abriu uma investigação para apurar a atuação dos policiais nos protestos.
 
Após o episódio, Ricardo Balesteri, secretário de Segurança Pública, propôs um novo código de ética para os policiais militares em Goiás.
 
Sampaio, suspeito da agressão, continua trabalhando, mas em funções administrativas. Caso ele seja denunciado, o capitão será julgado pela Justiça Militar.  
 
O PM já havia sido denunciado por outras quatro agressões, uma delas envolvendo menores de 18 anos. Entretanto, ele nunca sofreu punição, e, no ano passado, recebeu as medalhas do Mérito Policial Militar e da Ordem do Mérito Tiradentes do governo de Goiás, por “prestar relevantes serviços visando à preservação da ordem pública”.
 
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