Em SP, feira oferece vagas de empregos para imigrantes

Da Agência Brasil

O Centro de Integração da Cidadania do Imigrante (CIC), da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, promoveu hoje (9) a segunda edição do Feirão de Emprego e Cidadania para o Imigrante. A iniciativa tem por objetivo  auxiliar os imigrantes a tentar uma oportunidade de emprego.
 
Seis empresas se dispuseram a dar espaço para os trabalhadores. Os cadastros foram feitos por meio de uma empresa de recursos humanos e colocação no mercado de trabalho. Além disso, os imigrantes participaram de palestras sobre como fazer um currículo, como se apresentar nas entrevistas e até mesmo como começar um negócio próprio.
 
“Queremos inserir esses imigrantes no mercado de trabalho e na sociedade, mostrando a eles que o país tem oportunidade de emprego. Eles primeiro participam da palestra e, depois, escolhem as vagas que lhes interessam. Em seguida, são encaminhados para as salas das empresas específicas”, infprmou a diretora Técnica do CIC do Imigrante, Silvana Pereira. Segundo ela, aprender o idioma é obrigatório, mas não é uma barreira para sae obter o emprego.

 
Luiz Alberto de Paulo, diretor da empresa que intermediou o contato entre empregadores e imigrantes, disse que a ideia para este ano é inserir, além dos pais, os filhos como jovens aprendizes.
 
“Sabemos da dificuldade dos imigrantes para arrumar emprego. Só que eles têm filho. Por isso, a ideia é aumentar a renda”. Conforme Luiz Alberto, hoje foram oferecidas cerca de 100 vagas para os pais e filhos.
 
“O cadastro é tão importante que, quando a empresa precisa, já sabe onde procurar”. Das seis empresas participantes nesta edição do feirão, cinco eram de limpeza e portaria e uma rede de fast food, que contratou para atendimento.
 
De acordo com a supervisora do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) do CIC Imigrante, Thais Alcântara de Lima, no feirão anterior foram feitos 100 atendimentos e 15 pessoas conseguiram emprego.
 
Mesmo assim, o PAT oferece vagas diariamente. Ass mais procuradas pelos imigrantes são as de construção civil, limpeza, portaria, supermercado atendimento em restaurantes, lanchonetes e hotéis.
 
“São vagas que não pedem experiência. Tentamos passar para eles que esse é o início de uma vida, uma forma de entrar no mercado de trabalho. Muitos têm curso superior, experiência na área, mas não tem o diploma validado no Brasil ou não falam o português, o que é fundamental para trabalhar.”
 
Dalle Georges veio do Haiti, onde era professora de idiomas e trabalhava em uma multinacional. Ela está no Brasil há três anos e só encontrou trabalho como faxineira e ajudante de cozinha.
 
“Temos mais qualificação do que isso, mas as empresas não dão oportunidades diferentes. Se podemos trabalhar na limpeza e na cozinha, podemos trabalhar como auxiliar de escritório também. Como auxiliar de limpeza, trabalha-se para sobreviver. Espero achar algo melhor hoje.”
 
Também professor infantil, o haitiano Saintlue Cazimir veio para o Brasil há dois anos e não consegue emprego em sua área porque não tem residência fixa. “Já trabalhei para sobreviver na construção civil. Aprendi a ser azulejista e espero conseguir algum empego nessa áreas. Será uma alegria para mim.”

 

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