Entidade repudia política de higienização social na cracolândia

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Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo
 
Jornal GGN – Por meio de nota, o Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça criticou a operação policial realizada na região da cracolândia, no centro de São Paulo, no último domingo (21).
 
Para a entidade, o “ataque brutal” feito pelas forças de segurança da Prefeitura de SP e do governo estadual não vai resolver o problema, e a solução passa por políticas públicas que tenham como objetivo promover a saúde pública dos usuários de drogas da cracolândia.
 
“Repudiamos a política de higienização social promovida pelos governos do PSDB”, afirma o órgão, que também presta solidariedade para os moradores afetados pela “ação desastrada e ilegal” da Prefeitura, que demoliu pensões e ergueu muros na entrada de estabelecimentos comerciais.

 
Leia mais abaixo: 
 
Nota de Repúdio à Ação da Prefeitura de SP e do Governo do Estado na Cracolândia
 
O Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça repudia veementemente o ataque brutal deflagrado na madrugada do último domingo, 21, pelas forças de segurança da Prefeitura de São Paulo e do Governo do Estado contra a população usuária de drogas da região da Cracolândia.
 
Entendemos que a solução para o problema não passa pela repressão policial, mas, sim, por políticas públicas integradas que tenham como norte a saúde pública dessa população.
 
O Comitê se solidariza ainda com os moradores da região atingidos pela ação desastrada e ilegal da Prefeitura de São Paulo, que derrubou residências e ergueu paredes de tijolos bloqueando a entrada de pensões, hotéis e comércios, condenando essas pessoas ao relento.
 
Repudiamos a política de higienização social promovida pelos governos do PSDB à frente da Prefeitura de São Paulo e do Governo Estado. E nos contrapomos de forma contundente a transformação dessa área em mais um espaço de especulação imobiliária da cidade.
 
Por fim, antecipamos que somos contra a internação compulsória dos usuários. Quem quer resolver um problema não impõe, convence.
Nosso Comitê se formou para lutar pela punição dos agentes de Estado que perseguiram, torturaram e mataram durante a ditadura militar. Por isso, não nos calamos frente ao arbítrio que reina contra a população empobrecida e mais vulnerável ainda hoje mais de 50 anos após o golpe que aniquilou a democracia em nosso país.
 
São Paulo, 24 de maio de 2017
 
p/COMITÊ PAULISTA PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA:
 
Anivaldo Padilha
José Luiz Del Roio
Cesar Antonio Alves Cordaro
 
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