Hoje tem aula pública sobre Direito e Democracia em frente ao TRF4

 
Jornal GGN – Hoje, terça-feira, dia 19 de dezembro, às 12 horas, em frente ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a Frente Brasil Popular promove aula pública sobre Direito e Democracia. O TRF4 fica no Parque da Harmonia, em Porto Alegre. A aula tem presença confirmada de Carol Proner (Frente de Juristas pela Democracia), Gisele Cittadino (Frente Brasil de Juristas pela Democracia) e de José Carlos Moreira (Frente Brasil de Juristas pela Democracia/RS). Márcia tiburi, porfessora de Filosofia, foi convidada para a aula, porém ainda não há confirmação.

 
No mesmo local, em 24 de janeiro, ocorrerá o julgamento do recurso de Lula contra a sentença de condenação de Sergio Moro, juiz de piso. o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, acredita que a antecipação do julgamento de Lula está relacionada com a votação da reforma da Previdência, que ocorrerá em 19 de fevereiro. A aula pública, segundo Nespolo, será uma forma de refletir sobre o direito e democracia, fundamental neste momento que vivemos, quando velhas elites tramam uma nova etapa do golpe, que começou com o impeachment sem crime de Dilma Rousseff e a aplicação de um projeto derrotado nas urnas. 
 
Além disso, o momento é ideal, pois que as reformas neoliberais são aprovadas contra o povo, a Constituição é desrespeitada todo dia, saúde e educação têm verbas cortadas, direitos sociais vão pelo ralo e, é claro, a entrega do patrimônio público vendido na bacia das almas.
 
Segundo o dirigente da CUT, a terceira etapa está ligada ao impedimento de Lula em ser candidato do povo nas próximas eleições.  “O momento exige um debate sério e consistente sobre que tipo de sociedade queremos no Brasil: uma sociedade que impõe reformas à população para manter privilégios de uma elite parasita que se apropria da renda e que trata os direitos e o estado como um balcão de negócios, como estamos vendo acontecer no Congresso Nacional, ou uma sociedade verdadeiramente democrática, inclusiva, onde todos tenham voz e vez e onde é o cidadão e a cidadã que define quem será o seu presidente da República”, diz Nespolo.
 
A aula pública irá abordar e questionar a postura de setores do Judiciário, que têm se posicionado a favor do golpe e contra os movimentos sociais, se apequenando e deixando de defender uma sociedade com menos desigualdade e injustiça. “Estes setores em conluio com as elites plantam a desesperança quanto à possibilidade de se fazer justiça e ferem de morte o conceito de Estado Democrático de Direito, duramente construído num país que viveu mais de 20 anos sob uma ditadura”, completa Nespolo.
 
 

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