Luiza Erundina debate criminalização da política e golpe no Brasil

 
Jornal GGN – A deputada federal pelo PSOL e ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, e o professor do Departamento de Relações Internacionais da PUC-SP, Reginaldo Nasser, promovem, nesta segunda-feira (16), um debate sobre a criminalização da política e o golpe no Brasil.
 
“Na atual conjuntura brasileira, estamos presenciando um processo de golpe institucional que tem trazido à tona diversas consequências terríveis: o levante de movimentos organizados de caráter fascista, agressões gratuitas em praça pública contra seguidores de ideologias de esquerda, ódio social contra aqueles historicamente oprimidos e forte repressão policial”, introduziu o movimento Conexões em Luta, organizador do evento.
 
Para o grupo, além de que o avanço das pautas conservadoras seja algo novo, desde a redemocratização do Brasil, “a verdade é que não estamos isolados no mundo – o que pode ser constatado pelo preocupante crescimento das forças de extrema-direita tanto na Europa quanto nos Estados Unidos”. “Como entender e, mais importante, combater esse fenômeno?”, questiona o movimento.
 
Para buscar soluções, abrir caminhos e debater o avanço da intolerância política e da criminalização do tema como possibilidade para o golpe, o Conexões em Luta traz a deputada Erundina e o professor de Relações Internacionais, às 19h, no Teatro Tucarena, na Rua Monte Alegre, 1024, no bairro de Perdizes, em São Paulo.
 

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3 comentários

  1. A república dos Juízes

    O que vivemos hoje é, em parte, o climax de um fenômeno que há muito vem se desenvolvendo na sociedade brasileira. O fênomeno a que me referio é a consolidação do judiciário como o poder máximo da república, a qual todos os demais segmentos da sociedade tem que respondeder e que, por sua vez, só responde a si mesmo e, indiretamente, à plutocracia.

    No meu entender, as elites plutocráticas, ao perder os outros dois poderes para as forças democráticas, principalmente o executivo, começou a estimular a idéia de um poder judiciário, composto quase que exclusivamente por oriundos da classe média e alta, com controle sobre os outros poderes, e também a idéia de que os outros poderes eram inerentemente corruptos, utilizando-se, neste último caso, da mídia como vetor desta filosofia. Este fenômeno começou aos poucos e foi crescendo paulatinamente, primeiro nas cidades periféricas, com a criminalização de prefeitos, vereadores e secretários municipais, alguns realmente criminosos, mas grande parte criminalizada por faltas administrativas menores, inerentes da tarefa de administrar orçamentos complexos em regiões desorganizadas e com problemas crônicos e insolúveis a medio prazo. Com o tempo, e percebendo a receptividade crescente da população a esta ideia de que seus lideres eleitos são criminosos costumazes e os poderosos não eleitos: juízes, promotores e policiais, são paladinos da justiça, estenderam este “modus operandi” para niveis cada vez mais alto da estrutura adminstrativa pública, agora de maneira seletiva e conduzida pela grande imprensa, até chegarem à presidência da república.

    No entanto, como todo fênomeno, este também tende a ter um clímax e posteriormente refluir, se transformar ou mesmo desaparecer. Tenho a impressão que daqui para frente, com o golpe, a classe política e os cidadãos estarão muito mais atentos aos abusos do Judiciário, do MP e da PF. Além disso, estes poderes não estarão mais tão blindados pelo discurso ingênuo do republicanismo institucional consolidado nos governos petistas.

    • Concordo. Mas acho que tem

      Concordo. Mas acho que tem mais um componente que foi fundamental para a deflagração do golpe: a MAÇONARIA.

      Se eu tivesse que definir maçon em uma palavra, essa palavra seria SOBERBA. Inobstante seus modos finos e elegantes, se julgam superiores, a nata da sociedade. Entretanto, ao menos os brasileiros, são seres humanos medíocres, pobres de espírito, totalmente diferentes do que, em tese, deveria caracterizar um maçon.

      Maçons em teoria (Fonte Wikipedia):

      “De caráter universal, cujos membros cultivam o aclassismohumanidade, os princípios da liberdadedemocracia, igualdadefraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciáticafilosófica, progressista e filantrópica.

      A maçonaria é, portanto, uma sociedade fraternal, que admite todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raçareligião, ideário político ou posição social. Suas principais exigências são que o candidato acredite em um princípio criador, tenha boa índole, respeite a família, possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição, aniquilando seus vícios e trabalhando para a constante evolução de suas virtudes”.

      Maçons na realidade brasileira:

      Com raríssimas exceções, têm as mesmas características:

      – provêm de famílias abastadas e/ou com nível de escolaridade alto;

      – ocupam posições profissionais de destaque;

      – não são democráticos, são assumidamente partidários, têm índole autoritária e desprezam todos que não compactuam com suas ideologias;

      – não são fraternos, são preconceituosos, intolerantes e só respeitam quem pensa como eles;    

      – não são progressistas, são conservadores de direita;

      – não são aclassistas, são elitistas e lutam pela manutenção do sistema meritocrático de casta que vigora no Brasil desde 1500;

      – filantropia, para eles, se limita a esmolas, uma vez que são contra todas as políticas sociais de combate à desigualdade e a miséria, bem como são contrários às políticas que promovem a inclusão;

      – são extremamente corporativistas. Diante da tomada de decisões envolvendo benefícios a terceiros, notadamente promoções e indicações, os maçons favorecem seus correligionários ou, na ausência destes, pessoas com perfis submissos, que jamais questionam os posicionamentos impostos pelos grupos maçônicos. Estes critérios se sobrepõem a fatores que deveriam de fato prevalecer para cada situação específica, como por exemplo competência, conhecimento e experiência.

      Foi por meio desse CORPORATIVISMO que aparelharam os órgãos públicos, notadamente os da justiça, de forma a criar as condições para deflagrar o golpe e tentar destruir os partidos de esquerda.

      Odeiam Lula porque, a despeito de seu perfil totalmente diverso do padrão maçônico brasileiro (não é fino e elegante, não é conservador, não é estudado, não é submisso aos interesses das elites etc), alcançou, graças ao sucesso dos seus governos, um destaque mundial positivo que nenhum maçon brasileiro chegou nem perto. 

      Veja o tanto de falácias nesta mesagem de maçons a Temer:

      http://www.alertatotal.net/2016/05/mensagem-dos-macons-ao-macom-michel.html

       

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