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O despreparo da polícia e o espancamento do fotógrafo Yan Boechat

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Sugestão de Vânia

Do Pragmatismo Político

O relato de um fotógrafo espancado por 13 policiais

Yan Boechat foi violentamente agredido. Fotógrafo, Jornalista experiente, colaborador de veículos como Valor, GQ e IstoÉ, ele fez um impressionante relato em sua página do Facebook

Mauro Donato, DCM

O fotógrafo Boechat dialoga com os PMs (Foto: Gabriela Batista)

Um aumento de 172% nos casos de agressões, censura judicial e até assassinatos contra jornalistas é o que acusa o relatório para a Liberdade de Imprensa 2012-2013 da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). O período mensurado vai de outubro de 2012 a setembro de 2013.

Evidentemente as manifestações têm muito a ver com isso e o despreparo da polícia está registrado em centenas de vídeos na internet, com seus abusos de autoridade quase sempre acompanhados de agressão física contra repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. Já entramos portanto no próximo período e outubro dá mostras que o relatório 2013-2014 poderá não ser muito animador.

 

Yan Boechat é mais um que engordará a estatística ainda a ser retratada. Parceiro de rua desde junho, encontrei Boechat novamente nesta última terça-feira, durante a manifestação pela educação. O clima estava tenso desde a saída e ainda na avenida Rebouças. Boechat me disse: “A vibe está estranha hoje.”

Pouco tempo depois a batalha campal começou e não o encontrei mais, nem mesmo na apoteose (o que não é raro, a violência se espalha pelas ruas e muitas vezes termina-se com quilometros de distância, nem todos voltam). No dia seguinte soube que seu pressentimento havia se confirmado. Boechat foi violentamente agredido. Jornalista experiente, colaborador de veículos como Valor, GQ e IstoÉ, ele fez seu relato em sua página do Facebook:

“Neste ano estive em diversos confrontos entre a população civil e as forças de segurança, em diferentes países. As mais violentas que acompanhei, inclusive, não se deram no Brasil. Quando estive na Tunísia, em fevereiro, fazendo uma reportagem sobre os dois anos do início da Primavera Árabe, o líder da oposição local, Cokri Belaid, foi assassinado. Sua morte mergulhou o país em uma semana de protestos, os mais violentos desde a queda do ditador Ben Ali. Foram dias e dias de embates ferozes pelas ruas de Túnis. Lá, como aqui, fotografei todos os acontecimentos, de perto, e nenhum policial fez, sequer, menção de me agredir.

Poucas semanas depois, já no Egito, a absolvição de policiais, que mataram dezenas de manifestantes em Alexandria um ano antes, fez com que a população voltasse às ruas para protestar contra o presidente Mursi. Foram noites e noites de confrontos extremamente violentos entre centenas de jovens e as forças de segurança nas imediações da Praça Tahrir. Em Alexandria e em outras cidades, naquela semana, mais de uma dezena de manifestantes foram mortos. Novamente, nenhum policial me agrediu.

É óbvio ser incorreto afirmar que nesses dois países que mal conhecem a democracia e não compreendem a noção que temos do Estado de Direito, a polícia não seja violenta. Ela é, e muito. Mas foi aqui, no Brasil, no meu país, onde existem leis que me protegem, em que a minha profissão é defendida por quem está no poder, onde a imprensa, em menor ou maior grau, é, sim, livre, que fui agredido por tirar uma fotografia.

Ontem fui espancado por um grupo de 13 policiais. Me agrediram com chutes, socos e cassetetes porque fotografei-os batendo de forma covarde em um dos voluntários do GAPP (Grupo de Apoio aos Protestos Populares). Foi uma agressão gratuita, que tinha como único objetivo me intimidar e impedir que eu praticasse o saudável e fundamental ato de registrar as coisas que acontecem em uma manifestação pública. Sou jornalista com mais de 15 anos de carreira. Já atuei em alguns dos principais veículos de comunicação do país. Já estive a trabalho em países que não prezam exatamente pela liberdade de imprensa, como Irã, Afeganistão ou Angola. Já fui intimidado, mas nunca espancado por forças de segurança do Estado.

Sempre pautei meu trabalho pela seriedade e pela ética que rege minha profissão. Em todas as manifestações assumo única e exclusivamente o papel de observador, de repórter, mesmo, em algumas circunstâncias, tendo a certeza de que injustiças são praticadas diante de mim, seja pelo lado da polícia, seja pelo lado dos manifestantes que, como os policiais, muitas vezes também se excedem. Seja aqui, seja em qualquer lugar do mundo. E, sim, gosto de estar perto da ação, tenho prazer em assistir ao vivo, com meus olhos, o desenrolar da história. (…). Fui agredido pela única razão de estar com uma câmera na mão diante do abuso de poder de um representante das forças de segurança. Minha carteira da Federação Nacional dos Jornalistas, que ampliei e colei em uma antiga credencial para expor ainda mais minha condição, não foi nenhum impedimento para que o soldado da Polícia Militar iniciasse a agressão. Foi tudo rápido. Ele bateu no rapaz, me viu fotografando e disse:

‘Não me fotografa, filho da puta’

Tentei mostrar minha carteira da Fenaj e gritei:

‘Estou trabalhando’

Ele levantou o cassetete e, antes de me acertar pela primeira vez, disse:

‘Eu também’ ”

Sou dos poucos que ainda saem sem máscaras contra gás (o capacete já faz parte dos acessórios básicos) mas preciso repensar isso. O futuro não parece promissor, como disse Yan Boechat, “a vibe está estranha”. Imagina na Copa.

Mauro Donato, DCM

 

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26 COMMENTS

  1. Não é apenas despreparo

    Venho alertando aqui no blog a cultura que está se formando com  base na sociedade do medo e no consequente Estado repressor.

    A aprovação recente de leis draconianas como a Lei contra o terrorismo, esta ainda em trâmite no congresso, colocará a população emparedada, acuada, e com sérias restrições quando às liberdades fundamentais.

    A lei do cão começa a imperar em todos os lugares e no mundo, e isso é fruto de uma política intencional para submeter pessoas e povos.

    Trata-se de uma cultura e por isso sua formação vem sendo construida ao longo de anos.

    Se essa metodologia, nos países periféricos como o Brasil, já atingia aos mais pobres agora ela passa a tocar as classes média.

    A ampliação da abrangência da violência repressiva ocorre no momento em que o sistema não tendo mais de onde tirar as suas vantagens passa a direcionar as suas baterias contra direitos adquiridos que beneficiaram sobretudo a classe média e, como o próprio sistema já esperava, a reação vem através de manifestações, dai a criação dessas novas leis que causariam inveja a qualquer ditadura.

    Nos movimentos recentes ocorrido aqui no Brasil, movimentos democráticos, de exercício de cidadania, a repressão atingiu professores, estudantes, jornalistas (como o texto aponta com detalhes) e quaisquer outros que se arvorem a protestar contra o Estado.

    Para esta ideologia quem protestar contra atos dos poderes constituídos, reivindicar melhoria nos seus direitos, pleitear avanços na democracia, serão considerados inimigos do Estado.

    Se na chamada Guerra Fria, em sua segunda fase, a forma de controle da sociedade era dada através do divertimento na qual Hollywood e Disney eram as suas máximas expressões, após a queda do muro de Berlim a forma de controle passa a ser substituída pela era da repressão, onde o medo foi lentamente implementado para que as formas de repressão fossem aceitas.

    Hoje os jornalistas apontam esses excessos por estarem entrando, eles mesmos, no “cassetete”, sofrendo as consequências das balas de borracha e gases diversos. Mas, não devemos esquecer que todo o processo de informação nos últimos anos se baseou principalmente no alardeamento da criminalidade e aplausos para as formas de repressão.

    A critica não é apenas para eles, afinal quem não vibrou com o capitão Nascimento no filme Tropa de Elite?

    Essa ânsia por controle contra o mínimo que ouse fugir “à ordem” anuvia a própria reflexão que a sociedade deveria fazer do momento que o mundo passa. No caso do filme a leitura média que se fez dele foi de ode à repressão quando, na realidade, o filme abordava exatamente o oposto. O filme expressa os sentimentos das classes altas e médias endinheiradas: a certeza de que “a única solução para o crime é a mão-de-ferro da repressão sem piedade”, exatamente como a mídia martela, criando, ou intensificando, o sentimento de insegurança e medo, e mais ainda, justificando qualquer forma de repressão.

    Agora o monstro que ajudaram a criar se volta contra eles.

    A análise do momento atual com base no filme “Tropa de Elite”, pelo professor Mário Maestri:

    “Tropa de Elite” não cria muito. Limita-se a encenar sentimentos que ultrapassam os limites das classes altas e médias endinheiradas: a certeza de que a única solução para o crime, corporificação da maldade absoluta, é a mão-de-ferro da repressão sem piedade. O “Brasil está em guerra”, grita-se de todos os lados, exigindo-se tratamento implacável para o inimigo próprio aos conflitos nacionais. Proposta com a qual a mídia martela uma imensa parcela da população que materializa e potencializa, no sentimento de insegurança pessoal, o stress permanente produzido pelas incertezas e insatisfações crescentes da vida quotidiana.

    Nos seus limites, o filme possui soluções imaginosas, como a inversão da ordem normal dos fatores sociais, ao apresentar a execução do horrível traficante “Baiano”, branco, pelo honestíssimo e muito humano Matias, policial e acadêmico de Direito, negro. Ou a melodramática superposição de papéis de Nascimento, o capitão do BOPE, organizador dos assassinatos e de sessões de tortura e homem sensível à espera do primeiro filho, símbolo da inocência do mundo que defende, às custas de sua permanente descida ao inferno.

    O deputado quer apenas saber o “quanto” vai ganhar, ao se associar a policiais que chafurdam no crime. Os estudantes discutem as causas e soluções da marginalização social, citam Foucault, mas são drogados hipócritas, traficantes e queridinhos de criminosos. São os verdadeiros responsáveis pelos crimes do traficante, ao pagar pela droga maldita. Nesse mundo em degringolada, o único remédio forte é a morte e a tortura ministradas profissionalmente por policiais incorruptíveis, que entregam dilacerados a vida se necessário no cumprimento de suas missões. Tudo pelo bem do Brasil. (…)

    “Tropa de Elite” radicaliza as propostas de “Tolerância Zero” com a criminalidade, apresentadas incessantemente pela cinematografia estadunidenses de segunda linha. Sem pruridos, extrema insinuações de séries como “Lei & Ordem” sobre a legitimidade da execução e da tortura na obtenção de resultados louváveis: a eliminação do terrorista, a morte do traficante, a prisão do pedófilo. 

    Nos anos de chumbo, Fleury e sua escuderia maldita matavam e torturavam nas sombras, para manter através do medo e do terror a disciplina social. Hoje, Nascimento e seus boys fazem igual, tintim por tintim, no cinema e na vida real, sob os aplausos da mídia e de enormes setores da população.  Embarcando no bonde do consenso fácil, intelectuais de todos os sabores clamam por medidas excepcionais, repetindo como o sicário da ditadura, debruçado sobre a vítima inerme: – “Guerra é guerra, meu filho”!

    Dentro desta nova forma de controle, a ideologia é…

    O inimigo está em toda parte

    No Brasil se procura aprovar a lei anti-terrorismo que irá demonizar ainda mais quaisquer movimentos e manifestações públicas.

    É a repressão substituindo a política na sua responsabilidade de trazer equilíbrio e organização social. A grande imprensa ao privilegiar a cultura do medo, sempre mergulhando no sensacionalismo quando trata de questões de segurança, desenvolveu e justificou esta cultura. Vinte e quatro horas por dia assistimos reportagens de crimes e violências. Programas como o de Datena fazem sucesso.

  2. Algjuém me explica, o que tem

    Algjuém me explica, o que tem a copa a ver com a violência policial? Te tanto quererem acabar com a copa, vão conseguir!

    • Acho que é um desejo secreto,

      Acho que é um desejo secreto, é a mesma tchurma que diz o mesmo com relação a copa e as olimpíadas, sobre aeroportos, ou qualquer outra deficiência existente, etc., ou seja, no fundo querem dizer,  isso aquí é uma porcaria, não temos condições de nada, somos uns vira-latas fracassados, entrarão em orgasmo profundo se na copa ou nas olimpiadas acontecer algum problema por menor que seja, “não disse?”.

      Me refiro a última frase do post, “imagina na copa”, não a agressão policial covarde.

      Abomino essa violência policial, como abomino mais ainda esses “black blocs” covardes que se infiltram em manifestações alheias, inclusive fazendo-as perder credibilidade,  para destruir patrimônio público (que nós vamos deixar de usar por um tempo e depois pagar por um novo) e privado.

      São umas bestas descerebradas com alguma justificativa neandertal, são marginais, alguns abonados.

      Debilóides tipo “torcidas organizadas” que saem as ruas para brigar e destruir; seus motes de “fora fulano(a) de tal” além de anti-democrático e ridículo – como se 50 ou 100 marginais patetas possuissem alguma legitimidade para  anular a vontade democrática da maioria que o(a)s elegeu – é profundamente fascista.

      Deveriam ser processados, colocados na cadeia e obrigados a pagar pelos danos.

      No mínimo.

       

  3. a vibe tá estranha?

    ” a vibe tá estranha”, antes de qualquer opinião a violência policial é inadmissível, mas esse jornalista parece que não tem lido as midias para as quais ele trabalha..quem incentivou essa criminalização dos movimentos sociais, da política e qualquer manifestação que fuja ao “pensamento único” deles? infelizmente os efeitos nefastos estão sobrecaindo no atacado, sejam jornalistas ou não..prefiro a lucidez de Lula nesse artigo do Tijolaço o que aliás eu já tinha comentado aqui na mesma linha..

    Lula: nunca usei máscara porque nunca tive vergonha do que fiz

    19 de outubro de 2013 | 10:32

    Reportagem de Thiago Herdy, em O Globo, hoje, com o mais do que adequado posicionamento de Lula sobre estes grupelhos que a direita está instrumentalizando para esvaziar a luta política.

    Uma parte de uma esquerda pueril não se dá conta de que aquilo, longe de ser violência revolucionária, é uma ação desmiolada que só abre o flanco para os que desejam – e é só olhar a internet para ver isso – a volta de um regime de autoritarismo e negação dos direitos democráticos.

    Não serão duas dúzias de filhinhos de papai que vão enfraquecer a luta deste país por sua libertação.

    Lula condena vandalismo

    Em meio à onda de protestos violentos que sufocam manifestações pacíficas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou com veemência a ação de grupos de mascarados nos atos de rua que ocorrem no Rio e em São Paulo e a depredação de patrimônio público e privado. Em eventos nas duas cidades, Lula voltou a defender a realização de manifestações pelo país, mas ressaltou que elas devem ser pacíficas.

    O ex-presidente afirmou ainda que protestar de máscara significa ação envergonhada, referindo-se à atuação dos black blocs, que fazem quebra-quebra na ruas da capital — no Rio, mais de 60 foram presos sob acusação de vandalismo após protestos na terça-feira.  — Eu fiz muito movimento de rua. Eu nunca coloquei uma máscara porque nunca tive vergonha do que eu fiz. Nunca!  — disse o ex-presidente, que condenou também o abandono da política, especialmente pelos mais jovens.

    — Sabe uma coisa que me assusta? A facilidade que as pessoas têm de falar mal de políticos. Não é? Humorista fala mal de político. Pergunte quais foram as pessoas em quem eles votaram nas últimas eleições, para saber que tipo de voto que ele deu. Eu queria dizer a vocês: nunca neguem a política. Esses que ficam trabalhando contra a política não têm noção, que não existe saída fora da política. A política garante a democracia.

    A política garante a alternância de poder. Somente através da política e da democracia um peão como eu pôde chegar à Presidência. Um índio pôde chegar na Bolívia. O negro pôde chegar nos Estados Unidos. Quando não tem isso, vem o fascismo. É o nazismo. É a ditadura. — disse Lula.

    Por: Fernando Brit

     

  4. O ponto de não retorno…

    O ambiente não é bom…

    Desnecessário repetir a cantilena sobre a violência policial…ela existe, mata e machuca, e pior, é legitimada e instrumentalizada por cada grupo social, dependendo das relações e do nível de empoderamento que estes  grupos acumularam dentro de casa circunstância…

    É preciso lembrar que a mesma violência que some com “amarildos”, é instrumentalizada e legitimada pelas redes sociais de convivência nas comunidade que aplaudiram, bateram continência e hastearam a bandeira com o invasor…

    Superemos esta etapa e vamos a questão da violência policial contra a mídia corporativa e seus “dedicados sabujos”, como ensina o velho Mino Carta, o bruxo quatrocentão, ovelha desgarrada…

    Primeiro:

    Verdade que os policiais procurem atacar os profissionais (principalmente os que fazem imagens), como forma de coagi-los a não registrar os abusos que praticam…é uma relação meio esquizofrênica:

    A conta média, ou o senso comum de uma corporação armada não conseguirá divisar ou distinguir como a mesma mídia que espetaculariza a violência policial na caça aos “inimigos números 1” nas favelas possa se voltar contra eles quando estão expressando esta mesma forma de coerção contra outro tipo de “ameaça ao Estado”…

    Quando espancam fotojornalistas, além do significado óbvio (impunidade), policiais estão “cobrando a conta da traição”…

    Daí o ruído dolorido das cipoadas…

    Algo como briga de marido (polícia) e mulher (imprensa), e sabemos quem sempre leva a pior nestes casos…

    A “surpresa” do fotojornalista é cínica, pois ele esquece de dizer: talvez em nenhum outro país, a mídia sirva tanto a justificação da violência policial como neste país, em uma relação ideológica-mercadológica promíscua e brutal.

    Segundo:

    Os casos de violência contra jornalistas são a exata medida do desprezo da sociedade contra eles e o que eles representam: a mídia corporativa.

    Mais do que isto: a violência maior é a de natureza simbólica, a do silêncio frente a estas violações, que mostra de forma nua e crua o atual estágio de credibilidade da mídia nacional, resultado do processo de tomar para si a tarefa de distorcer, manipular, mentir, caluniar para que a realidade caiba no figurino dos interesses que vocalizam.

    Enfim, as palavras do fotojornalistas sobre “observação neutra” dão bem a dimensão de que a mídia tem pouco futuro, e pelo jeito, vai continuar a apanhar de todos os lados, já que este é um dos “preços” da “neutralidade”…

     

  5. É a ideologia da direita extrema e radical

    Tenho gente próxima que atuam ou já atuaram como PMs, PMs rodoviários, exército (de alta e baixa patente) e o que identifico em comum em todos é a tormenta que sofrem com a ideologia da direita radical  imposta no seu cotidiano e em sua relações pessoais e profissionais…..isso para mim explica boa parte do despreparo das tropas. 

    • Eu que pensava que era as

      Eu que pensava que era as FARCS que matava e sequestrava jornalistas.

      Violência estatal não tem ideologia,tanto  pode ser um policial da ROTA ou da STASI.

  6. Chamamento ao bom senso

    Vânia, que tal fazer um trato. Eu adimito que a PM é despreparada, truculenta e boçal. Alias quem não? O Cabral, que está longe de ser de esquerda, não está saneando o aparato policial (a despeito de eu apoiar o Beltrame). E agora opta por beneficiar-se da inconsequencia dos black blocs, para justificar a violência repressora

    Mas que tal voce levar em consideração que o recrudecimento da violência policial possa estar (também) relacionado com o fato de os adolescentes de preto irem para os protestos com o unico intuito de depredar e confrontar os policiais?

    Eu não vejo voce repudiar essa inconsequencia juvenil. E mais do que isso, porque nao refletir sobre o porque dessa tal “tática” Black bloc tenha entrado com tanta força no país? Num momento que ao contrário do Egito, vivemos uma plena democracia? Também quase pleno emprego, e aumento de renda?

    Será que descobriram derrepente que os serviços públicos no Brasil são péssimos? E então vamos impeachar um governante reeleito com 60% dos votos, senão a gente quebra tudo? É isso?

    • É isso aí!

      Você tem razão! A inconsequência juvenil deve ser tratada de forma dura, justifica inclusive atos institucionais que enquadrem toda a população. O Estado deve fazer o que for preciso, qualquer coisa, para combater terroristas, vândalos e arruaceiros! Qualquer medida do Estado é válida. Precisamos endurecer as leis! 

      Vamos manter o bom senso, as nossas tradições!, a família! e preservar as propriedades!. 

      Ontem, hoje e sempre!

      • Ou tudo ou nada?

        Vânia, minha flor virtual, há um pequeno reparo que titia se dáa ousadia de tentar fazer eem seu raciocínio:

        O grave nisto tudo, ontem e hoje e sempre, é que a direita mais reacionária e conservadora mantenha o monopólio da agenda da “ordem”, com as causas e efeitos que historicamente conhecemos, justamente porque nós, as auto-denominadas forças progressistas, reivindiquemos a proteção a toda forma de baderna como símbolo de luta social e mobilização política…

        Cometemos erro semelhante quando tentamos sociologizar o crime (Alba Zalhuar foi a pioneira), a acabamos por incorporarmos a imagem de que todo progressistas defende ‘vagabundo”, que “direito humano” é coisa de quem defende o crime e por aí vai…

        Lógico que você poderá dizer que não temos controle sobre o que falam de nós (Bordieu também dizia), mas isto não basta…

        Repudiar a escrotidão do PIG é imperativo.

        Mas criar mecanismos de defesa social para os arbítrios e violência de cunho fascista também é…

        Basta olhar a Alemanha e a vacilação da social-democracia nos anos 30 para saber aonde este os acontecimentos se precipitam…

        Se quiser algo mais próximo, olhe 64…como você mesmo propôs…

        O globo é uma merda, mas os black blocks e outros débeis mentais que se aproveitam das justas causas alheias para exercitarem seu fanatismo violento não são algo mais cheiroso…

        Titia é contra a criminalização de movimentos políticos, mas também não cabe colocar o rótulo de “movimento político” em qualquer ato de depredação e afronta ao Estado…

        Um beijão.

        • Simone, na boa.

          Não convence.

          Quem mais faz discurso fascista hoje em dia é o Governo Federal, através de seus ministérios e desse festival de leis e projetos-lei deste ano. E políticos de partidos de direita que apoiam e condicionam esse governo.

          Demonização do PIG já rendeu o que podia.

          O bom nessa estória toda é que a credibilidade das militâncias virtuais virulentas foi pro ralo.

          E pior que está não fica.

          • Tolinho…

            Nada nem ninguém te convencerá…Sua fase é de “cruzado das causas que julga impossíveis”…

            Eu acho que Her Gunter deve saber a diferença entre partidos, governos, parlamentos, etc…e que em cada instância a luta por hegemonia e a disputa do discurso se dá de forma distinta…

            Acorda minino, você coloca as coisas como se nós sempre fôssemos um povo progressista, e que agora o govenro do PT anda traindo estra tradição e fazendo um inflexão direitista conservadora…Você sabe que não é assim…

            Os setores de “esquerda” que você festeja (sim, a esquerda festiva) anda de braços dados com o que há de pior no senado e até em Macapá…

            Resta o quê para o governo?

            O que vocês não parecem (ou não querem, pode ser um movimento proposital – mas equivocado) é que a cada esticada na corda da polarização que as minorias dão na luta por seus direitos, quem avança é o conservadorismo…

            É preciso fazer política para avançar, e este é o nó para vocês: vocês, como tantos outros coxinhas, demonizam a política, os acordos, as alianças…pelo menos é isto que parece.2

            E governos são pragmáticos, óbvio, porque no fim, os governantes sabem que a exceção dos militantes mais orgânicos e extremados, todos acabam votando por outras razões, até porque, os viados são conservadores, os negros reproduzem o machismos e o racismo, as mulheres evengélicas fazem aborto, as católicas traem seus maridos…

            Basta chegar na hora da campanha e pausterizar o discurso…

            Não há discurso fascista no governo…

            E a militância virulenta nunca teve credibilidade, assim como os militantes que se acham preparados para julgar este ou aquele militante…

            Her Gunter, rótulo serve para comida…sem duplo sentido, ok?

          • Militância virtual

            A militância virtual atualmente está pior que o (outrora) PIG (hj em dia, eles – “antigo” pig e militância petista – estão mais concordando do que discordando)

            Não há discussão possivel.

            Se o gov mandar fuzilar metade da população, vão arrumar uma desculpa pra justificar.

             

          • exagero em dose cavalar…

            Isto que é argumento “fino”…classificar o outro e disparar uma sentença, uauuuu…militância equilibrada é isto aí…

          • Apelou perdeu!

              Mas vocês estão mesmo bem confusos, quem está apoiando ações violentas são vocês, quem apoia o PIG é teu companheiro gunter que deixou claro isso em vários comentários recentes, quem confunde manifestante com quem atira  molotovs em coisas e pessoas não somos nós, quem faz o jogo do PIG ajudando essas manchetes “lindas” não somos nós, nós somos os que defenderam os inimigos do PT, PSOL(direita aliás) e PSTU na Av.  paulista enquanto outros mandavam queimar bandeiras quebrar e bater.

    • vivemos uma plena democracia?

      Ainda né?

      Fica dando corda pro discurso conservador moral do governo que verá onde vamos parar.

      1968 foi pior que 1964. 

      A Itália, a Alemanha, o México e o Reino Unido conseguiram lidar com terrorismos sem entrar em Estado de Exceção.

      Então o que cabe não é julgar os manifestantes, mas justamente quem exerce o poder. Que deve ser Constitucional de Direito, tanto faz se os manifestantes são “militantes de esquerda” ou “bobocas coxinhas”. Cabe ao Judiciário aplicar penas se necessário nos diferentes casos, não a nós apoiarmos que a PM fique fazendo interpretações ao gosto do freguês.

      Tem uma linha geral nas militâncias mais xiitas nas redes sociais, que eu resumo mais ou menos assim:

      Violência das PMs de RJ (nova lei nº 12850/2013), BA, RS e DF é “do bem” e a mídia não deve mostrar, pois isso seria “isca da direita”

      Violência das PMs de SP (caso Boechat), PE, MG é “do mal” e a mídia é responsável por sua baixa credibilidade.

      SDDs coerência.

       

      • ‘tá valendo…

        então, a partir de hoje, her Gunter defende que os grupos anti-gays, neonazis e skinhedas tenham o direito de fazer o que quiserem pelas ruas, afinal, não nos cabe julgar manifestantes…

        Ou seja, defendemos uma Democracia que se coloque ameaçada por quem não acredita nela…

        Alguém explica ao Her Gunter que quem age como grupo criminoso DEVE ser punido como tal, e ponto…

        Não se trata de criminaliazr professores, jornalistas, e outros movimentos sociais, não é nada disto…

        Mas trazer para o seio dos movimentos políticos um bando de fascistas é sim um risco…não ao Estado, mas a Democracia…

        E sim, devemos julgar sim, esta atividade humana que nos difere dos animais, e que nos permite nos situar na luta política…

        As leis citadas pelo her Gunter foram aprovadas em um parlamento de um país onde as instituições funcionam, não foi um decreto, uma medida provisória, mas uma Lei…

        Quem não quiser ser atingido por ela, não a descumpra…ou contrate bons advogados…

        Enquanto isto, milhares de pobres e pretos estão encarceirados por quadrilha ou bando por empinarem pipas ou soltarem fogos nas favelas, e não li aqui nenhum chilique…

        arf, titia ‘ta perdendo a pose…

  7. Boechat

    Parece que tem um parente dele que defende e faz parte do PIG, que defende os tucanos que defendem a violência policial na periferia e nas manifestações… qual a surpresa disto tudo ????

  8.  
    Imagiem (me dá arrepios) o

     

    Imagiem (me dá arrepios) o que farão a oposição, mídia e justiça para detonar nossa copa em ano eleitoral? Vão infiltar tanto “policial” (e os de verdade)  nos protestos, que o “pau vai comer solto” e, com essa sempre velha tática, a direita podre vai  tentando desestabilizar tudo que possa ser positivo para o país. Tenho a impressão que as eleições de 2014 serão as eleições mais truculentas, mais violentas que o país presenciou. Quem tem serra, dantas, mídia, justiça e iguais como oposição, pode esperar a violência na sua forma mais bárbara, coisa que a direita é expecialista. Os protestos que estamos vendo hoje, são protestso orquestrados. Ingênuos os que acham que protestar em época de desenvolvimento é normal. Se há motivos para protestos no Brasil, esses seriam contra a corrupta e lenta justiça, a tentativa de golpe da mídia, contra a soltura do carlinhos cachoeira e seus comparsas, pelos HC sempre em favor dos amigos da corte, contra a prisão de inocentes, por JUSTIÇA. Mas esses grandes e sérios problemas, os protestantes atuais nem sabem que existem. Muito doido!

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