O feminismo de Oprah ou de Deneuve – A importância da contextualização, por Cristiane Alves

O feminismo de Oprah ou de Deneuve  – A importância da contextualização

por Cristiane Alves

Diante das controvérsias geradas pelo discurso de Oprah Winfrey (movimento #metoo), e a carta assinada pelas feministas francesas dentre as quais Catherine Deneuve aparece como nome chave, busquemos  uma mediação de discursos.

Em ambos os casos existem verdades irrefutáveis e incongruências inignoráveis.

Acho que o mais importante não é analisar as reivindicações de modo descontextualizado, por uma ótica particulada e uma cultura particular.

O capitalismo estimula a segregação. Não fosse assim deixaria de existir.  A competição é a base do capitalismo. Mas o capitalismo em si não explica toda segregação, todo ódio ao divergente, toda acepção de pessoas.

Tampouco essas vertentes de pensamentos são menos ou mais importantes, não deixamos de embarcar na onda maniqueísta ao adotarmos um lado como se um anulasse o outro. Primeiro porque estão em contextos diferentes entre si (França e EUA) e diferentes de nós.

Do mesmo modo que não podemos pensar o socialismo num plano asséptico. Cada realidade transforma um pensamento em algo tridimensional e vivo.

Penso em cada discurso como um desfile de moda (com o perdão da comparação), o importante é menos o traje que a tendência.

Não dá para “vestir a fala de Oprah em qualquer mulher do mundo e o mesmo com Deneuve. Dá para vestir a essência de ambos.

Acho que o erro está em categorizar sempre tudo em compartimentos uma vez que falamos em História viva e em movimento.

O feminismo francês não é melhor que o americano ou pior que o Russo, a essência  é a busca pela igualdade de gênero, o que difere são as realidades particulares em cada contexto, sua história.

O purismo é tão perigoso quanto a inverdade.

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42 Comentários

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Brasil S.A.

- 2018-01-22 14:05:51

Ok, já entendi isso. Não

Ok, já entendi isso. Não precisa ficar se repetindo. Só quero que responda a pergunta objetivamente.. Ou seja, a pergunta não é sobre utopias, mas o que pode e não pode nas sociedades comunistas REAIS.

 

Rui Ribeiro

- 2018-01-22 11:30:50

No Comunismo os meios de produção deixarão de ser capital

No comunismo os meios de produção deixarão de ser capital, isto é, os meios de produção não servirão para que os proprietários dos tais meios de produção explorem trbalhadores.

Brasil S.A.

- 2018-01-19 21:48:54

Ver resposta acima

Ver resposta acima postado sex, 19/01/2018 - 19:46

Brasil S.A.

- 2018-01-19 21:46:25

Reposta ao cometário de Rui

Reposta ao cometário de Rui Ribeiro postado sex, 19/01/2018 - 16:20

"Coube a Marx demonstrar que o capital é uma relação social"

Na verdade também entendo Capital em essência como uma relação social, mesmo porque onde houver seres humanos haverá uma relação social e daí tudo poder ser interpretado sob esse ponto de vista... No caso podemos entender Capital como o poder, adquirido ou herdado e reconhecido pela posse de títulos arbitrados (dinheiro, escrituras, ações, certidões inclusive a de nascimento, etc), que serve para ativar e controlar recursos humanos e materiais numa determinada ação e direção. Mas isso é outra conversa *filosófica*, gostaria é que respondesse a pergunta que repito a seguir...

Nas sociedades comunistas REAIS existe a possibilidade LEGAL de um indivíduo acumular Capital e abrir uma empresa para acumular ainda mais Capital?

Rui Ribeiro

- 2018-01-19 18:20:33

Amigo, vejo que você ainda está vivendo no tempo dos Luddistas

Os Luddistas conebiam o capital como uma coisa, e não como uma relação social. Em razão disso, quando um novo maquinário, que poderia ser utilizado para suavizar as suas condi;ções de trabalho e aumentar seus tempos livres, eles se reuniam e destruiam as máquinas.

Coube a Marx demonstrar que o capital é uma relação social, e não algo material, e que, portanto, em vez de destruir as máquinas que lhes tiravam o empego, era mais sensatos lutar pela socialização delas, caso em que elas continuariam meios de produção mas deixariam de ser capital, já que não mais seriam usadas para desempregar os trabalhadores, mas para reduzir suas jornadas de trabalho e/ou aumentar os seus consumos.

Brasil S.A.

- 2018-01-19 16:37:50

Ver resposta acima

Ver resposta acima postada sex, 19/01/2018 - 14:35

Brasil S.A.

- 2018-01-19 16:35:49

Reposta ao cometário de Rui

Reposta ao cometário de Rui Ribeiro postado sex, 19/01/2018 - 10:03 

"Acho que a sua dificuldade consiste em você conceber o capital como algo material, e não como uma relação social. Ora, uma máquina, por exemplo, é um meio de produção, mas ela só se torna capital se for utilizada para expropiar outros trabalhadores."

Deve concordar que não tenho porque aceitar essa definição. O que posso aceitar é que um meio de produção é nulo se ele não puder ser usado por alguma razão, mas daí dizer que ele não é Capital se efetivamente servir para produzir riqueza, explorando ou não alguém, é absurdo.

Agora se num mundo comunista utópico os indivíduos poderiam ser donos dos meios de produção desde que não explorassem os trabalhadores nem usufruíssem da riqueza produzida além das suas necessidades não tenho porque dizer que essa utopia não está proposta. Porém, a pergunta que faço é... Nas sociedades comunistas, reais e burocráticas, existe a possibilidade legal de um indivíduo acumular Capital e poder instituir uma empresa para acumular ainda mais Capital?

Rui Ribeiro

- 2018-01-19 12:03:47

Acumulação de ativos numa sociedade comunista

Você abstraiu os privilégios naturais dos trabalhadores, referido por Marx no Programa de Gotha. Uma pessoa é mais produtiva, mais forte e mais preparada do que outra. Assim, se na mesma jornada de trabalho ela produz mais do que outra pessoa, ela acumulará mais ativos do que a outra pessoa, sejam ssles ativos imóveis ou meios de produção, só que esses meios de produção não se constituirão em capital, isto é, não poderão ser utilizados para explorar outros trabalhadores.

Acho que a sua dificuldade consiste em você conceber o capital como algo material, e não como uma relação social. Ora, uma máquina, por exemplo, é um meio de produção, mas ela só se torna capital se for utilizada para expropiar outros trabalhadores. Assim, numa sociedade cooperativa, você poderá ter uma fábrica, se for mais trabalhador, mais produtivo e menos consumista do que os demais trabalhadores. Só que essa fábrica será apenas um meio de produção, mas não um capital.

Ou você acha que após o triunfo da classe operária sobre os parasitas burgueses e seus lambe-botas, os trabalhadores destruirão as fábricas, por exemplo, em vez de coletivizá-las, a fim de acabar com o capital?

Brasil S.A.

- 2018-01-18 21:46:13

Respondi acima para contornar

Respondi acima para contornar o problema da redução da largura da caixa de comentário.

Brasil S.A.

- 2018-01-18 21:42:27

Resposta ao comentário abaixo

Resposta ao comentário abaixo de Rui Ribeiro...

A leitura do trecho a seguir transcrito, extraído da "Crítica do Programa d Gotha", de Marx, vai ajudá-lo a superar as suas incoerências e ignorâncias...

Acho Marx terrivelmente prolixo e realmente li pouco dele (li pouco justamente por não ter paciência com prolixos), mas plo pouco que li observei que a ele escapava o conceito de bens intangíveis e tecnologia o que falseia toda a construção das suas idéias em minha opinião. Dito isso esse texto pode ser sintetizado como o seguinte:

Numa sociedade comunista cada pessoa deve ter direito de receber a mesma riqueza que produziu ("O mesmo quantum de trabalho que ele deu à sociedade sob uma forma, recebe-o ele de volta sob outra."). Porém, como para diferentes produtos resultantes do trabalho se atribuem diferentes valores de riqueza, deve-se passar a normalizar essa atribuição de forma que cada trabalhador receba exatamente aquilo que precisa e demanda no seu contexto social (“Para evitar todos estes inconvenientes, o direito, em vez de igual, teria antes de ser desigual.” + "De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades!"). Disso se subentende que nenhum indivíduo terá direito a se apropriar de mais riqueza do que ele realmente precisaria, ou seja, explorar outros trabalhadores muito menos acumular propriedades de produção ("...nada pode transitar para a propriedade dos indivíduos a não ser meios de consumo individuais.").

Vou repetir agora minha síntese sem as referências entre parênteses:

Numa sociedade comunista cada pessoa deve ter direito de receber a mesma riqueza que produziu. Porém, como para diferentes produtos resultantes do trabalho se atribuem diferentes valores de riqueza, deve-se passar a normalizar essa atribuição de forma que cada trabalhador receba exatamente aquilo que precisa e demanda no seu contexto social. Disso nenhum indivíduo terá direito a se apropriar de mais riqueza do que ele realmente precisaria, ou seja, explorar outros trabalhadores muito menos acumular propriedades de produção.

Bem, não sei concorda com essa síntese. Mas o ponto a perguntar é o que esse manisfesto contradiz minha afirmação de que numa sociedade comunista uma pessoa como indivíduo não tem direito a acumular ativos (imóveis e bens de capital)?

A não ser claro se quer traduzir que no mundo comunista de Alice existiria tal direito condicionado que as pessoas serão abnegadas e incapazes de explorar outros nem tão pouco usufruir de luxo ou riqueza além das suas necessidades mesmo tendo a faca e o queijo nas mãos.

 

 

Rui Ribeiro

- 2018-01-18 16:25:46

O operário de um país capitalista também não acumula imóveis

Em regra, um operário de um país capitalista, tal qual um operário da antiga URSS, também não acumula imóveis,; ele morrerá sem ser dono de fazenda ou de um galpão em uma fábrica. Entretanto, diferentemente da ex-URSS, o operário não acumula o produto do seu trabalho não porque a produtividade do trabalho seja baixa, mas porque ele é expropriado pelo capitalista. Na ex-URSS, o operário não acumulava bens em razão do atraso das forças produtivas, já que a Rússia era feudal em 1917, e, portanto, a produtividade do trabalho era muito baixa.

A leitura do trecho a seguir transcrito, extraído da "Crítica do Programa d Gotha", de Marx, vai ajudá-lo a superar as suas incoerências e ignorâncias em relação à uma sociedade cooperativa:

"No interior da sociedade co-operativa, fundada no património comum dos bens de produção, os produtores não trocam os seus produtos; tão-pouco aparece aqui o trabalho empregue nos produtos como valor desses produtos, como uma qualidade material possuída por eles, uma vez que agora, em oposição à sociedade capitalista, os trabalhos individuais não existem mais enviesadamente, mas imediatamente, como partes componentes do trabalho total. As palavras «provento do trabalho», rejeitáveis hoje em dia também por causa da sua ambiguidade, perdem, assim, todo o sentido.

Aquilo com que temos aqui a ver é com uma sociedade comunista, não como ela se desenvolveu a partir da sua própria base, mas, inversamente, tal como precisamente ela sai da sociedade capitalista; [uma sociedade comunista], portanto, que, sob todos os aspectos - económicos, de costumes, espirituais -, ainda está carregada das marcas da velha sociedade, de cujo seio proveio. Em conformidade, o produtor individual recebe de volta - depois das deduções - aquilo que ele lhe deu. Aquilo que ele lhe deu é o seu quantum individual de trabalho. Por exemplo, o dia social de trabalho consiste na soma das horas de trabalho individuais. O tempo de trabalho individual do produtor individual é a parte do dia social de trabalho por ele prestada, a sua participação nele. Ele recebe da sociedade um certificado em como, desta e daquela maneira, prestou tanto trabalho (após dedução do seu trabalho para o fundo comunitário) e, com esse certificado, extrai do depósito social de meios de consumo tanto quanto o mesmo montante de trabalho custa. O mesmo quantum de trabalho que ele deu à sociedade sob uma forma, recebe-o ele de volta sob outra.

Reina aqui manifestamente o mesmo princípio que regula a troca de mercadorias, na medida em que ela é troca de equivalentes. Conteúdo e forma alteraram-se, porque, nas circunstâncias alteradas, ninguém pode dar algo excepto o seu trabalho e porque, por outro lado, nada pode transitar para a propriedade dos indivíduos a não ser meios de consumo individuais. Porém, no que diz respeito à repartição dos últimos entre os produtores individuais, reina o mesmo princípio do que na troca de mercadorias equivalentes, o mesmo montante de trabalho sob uma forma é trocado pelo mesmo montante de trabalho sob outra.

O direito igual é aqui, portanto, sempre ainda - segundo os princípios - o direito burguês, se bem que princípio e prática já não se andem a puxar os cabelos, enquanto a troca de equivalentes na troca de mercadorias só existe em média e não para o caso individual.

Apesar deste progresso, este igual direito está ainda constantemente carregado com uma limitação burguesa. O direito dos produtores é proporcional ao seu fornecimento de trabalho; a igualdade consiste em que ele é medido por uma escala igual: o trabalho. Mas um [indivíduo] é física ou espiritualmente superior a outro; fornece, portanto, mais trabalho no mesmo tempo ou pode trabalhar durante mais tempo; e o trabalho, para servir de medida, tem que ser determinado segundo a extensão ou a intensidade, senão cessaria de ser escala [de medida]. Este igual direito é direito desigual para trabalho desigual. Não reconhece nenhumas diferenças de classes, porque cada um é apenas tão trabalhador como o outro; mas, reconhece tacitamente o desigual dom individual - e, portanto, [a desigual] capacidade de rendimento dos trabalhadores - como privilégios naturais. E, portanto, um direito da desigualdade, pelo seu conteúdo, como todo o direito. O direito, pela sua natureza, só pode consistir na aplicação de uma escala igual; mas, os indivíduos desiguais (e não seriam indivíduos diversos se não fossem desiguais) só são medíveis por uma escala igual, desde que sejam colocados sob um ponto de vista igual, desde que sejam apreendidos apenas por um lado determinado, por exemplo, no caso presente, desde que sejam considerados como trabalhadores apenas e que se não veja neles nada mais, desde que se abstraia de tudo o resto. Além disso: um trabalhador é casado, o outro não; um tem mais filhos do que o outro, etc, etc. Com um rendimento de trabalho igual - e, portanto, com uma participação igual no fundo social de consumo - um recebe, pois, de facto, mais do que o outro, um é mais rico do que o outro, etc. Para evitar todos estes inconvenientes, o direito, em vez de igual, teria antes de ser desigual.

Mas, estes inconvenientes são inevitáveis na primeira fase da sociedade comunista, tal como precisamente saiu da sociedade capitalista, após longas dores de parto. O direito nunca pode ser superior à configuração económica - e ao desenvolvimento da cultura por ela condicionado - da sociedade.

Numa fase superior da sociedade comunista, depois de ter desaparecido a servil subordinação dos indivíduos à divisão do trabalho e, com ela, também a oposição entre trabalho espiritual e corporal; depois de o trabalho se ter tornado, não só meio de vida, mas, ele próprio, a primeira necessidade vital; depois de, com o desenvolvimento ouniversal dos indivíduos, as suas forças produtivas terem também crescido e todas as fontes manantes da riqueza co-operativa jorrarem com abundância - só então o horizonte estreito do direito burguês poderá ser totalmente ultrapassado e a sociedade poderá inscrever na sua bandeira: "De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades!"".

Brasil S.A.

- 2018-01-18 15:48:27

Você está novamente

Você está novamente abstraindo o sentido do meu argumento. No caso quando eu faço questão de colocar o termo “acumulação”, o faço justamente pra distinguir o direito de possuir ou acumular bens para usufruto do direito de acumular propriedades para usá-los como ativos. Ou seja, é impensável acreditar que um operário na antiga URSS poderia acumular 10 apartamentos para alugá-los de forma legal. Muito menos ser dono de uma fazenda ou galpão de uma fábrica.

 

Rui Ribeiro

- 2018-01-18 11:35:11

Karl Marx e Friedrich Engels vão refrescar sua memória

"O preço médio do trabalhado assalariado é o mínimo do salário, isto é, a soma dos meios de vida que são necessários para manter vivo o operário como operário. Aquilo, portanto, de que o operário se apropria pela sua atividade chega apenas para gerar de novo a sua vida nua. De modo nenhum queremos abolir esta apropriação pessoal dos produtos de trabalho para a nova geração da vida imediata - uma apropriação que não deixa nenhum provento líquido capaz de conferir poder sobre trabalho alheio. Queremos suprimir apenas o caráter miserável desta apropriação, em que o operário só vive para multiplicar o capital, só vive na medida em que o exige o interesse da classe dominante." Manifesto Comunista

 

Imóvel não é meio de produção. Logo, por mérito, uma pessoa poderá acumular imóveis numa sociedade em que os meios de produção sejam coletivizados.

Eu não conheço nenhuma sociedade na qual não existam classes sociais. Entretanto, primitivamente, quando a produtividade do trabalho era muito baixa, não era possível haver a exploração de uma pessoa por outra, pois se isso exitisse, morreriam o explorado e o explorador, devido à baixa produtividade do trabalho. Nesse período não existiam classes sociais.

Ainda que não tivesse existido esse período no qual a sociedade não era dividida em classes, isso não seria motivos para não lutar por tal sociedade. Já imaginou se Santos Dumont tivesse desistido de voar apenas porque não existia avião antes dele?

Brasil S.A.

- 2018-01-18 01:06:17

Não porque você pode sim ter

Não porque você pode sim ter sociedade divididas por classes e não haver o direito a propriedade privada. Aliás, conhece alguma sociedade onde não exista divisão de classes?

Brasil S.A.

- 2018-01-18 01:03:49

O que estou dizendo,

O que estou dizendo, aproveitando a sua analogia, é que a peça fundamental do concorde é a asa, logo o fato do 14 bis também possuir uma asa não torna falso que a asa é a peça fundamental do concorde. Ou seja, não estou dizendo que sistemas econômicos mais antigos não poderiam ser adimitidas como formas primitivas de capitalismo. Só estou apontado aquilo que entendo ser a base fundamental do capitalismo e que o difere de sistemas como o comunismo e socialismo onde também existem agentes econômicos presentes no capitalismo (dinheiro, bancos, gerentes e administradores de empresas, etc), mas justamente não existe o direito de acumulação de propriedades (imóveis e bens de capital).

Rui Ribeiro

- 2018-01-17 15:55:29

O 14 Bis deixou de ser avião com a construção dos supersônicos?

O primitivo avião do Santos Dumont, o 14 Bis, deixou de ser avião só porque foram construídos aviões supersônicos?

Você recorre ao primitivismo para sair pela tangente.

Rui Ribeiro

- 2018-01-17 15:46:55

Você poderia e deveria ser mais preciso e mais objetivo

Para ser mais preciso, objetivo e lacônico, você deveria afirmar que o reconhecimento do direito de [acumulação de]  propriedade por indivíduos é a base de todos os modos de produção das sociedades divididas em classes, e não apenas da sociedade burguesa, na qual reina, soberano, o capitalismo.

joaquim fernandes

- 2018-01-16 23:14:41

texto vazio

O texto apenas aponta o que pensam os grupos "Oprah" e "Deneuve". Sem qualquer conclusão objetiva. Eis que surge um vídeo de Simone Beauvoir , que não guarda relação objetiva com a discussão sobre assédio, no contexto do artigo, que repito, é vazio. Fico com as feministas francesas , que de regra , tiveram interpretação equivocada de seu manifesto, com o mesmo ódio e insanidade , que hoje se discute política. A discussão passa ao largo de direitos , encaixa-se em alguns oportunismos de celebridades, e não se alcança a matéria de fundo: o que é assédio? qual a diferença de flerte/cantada/passada de mão/violência ? A generalização é péssima para qualquer sociedade. Deixemos os extremos , e vamos ao debate.

 

Brasil S.A.

- 2018-01-16 18:34:50

Sim era, apesar de que modo

Porventura, nos modos de produção que precederam o capitalismo não era reconhecido o direito de acumulação de propriedade por indivíduos?

Sim era, apesar de ser mais primitivo do que veio a ser instituido com o aparecimento dos Estados modernos.

Mas veja o seu 9-3= 6... Se digo que a base do sistema A é o aspecto B e vc diz que o aspecto B já existia em outros sistemas, isso significa então que a base de A não pode ser o aspecto B?!

Agora o seu 6= 6... Se eu afirmo sem demonstrar, que TODOS os sistemas onde existe A existIrá B, e se digo, novamente sem explicar, que o capitalismo é um sistema onde existe A, logo existiria B no capitalismo, estou realmente demonstrando algo ou apenas fazendo argumentação circular?

Rui Ribeiro

- 2018-01-16 14:51:51

O que eu falei foi que 9 - 3 = 6

A base do capitalismo é o reconhecimento do direito de [acumulação de] propriedade por indivíduos? Como assim, Cara Pálida?

Porventura, nos modos de produção que precederam o capitalismo não era reconhecido o direito de acumulação de propriedade por indivíduos?

Rui Ribeiro

- 2018-01-16 14:46:16

E o churrascão dos Diferenciados?

Porque nem todo mundo participou do Churrasco dos Diferenciados?

Brasil S.A.

- 2018-01-16 14:43:59

Não entendi onde pode haver

Não entendi onde pode haver essa comparação. Esse rapaz desorientado é apoiador da lógica capitalista de que deve haver máxima liberdade de competição entre os indivíduos sendo opositor de políticas compensatóriase e não vi nada disso no texto, muito pelo contrário.

Portanto poderia apontar passagens do texto e fazer uma crítica objetiva para validar essa comparação?

Brasil S.A.

- 2018-01-16 14:30:39

Ou o Brasil não é capitalista

Ou o Brasil não é capitalista ou a Danuza Leão e o Willian Waack, entre outros, vivem em sociedades pré-capitalistas

Bingo... Bem vindo a realidade do Brasil colônia.

 

Brasil S.A.

- 2018-01-16 14:22:55

Desculpe, mas está falando

Desculpe, mas está falando que 6 é meia dúzia.

Rui Ribeiro

- 2018-01-16 12:50:37

A segregação identitária existe em todas as sociedades classista

A segregação identitária existe em todas as sociedades divididas em classes. No capitalismo existe a classe explorada e a classe exploradora. Portanto, enquanto existir capitalismo, existirá segregação de gênero, de classe e de etnia.

Rui Ribeiro

- 2018-01-16 12:39:42

Se o capitalismo integrou os 'Diferentes'...

Se o capitalismo integrou os 'Diferentes', das duas, uma: Ou o Brasil não é capitalista ou a Danuza Leão e o Willian Waack, entre outros, vivem em sociedades pré-capitalistas, e não no Brasil Capaitalista.

Vânia

- 2018-01-16 10:07:21

hummm

Resultado de imagem para holiday mbl

Vânia

- 2018-01-16 09:39:36

UI!

 (...) mulher brasileira terá lutado e criado o seu melhor espaço dentro do modelo de sociedade plural que escolhamos para o Brasil, e poderá curtir esta e outras matérias numa revista de moda, no cabeleireiro ou no consultório do dentista.

ai ai... e a gente é obrigada e ler isso de homens curtos (sic, era pra ser cultos) de exxxquerda hahaha

Pobres "moços", porbres homens ultrapassados... ah se soubessem o que virá!

Vânia

- 2018-01-16 09:31:03

Querido amigo João

Agradeço o apoio, mas infelizmente, as coisas não são tão simples assim....como explica Simone:

[video:https://www.youtube.com/watch?v=pV6wzVPB0BA]

João Sabóia Jr.

- 2018-01-16 09:27:15

Que venha...

Que venha o tsunami e arrase tudo, já passou da hora.

Um mundo que ainda, de forma velada, permite a existência e práticas de um Boko Haram, que faz vistas grossas a violência física, moral, sexual, emocional masculina deve ser destruído.

Um mundo que permite, a expressão máxima do machismo que é o capitalsmo, tem que ser posto ao chão. A revolução socialista é esempres será feminista!

alexis

- 2018-01-16 09:18:49

O avanço das ideias e o atraso da nossa realidade

É interessante observar a velocidade da internet e a capacidade para nos levar até a França ou para os EUA em tempo real, em jogada neoliberal de mercado, pulando quase 100 anos de subdesenvolvimento. É surpreendente como, em médio de uma batalha de supervivência, discutimos sobre o que pensam hoje mulheres na França e nos EUA, enquanto mulheres brasileiras está voltando do botijão de gás para o fogão a lenha. No futuro, se ainda tivermos um Brasil para chamar de nosso, a mulher brasileira terá lutado e criado o seu melhor espaço dentro do modelo de sociedade plural que escolhamos para o Brasil, e poderá curtir esta e outras matérias numa revista de moda, no cabeleireiro ou no consultório do dentista.

Vânia

- 2018-01-16 08:44:14

(Sem título)

Vânia

- 2018-01-16 06:48:03

Discurso ambíguo

Tipo: acende uma vela pra deus e outra pro diabo.

Chega de ambiguidade. Passou da hora de ser firme e colocar os pingos nos is.

A verdade é dura: Não passarão!

***

Um tsunami de verdade e fastio

 

O patriarcado está nervoso porque seus crimes chegam aos milhões em todo o mundo

Marcha do movimento #Metoo em Hollywood.

Cem mulheres francesas da área cultural assinam um manifesto em favor do patriarcado na França e seu eco tem ressonância em todo o mundo. É a estratégia habitual, quando as demandas feministas calam em boa parte da sociedade e se evidencia não só que suas reivindicações são justas, como que são necessárias e urgentes. Então procura-se rapidamente mulheres que façam o trabalho sujo, ou seja, que enfrentem essas reivindicações para ganhar um pouco de tempo. O patriarcado procura mulheres para fazer o trabalho sujo quando este não é aceitável para os homens, ou seja, quando os homens têm medo de fazê-lo porque isso evidenciaria demais sua situação de poder ou porque simplesmente seus argumentos são inconsistentes. A história tem milhões de exemplos. Na Espanha, provavelmente, o paradigma seja o enfrentamento entre Victoria Kent e Clara Campoamor quando esta defendia o direito ao voto para as mulheres. O partido de Kent só tinha uma deputada e foi ela exatamente a escolhida para defender o indefensável: a rejeição ao sufrágio universal. Os franceses fizeram o mesmo: esconderam-se atrás de cem mulheres para defender o indefensável: a violência masculina, especialmente sexual, que nós, mulheres, sofremos em todo o mundo.

Uma estratégia tão velha e frágil como o resto dos argumentos do manifesto francês. Somos mais de três bilhões de mulheres no mundo, só faltaria que fôssemos todas iguais. O patriarcado não é um ente abstrato, tem os nomes e sobrenomes de todos aqueles homens que se beneficiam da desigualdade, de quem não respeita as mulheres, de quem as despreza, as agride, as anula, as insulta, as estupra e as mata, e também os de todas as mulheres que acreditam que é melhor ter algumas migalhas desse poder do que enfrentá-lo.

Mas dessa vez receio que a jogada não lhes trará bons resultados. O silêncio é a palavra de ordem patriarcal por excelência. Durante séculos se manteve a expressa proibição às mulheres de ter conhecimento, ler, escrever, criar, falar em público... Esse pacto de silêncio forjado sobre o medo delas, a violência deles e a indiferença da maioria foi capaz de normalizar o abuso, os maus-tratos e até de gerar a cultura do estupro em que vivemos. O patriarcado reage com seus velhos truques porque o silêncio se quebrou. Ana Orantes, Malala, o movimento #metoo... milhares de vozes de mulheres em todo o mundo estão despedaçando-o com uma força desconhecida até agora. É o fruto do bom trabalho que o feminismo vem fazendo, sem descanso, nos últimos três séculos. Milhões de mulheres em todo o mundo disseram: chega. Não porque o feminismo tenha vitimizado as mulheres e as tenha transformado em “vítimas eternas e coitadinhas sob a influência de demoníacos falocratas”, como dizem as francesas em seu manifesto, cheio de erros conceituais e invenções, mas exatamente pelo contrário. Milhares de mulheres deixaram de ter medo e estão dispostas a falar alto e claro nas redes sociais, diante das câmeras e dos tribunais. Milhares de mulheres em todo o mundo sabem que o silêncio e a submissão, longe de nos proteger, amparam os perpetradores e alimentam a impunidade, combustível da violência.

O patriarcado está nervoso porque seus crimes são contados aos milhões em todo o mundo e já não é possível escondê-los sob os tapetes. “Abram as janelas. Que entre a nevasca e o ar se renove”, escrevia Carmen Martín Gaite. O patriarcado está nervoso porque enfrenta um tsunami de verdade e fastio, de cansaço infinito, de asco e indignação. Não será com manifestos e velhas artimanhas que vai parar. As bases estão colocadas, a consciência ampliada, as lideranças, numerosas e consolidadas, as vozes afinadas, o objetivo claro e, pela primeira vez, toda uma indústria e seus tremendos benefícios econômicos balançam. Isso já começou e ninguém vai segurar.

Nuria Varela é escritora. Seu último livro se intitula Cansadas: una reacción feminista ante la nueva misoginia

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/12/opinion/1515772085_906020.html

Júnior 5 Estrelas

- 2018-01-16 06:38:04

Fiz dois comentários,pensando
Fiz dois comentários,pensando melhor corro sério risco de ser acusado de qualquer tipo de assédio,como por exemplo,assédio por não ter entendido porra nenhuma do que foi escrito.

Júnior 5 Estrelas

- 2018-01-16 06:33:52

Pode-se dizer que esse texto
Pode-se dizer que esse texto está classificado como a boçalidade do mal.

Júnior 5 Estrelas

- 2018-01-16 06:32:14

Há certos momentos na vida
Há certos momentos na vida que é melhor ficar calado,em alguns casos,escrever.No caso em tela,corto meu pescoço se essa moça conseguisse explicar o que quis dizer exatamente.

Ivan de Union

- 2018-01-16 05:56:46

Eu adicionei a uminha

Eu adicionei a uminha sentenca e nao critiquei nada.

Nabucodonosor

- 2018-01-16 02:18:23

"O capitalismo estimula a

"O capitalismo estimula a segregação" é uma frase de efeito que, espremida, não quer dizer nada. As sociedades pré-capitalistas eram extremamente segregadas. Os principais avanços na integração dos 'diferentes' ocorreram dentro de sociedades ditas capitalistas.

Brasil S.A.

- 2018-01-16 02:10:59

O capitalismo estimula a

O capitalismo estimula a segregação. Não fosse assim deixaria de existir.  A competição é a base do capitalismo.

A competição não é a base do Capitalismo. A base do Capitalismo é o reconhecimento do direito de [acumulação de] propriedade por indivíduos. Já a segregação deriva do objetivo de agrupar pessoas para perpetuar atividades especializadas dentro da sociedade. Imaginem um país comunista onde as pessoas por alguma razão cultural desprezassem ser professores, por exemplo. Isso seria um problema concordam? Portanto, mesmo o comunismo é obrigado a “estimular” a segregação.

Claro, o assunto não é a "segregação" dos indivíduos por atividades econômicas, mas a segregação de identidade de gênero e raça. Porém eu faço a pergunta... Quais as atividades mais antigas inventadas na história das sociedades?

Reposta: a separação entre quem caça e quem cuida dos filhotes (homem-mulher) e depois a separação quem planeja o plantio e quem planta (senhor-escravo). Bingo. Portanto o problema da segregação identitária não é do capitalismo apesar que podemos concordar que numa sociedade anarquista a segregação não faria o menor sentido.

casantos

- 2018-01-16 01:33:41

Viva o direito de “encher o saco”…

… incluindo criticar um artigo usando um argumento que apenas comprova a correção da tese defendida nele.

Zé Trindade

- 2018-01-15 23:54:39

“É preciso deixar de pensar

“É preciso deixar de pensar que a mulher é sempre uma vítima”

Catherine Millet, promotora do manifesto contra o #MeeToo, denuncia seus métodos e consequências
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/12/cultura/1515761428_968192.html
 

Seu manifesto conseguiu semear o caos na França e em boa parte do mundo. A escritora e crítica de arte Catherine Millet (Bois-Colombes, 1948), autora do best-seller A Vida Sexual de Catherine M., é uma das cinco mulheres por trás do manifesto contra o #MeToo, assinado por 100 personalidades da cultura francesa, lideradas pela atriz Catherine Deneuve, a cantora Ingrid Caven e a editora Joëlle Losfeld. Millet diz que esse movimento, que rotula de “puritano”, favorece a volta da “moral vitoriana”. Ela defende “a liberdade de importunar”, inclusive no sentido físico, considerando-a indispensável para assegurar a herança da revolução sexual. É o que afirma em seu escritório parisiense, um quarto cheio de catálogos amontoados onde o telefone não para de tocar desde que começou a dirigir a revista Art Press, que cofundou em 1972.

Ivan de Union

- 2018-01-15 22:23:48

"O purismo é tão perigoso

"O purismo é tão perigoso quanto a inverdade":

Pedir definicao tecnica do que quer que a carta esteja rosnando nao eh "purismo".  E a carta ja se declara a favor dovdireito de homens de "encher o saco".

Nao ha razao pra estar em cima do muro nesse assunto.

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