Pandemia nas prisões: violações foram 70% maior em 2020

Entre março e outubro, 90 denúncias foram registradas de casos de torturas dentro das prisões do Brasil, 67 delas relacionadas à negligência na saúde

Jornal GGN – A tragédia da pandemia do coronavírus em 2020 foi ainda maior detrás das grades. Entre março e outubro do ano passado, 90 denúncias foram registradas de casos de torturas dentro das prisões do Brasil, 67 delas relacionadas à negligência na saúde.

É o que mostra o relatório “A Pandemia da Tortura no Cárcere”, divulgado pela Pastoral Carcerária Nacional, que recebeu as denúncias no ano passado. A quantidade de relatos de violência e tortura foi 69,8% maior do que no ano anterior, em 2019, quando a entidade registrou 53 casos no mesmo período.

O documento, recheado ainda de relatos, artigos e análises de familiares de presos, ativistas, sobreviventes do sistema carcerário e pesquisadores, conclui que a pandemia foi uma forma de tortura nas prisões brasileiras em 2020, foralecendo “a estrutura racista e violenta do cárcere, bem como seu impacto nas diversas populações presas”.

Análises presentes do relatório revelam, ainda, que as mulheres, população LGBTI+, povos originários e negros presos vivenciam maior vulnerabilidade e uma sistemática de tortura.

“O abandono que essa população experimenta é, assim, também institucional, situação que é agravada ainda pela suspensão das visitas neste momento histórico de pandemia do novo coronavírus (covid-19). Não podemos deixar de considerar, além disso, que a falta de materiais, alimentação e outros insumos fornecidos pela prisão e pelos familiares tem impacto na saúde dessas pessoas, gerando, por isso, um contexto em que tortura, abandono, desproteção e ausência de direitos estão intimamente conectados”, analisou a ONG SOMOS.

Leia o documento na íntegra abaixo:

 

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