Witzel afasta respostas ou competência sobre desabamento de prédios no Rio

Após afastar a responsabilidade no tiroteio de 80 balas contra um carro inocente, mais uma vez o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, não assume resposta ou solução

Foto: Centro de Operações da Prefeitura do Rio

Jornal GGN – Novamente com a intenção de afastar qualquer tipo de responsabilidade ou comando para a solução do problema, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que o desabamento dos prédios que deixou duas mortes, na manhã desta sexta (12), era um problema da Prefeitura e não do governo estadual.

Nas declarações dadas após a repercussão dentro e fora do país sobre o desmoronamento dos prédios residenciais, cosntruídos de maneira ilegal, na zona oeste do Rio de Janeiro, Witzel resumiu a um “retrato da falta de fiscalização por parte do município”.

“Esse prédio que desabou é um retrato da falta de fiscalização por parte do município. O estado não tem poder de fiscalizar edificações. São edificações que tem que ser coibidas pelo município. Agora, se a área era uma área de milícia como está sendo dito, no nosso governo estamos combatendo todas as áreas de milícias”, disse.

A reação foi dada após o comunicado emitido pela Prefeitura do Rio, informando que a região é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e que os prédios construídos não respeitavam a legislação em vigor. Na nota, a Prefeitura disse também que os órgãos fiscalizadores já haviam interditado os prédios ainda em novembro de 2018, contrariando a declaração de Witzel.

Entretanto, a Prefeitura destacou que para a retirada dos moradores da área, após a fiscalização, era necessário o apoio da Polícia Militar, uma vez que a zona estava “dominada por milícia”.

“Por se tratar de área dominada por milícia, os técnicos da fiscalização municipal necessitam de apoio da Polícia Militar para realizar operações no local. Foi o que aconteceu em novembro de 2018, quando várias construções irregulares foram interditadas e embargadas pela Prefeitura”, informou.

De acordo com testemunhas da região, ao menos quatro famílias moravam nestes edifícios de quatro andares, que estavam com as obras incompletas. Com o desabamento, duas pessoas faleceram e três ficaram feridos, além de desaparecidos. Segundo os bombeiros, as equipes ainda buscavam sobreviventes que podem estar soterrados.

Já Witzel tratou de restringir seu comunicado dizendo que a Polícia Civil tenta identificar as milícias que atual na região. Mas após o desabamento, que deixou vítimas nesta sexta-feira.

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