A pornografia vs o sexo real

Sugerido por Henrique, o Outro

Do Expresso.pt

Pornografia vs sexo real: de comer e chorar por mais

Paula Cosme Pinto

Lembro-me de há uns meses ter participado num workshop feminino dado por uma atriz porno portuguesa e de ela ter satisfeito grande parte das curiosidades do mulherio presente sobre os filmes para adultos. Sim, “lá muito de vez em quando” até tinha um orgasmo durante as filmagens, mas quem é que “atura estar em alta durante quase uma hora de penetração ou meia hora de sexo oral?”, disse-nos sem papas na língua. Quanto às ejaculações femininas dignas de filme: “Ui, até com iogurte líquido nós as simulamos e eles também”. Enfim, se havia naquela sala alguém que ainda tivesse idade para achar que tudo o que se vê nestes filmes pornográficos roça a realidade da vida sexual fora do ecrã, deve ter percebido que há mais mitos do que o Pai Natal.

Quando na semana passada me enviaram um vídeo que, tal como previa, tinha tudo para se tornar viral, recordei as palavras daquela atriz e das risadas que deu com algumas das perguntas ingénuas que lhe faziam. E a sinceridade com que assumiu que em sua casa é tudo muito mais rápido, com direito a dores de cabeça de vez em quando porque não está, simplesmente, para ali virada. Mesmo que o sexo seja a sua vida.

A comida explica tudo, ora vejam

A pensar em todos os saltos altos e rasos que ainda têm dúvidas sobre isto, Kornhaber Brown meteu literalmente a mão na fruta (e nos legumes) e fez um vídeo intitulado “Porn Sex vs Real Sex: The Differences Explained With Food” (qualquer coisa como “Pornografia vs sexo real: As diferenças explicadas com comida”). Pepinos, bananas, papaias, alhos franceses, panquecas, chocolate, champanhe e por aí foram são os ingredientes que tornam este vídeo numa verdadeira delícia.

Com um humor digno de Óscar, dá a conhecer dados estatísticos sobre a sexualidade, tão simples como: na vida real as pessoas demoram entre “10 a 12 minutos para entrarem no clima” de excitação, e não os 30 segundos de conversa fiada, sem preliminares, que acabam invariavelmente com os protagonistas em pleno ato. E se nos filmes os atores aguentam fazê-lo horas seguidas, sem demonstração de cansaço ou descontrolo, na vida real 75% dos homens tendem a ejacular 3 minutos após a penetração. E apesar de todas as actrizes aparentemente terem um orgasmo apenas com penetração, estudos apontam que 71% das mulheres não o consegue.

Mesmo que os números apresentados não tenham mencionada qualquer fonte fidedigna, recomendo a todos que o vejam. E se tiverem adolescentes por perto, aproveitem para partilhar com eles. Seja à hora do lanche ou como sobremesa, garanto que indispostos é coisa que não ficarão com este petisco.

Em menos de uma semana o vídeo já foi visto mais de 5 milhões de vezes:

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