Sobre o artigo “Niemeyer no foco dos acadêmicos”

Caros,

Comentário sobre arquitetura-e-cultura, tendo como pano de fundo, o belo artigo de Carlos Haag, “Niemeyer no foco dos acadêmicos – Obras do criador de Brasília foram analisadas em estudos” (Revista FAPESP, Jan. 2013, anexo), como diria Niemeyer, “a vida é um sopro”, estou no foco dos acadêmicos.

O artigo é brilhante ao reunir vários estudos recente, mais de meio século depois de Brasília, porém gostaria de registrar o outro lado da história, Oscar Niemeyer passou décadas sendo menosprezado e sem ser estudado pela academia,  Le Corbusier reinou nas “FAU´s” do Brasil até pouco tempo atrás, o eterno olhar de colonizado das elites da praia para o outro lado do atlântico, já escreveu Euclydes da Cunha no século XIX, fato que ainda somos.

Desde a solução genuina com o olhar brasileiro de Oscar Niemeyer, para a construção do prédio do Ministério da Educação e Saúde em 1936 (Palácio Gustavo Capanema), ideia de construir o prédio com arte e cultura e com pouquíssimas diferenças nas linhas e desenho original do prédio sugerida por Le Corbusier (que de mestre e referência dos arquitetos brasileiros, admitiu ele, passou a ser um admirador da arquitetura brasileira e de Oscar Niemeyer – “Oscar, você é uma pessoa generosa“). Solução está que já tinha voado pela janela do prédio, resgatada graças a coragem de Lúco Costa, coragem demonstrada desde sua empreitada revoulucionária na Escola de Belas Artes no RJ em 1930.

Como disse certa vez Paulo Francis, “a academia pensa mal no Brasil“, sobra e muito, ideologia e dogmatismo, falta contato com a realidade e utopia. A academia é o reflexo de nossa sociedade adolescente, temos algumas ilhas de excelência, no geral somos uma ilhar da fatasia,  “Alunos Forever“, entre o mundo da universidade e a realidade do Brasil, é fácil constatar, existe um abismo. “A elite brasileira é marginal” (Raymundo Faoro).

http://www.advivo.com.br/wp-content/uploads/documentos/niemeyer_no_foco_dos_acdemicos_fapesp_jan._2013.pdf

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