Che Guevara e o trabalho, por Jota A. Botelho

Che Guevara e o trabalho, por Jota A. Botelho

O belo discurso de Che Guevara, que faltou ao PT pela sua história como partido de esquerda, conclamando a juventude sobre a importância do trabalho fazendo do esforço algo criativo e novo.
     “Trabalhar para aperfeiçoar-se, aumentar os conhecimentos e a compreensão do mundo que nos rodeia, de inquirir e averiguar e conhecer bem o porquê das coisas. De estar sempre abertos para receber as novas experiências (…). E de estar permanentemente preocupados com os nossos próprios atos (…). A juventude tem que criar. Uma juventude que não cria é uma anomalia realmente (…). E pensar todos e cada um como ir mudando a realidade, como ir melhorando-a (…). A exigência é ser essencialmente humano, e ser tão humano que se acerquem ao melhor do humano. Que se purifiquem o melhor do homem através do trabalho, do estudo e do exercício da solidariedade continuada com ele e com todos os povos do mundo (…). De reconstruir o que foi destruído ao fim de tudo isso (…)”.
     Depois de se despedir afirmando que irá cumprir com seu dever de trabalhador voluntário, ao final, Che Guevara, se autodeclarando sem boa memória, declama alguns versos de um poema de León Felipe La rosa de harina (*):
     Pero el hombre es un niño laborioso y estúpido / que ha convertido el trabajo en una sudorosa jornada. / Convertiu el palo del tambor en una azada, / y en vez de tocar sobre la tierra una canción de júbilo / se ha puesto a cavarla. / Quiero decir que nadie ha podido cavar al ritmo del sol / y que nadie todavía ha cortado una espiga / con amor y con gracia.

https://www.youtube.com/watch?v=XyKDh_OJKkk align:center


Fotos: León Felipe e Carlos Puebla

 (*) La rosa de harina, poema de León Felipe (poeta espanhol, 1884-1968):

Pero el hombre es un niño laborioso y estúpido
que ha hecho del juego una sudorosa jornada.
Ha convertido el palo del tambor
en una azada,
y en vez de tocar sobre la tierra una canción de júbilo
se ha puesto a cavarla.
¡Si supiésemos caminar bajo el aplauso de los astros
y hacer un símbolo poético de cada jornada!
Quiero decir que nadie sabe cavar al ritmo del sol
y que nadie ha cortado todavía una espiga
con amor y con gracia.
Ese panadero, por ejemplo, ¿por qué ese panadero
no le pone una rosa de pan blanco a ese mendigo hambriento
en la solapa?

Copyright © Derechos reservados del titular. 
Hasta siempre Comandante, música  de Carlos Puebla. 
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