O alemão e os índios no cinema

http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/artigo_1.htm

O alemão e os índios no cinema

Quem quiser ouvir como se fala o tupi antigo terá essa oportunidade no ano que vem, (observação: o filme é de 1999) quando chegar às telas de cinema o filme Hans Staden, do diretor Luiz Alberto Pereira. Todo falado em tupi, o filme conta a emocionante — e verídica! — história do marinheiro alemão que naufragou na costa brasileira, na altura de São Vicente, São Paulo, em meados do século 16. Salvo do naufrágio, Hans Staden passou a viver com os portugueses habitantes da região, até ser aprisionado pelos tupinambás de Bertioga, em 1554. Para seu azar, os tupinambás eram inimigos dos portugueses e pensaram que Staden também fosse português. Por conta dessa confusão, ele quase foi morto em um ritual antropofágico. O alemão sobreviveu, mas, durante os meses em que esteve cativo, pôde presenciar o tratamento que os ferozes tupinambás reservavam aos inimigos: eles eram esquartejados e devorados pelos membros da tribo.

Hans Staden acabaria sendo salvo pelos franceses, com os quais os tupinambás tinham firmado aliança. Resgatado pelo navio francês Catherine de Vetteville, ele partiu de volta para sua pátria e, em 1557, publicou um livro sobre suas aventuras no Brasil.

Para filmar essa história, os atores Carlos Evelyn (no papel de Staden), Sérgio Mamberti, Stênio Garcia, Cláudia Liz, Beto Simas, Darci Figueiredo, Milton de Almeida, Ariana Messias e Carol Li, entre outros, tiveram que aprender a falar tupi em tempo recorde: cerca de três meses.”

>> vídeo com trailer do filme: http://www.youtube.com/watch?v=tjN8ympAn6Q

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