Inêz Oludé, pronta para um mutirão de reconstrução do Brasil

A artista plástica e militante que há anos se dedica ao estudo do racismo, explicita também o papel desempenhado pelo aparato da força do Estado

INÊZ OLUDÉ, PRONTA PARA UM MUTIRÃO DE RECONSTRUÇÃO DO BRASIL

por Arnaldo Cardoso

Vestir o Manneken Pis (símbolo de Bruxelas) com o abadá da capoeira, organizar uma festa de rua com vários capoeiristas para celebrar a cultura brasileira e realizar a Primeira Bienal de Artes Plásticas Brasileiras de Bruxelas, foram algumas das várias intervenções da artista plástica brasileira Inêz Oludé da Silva, que vive na Bélgica há mais de quarenta anos tendo chegado no país depois de fugir da ditadura no Brasil, passar pelo Chile e sofrer com a prisão política na Argentina.

Com posicionamentos claros acerca de diferentes temas, avessa a tergiversações e sem medo de dar nome às coisas, Inêz Oludé respondeu perguntas para essa matéria do Jornal GGN tratando de arte, política, colonialismo, racismo, xenofobia, militância política e perspectivas para o Brasil.

Indagada sobre como foi realizar essas intervenções na capital europeia que há um século e meio (1876) sediou a infame conferência que propunha “levar a civilização” aos africanos, Inêz disse que contou com a colaboração do então embaixador do Brasil na Bélgica, Almir Barbuda, em “um momento excepcional para nossa cultura, em que o Brasil era do tamanho do mundo.  Na Europa todos os olhos estavam voltados para o Brasil”.

“A ideia de vestir o Manneken-Pis, símbolo de Bruxelas, me veio para a inauguração da Bienal, pelo fato de que a capoeira é muito conhecida aqui. Também era uma maneira de reunir todas as escolas capoeiristicas, numa só festa. Depois fiquei conhecida como madrinha da capoeira, que conseguiu reunir escolas rivais”.

Pontes em um mundo marcado pelo discurso de ódio e intolerância

Sobre a potencialidade da arte e a possibilidade do artista ser o agente capaz de estabelecer pontes e promover o diálogo na sociedade contemporânea, marcada pelo discurso de ódio, pela intolerância e polarização, a artista plástica recordou momentos da história marcados por esses mesmos processos, afirmando não serem novos.

Quanto a arte e a função do artista Inêz disseSim, a arte pode ser uma ferramenta que abre os olhos para a realidade do mundo, como Picasso, eu penso que as artes, a poesia, são armas” [para enfrentar a guerra]. E complementou: “[…] polarização, conflito, é o que faz evoluir o mundo, para o bem ou para o mal. Não tem que haver pacto com quem explora, com quem não tem compromisso, com quem não respeita a nossa soberania. Temos que combater e se pudermos, derrotar o fascismo”.

Multiculturalismo e as heranças malditas do colonialismo

A Bienal Brasileira de Bruxelas (2007) reuniu obras de 15 artistas brasileiros residentes na Europa e inaugurou a Casa das Culturas no bairro de Saint Gilles, onde vive Inêz.

Sobre o bairro ela comenta que “Saint-Gilles, onde moro há 22 anos, é um bairro fantástico, com 140 nacionalidades. Somos um bairro de artistas, todo mundo se conhece, existem quase 500 ateliês que se abrem a cada dois anos para visitação. Temos uma gestão socialista, que funciona muito bem em diversos aspectos e em outros não”.

Mas se em Saint Giles vive-se uma tal sociabilidade, há bairros que se assemelham a guetos, com imigrantes discriminados e segregados. Inêz avalia que “Com a ascenção da direita e da extrema-direita, os conflitos se acirram, a violência racial aumenta, porque personagens como Salvini, Orban, Le Pen e o atual candidato à presidência francesa, o ultranacionalista Eric Zemmour, usam o racismo e a xenofobia como slogans eleitoreiros”.

A artista plástica e militante que há anos se dedica ao estudo do racismo, explicita também o papel desempenhado pelo aparato da força do Estado, “A violência policial é endêmica e estrutural, e se mantém por prevaricação, descaso e impunidade de parte da Justiça. Muitos elementos na policia são de extrema-direita e violentíssimos.

Os imigrantes tem um papel duplo na sociedade: trabalhar nos empregos ingratos e servir de bode expiatório em tempos de eleições. O racismo e a xenofobia assumem várias formas, por exemplo, recusar moradia ou emprego a alguém por causa de sua origem. Há atos de ódio e agressão,  assédio no local de trabalho. A policia está a serviço do estado e defende os interesses da burguesia. Vários países, entre eles a Bélgica,  andam levando reguadas para se ajustarem às diretivas da Comissão  Europeia por não garantirem, ‘que os crimes de ódio dêem origem a processos eficazes e adequados’, segundo o observatório do racismo.

O racismo e a xenofobia, são as heranças malditas do colonialismo. A Europa é racista, historicamente, todas as ideologias nasceram aqui. O colonialismo é uma ideologia que criou a mitologia de superioridade racial […]”.

Hipocrisia nas organizações internacionais

Ao falarmos de Bruxelas como capital diplomática da Europa, que sedia algumas das mais importantes organizações multilaterais internacionais que proclamam ao mundo a defesa dos direitos humanos e condenam todas as formas de opressão, Inêz não hesita em afirmar que há “muita hipocrisia nessa defesa dos direitos humanos, mas isso é assunto longo. A discriminação que senti aqui não foi tanto por ser negra, algumas vezes isso veio à tona, sobretudo pelo fato de falar bem o francês. Os belgas dão nó na cabeça quando tem que admitir que um negro tem capacidades intelectuais.  A discriminação que senti foi essencialmente por ser estrangeira […]

O mais terrível, é que muitos brasileiros chegam aqui e reproduzem seus modelos racistas. Contra os marroquinos, existem verdadeiras batalhas de rua em alguns bairros de Bruxelas entre brasileiros e marroquinos. Eu sempre digo que estou do lado dos discriminados porque no dia que não houver outros, serão os brasileiros”.

Sobre aqueles que pedem a volta da ditadura no Brasil

Perguntamos a ela, que ainda muito jovem sofreu o arbítrio e a violência da ditadura militar, sendo forçada a deixar o seu país e viver no exílio, como é saber que milhões de brasileiros, muitos deles jovens, votaram para presidente do Brasil em um declarado racista, defensor da ditadura e de torturadores. E como é ver brasileiros ainda hoje ostentando faixas em manifestações pedindo a volta dos militares.

“Fiquei alvoroçada com o golpe de 2016, com as manifestações no Brasil, mas que alguns elementos brasileiros imigrantes na Bélgica votassem no coiso, não me espantou muito não. Quem votou nele é a cara dele, tanto no Brasil como no exterior. Quem viveu a ditadura, sabe que uma grande parcela da população sempre defendeu os crimes no Brasil, desde a escravidão”.

Tomar posição

Tratando de política e militância, citamos outras entrevistas de Inêz Oludé em que conta que sempre se indignou diante de injustiças e preconceitos, que sempre lutou por sua liberdade, mas que preferiu não se filiar a partidos políticos. Pedimos então que falasse sobre isso.

“Tomar posição atualmente é urgente, necessário.  Eu sou eterna militante em diversas causas. Sou anarquista, não gosto de hierarquias, não luto pelo poder, mas para desconstruir o poder, a hierarquia  não me convém, sou pela horizontalidade, o apoio mútuo, a autogestão e o anti-capitalismo, que  são as bases do anarquismo. Combato as ditaduras, o racismo, a xenofobia, o machismo, as discriminações, a burrice, e a maldade que fazem parte do fascismo e do nazismo.

Para isso não preciso de partidos, tem outros meios, no entanto apoio os partidos de esquerda do Brasil e sou Lulista. Na Bélgica, faço parte do comitê Lula Livre, do Lula Day e sou membro do GT da cultura do partido marxista-leninista PTB (Partido do Trabalho Belga), que reúne varias tendências da esquerda radical”.

Sobre a crise de representatividade que fragiliza a democracia liberal em países como Itália, França, Estados Unidos e Brasil, e que tem como uma das principais causas o descolamento dos partidos políticos em relação às demandas dos cidadãos, principalmente das camadas mais populares, dando espaço para lideranças da extrema-direita (como Bolsonaro) conquistar o apoio desses que se sentem “abandonados” pela política, Inêz avalia que “este é um fenômeno mundial. O capitalismo é astuto, não dorme nem cochila. Ele provoca as crises e depois dá um jeito de se beneficiar delas. As camadas mais pobres caem no engodo e acabam votando nos partidos que são os capachos do capitalismo. Estes capachos,  obcecados pelas reformas neoliberais, esquecem de pensar”.

Sobre a extrema-direita belga

“A extrema-direita belga é bastante antiga, surgiu em 1974, é muito ativa na Bélgica e apresenta um histórico de violência. Seu feudo por muitos anos foi o norte do pais, mas desde 2014, está se expandindo em outras regiões. Recentemente apareceu um novo partido de extrema-direita, o “Chez Nous” (na nossa casa), um nome ridículo que já implica xenofobia. São imitadores de Trump, e falam as mesmas abobrinhas que o miliciano brasileiro.

Há também uma forte tradição antifascista na Bélgica […] Atualmente  foi criada uma Coalizão Stand-Up, formada por partidos progressistas, sindicatos e associações contra a extrema-direita e o fascismo. Esperemos que freem  a extrema-direita nacionalista, complotista e fascista”.

Descolonizar o conhecimento e a arte

Voltando a falar da arte e de manifestações artísticas alinhadas com a proposta de descolonizar o conhecimento e a arte, Inêz pontuou que “o pensamento descolonial se originou na América do Sul, com o Enrique Dussel, argentino, residente e professor no México (no Brasil, o brilhante professor Dussel foi rejeitado, acho que atualmente está sendo estudado).

Os movimentos contra a ideologia colonial, aqui na Europa,  são antigos e múltiplos. Num primeiro tempo fizemos muitas manifestações em vários países. No inicio dos anos 2000, um ponto de encontro foi o quilombo de Hamburgo, organizamos exposições, conferências e jogamos muita tinta vermelha nas estatuas coloniais. Infelizmente o querido Marcos Romão, que havia fundado o quilombo, faleceu. Em Bruxelas criamos o grupo Moja, que abarcava muitas associações africanas. Na França se oganizaram vários movimentos, como a Brigada Antinegrofobia. Na época éramos vistos como vândalos pela imprensa, havia muita pressão contra a gente, o Estado fazia pouco caso de nossas reinvindicações e as instituições museais continuavam com suas propagandas infames.

Num segundo momento, os artistas afrodescendentes, os mais famosos, são sempre os mesmos que são impulsionados, mas isso acontece em todo canto, no Brasil, são os mesmos nomes que estão nas galerias, nas bienais, muito raramente são negros ou índios.

De uns anos pra cá, os africanos começaram a entrar nas galerias e museus, participar de bienais, etc. Isso levou a uma certa ambiguidade. Como você vai enfrentar quem está lhe promovendo?

Num terceiro momento, que é o atual, acho que a coisa desandou, o movimento foi cooptado pelos museus. Os considerados mais radicais, foram descartados.

Depois do assassinato de George Floyd, criou-se um fenômeno, que me faz pensar que ser negro americano é mais bem visto do que ser negro africano ou brasileiro. No Brasil se mata um negro a cada 26 minutos e não comove muito. Definitivamente, a imprensa ficou muito simpática, mudou a posição, as estatuas jogadas no rio suscitam  debates calorosos, destruir ou não destruir? Eis a questão! Vamos ver no que vai dar, com certeza os antigos combatentes, irão para o museu do esquecimento, enquanto  os museus coloniais vão continuar ganhando dinheiro com os corpos negros”.

Ao abordarmos em nossa conversa a 34ª Bienal Internacional de Artes de São Paulo (4 de setembro a 5 de dezembro de 2021) que se apresentou com o lema “Faz escuro mas eu canto” como um grito de resistência, em defesa dos povos da floresta, de seus direitos e da importância das vozes silenciadas pelo projeto colonial de sociedade que fundou o Brasil e que ainda nos oprime, Inêz reconhece avanços mas não se permite iludir “com migalhas”.

A moeda tem dois lados. Por um lado ficamos conhecendo a arte negra e índia, que  foram tão vilipendiadas e não reconhecidas durante séculos, além de serem saqueadas para enriquecer as coleções dos museus europeus e americanos. Os debates sobre a restituição dos patrimônios, é enraivecido. Por outro lado, os museus  passam a ter poder sobre a arte e os artistas. Como eu falei antes, como vão combater quem os promove? O capitalismo não dorme nem cochila…

Continuo convencida de que devemos insistir em ter uma posição crítica em relação às instituições, sem depender, buscar ralações de igualdade, com a possibilidade de organizar nossos próprios eventos e também continuar  com nossas redes de trocas e reflexão. O mecenato dita as regras e pode modificar o comportamento do beneficiado, não há dúvidas disto”. 

Ainda sobre uma arte nascida da periferia e que emerge, conversamos sobre a exposição “New Power” aberta em novembro passado no Palais de Tokyo – museu de arte moderna em Paris – do jovem artista brasileiro Maxwell Alexandre, nascido na favela da Rocinha, Rio de Janeiro. A exposição, autointitulada antirracista, vê na arte uma ferramenta para a promoção social de pessoas pretas. O artista conta que sua inspiração vem do cotidiano da favela e de movimentos como o hip-hop dos Estados Unidos, entre outros.

Inêz teceu o seguinte elogio “o trabalho dele é muito bom, ele merece ser conhecido, e se possível, viver de sua arte, se assim o desejar”. Mencionando também trabalhos de outros artistas talentosos, de diversas partes do mundo, destacadamente do Sul Global, que têm irrompido no cenário das artes, Inêz se mantém na retaguarda ressaltando que “o perigo é serem portadores de uma revolta estética sem gerar mudanças reais em seus direitos coletivos. Se o reconhecimento é global ou se são só alguns artistas escolhidos a dedo”. […]

“Eu já participei de exposições altamente prestigiosas, com artistas de peso, organizei também exposições com artistas famosos. Mas isso foram bons momentos, que passaram, não mudaram em nada minha vida, nem minha visão do mundo e menos ainda meus propósitos de vida. A prova dos nove, é perceber se a vida negra realmente importa […]”.

O Museu-Valise de Inêz e outros projetos

No âmbito da década dos afrodescendentes (2015-2025) instituída pela ONU, Inêz Oludé realizou em 2015 o Museu-Valise da História da Escravidão, como um “projeto de resgate histórico, social e cultural da escravidão no Brasil e no mundo” em oposição às formas de silenciamento e fazendo ecoar as múltiplas expressões de uma brasilidade construída por homens e mulheres de múltiplas raças, etnias e culturas. Pedimos que ela nos contasse sobre como foi a realização desse importante projeto.

“O projeto da exposição ‘As águas da memória’ sobre a rota do escravo, nasceu em 2002, em Ouidah, no Benin,  cujo proposito era levar uma reflexão sobre as contradições, manipulações, negações e ocultações da história eurocêntrica. A proposta utiliza a ferramenta museu-valise, inspirada na “la boîte-en-valise” de Duchamp. É um verdadeiro museu em pequeno formato afim de facilitar a intinerância. Em 2002, estive no Benin integrando o júri do festival Lagunimages, de cinema documentário, sobre o tema da escravidão. Visitei a Rota do Escravo, a Porta do Não Retorno, em Ouidah, uma narrativa feita pela Unesco, que deu origem a esta reflexão. Fui dominada por uma onda de emoção intensa e mágica que me fez pensar no mar da vida com seus fluxos e refluxos.

Desta viagem nasceu o projeto artístico e poético, do ponto de vista de uma negra. São 32 obras, com a técnica de colagem e também com  poemas. Faço conferências, visitas guiadas e oficinas de arte postal, com pessoas de todas as idades.

Em 2004, fui convidada a expor na Unesco. O Museu-valise na ocasião recebeu o label do programa Rota do Escravo. Desde então, o museu-valise tem feito seu caminho na luta contra o esquecimento, contra o racismo institucional e contra os racistas. A exposição foi visitada por milhares de pessoas em busca da verdade. Para uma griote, como eu, não existe passado, presente nem futuro, o tempo é uma linha só.  Os olhos fechados na noite permitem ver o que é ofuscado durante o dia. A principal recompensa com este projeto, veio com a exposição na ONU, em 2015, com as 32 obras do projeto adquiridas por uma década. 

A exposição foi vista em Bruxelas, Charleroi, Hamburgo, Washington, Paris, Recife e Maceió.  Em 2015 fui convidada para a abertura da década de afrodescendentes, no Palais des Nations, na ONU em Genebra. A exposição suscitou tanto entusiasmo, que me solicitaram que faça parte da agenda ao longo da década (2015-2024). Aceitei.

Agora estou cuidando do projeto de obras com passarinhos, ligados ao tema da guerra e da paz, além disso, estou tratando de reunir meus poemas que ficaram por décadas nas gavetas, com fins de publicação”.

Perguntamos para Inêz quanto as principais dificuldades para a realização desses projetos e ela respondeu que “As dificuldades são de ordem financeira, pois por não querer modificar o projeto, não busco apoios ou financiamentos que posam significar pressões. […] Vou com ele onde me solicitarem, mas mudanças só ocorrerão se eu as desejar.

Atualmente, estou organizando um livro de poemas ilustrado com as obras”.

Paulo Freire e a arte-educação

Lembrando que em 2021 celebrou-se o centenário do nascimento do grande educador brasileiro Paulo Freire (1921-2021) que tinha uma concepção emancipadora, integral da educação, com uma recorrente preocupação ética e estética, abordamos o conceito de “arte educação” ao que Inêz rapidamente frisou que é também educadora e admiradora do trabalho de Paulo Freire. “Fui professora de francês e de português, fiz oficinas de artes plásticas e muitas coisas minhas estão ligadas à educação. Paulo Freire é muito conceituado no mundo e muito utilizado aqui na Bélgica para alfabetização de adultos”.

Pronta para um mutirão de reconstrução

Para finalizar esse rico diálogo com a artista plástica, poeta e militante Inêz Oludé perguntamos se ela se sente estimulada diante da perspectiva do povo brasileiro pôr fim – na eleição de outubro – ao projeto de destruição do (des)governo de Jair Bolsonaro, que tantos danos causou à cultura, à educação, ao meio ambiente, e tantas outras áreas, e se pensa em propor projetos de intervenção social no Brasil, ela respondeu “Com certeza, dentro das minhas possibilidades, voltarei ao Brasil com entusiasmo e garra (não para morar, mas como sempre fiz, por temporadas). Vamos precisar ter força, coragem e paciência. Os estragos do miliciano incompetente e sua trupe de malandros corruptos, maus e perversos,  são monumentais. Teremos todas e todos que participar de um mutirão”.

Sim, Inêz está muito certa. Teremos que reconstruir muita coisa e avançar sobre outras tantas que ainda oprimem nosso povo e impedem que o Brasil alcance tudo aquilo que nossos artistas imortalizaram em suas obras mais generosas sobre um país bonito por natureza.

Arnaldo Cardoso, sociólogo e cientista político formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), escritor e professor universitário.

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