Os bebês abandonados


Re: Fora de Pauta


Abandono de bebês. Em nosso país não há solução institucional para o problema. Algumas mães os descartam em rios, lagos, ruas, latas de lixo, terrenos baldios.  Viram caso de polícia. No passado havia nalguns locais uma tentativa de solução mais objetiva, que era a “roda dos expostos”, ou “roda dos enjeitados”, uma porta giratória em prédios de igrejas e conventos, com uma caixa para colocar a criança, ficando a mãe no anonimato. Girada a porta, a criança era levada para dentro, onde pessoas a acolhiam para alimentar, vestir, encaminhar à adoção. 

Hoje, no mundo, diz-se que na Malásia uma ONG está acolhendo esses bebês enjeitados. 

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http://www.oriobranco.net/mundo/5711-ong-malasiana-abre-incubadora-para-criancas-abandonadas.html

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E também na Itália. No Brasil, como as autoridades procedem? Um trecho do depoimento de um pediatra:

” Há pouco tempo, estive, eu pediatra, em um programa da TVE, entre um desembargador e dois advogados de família, debatendo com os mediadores o abandono de bebês. Levantei a seguinte questão: por que essas mães não abandonam seus filhos na porta dos Juizados de Infância e da Juventude? Têm medo? De quê? De serem acusadas? De serem presas?

Argumentei que caberia de imediato ao Juizado, acolher essas crianças e encaminhá-las para o atendimento à longa fila de pais que pretendem adotar. Mas as mães que rejeitam seus filhos preferem abandoná-los na via pública. Tem que haver uma razão. Pois no referido programa fui acusado de incentivar o abandono de bebês e querer ressuscitar a muito antiga e abandonada “roda dos expostos”.

Agora chega-nos a notícia de que na Itália, o ministro para assuntos da família quer que cada hospital do país tenha uma versão moderna da “roda dos enjeitados” A sala preparada para abandonos possui sensores eletrônicos, que detectam a presença da criança e ativam um alarme em 40 segundos. Alguns hospitais já têm cartazes com os dizeres “não abandone sua criança, deixe-a conosco”. Imaginemos quantas vidas serão salvas e quantas crianças escaparão de crescer sem serem desejadas. Talvez seja a hora de os nossos Juizados da Infância pensarem no que podem fazer para que as mães decidam, sem medo e no anonimato, não abandonarem seus filhos nas ruas ou até matá-los, mas os deixarem com quem possa deles cuidar.”

http://www.observatoriodainfancia.com.br/article.php3?id_article=159

Na Alemanha, o dispositivo de acolhimento anônimo de crianças está descrito (em alemão) em

http://de.wikipedia.org/wiki/Babyklappe

de onde peguei essas duas imagens, que por si são explicativas:

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