A origem da fibra de Amaral Gurgel

Recebo um telefonema inesquecível de dona Carolina Amaral Gurgel, viúva do João do Amaral Gurgel.

Ela já tinha deixado um recado na nota sobre o marido – que vocês rechearam com declarações de amor pelo carrinho e de admiração pelo Gurgel. Ficou especialmente tocada com o comentarista que disse que, quando morresse, gostaria de ser enterrado no seu Gurgel

Na conversa com dona Carolina, dá para perceber de onde vinha parte da garra impressionante de Gurgel. Nada de olhar para trás, de lamber feridas e chorar incompreensões. “Quem está na chuva é para se molhar”, diz ela.

Dona Carolina passou 52 anos casada, os últimos sete cuidando do marido vencido pelo mal de Alzheimer. “Tenho lembranças maravilhosas daquele maluco de carteirinha”, conta ela. Dia desses, se pilhou rindo sozinha, lembrando-se do único dia em que ele a ameaçou. Ela foi beijá-la de noite e ele, entorpecido pela doença, julgou estar sendo atacado por alguma ninfa.

Foram sete anos cuidando da doença do marido, praticamente sozinha. Dona Carolina achava que se juntasse muita gente em volta haveria muita fofoca.

Como o inferno astral dura sete anos, agora o jogo será outro. Ela voltou a praticar sua ginástica no Paulistano e está cheia de planos de arrumar a casa, que ficou meio abandonada pela dedicação ao marido.

Agora, se define como uma “velhinha computadorizada”. Já armazenou os comentários carinhosos de vocês e está trabalhando com um photoshop para colocar seu retrato na rede.

Ela manda um beijo carinhoso para todos os admiradores de João do Amaral Gurgel.

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