Os acertos de conta no Dia dos Pais

Por Reinaldo

“Se o Criador – o pai do Céu -, Deus, a grande Vida, o universo vivo e inteligente, o grande espírito do mundo, seja qual for o nome, esse que existe acreditemos nele ou não, onipresente, onisciente e onipotente…”

Por que eu destruiria esta retórica falaciosa? Pela ausência de meu pai? Ele viveu 86 anos, fez suas escolhas (a maioria delas com absoluto erro, um dos quais resultou em mim) e morreu, não em paz! Deste almoço (o de hoje) ele não participa e não participará de nenhum outro. Lamento? Não!

Seria um bom texto sem este placebo divino que alguns insistem em usar para justificar uma infinidade de escolhas (certas ou erradas) que resultaram no momento presente. Na qualidade (ou defeito) de filho poderia desconstruir este “almoço” em família, mas estou sem paciência com as fórmulas mirabolantes ou com as justificativas injustificáveis!

Somos resultado de um processo. Ponto! Meu pai foi apenas um animal que cumpriu o papel que lhe cabia na perpetuação (ou tentativa dela) da espécie. Eu repito a fórmula, bem ou mal e me fiz pai da mesma forma. Meus filhos? Não sei ainda, mas espero que façam da mesma forma e aprimorem o gênero humano. E, a despeito do que me queiram imputar aqui, apenas espero que o façam sem que se considerem animais melhores que os outros ou que, sob a ótica religiosa, considerem-se “sui generis”.

Meu pai foi homem de bem. Espero continuar sendo e que meus filhos o sejam!

O resto?

O resto é uma foto amarelada, uma lembrança que parece resistir ao tempo e uma saudade daquilo que não ousamos ter feito quando deveríamos, ou do que fizemos quando era preciso… 

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